02.09.10 - jue

Congestionamento preocupa operadores

A consultoria Drewry, citando prospectos econômicos otimistas, revisou suas projeções de médio prazo para cima, mas alerta que o investimento em novos terminais de contêineres deve ser retomado a fim de evitar a perspectiva de congestionamento.

Atualmente, a capacidade mundial dos terminais de carga conteinerizada está prevista para crescer em 143 milhões de Teus no mesmo espaço de tempo, aumento abaixo de 20%. O ritmo mais lento de crescimento na capacidade em relação ao volume de movimentações irá acabar por elevar os números de utilização global de terminais de contêineres, a menos que novas instalações saiam do papel.

Estima-se que, até 2015, os níveis de utilização global passariam de 80%. De acordo com a Drewry, "enquanto isso pode não parecer algo preocupante em escala mundial, terminais em localidades privilegiadas são normalmente mais utilizados do que a média de complexos portuários, e em algumas regiões - notadamente extremo oriente e oriente médio - fica clara a não-adequação dos projetos de expansão já confirmados para suprir a demanda crescente." Nas áreas mencionadas pela consultoria, a utilização chegaria a 95%.

Enquanto isso, a recuperação dos volumes se fez presente em muitas localidades, e faz o mercado questionar se as novas instalações serão implementadas a tempo de suprir a demanda, especialmente levando em consideração os processos de financiamento atuais para investimentos deste porte, que são muito mais complicados e exigentes do que em outros tempos, de acordo com o analista.

02.09.10 - jue

Contrato de R$ 57,2 milhões vai acelerar obras rodoviárias em SC

Contrato de R$ 57,2 milhões vai acelerar obras rodoviárias em SC

A assinatura do contrato de empréstimo da ordem de R$ 57,2 milhões com a Corporação Andina de Fomento (CAF) vai acelerar as obras de pavimentação da SC-415, de acesso ao Porto de Itapoá, no Norte do Estado, e permitir a entrega da ordem de serviço, ainda neste mês, para a execução de outros três projetos revistos no Programa de Integração Regional (PIR) para a região da Costa do Encanto. "São investimentos importantes para a melhoria da infraestrutura turística e portuária do estado, permitindo ainda o escoamento da produção catarinense", destaca o governador Leonel Pavan.

O contrato foi assinado terça-feira à tarde, na sede da CAF, em Brasília e a previsão é que os recursos sejam liberação em até duas semanas, após visita da equipe técnica da instituição de fomento a Santa Catarina. Ainda em setembro, o governador Leonel Pavan pretende ir ao Norte do Estado para entrega da ordem de serviço do trecho de 1,9 quilômetro do Vigorelli, em Joinville; dos 6,3 quilômetros do Gibraltar ao Estaleiro, em São Francisco do Sul; e dos 3,9 quilômetros entre Laranjeiras e a BR-280, também em São Francisco do Sul, que integram a Costa do Encanto.

O trecho da SC-415, de acesso ao Porto de Itapoá, tem 27,7 quilômetros e está orçado em R$ 39,7 milhões. A previsão é de com os recursos a obra seja concluída no primeiro trimestre de 2011, mas o diretor-geral da Secretaria de Estado da Infraestrutura, Gerson de Borba Dias, que participou da assinatura do contrato em Brasília, diz que a disposição do governo é terminar a rodovia ainda neste ano.

Cerca de 45% dos trabalhos do trecho já foram concluídos. O serviço atualmente está em fase de terraplenagem. Aproximadamente 60% desta etapa foi realizada, e nas próximas semanas deve começar a pavimentação da estrada.

O maior entrave para o pleno andamento das obras até o momento foi o mau tempo. Até o final de junho, conforme o último levantamento da fiscalização do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra), 57,8% do tempo decorrido foi comprometido por chuvas ou "impraticáveis", ou seja, aqueles dias em que não chove mas não é possível trabalhar por excesso de barro etc. Dos 820 dias decorridos até a última medição, 206 foram de chuva e 268 de trabalho impraticável.

