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Infraero deve demorar dois anos para abrir capital
A abertura de capital da Infraero prometida pela presidente eleita Dilma Rousseff não deverá ser a solução para resolver as limitações que afligem o setor aeroportuário. Segundo a coordenadora-geral do PAC e futura ministra do Planejamento, Miriam Belchior, o processo de reestruturação da empresa vai demorar pelo menos dois anos para ser concluído. Ou seja, até lá boa parte das obras de construção e ampliação dos aeroportos deverá estar avançada, sob risco de a situação ficar absolutamente inviável. "Não são decisões simples de serem tomadas, não acredito que a abertura ocorra antes de um ano e meio, dois anos", comentou Miriam.
Antes de reestruturar a estatal, o caminho mais provável para acelerar os projetos deverá ser a aposta na concessão de aeroportos para a iniciativa privada. O governo já tem nas mãos um estudo elaborado pela consultoria Mckinsey, a pedido do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A empreitada vai se basear na experiência da primeira concessão à iniciativa privada de um aeroporto no país, o de São Gonçalo Amarante, no Rio Grande do Norte. O projeto tem investimento previsto de R$ 450 milhões a R$ 600 milhões. A expectativa é de que o leilão do aeroporto ocorra no próximo ano.
As dificuldades do setor aeroportuário passam pela lentidão da Infraero em executar seu próprio orçamento. Do R$ 1,6 bilhão que a estatal tinha previsto para investir no setor até o fim deste ano, apenas R$ 358 milhões foram desembolsados até outubro, segundo a ONG Contas Abertas. De acordo com informações do Portal da Transparência, apenas 0,9% dos valores disponíveis para os contratos em aeroportos das 12 cidades que receberão a Copa do Mundo de futebol de 2014 foram executados.
Segundo o atual ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que vai assumir o Ministério das Comunicações, não há razões para se preocupar com as obras que suportarão a Copa. Questionado sobre a eventual possibilidade de o governo reduzir de 12 para oito o número de cidades que receberão os jogos, Bernardo afirmou que o assunto está fora de cogitação e que o governo mantém seu plano original.
Com informações Valor Econômico
Projeto estimula intermodalidade na região
Investimentos prioritários trariam economia de R$ 3 bilhões anuais.
A integração entre os diferentes modais de transporte da região Norte do País pode resultar em uma economia de custo superior a R$ 3 bilhões ao ano, segundo estimativas do projeto Norte Competitivo. O estudo pretende estimular projetos de infraestrutura para as hidrovias, portos, ferrovias e estradas presentes na Amazônia Legal - que compreende os estados do Acre, Amapá Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins -, e será entregue aos representantes do novo governo em fevereiro de 2011.
O relatório mapeou, durante cerca de um ano, toda a malha de transporte não apenas entre o território da Amazônia Legal, contemplando também os acessos a países vizinhos, a fim de definir nove eixos prioritários para investimento. "A idéia não foi apenas fazer o estudo, mas viabilizar a implantação das alternativas", explica um dos sócios da Macrologística, o engenheiro Renato Pavan, em entrevista ao Guia Marítimo. A companhia foi a responsável pela elaboração do projeto, sob pedido da CNI (Confederação Nacional da Indústria) através da Ação Pró-Amazônia.
O investimento necessário para as obras prioritárias é de R$ 14,1 bilhões, o que possibilitará uma economia de R$ 3,8 bilhões ao ano no custo logístico da região, estimado atualmente em R$ 17 bilhões. Com o aumento da demanda previsto até 2020, conforme apurado pelo estudo, este valor chegaria a R$ 33,5 bilhões. "Se nada for feito até 2020, algumas áreas ficarão consideravelmente complicadas", sustenta o responsável direto pelo Norte Competitivo e sócio da Macrologística, Olivier Girard.
Cabotagem
Além dos benefícios para a economia e trânsito de mercadorias no eixo Norte, o plano traz a expectativa de desenvolvimento socioeconômico através da geração de empregos diretos e indiretos, juntamente com a redução de emissões prevista pelo equilíbrio entre o modal rodoviário e alternativas ainda pouco exploradas, como a cabotagem. No entanto, Girard acredita que o fator socioambiental não é suficiente para estimular o transporte interno.
"Não adianta pensar que a maior parte das empresas analise somente o lado ambiental, pois o produtor sempre irá pensar na questão econômica. O problema da cabotagem é que ela ainda é pouco desenvolvida no aspecto de navegação, embarques, etc. Em alguns casos, atestamos que a utilização do modal sairia mais barato, mas o maior tempo de trânsito e para o desembaraço das mercadorias inviabiliza o transporte", conclui o consultor.
Foto: Porto de Itaqui (MA), do acervo de imagens da Macrologística.
Guiamaritimo.com.br
Infraero investirá R$10 mi no Terminal de Cargas de Manaus
A Infraero assinou ontem (07/12) a contratação de empresa especializada para modernização do sistema de transelevadores do Terminal de Logística de Carga do Aeroporto Internacional de Manaus/Eduardo Gomes (AM).
O investimento, no valor de R$ 10 milhões, vai melhorar a performance dos transelevadores, agilizando o processamento de cargas no aeroporto.
A instalação do sistema de gerenciamento dos transelevadores tem prazo de conclusão de 12 meses, a contar da assinatura da Ordem de Serviço, prevista ainda para este mês. O novo sistema também permitirá integração com o programa de movimentação de cargas da Infraero, o Tecaplus.
Com informações Mercado & Eventos



