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Maersk Line começa a operar no Porto de Itapoá
O navio Maersk Lima atracou no Porto de Itapoá, iniciando as operações da Maerski Line no terminal. No fim de agosto, foram realizados 435 movimentos, em uma operação de cerca de oito horas, com produtividade de 54 MPH (Movimentos por Hora).
Essa é a primeira vez que o navio atraca em águas catarinenses e, devido seu tamanho, de 301 metros de comprimento e 55 de largura, poucos terminais brasileiros tem capacidade suficiente para operá-lo, inclusive pelo espaço utilizado para manobra e pela baía de evolução da embarcação.
Com o maior número de navios e linhas de serviços marítimos do mundo, a Maersk Line faz diferença ao participar das atividades de um terminal, pois incrementa de maneira significativa a abertura de novos negócios, garantindo novas linhas e serviços de importação e exportação para a região.
Por: Guia marítimo.
Colômbia: Rodada de Negócios promete alavancar exportações para o Brasil
O encontro reúne cerca de 130 exportadores de produtos manufaturados, vestuário, serviços e agroindústria da Colômbia. Os empresários colombianos já têm mais de 1,1 mil reuniões marcadas com empresas de todas as regiões do Brasil e confirma a previsão de que pelo menos US$ 50 milhões em negócios serão gerados.
A presidente da Proexport Colômbia, María Claudia Lacouture, lembra que essa é a primeira rodada de negócios no governo de Juan Manuel Santos, que assumiu a presidência do país no ano passado, e mostra o esforço do país vizinho em se aproximar do Brasil.
"Estamos incrementando exportações e desenvolvendo um trabalho forte de integração entre os dois países". Esta rodada é a continuação de um trabalho desenvolvido há um mês na Colômbia com o encontro do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), diz.
Já a embaixadora da Colômbia no Brasil, María Elvira Pombo, afirma que o número de empresários inscritos no evento mostra o estreitamento da relação bilateral. "No começo as reuniões tinham com muito esforço 30 a 40 empresários e hoje já passou dos 100", ressalta. Para o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, a rodada de negócios contribui para a aproximação de duas das maiores economias da América do Sul.
Esta é a terceira edição da Rodada de Negócios e os colombianos aproveitam para mostrar produtos ainda desconhecidos do público brasileiro. É o caso das cerâmicas esmaltadas e porcelanato de mármore fabricados pela Alfa. "Temos produtos de pedras naturais com textura e cores diferentes das brasileiras, diz o diretor comercial da companhia", Luigiano Rigitano.
Para o executivo, o Brasil representa uma oportunidade de acessar um público consumidor de produtos de construção. "Estamos interessados em participar desse processo de crescimento do setor imobiliário brasileiro", afirma.
No setor de vestuário, o interesse também é o acesso a classe C brasileira. "Queremos que esse país populoso e consumista tenha os nossos produtos", diz a responsável por vendas externas da OndadeMar. A fabricante que já exporta para países da Europa, América Central, além dos Estados Unidos traz diferenciais para tentar entrar no competitivo mercado brasileiro. "Nossas roupas de banhos têm telas com material de qualidade, pedras, estampas e detalhes feitos a mão, que agregam valor a esses materiais", diz
Do lado brasileiro, a responsável por compras conjuntas do Makro, Nicole Krisztan, lembra que a rodada de negócios será utilizada pela atacadista como forma de prospectar novos clientes para as unidades brasileiras, mas também do Peru, Argentina e Venezuela. Buscamos produtos que podemos colocar na rede. "Temos 15 lojas na Colômbia e outras 135 nos países da América do Sul", diz.
Para uma representante do Pão de Açúcar, o evento é importante por reunir diversos fornecedores. "Não temos condições de ir a todos os fornecedores do exterior e aqui temos a oportunidade de encontrar vários com muitos produtos diferenciados", afirmou, ressaltando que acredita que sejam firmadas parcerias durante o encontro.
De acordo com informações do Ministério de Comércio, Indústria e Turismo da Colômbia, as exportações para o Brasil em 2010 alcançaram US$ 1,040 bilhão, dos quais 62,8% foram de produtos não tradicionais.
A Rodada de Negócios ainda abre espaço para que os exportadores colombianos fortaleçam alianças comerciais e conheçam novos contatos para distribuir seus produtos em terras brasileiras.
A Proexport Colômbia também detectou oportunidades concretas no mercado brasileiro para a venda de materiais de construção, acessórios femininos e masculinos em couro, onde se pode destacar a venda de cintos, sandálias, carteiras e bolsas de qualidade. Em serviços, o setor editorial colombiano oferece possibilidades particularmente para os interessados no aprendizado da língua espanhola. Também existem diversas oportunidades de negócios no Brasil para cosméticos naturais, peças para automóveis, confecções, engenharia, construção, entre outros.
(Informações/Foto: Divulgação)
Relatório apontará principais problemas nos portos em outubro
O relatório final sobre problemas do sistema portuário nacional será apresentado pela Subcomissão Permanente dos Portos e Vias Navegáveis, órgão vinculado à Comissão de Viação e Transportes, em outubro. Gargalos como dificuldades de acesso, falta de profundidade para atracação de navios maiores e excesso de burocracia foram as questões mais apontadas pelos debatedores, em audiência pública da subcomissão, cujo presidente é o deputado Alberto Mourão (PSDB-SP).
De acordo com Arno Markus, presidente da Associação Brasileira de Entidades Portuárias e Hidroviárias, o problema da dragagem pode ser solucionado em dois anos, já a reconstrução dos cais demandará muito mais tempo, inclusive devido aos aspectos ambientais e de licitações públicas. "É um problema mais longo, de três a quatro anos", afirmou.
A decisão da divulgação do relatório em outubro foi tomada em audiência pública na terça-feira, na qual se discutiu os principais problemas enfrentados diariamente na importação e exportação de produtos nos portos. Markus também falou sobre o prejuízo dos produtores com o transporte viário, que não dá acesso de maneira adequada aos portos.
O deputado Mourão afirmou que haverá um levantamento das principais reclamações dos setores que operam nos portos. Segundo ele, serão elaboradas propostas de correção por meio de mudanças na legislação. "Cada setor tem sua reclamação específica, que vai ser anotada para que possamos levar ao governo ou talvez até fazer nascer projetos de lei de iniciativa da comissão", disse.
No mês de setembro, a subcomissão deve se reunir com os ministros dos Transportes, Paulo Passos, e da Secretaria Especial de Portos, Leônidas Cristino.
Fonte: Agência Câmara



