12.09.11 - lun

Navios devem usar Itapoá como local alternativo para operações


O navio Maersk Danville, previsto para atracar no complexo portuário de Itajaí, precisou migrar suas operações para o Porto de Itapoá, devido o fechamento da barra na foz do Rio Itajaí-Açu. Esse é o terceiro navio da Maersk Line a atracar em Itapoá.

Apesar de estar na região norte de Santa Catarina, com alto índice de precipitação, a Baía da Babitonga tem um dos menores índices de fechamento de barra entre os portos brasileiros. Então, é raro que os terminais de Itapoá e São Francisco do Sul fiquem inoperantes devido às condições climáticas.

Nos próximos dias, a expectativa é de que outros navios migrem as operações para o Porto de Itapoá, tanto aqueles que deveriam atracar na região de Itajaí como em Paranaguá. As alterações na rota das embarcações devem permanecer enquanto durar as condições climáticas desfavoráveis nesses portos.

Por: Guia Marítimo.

12.09.11 - lun

Corrida por market share pode atrasar recuperação do setor.

De acordo com estudo da Alphaliner, as margens operacionais entre os 20 maiores operadores de carga marítimos variaram de 8% a -19%. O documento afirma que devido às fracas condições operacionais, apenas quatro operadoras (Maersk, CMA CGM, Hapag Lloyd e OOCL) obtiveram resultados positivos. Outras quatro linhas de navegação não publicaram nenhum resultado financeiro.

O acumulado de perdas das 16 operadoras que publicaram seus resultados chegou a US$ 360 milhões - uma piora significativa em comparação com os 3,8 bilhões em lucros registrados no mesmo período de 2010.

A maioria das operadoras já alertou aos investidores para se prepararem por um ano inteiro de perdas, afirma o relatório. Os resultados de 2011 incluem um número de itens não-recorrentes que ajudou a impulsionar as margens das operadoras que relataram resultados positivos.

A Maersk incluiu US$ 118 milhões de ganhos proveniente das vendas de ativos de navegação que, se excluídos, teriam baixado as margens de seu EBIT (Earnings before interests and taxes) de 3,3% para 2,4%. Enquanto o Ebit da Hapag Lloyd de 29 milhões de euros (US$ 40,8 milhões) incluiu 79 milhões de euros em ganhos de seguros que, se excluídos, baixariam as margens da linha operacional positiva de 1% para 1,7%.

"As más condições operacionais deste ano são devido à grande quantidade de oferta, que até agora os operadores falharam em superar", disse a Alphaliner. A análise ainda afirma que as empresas estão relutando em abandonar estratégias de market share e mantiveram a capacidade, mesmo com a queda dos ganhos.

"Diferentemente de 2009, quando os operadores trabalhavam com margens negativas, a atual disparidade dos ganhos significa que algumas linhas ainda estão preparadas para lutar pela participação de mercado. E essas empresas mantêm ou, pior, aumentam o tamanho da frota, mesmo havendo algumas operadores de longo curso que já começaram a lançar navios em excesso. Esse comportamento vai atrasar a recuperação de todo o sector numa situação em que o ambiente operacional deve piorar no final de 2011 e início de 2012, antes de que se possa esperar qualquer recuperação real".

Apenas uma empresa grande teve falência - a TCC (The Containership Company) em abril. No entanto, o futuro de algumas operadoras de segunda linha já é incerto. E isto inclui a CSAV que, depois de reportar prejuízo líquido de US$ 525 milhões no primeiro semestre, e perdas diárias de cerca de US$ 3 milhões, enfrenta um grave problema de liquidez.

Por: Guia marítimo

08.09.11 - jue

Imposto de Importação: Sete produtos terão taxa aumentada

Imposto de Importação: Sete produtos terão taxa aumentada

Sete produtos foram incluídos na lista de exceção à TEC (Tarifa Externa Comum), pela CAMEX (Câmara de Comércio Exterior), do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior). Entre os produtos incluídos, estão aparelhos de ar-condicionado do modelo split, com capacidade inferior a 7.500 btus, bicicletas comuns e pneus de bicicleta.
A inclusão na lista de exceção pode ser feita para reduzir ou aumentar o Imposto de Importação do produto que vem de fora. Desta vez, os impostos de todos os produtos incluídos na lista foram elevados, conforme destacou o secretário executivo da Camex, Emílio Garófalo.
“Com a valorização cambial e a crise econômica, houve aumento de importações. Isso traz a necessidade de fazer essa elevação temporária das alíquotas. Isso não é garantia que as alíquotas ficarão a esse nível”, disse. A revisão da lista de exceção ocorre a cada seis meses.
Para a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, a medida mostra a preocupação do governo em assegurar a competitividade internacional. “A TEC brasileira é geralmente utilizada para reduzir o Imposto de Importação. Hoje, foi utilizada para aumentar. Isso é reflexo da preocupação do governo com importações crescentes e setores específicos da indústria afetados por essa importação”, acrescentou.
O Imposto de Importação das bicicletas passou de 20% para 35%. As bicicletas de competição ficam isentas da nova alíquota. No caso dos aparelhos de ar-condicionado, a alíquota também foi fixada em 35%, antes era 18%. Também passa a ser taxada em 35% a importação de pneus de borracha de bicicletas, porcelanatos, partes referentes a unidades condensadoras ou evaporadoras para fabricação de aparelhos de ar-condicionado, barcos a motor e rodas e eixos ferroviários.


(Informações: Agência Brasil / Foto: Divulgação)

 

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