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Aeroviários não concordam com as privatizações
O Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina) realizou, ontem, no aeroporto de Confins, uma assembleia geral para discutir a privatização dos principais aeroportos do país. O secretário geral do sindicato, Célio Alberto Barros Lima, é contra a decisão do governo federal, alegando que a situação afetaria, diretamente, todos os aeroportos deficitários do país.
"A rede aeroportuária depende dos subsídios cruzados da Infraero. Com a privatização dos grandes aeroportos, esse repasse atingiria diretamente as estações aéreas menores, que dependem desse valor para se manter". O secretário do Sina destaca, também, que a Copa do Mundo de 2014 é um detalhe, frente à popularização do preço das passagens aéreas no Brasil.
Segundo Barros Lima, "a falta de investimentos na economia aeroportuária para definir novos padrões de logística na distribuição dos voos é um fator complicador. Isso faz com que alguns aeroportos se tornem verdadeiros ‘gargalos de estrangulamento’ da aviação", alega. Célio também defende que "privatização não é sinônimo de eficiência", citando, como exemplo, o sistema de telefonia brasileiro, sempre alvo de críticas quanto à carência no atendimento.
Por Canal do Transporte
Itapoá inicia operações
Complexo recebeu seu primeiro navio, o Cap San Lorenzo.
O Porto Itapoá começou oficialmente ontem as suas operações com a chegada do primeiro navio, o Cap San Lorenzo, da Aliança Navegação e Logística, que chegou por meio de cabotagem.
De acordo com o diretor Comercial do porto, Patrício Júnior, o início das atividades do porto é motivo de orgulho para os investidores e colaboradores: "A partir de agora, Itapoá está incluída entre as principais rotas marítimas do mundo", enfatizou.
Já se passaram 18 anos desde o início do projeto até agora e cerca de R$ 500 milhões provenientes da iniciativa privada foram investidos no complexo.Durante este período, foram conquistadas as licenças e garantias de órgãos internacionais, federais, estaduais, municipais e intervenientes como Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), Cesportos (Comissão Estadual de Segurança Pública nos Portos), Corpo de Bombeiros, Ibama, Fatma, ISPS Code (Código de Segurança Internacional para Navios e Portos) e Receita Federal.
O Porto Itapoá é um terminal privativo de uso misto para a movimentação de contêineres e tem como acionistas a Portinvest Participações (Grupo Battistella e LOGZ Logística Brasil S.A.) e a Aliança Navegação e Logística (Grupo Hamburg Süd). Inicialmente movimentará cerca de 350 mil contêineres/ano. A partir do início das operações, já se projeta a capacidade de movimentação de 600 mil contêineres/ano com as ampliações de cais e pátio. Em sua terceira, e última fase de ampliação o porto terá condições de ultrapassar a marca de 1,3 milhões de contêineres ano.
Com localização geográfica estratégica, com profundidade natural de 16 metros e águas calmas da Baía da Babitonga, o terminal está preparado para receber navios de grande porte, com capacidade para aproximadamente 9 mil Teus, já na primeira fase. Até a conclusão das obras da SC-415, rodovia prevista para ser entregue no último trimestre deste ano, o Porto Itapoá pretende investir aproximadamente R$ 8 milhões na pavimentação de trechos de acesso alternativos por dentro da cidade e em medidas compensatórias para possibilitar o trânsito temporário dos caminhões rumo ao terminal.
Por Guia Marítimo
Governo quer aprovar lei única para regular comércio exterior
O governo brasileiro deseja aprovar, ainda este ano, uma legislação única para o comércio exterior. A informação foi divulgada hoje pelo secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Alessandro Teixeira. Ele explicou que o objetivo é simplificar o conjunto de 1.200 leis do setor, para facilitar o processo de exportação.
"Temos uma proposta de trabalhar uma lei única para o comércio exterior brasileiro. Nós temos muitos entes envolvidos e precisamos simplificar para que o próprio exportador entenda como funciona o sistema. A legislação do comércio exterior brasileiro remonta à década de 1940 em muitas formas e nós sabemos que o mundo evoluiu. A legislação brasileira tem que ser simplificada", afirmou.
Teixeira disse que existem atualmente 17 entidades envolvidas no processo exportador, o que dificulta a venda de produtos por empresas brasileiras. "Uma lei só reduz custos, dá mais eficiência, deixa mais transparente o modelo de comércio exterior e representa uma vontade do setor. Queremos uma lei que seja a espinha dorsal do comércio exterior brasileiro, o que hoje não temos."
O secretário previu para dentro de um mês a retomada das exportações de carnes de diversos frigoríficos brasileiros para a Rússia, após o embargo imposto recentemente por técnicos russos. A Rússia é um dos principais compradores de carnes brasileiras. O secretário participou de reunião sobre a conjuntura do setor, na Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), no Rio de Janeiro.
Fonte: Agência Brasil.



