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Archivo de Noticias: julio - 2010
Argentina freia importação de alimentos do Brasil e China
A Argentina impôs nesta quinta-feira impostos especiais à importação de processadores de alimentos fabricados no Brasil e China por "dumping"' (comércio desleal) que causou "dano à indústria nacional". O consumo de eletrodomésticos brasileiros e chineses "aumentou de 69% para 81%" nos últimos anos na Argentina, assinalou o ministério argentino.
Também aplicou impostos especiais ao ingresso de tecidos de poliester para cortinas procedentes da China cuja parcela no mercado passou de 0,2% para 31% da indústria argentina, que, além disso, sofreu "uma queda na rentabilidade", apontou.
A resolução, que entrou em vigor ao ser publicado no Diário Oficial argentino, assinala que foram investigados tecidos de poliéster para cortinas originais do Brasil, mas a esses produtos "não se aplicaram medidas por não terem achado dumping nem dano à indústria nacional".
Governo investe R$ 741 mi para turismo nos portos
O governo federal investirá R$ 741 milhões até 2014 para fomentar o turismo marítimo por meio de melhorias nas instalações dos portos de sete cidades-sede da Copa ou localizados próximos a elas, como o de Santos.
Os recursos serão destinados à reforma e à construção de terminais de passageiros, estacionamentos, píeres, cais, além de obras pavimentação e urbanização de vias de acesso, segundo dados da Secretaria Especial de Portos da Presidência da República obtidos pela Folha.
O maior investimento está reservado ao porto do Rio, que já atrai um grande número de cruzeiros e receberá R$ 314 milhões até 2014 para a instalação de três novos píeres para navios de turismo.
Na temporada passada, 500 mil pessoas desembarcaram no porto. A estimativa da Companhia Docas do Rio de Janeiro é que esse número dobre em 2014.
Já o porto de Santos, que conta com o maior movimento de cruzeiros, terá investimentos de R$ 119,9 milhões -o segundo mais alto do programa. O dinheiro será aplicado na reforma de um cais e numa via de acesso à área do porto destinada a passageiros.
Também receberão obras os portos de Salvador, Recife, Natal, Mucuripe (Fortaleza) e Manaus. Em quase todos, antigos armazéns desativados serão reformados e convertidos em terminais de passageiros.
O orçamento destinado para as melhorias nesses cinco outros portos é bem mais modesto. O de Salvador receberá R$ 36 milhões, e o de Recife, R$ 21,8 milhões.
Leitos em Navios
Além de incentivar o turismo, o governo pretende resolver outro problema com os investimentos nas áreas de turismo dos portos: assegurar o número de vagas de hospedagem exigida pela Fifa, oferecendo leitos em navios de cruzeiro para compensar a falta de hotéis nessas cidades.
Os investimentos do governo foram definidos a partir dos números favoráveis do setor de cruzeiros, que mostram intenso dinamismo nos últimos anos.
O número de passageiros cresceu 374% entre 2004 e 2009, de acordo com a Abremar (Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos).
Já o total de escalas (parada de navios em portos nacionais) subiu 387% e chegou a 907 em 2009. O setor emprega direta ou indiretamente 40 mil pessoas.
Insuficiente
Para a Abremar, há uma "grande a carência de infraestrutura portuária" voltada para o turismo no Brasil. "São insuficientes os berços de atracação e precárias as instalações para turistas", diz a entidade em nota.
O presidente da Abremar, Ricardo Amaral, afirma que os investimentos são "bem-vindos", mas "insuficientes", e critica o fato de que eles não ampliam a capacidade do setor ao ficarem restritos a portos que já existem, sem abrir novas escalas para os cruzeiros.
Pequim prevê exportação mais fraca devido a queda no consumo na UE
"A crise da dívida soberana fez com que muitos países da União Européia se focassem na austeridade fiscal, em vez de na expansão fiscal. Isso vai restringir muito o crescimento do consumo e do investimento na UE", disse Yao Jian, porta-voz do ministério.
"O espaço para crescimento das exportações chinesas está limitado", afirmou Yao. Ele disse entretanto que os produtos de uso de mão de obra intensiva serão menos vulneráveis à queda da demanda européia e que, assim como as exportações, o crescimento da produção industrial deve desacelerar em 2010.
O Ministério do Comércio usou a avaliação como base para sua decisão de manter as políticas de apoio aos exportadores.
As exportações chinesas cresceram 43,9% em junho em relação ao mesmo mês do ano passado. Em maio, a expansão havia sido de 48,5%. Como as importações também passaram por um boom, as exportações praticamente não contribuíram para o crescimento do PIB no primeiro semestre, segundo o Birô Nacional de Estatísticas.
Wang Jun, pesquisador do China Center for International Economic Exchange, um think tank especializado em comércio chinês, concorda que a China não conseguirá escapar dos problemas relativos à crise da dívida européia: "Acho que o crescimento das exportações da China registrará uma grande desaceleração, especialmente no quarto trimestre. É muito provável que vejamos um crescimento de um dígito apenas no fim do ano".



