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Exportação de frango do Brasil cresce 3,6% de janeiro a agosto
Ao todo, País exportou 2,51 milhões de toneladas da carne nos oito primeiros meses do ano
O Brasil exportou 2,51 milhões de toneladas de carne de frango no acumulado de janeiro a agosto, alta de 3,63% em relação ao mesmo período de 2009, quando o País embarcou 2,425 milhões de toneladas, informou nesta terça-feira, 14, a Ubabef (União Brasileira de Avicultura).
Em receita, as exportações de frango do Brasil, o maior exportador do mundo, totalizaram US$ 4,37 bilhões nos oito primeiros meses do ano, o que representou crescimento de 16,75% na comparação com o mesmo período de 2009.
"O resultado positivo é conseqüência da recuperação de preços nas vendas internacionais após a crise enfrentada no ano passado, além da retomada dos níveis normais de consumo", disse o presidente-executivo da Ubabef, Francisco Turra, em comunicado.
Dados da entidade apontaram ainda um incremento de 15,57% nas exportações brasileiras de frango em agosto, no comparativo com o mesmo mês do ano passado, para 348,1 mil toneladas.
A receita dos embarques no mês passado apresentou alta ainda maior na comparação anual, de 17,97%, para US$ 616,2 milhões.
Aviões perdem espaço para navios no setor de cargas
Relatório da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) mostra que a demanda por fretamentos aéreos para transporte de carga começa a desacelerar depois de forte recuperação pós-recessão.
Gestores de compras estariam menos otimistas e planejando despachar menos produtos por via aérea. O crescimento deve ficar em 6% no fim deste ano.
De acordo com a Iata, “a necessidade de despachos velozes no momento em que a economia global começou a se recuperar impulsionou o frete aéreo em 2009 e início de 2010”, mas esse processo estaria perdendo força e a queda na demanda deve estender-se até o fim de 2011.
Exportadores terão de conviver com o real forte
A expectativa de que virão de investidores estrangeiros de 20% a 30% dos R$ 128 bilhões que a Petrobras vai levantar deu impulso adicional à tendência de queda da moeda. Isso pode significar uma enxurrada de US$ 15 bilhões a US$ 20 bilhões no mercado, entre o fim do mês e o início de outubro.
Há outros motivos para se esperar que a cotação do dólar, embora recue em um primeiro momento, não despenque sem piso. Um deles é que parte dos recursos captados pela Petrobras serão destinados à importação de equipamentos que serão usados na exploração do petróleo da camada do pré-sal, o que enxugará parte das divisas recebidas.
O problema dos exportadores está longe, porém, de ser resolvido por esses movimentos de curto prazo, típicos de mercado. O Brasil assumiu, há alguns anos, a posição de "queridinho" dos investidores internacionais. O sucesso da estabilização econômica, a perspectiva de crescimento e o bom retorno dos juros altos tornaram o país alvo certo no fluxo de capital internacional, o que contribui para a apreciação do real.
Não é por outro motivo que o real ganhou importância no mercado internacional de câmbio. Desde a crise internacional, em 2007, os negócios com reais no mercado global de moedas quase dobraram, de 0,4% para 0,7% do total, com US$ 28 bilhões transacionados por dia em um mercado que movimenta US$ 4 trilhões. O real é a moeda mais negociada em derivativos no mundo, depois do dólar.
Agilizar a devolução dos créditos de impostos cobrados sobre produtos exportados é uma das poucas promessas cumpridas, ainda assim parcialmente. Desde agosto, os exportadores podem pedir a devolução acelerada de até 50% dos créditos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do PIS/Cofins referentes a exportações realizadas entre abril e junho. Nas exportações feitas entre julho e setembro, o ressarcimento só poderá ser pedido em outubro. Os outros 50% dos impostos pagos indevidamente serão recebidos no prazo habitual, que pode chegar a cinco anos. Ao lançar o pacote , o governo havia se comprometido a restituir 50% dos créditos de impostos em 30 dias.