O Programa de Integração Regional tem o objetivo de viabilizar investimentos rodoviários e de infraestrutura e promover o desenvolvimento turístico e econômico. A primeira fase do PIR no Estado prevê a pavimentação e sinalização de cerca de 85 quilômetros de rodovias, além da execução de projetos de controle ambiental, supervisão de obras civis e de ações ambientais.

Outros R$ 50 milhões, para a segunda a segunda etapa do PIR, o chamado CAF 2, já estão sendo negociados e podem ser liberados ainda neste ano para beneficiar as regiões do Planalto Norte e do Vale do Itajaí e facilitar o escoamento da produção do pólo madeireiro ao Porto de Itajaí, no Litoral.

"O CAF 2 já está em tramitação e o governador Pavan pretende acelerar este processo em Brasília. Esperamos que até o final do ano o contrato seja assinado", afirmou o secretário de Estado da Infraestrutura, Rubens Spernau.

 

31.08.10 - mar

Em desaceleração, Japão anuncia mais estímulo

O Japão anunciou ontem medidas para reforçar sua frágil recuperação econômica. O banco central colocou à disposição 10 trilhões de ienes (US$ 118 bilhões) para operações adicionais de financiamento de seis meses, com taxas baratas, e o governo apresentou pacote de 920 bilhões de ienes em estímulos econômicos.

As medidas, no entanto, eram amplamente esperadas e economistas advertiram que não são suficientes para recuperar a confiança, abalada pela desaceleração do crescimento, pela ameaça de uma recaída recessiva nos EUA e pela valorização do iene.

O presidente do Banco do Japão (o banco central do país), Masaaki Shirakawa, que estava em visita aos EUA antecipou seu retorno para participar da reunião de política monetária, convocada às pressas, que aprovou as novas operações de financiamento, ampliando um programa de 20 trilhões de ienes, em créditos de 3 meses, que já estava em vigor.

O premiê do país, Naoto Kan, cuja liderança vem sendo contestada dentro de seu próprio partido, elogiou a decisão, descrevendo-a como uma "ação rápida para lidar com a situação econômica".

Os mercados, contudo, não se impressionaram. O índice Nikkei, referencial das ações em Tóquio, subia mais de 3% antes do anúncio do Banco do Japão, mas acabou reduzindo o avanço e fechando em alta de 1,8%. Após cair acentuadamente para quase 85,88 ienes por dólar com a notícia da convocação da reunião de política monetária que não estava prevista, a moeda japonesa acabou se valorizando, fechando ontem a 84,63 ienes por dólar em Nova York.

Na semana passada, depois de atingir a maior cotação em 15 anos, de 83,57 ienes por dólar, Kan e seus ministros intensificaram o teor das declarações para tentar desvalorizar a moeda a um patamar mais confortável para os exportadores, que vêm puxando o crescimento da economia.

Ao apresentar as políticas com as quais pretende reforçar o crescimento econômico, o governo prometeu acompanhar de perto "oscilações excessivas" dos mercados e tomar "medida firmes quando necessário".

Existia expectativa geral de que o banco central decidisse expandir sua operação de financiamento na reunião de política monetária regular, agendada para a próxima semana, e economistas disseram que a nova iniciativa pouco fará para solucionar os problemas do Japão.

"O impacto econômico será insignificante, e qualquer impacto sobre o iene será diluído pela ausência de uma intenção declarada de desvalorizar a moeda ou de intensificar a flexibilização quantitativa", afirmou Julian Jessop, da Capital Economics.

Analistas dizem que o sistema financeiro japonês já tem bastante liquidez e que o principal problema está na escassez de tomadores de empréstimos dignos de crédito.

Taxas de juros já baixas e quedas persistentes nos preços também significam que a decisão do Banco do Japão pouco contribuirá para evitar o afluxo de dinheiro em busca de refúgio decorrente da perda de sustentação do crescimento americano.

É cada vez maior a pressão para que Kan estimule a economia em meio à aparente perda do ímpeto da recuperação da maior recessão do pós-guerra no país. Para o trimestre encerrado em junho, estimou-se que a economia cresceu a uma taxa anualizada de apenas 0,4%.

 

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