08.07.11 - vie

China ganha cada vez mais espaço no mercado brasileiro

China ganha cada vez mais espaço no mercado brasileiro
SÃO PAULO - Sem o aumento contido dos preços, os importados procedentes da China representariam um valor muito maior do total desembarcado no Brasil. No primeiro trimestre, o desembarque físico de produtos chineses no Brasil aumentou 25,5% na comparação com o mesmo período de 2010, bem mais que a média de 12,4% ou do crescimento de 10,9% no volume importado dos EUA.  Nos preços, porém, os chineses ficaram abaixo da média, enquanto os americanos puxaram o aumento de preços nas importações do período, com alta de 14%. Os produtos chineses chegaram ao Brasil 8,6% mais caros, abaixo do aumento médio de 11,6%. Os dados são da Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex).Esse movimento é ainda mais acentuado na comparação com 2009. No primeiro trimestre deste ano, o país importou da China o dobro do volume importado no primeiro trimestre daquele ano, com preço médio 1,49% menor. No mesmo período, o volume comprado dos EUA cresceu 30,7%, com preços 3,17% maiores.Sílvio Campos Neto, economista da Tendências Consultoria, diz que a divergência no comportamento das exportações ao Brasil está relacionada às diferenças na pauta exportadora dos dois países. O aumento de volume nos desembarques com origem China, diz ele, comprova a crescente importância do país asiático como fornecedor, prestes a tornar-se o maior exportador de bens para o país.Com taxa de câmbio favorável à exportação, diz Fábio Silveira, sócio da RC Consultores, os chineses estão diversificando o perfil de produtos vendidos ao Brasil, que englobam intermediários e acabados classificados como bens de consumo e capital. "Eles estão mais preocupados em se fortalecer em novos mercados e o Brasil é um deles. Por enquanto, não precisam elevar tanto os preços."Já os americanos, lembra Campos Neto, têm mantido uma pauta exportadora mais estabilizada, ou sem mudanças tão aceleradas quanto a da China. "Por isso, os EUA tendem a exigir um comportamento mais equilibrado na variação entre volumes e preços dos itens exportados ao Brasil."O economista da Tendências lembra também que os americanos fornecem bens de capital e itens de maior valor agregado, que ainda estavam com preços mais baixos no período pós-crise. Com a recuperação atual dos mercados internacionais, existe oportunidade para uma recomposição de preços desse tipo de bem. Outro fator que pesa no aumento de preço dos desembarques originados dos EUA são os combustíveis, um dos principais itens exportados pelos americanos ao Brasil e que apresentaram recuperação de preços.Os preços dos importados dos EUA, lembra Flávio Samara, economista da LCA Consultores, já refletem também o efeito do choque de commodities nas cadeias de produção americanas. "Já se percebe na economia dos EUA o repassse de parte do choque para os produtos finais, o que também eleva os preços dos produtos exportados."Apesar de representar um ritmo forte, a taxa de crescimento de 25,5% no volume importado da China representa uma desaceleração em relação ao que vinha ocorrendo. No primeiro trimestre de 2010, na comparação com o mesmo período de 2009, o aumento havia sido de 61,6%. Os preços, porém, foram em sentido inverso, com queda de 9,29%.A perspectiva, agora, é que os preços devolvam um pouco do valor perdido até o ano passado e reflitam a recuperação esperada para a zona do euro e para os EUA. A tendência que se desenha para o ano, diz Samara, é que os preços das importações cresçam em ritmo maior que o anterior e que o aumento no volume importado se desacelere.Samara lembra que o menor ritmo de crescimento do volume importado também reflete a desaceleração da economia brasileira em 2011, na comparação com o desempenho de 2010. As dúvidas em relação ao comportamento de preços dos importadores, diz ele, ficam por conta da taxa de crescimento dos EUA e da continuidade - ou não - da recuperação dos países da zona do euro.Por: Marta Watanabe - Jornal Valor Econômico
07.07.11 - jue

Setor portuário recebe melhorias

Setor portuário recebe melhorias

Investimentos já chegam a R$ 1 bilhão
A SEP (Secretaria Especial dos Portos) já está se preparando para a realização da Copa do Mundo de 2014. De acordo com o diretor de Sistema de Informações Portuárias da SEP, Luis Claudio Montenegro, ao todo, os investimentos já chegam a, aproximadamente, R$ 1 bilhão.
Entre as obras previstas está a implantação de infraestrutura para a recepção dos turistas que chegam ao País, a construção de Terminais de Passageiros e a preparação para permanência de navios de turismo, que ampliarão a capacidade hoteleira local nos portos de Manaus, Fortaleza, Natal, Recife, Salvador, Rio de Janeiro e Santos, no Estado de São Paulo.
A instituição, inclusive, possui um conjunto de ações que visam aprimorar o setor portuário brasileiro, antes mesmo da realização do megaevento esportivo. Para isso, instituiu o Programa Nacional de Dragagem (PND), que já recebeu cerca de R$ 2 bilhões.
O montante foi utilizado em obras de dragagem nos portos marítimos de onde foram dragados e derrocados mais de 100 milhões de metros cúbicos de material que assoreava os canais de acesso, bacias de evolução e berços de atracação.
Segundo o diretor, já estão com dragagens concluídas os portos de Rio Grande, Recife, Suape, Salvador e Aratu, Itaguaí e Angra dos Reis, e estarão concluídas ainda este ano as obras de dragagem de Santos, Rio de Janeiro, Fortaleza, Natal, Cabedelo, São Francisco do Sul e Itajaí. "Após mais de 20 anos sem um projeto consistente de dragagem, os portos brasileiros agora tem capacidade suficiente para acompanhar a tendência mundial do crescimento das embarcações, com ganhos de escala que permitem a redução de fretes no transporte marítimo internacional", afirma.

Por Guia Marítimo

 

 

06.07.11 - mié

Infraestrutura afeta porto de Itapoá, no norte de Santa Catarina

Infraestrutura afeta porto de Itapoá, no norte de Santa Catarina

Sem a conclusão das obras de pavimentação da SC-415, administração do porto utiliza acesso secundário que atravessa a cidade
Em atividade há menos de um mês, o Porto Itapoá espera que 17 navios atraquem em seus dois berços até a primeira semana de agosto. Otimista, o diretor Patrício Júnior comemora o fato e diz que “o porto só abriu. Você já pensou abrir o seu negócio e ter 28% de suas mesas cheias?”.
Mesmo com as expectativas de movimentação de até 2 milhões de TEUs em seu projeto final, os problemas de infraestrutura rodoviária tornaram-se os principais entraves para que o porto aumente suas projeções de crescimento. Para Patrício, “estamos nos preparando para ser um dos principais portos do Brasil. Mas a falta de infraestrutura vai fazer com que nós não entremos para competir com ninguém. Funcionaremos somente como um ponto de escoamento da produção estadual”.
Com a conclusão das obras de pavimentação da SC-415 prevista para o final do ano, o diretor ressalta que o governo do Estado está fazendo o possível para concluir seus trabalhos e culpa os dias chuvosos pelo ritmo das atividades. O trecho de 27,7 km está em obras desde abril de 2008.
A administração do Porto Itapoá utiliza um acesso secundário, que atravessa a cidade, para poder receber os contêineres. Patrício Júnior afirma que “não é a melhor alternativa, mas que também não é a pior.”

Fonte: Diário Catarinense/A NOTÍCIA
Por Diário Catarinense

 

 

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