28.09.11 - mié

Mantega garante que governo não mudará IOF nem adotará novas medidas contra crise

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, garantiu que a crise econômica internacional, principalmente na Grécia, não levará o governo a adotar novas medidas, entre elas uma mudança no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

"O governo não está preparando nenhuma medida. Tem gente falando que estamos, mas não estamos. Já tomamos as medidas necessárias e estamos fortalecendo a parte fiscal. Em relação ao dólar, houve exageros que foram coibidos e reduzidos. Portanto, não vamos nem temos previsão de mudar o IOF", disse Mantega, em entrevista ao deixar o ministério.

De acordo com ele, não há nenhuma medida iminente. Ele destacou que os mercados hoje estão mais tranquilos e que nada mudou em relação à gravidade da crise. "Não que ela esteja menos grave, apenas não piorou como alguns estão dizendo hoje nos jornais. Não estamos mais preocupados que antes. Nós sempre estivemos. Não é de hoje que dizemos que a situação não é boa nos Estados Unidos e na União Europeia, que está demorando para resolver seus problemas."

O ministro reiterou sugestão apresentada anteriormente de criar um novo fundo europeu com mais capacidade, parecido com que o Fed - o banco central norte-americano - fez no passado. "Isso tem que ser feito com rapidez."

A perspectiva, segundo Mantega, é que haja recessão e crescimento muito baixo, que deverá se arrastar por um longo tempo.

Fonte: Agência Brasil

27.09.11 - mar

Alta do dólar exige atenção do governo quanto à ajuste de preço no mercado interno, diz economista

Os economistas acreditam que a alta do dólar, que deve desestimular a entrada de produtos importados, pode levar o governo a redobrar o cuidado no mercado interno. O receio é o de que a indústria brasileira se sinta à vontade para ajustar seus preços. "O governo já começou a tomar medidas em relação à alta do dólar, como a venda de contratos de câmbio no [mercado] futuro, mas precisa monitorar para que a indústria nacional não aumente muito os preços, em função do valor elevado dos importados, daqui em diante", alertou José Pereira da Costa Júnior, membro do Conselho Consultivo do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças no Paraná (Ibef/ PR) .

Segundo Costa Júnior, que é um dos organizadores do Congresso Nacional de Executivos de Finanças (Conef), que começa no próximo dia 28 de setembro, em Curitiba, essa é uma das preocupações dos empresários e investidores. No entanto, ele acredita que o Brasil esteja mais bem preparado do que já esteve no passado, porque reúne requisitos como o superávit da balança comercial, um bom saldo de divisas e a economia está em crescimento.

"Mas é sonho dizer que isso não vai ter impacto, especialmente nos componentes importados, que vão se refletir sobre a inflação interna a médio prazo. Essa consequência não vai ocorrer de supetão, porque depende de novas importações, que virão com preços mais altos e que trarão reajustes", avalia.

O 22º Conef vai reunir lideranças das áreas de economia, finanças, tributação e mercado de capitais. Já confirmaram presença no evento o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, e o presidente do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda, Otacílio Cartaxo.

Fonte: Agência Brasil

 

27.09.11 - mar

Brasil exportou US$ 5,121 bilhões na quarta semana de setembro

Nos primeiros oito meses de 2011, as exportações de cooperativas apresentaram crescimento de 32% sobre igual período de 2010, alcançando um total de US$ 3,89 bilhões. Considerando a série histórica, iniciada em 2005, este foi o maior resultado alcançado para o período em análise. Em relação à participação na pauta, considerando os oito primeiros meses do ano, as exportações das cooperativas passaram de 1,9%, em 2005, para o patamar de 2,3% em 2011. O saldo positivo (diferença de exportações e importações) chegou a US$ 3,677 bilhões de janeiro a agosto de 2011, outro resultado recorde para o período, superando em 31,9% o de 2010, quando atingiu US$ 2,787 bilhões. Em relação à corrente de comércio (soma das exportações e importações), o período de janeiro a agosto deste ano também foi o que apresentou o melhor resultado da série, US$ 4,120 bilhões. Uma expansão de 32,1%, em relação ao mesmo período de 2010.

Exportações

Entre os principais produtos exportados pelas cooperativas destacam-se os do agronegócio: açúcar refinado (com vendas de US$ 699 milhões, representando 17,9% do total exportado pelas cooperativas); soja em grãos (US$ 513,4 milhões, 13,2%); açúcar em bruto (US$ 480,1 milhões, 12,3%); e café em grãos (US$ 457,0 milhões, 11,7%).

No período comparativo em análise, entre os principais produtos exportados, houve crescimento significativo nos seguintes itens: trigo (525,4%, de US$ 38,6 milhões para US$ 241,5 milhões); café em grão (133,1%, de US$ 196 milhões para US$ 457 milhões); e etanol (55,7%, de US$ 170,1 milhões para US$ 264,8 milhões); além de arroz semibranqueado, não parboilizado, polido ou brunido (4.453,8%, de US$ 141,7 mil para US$ 6,4 milhões); e outros feijões comuns, secos, em grãos (1.596,6%, de US$ 341 mil para US$ 5,8 milhões).

