26.07.10 - lun

Exportações do Uruguai ao MERCOSUL crescem 27%

As exportações uruguaias ao MERCOSUL se recuperaram em 27% no primeiro quadrimestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo informou o instituto Uruguai XXI. Em 2009, as vendas locais ao bloco integrado também por Argentina, Brasil e Paraguai -- com a Venezuela em processo de incorporação -- tiveram uma diminuição de 4% em relação a 2008. De acordo com a instituição, o que o Uruguai exporta ao MERCOSUL é formado em 38% por "manufaturas com conteúdo tecnológico".
Dentro deste ramo os bens com maior incidência foram pets (pré-formas para garrafas plásticas), com 18%; peças de carros, com 11%; e automóveis, com 8%. Enquanto isso, a exportação dessa mesma classificação ao resto do mundo foi de somente 14%. Em contraposição, 68% dos artigos que o Uruguai exporta aos demais países são produtos primários, enquanto que esta categoria atinge 30% entre as comercializações feitas dentro do MERCOSUL.
26.07.10 - lun

Brasil perde participação no PIB global

Brasil perde participação no PIB global
Em 2002, a fatia brasileira no bolo da produção de riqueza mundial era de 2,92%; no fim deste ano, deverá ser de 2,90%
A despeito do crescimento mais forte da economia brasileira nos anos recentes, o País perdeu participação no Produto Interno Bruto (PIB) mundial. Em 2002, a fatia era de 2,92%. Ao final deste ano, segundo projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI), deve ser de 2,90%.
É uma diferença pequena, mas, segundo analistas, nada desprezível, levando-se em conta que o Brasil ainda é uma nação emergente. Se não precisa - e não consegue - crescer como China e Índia, tampouco deveria "se contentar" com um ritmo de país desenvolvido.
Em 2000, a China tinha 7%, a Índia, 4%, e o Brasil, 2,95% do PIB global. Os chineses devem encerrar 2010, segundo o FMI, com 13% e os indianos, com 5%.
"O Brasil não é um país pobre, mas um país de pobres", define o economista Simão Davi Silber, professor da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da Universidade de São Paulo (USP). "Um quarto da nossa população economicamente ativa ganha meio salário mínimo ou menos."
Silber estima que a expansão média anual deveria ser de 7% para o Brasil alcançar relativamente rápido uma nova condição de desenvolvimento. "Sete por cento de crescimento ao ano significa dobrar o PIB em uma década. Isso, mais um pesado investimento em educação, mudaria o País."
O PIB nacional avançou, em média, 3,6% ao ano desde o início do governo do presidente Lula, em 2003. É mais do que a média das décadas de 80 (1,7%) e 90 (2,6%), mas menos do que o mundo, que se expandiu 3,7%, em média, entre 2003 e 2009.
Para este ano, a expectativa do FMI é de que o Brasil cresça 7,1%, ante 4,6% do planeta.
Além dos números. O debate sobre a taxa de crescimento adequada para o País é mais do que mera questão numerológica. Como lembra Silber, no curto prazo, uma expansão de 5% ou 7% pode não fazer tanta diferença. Em prazo mais longo, porém, altera a história de uma nação. "Na década de 50, a renda per capita da Coreia do Sul equivalia a um terço da nossa. Hoje, é quatro vezes maior, porque eles cresceram consistentemente acima do Brasil", observa ele.
A discussão, portanto, desemboca na atual capacidade de expansão do País e no que deve ser feito para aumentá-la. Analistas de mercado financeiro calculam que o chamado PIB potencial (que mede quanto um país pode se expandir sem provocar pressões inflacionárias) está hoje entre 4% e 5%.
Para ir além, diz o professor de economia do Insper Daniel Motta, é preciso elevar a capacidade de produção do País. Para se fazer isso seria necessário diminuir a carga tributária, reduzir a burocracia, baixar a taxa de juros, incentivar o mercado de capitais para que pequenas e médias empresas tenham mais acesso a dinheiro, além de investir pesadamente em infraestrutura e em educação.
"O Brasil só cresceu muito nos últimos anos porque acompanhou a onda mundial, que valorizou as commodities que nós exportamos", critica. Para ele, o País não teria alcançado ritmo semelhante pelas próprias pernas.
O economista Douglas Uemura, da LCA Consultores, discorda. Para ele, o quadro geral, nos últimos anos, "é positivo". "De 2000 para cá, temos apresentado uma expansão sustentada do PIB", comentou Uemura. Apesar disso, ele não nega que o Brasil precisa, por exemplo, melhorar sua produtividade, o que passa pela melhora da educação.
Longo prazo. Para o economista Fábio Silveira, da RC Consultores, o Brasil só ampliará o potencial de crescimento se voltar a fazer "planejamento de longo prazo". "É a política que todos os países bem-sucedidos do mundo adotaram", afirmou.
Silveira defende que a indústria esteja no foco dessas ações. "Não há economia grande como a brasileira que comporte apenas os setores básicos e os serviços. A indústria precisa ter participação importante."
A receita de Silveira é semelhante à de outros especialistas: redução da carga tributária e dos juros e melhora da infraestrutura.
26.07.10 - lun

World Shipping Council alerta sobre regras da UE

O World Shipping Conselho reuniu-se com exportadores e forwarders americanos na semana passada para explicar a nova regulação de embarques da União Européia. Os requisitos de segurança aduaneira devem entrar em vigor em 1° de janeiro do próximo ano.
As novas regras européias exigem a apresentação eletrônica dos documentos relativos aos embarques de contêineres 24 horas antes do carregamento das mercadorias nos navios.
"Todos os transportadores e exportadores que transportam cargas para a Europa, seja por exportação, transbordo ou que simplesmente mantenham a mercadoria bordo do navio a caminho de outro destino, serão afetados", informou o presidente e CEO do WSC, Chris Koch.
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