Em relação aos mercados de destino, as vendas externas das cooperativas alcançaram, no período de janeiro a agosto de 2011, 128 países. Em igual período de 2010, este número foi de 129 países. Por conta de sua participação no total das vendas do setor, merecem destaque os seguintes destinos: China (vendas de US$ 476,5 milhões, representando 12,2% do total); Emirados Árabes (US$ 389,9 milhões, 10%); Alemanha (US$ 353,5 milhões, 9,1%); Estados Unidos (US$ 281,3 milhões, 7,2%); e Países Baixos (US$ 199,8 milhões, 5,1%).

Nos primeiros oito meses de 2011, das 27 Unidades da Federação, 20 realizaram exportações por meio de cooperativas, três a mais que em igual período de 2010. O Paraná foi o estado com maior valor de exportações, US$ 1,331 bilhões, 34,2% do total das exportações deste segmento. Em seguida ficaram São Paulo (US$ 1,311 milhões, 33,7%); Minas Gerais (US$ 476,7 milhões, 12,2%); Rio Grande do Sul (US$ 292,1 milhões, 7,5%); e Santa Catarina (US$ 182,1 milhões, 4,7%).

Nos oito primeiros meses de 2011, 168 empresas cooperativas realizaram exportações: seis exportaram valores acima de US$ 100 milhões; três exportaram valores entre US$ 50 e 100 milhões; 31 exportaram entre US$ 10 e 50 milhões; 17, entre US$ 5 e 10 milhões; 48, entre 1 e 5 milhões; e 63 empresas efetuaram vendas externas abaixo de US$ 1 milhão.

Importações

Nas importações, também houve expansão de 33,8% nas compras externas efetuadas por cooperativas de janeiro a agosto deste ano, se comparadas ao mesmo período do ano passado, passando de US$ 165,6 milhões para US$ 221,6 milhões. Sob a ótica das importações, a participação na pauta é 0,3%. Entre os principais produtos importados pelas cooperativas nos primeiros oito meses de 2011, destacam-se os seguintes: cloretos de potássio (com compras de US$ 39,5 milhões, representando 17,8% do total importado pelas cooperativas); cevada cervejeira (US$ 23,8 milhões, 10,7%); malte não torrado (US$ 17,7 milhões, 8,0%); e diidrogeno-ortofosfato de amônio (US$ 17,2 milhões, 7,7%).

No período em análise, entre os principais produtos importados, houve crescimentos significativos nos seguintes itens: feijões comuns, secos, em grãos (1.383,0%, de US$ 153,6 mil para US$ 2,3 milhões); máquinas para fiação de matérias têxteis (731,8%, de US$ 966,4 mil para US$ 8 milhões); óleo de girassol (+352,2%, de US$ 236 mil para US$ 1,1 milhão); diidrogeno-ortofosfato de amônio (314,8%, de US$ 4,1 milhões para US$ 17,2 milhões).

As compras externas das cooperativas foram originárias, no período de janeiro a agosto de 2011, de 43 países. Em igual período de 2010, foram 42 países de origem. Por conta de sua participação no total das compras do setor, merecem destaque: Argentina (compras de US$ 38,9 milhões, representando 17,5% do total); Alemanha (US$ 36,5 milhões, 16,5%); Rússia (US$ 19,0 milhões, 8,6%); e Estados Unidos (US$ 16,0 milhões, 7,2%).

De janeiro a agosto de 2011, das 27 Unidades da Federação , 13 realizaram importações por meio de cooperativas, uma a menos que em 2010.

O Paraná foi o estado com maior valor de importações via cooperativas, US$ 101,8 milhões, representando 45,9% do total das importações deste segmento. Em seguida aparecem: Santa Catarina (US$ 38,6 milhões, 17,4%); São Paulo (US$ 35,1 milhões, 15,8%); e Goiás (US$ 15,7 milhões, 7,1%).

O Mato Grosso do Sul foi o estado que apresentou o maior crescimento no período comparativo (5.022,2%, de US$ 88,3 mil para US$ 4,5 milhões), seguido por: Espírito Santo (532,7%, de US$ 8,4 mil para US$ 53,3 mil); Mato Grosso (254,9%, de US$ 2,1 milhões para US$ 7,4 milhões); e Bahia (228,0%, de US$ 166,1 mil para US$ 544,7 mil).

No período, 118 cooperativas realizaram importações: seis importaram valores na faixa entre US$ 10 e 50 milhões; seis importaram valores na faixa entre US$ 5 e 10 milhões; dezessete entre US$ 1 e 5 milhões; e oitenta e nove cooperativas realizaram compras externas abaixo de US$ 1 milhão. Cabe ressaltar que a maioria das cooperativas importadoras tem suas atividades relacionadas com o setor agropecuário, tendo importado insumos agrícolas (fertilizantes, ração, entre outros insumos).


Por Guia Marítimo

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