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Archivo de Noticias: mayo - 2010
27.05.10 - jue
Porto de Paranaguá é principal entrave ao agronegócio no PR
Movimentação de produtos agrícolas mais que dobrou em dez anos, mas, apesar das obras, problemas continuam. Quando se trata de discutir gargalos que impedem um melhor desempenho do agronegócio paranaense, o primeiro que vem à tona é o Porto de Paranaguá. "É o principal", afirma o assessor técnico da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Nilson Hanke Camargo.
Segundo ele, em 1999, a movimentação era de 14 milhões de toneladas de produtos agrícolas. Dez anos depois, o volume subiu para 32 milhões de toneladas. "Mas o porto é exatamente o mesmo, apenas a manutenção é feita e de forma muito precária pelos próprios usuários."
De acordo com Camargo, estudos de várias entidades ligadas aos setores produtivos apontam algumas necessidades nas malhas ferroviárias e rodoviárias do Estado. Nos últimos dez anos, em média 70% da safra é transportada por rodovia. O estado de conservação delas, principalmente as que foram entregues à iniciativa privada, não é alvo das críticas do assessor da Faep. No entanto, ele acentua a necessidade de se rediscutir os contratos com as concessionárias de pedágio, para reduzir o valor das tarifas. Um levantamento mostra que, em 2008, os produtores gastaram R$ 140,9 milhões em pedágio até o Porto de Paranaguá.
No setor ferroviário, um dos trechos mais reclamados é o que liga Guarapuava a Ponta Grossa, na região central. Os cerca de 80 vagões que seguem de Cascavel até Guarapuava numa média de 40 a 50 quilômetros por hora precisam reduzir a velocidade a 10 ou 20 quilômetros e desmembrar a carga, ficando com apenas 40 vagões, para percorrer o trecho até Ponta Grossa.
Traçado antigo, ele é repleto de curvas com aclives e declives acentuados. Uma proposta, discutida com os governos estadual e federal, é a construção de um ramal ferroviário de cerca de 80 quilômetros ligando Guarapuava a Ipiranga, onde passa a ferrovia Central do Paraná.
No entanto, Camargo acentua que não adianta nada melhorar a estrutura de transporte se, ao chegar ao Porto de Paranaguá, os produtos acabam represados. Um dos problemas é o calado nos berços de atracação, que deveria ser aprofundado.
De acordo com o assessor técnico da Faep, também há necessidade de modernizar os equipamentos, sobretudo o shiploader (que leva os produtos até os porões dos navios). "Os nossos estão com 15 anos, o que provoca demora no embarque", afirma. Segundo ele, informações sobre deficiências portuárias correm muito rápido entre importadores e operadores internacionais. "Pelo risco, a seguradora cobra mais e eleva a tarifa, o importador paga, mas diminui o valor entregue ao exportador", reclama. "O agronegócio paga a conta."
A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) enviou, pela assessoria de imprensa, apenas uma listagem de obras. Entre as que já teriam sido feitas desde 2003, num investimento de R$ 51 milhões, estão a instalação de equipamentos de segurança, terminais públicos de álcool e de fertilizantes, dragagem emergencial do Canal da Galheta e troca de boias de sinalização náutica. Estariam em execução obras de revitalização no valor aproximado de R$ 12 milhões. E estão programados investimentos de R$ 45 milhões para um pescante, que permitiria atracação de mais dois navios, aprofundamento de berços e um silo público graneleiro.
Segundo ele, em 1999, a movimentação era de 14 milhões de toneladas de produtos agrícolas. Dez anos depois, o volume subiu para 32 milhões de toneladas. "Mas o porto é exatamente o mesmo, apenas a manutenção é feita e de forma muito precária pelos próprios usuários."
De acordo com Camargo, estudos de várias entidades ligadas aos setores produtivos apontam algumas necessidades nas malhas ferroviárias e rodoviárias do Estado. Nos últimos dez anos, em média 70% da safra é transportada por rodovia. O estado de conservação delas, principalmente as que foram entregues à iniciativa privada, não é alvo das críticas do assessor da Faep. No entanto, ele acentua a necessidade de se rediscutir os contratos com as concessionárias de pedágio, para reduzir o valor das tarifas. Um levantamento mostra que, em 2008, os produtores gastaram R$ 140,9 milhões em pedágio até o Porto de Paranaguá.
No setor ferroviário, um dos trechos mais reclamados é o que liga Guarapuava a Ponta Grossa, na região central. Os cerca de 80 vagões que seguem de Cascavel até Guarapuava numa média de 40 a 50 quilômetros por hora precisam reduzir a velocidade a 10 ou 20 quilômetros e desmembrar a carga, ficando com apenas 40 vagões, para percorrer o trecho até Ponta Grossa.
Traçado antigo, ele é repleto de curvas com aclives e declives acentuados. Uma proposta, discutida com os governos estadual e federal, é a construção de um ramal ferroviário de cerca de 80 quilômetros ligando Guarapuava a Ipiranga, onde passa a ferrovia Central do Paraná.
No entanto, Camargo acentua que não adianta nada melhorar a estrutura de transporte se, ao chegar ao Porto de Paranaguá, os produtos acabam represados. Um dos problemas é o calado nos berços de atracação, que deveria ser aprofundado.
De acordo com o assessor técnico da Faep, também há necessidade de modernizar os equipamentos, sobretudo o shiploader (que leva os produtos até os porões dos navios). "Os nossos estão com 15 anos, o que provoca demora no embarque", afirma. Segundo ele, informações sobre deficiências portuárias correm muito rápido entre importadores e operadores internacionais. "Pelo risco, a seguradora cobra mais e eleva a tarifa, o importador paga, mas diminui o valor entregue ao exportador", reclama. "O agronegócio paga a conta."
A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) enviou, pela assessoria de imprensa, apenas uma listagem de obras. Entre as que já teriam sido feitas desde 2003, num investimento de R$ 51 milhões, estão a instalação de equipamentos de segurança, terminais públicos de álcool e de fertilizantes, dragagem emergencial do Canal da Galheta e troca de boias de sinalização náutica. Estariam em execução obras de revitalização no valor aproximado de R$ 12 milhões. E estão programados investimentos de R$ 45 milhões para um pescante, que permitiria atracação de mais dois navios, aprofundamento de berços e um silo público graneleiro.
27.05.10 - jue
Em Santa Catarina, investimento previsto é de R$ 2,6 bi até 2012
88% do total será aplicado em fábricas no Estado. Mais da metade, R$ 1,4 bilhão, será investida ainda este ano
Será de R$ 2,6 bilhões o investimento das indústrias catarinenses no triênio 2010-2012. Mais da metade, R$ 1,4 bilhão, será investida ainda este ano. A previsão faz parte da publicação "Desempenho e Perspectiva da Indústria Catarinense 2010", lançada esta semana pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), com o apoio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). No triênio, R$ 2,26 bilhões (88%) devem ser aplicados nas fábricas em Santa Catarina e o restante nas unidades localizadas em outros Estados ou no exterior.
No contexto geral, o cenário projetado para 2010 é de alta de 5,5% no Produto Interno Bruto (PIB), além de elevação da produção industrial, das vendas e do emprego. A avaliação foi feita pelo presidente da Fiesc, Alcantaro Corrêa. Na conjuntura, segundo ele, o sinal seguirá amarelo para as exportações, já que a projeção é de manutenção da taxa de câmbio valorizada e de lento crescimento da demanda internacional por causa do ritmo de recuperação dos países desenvolvidos mais afetados pela crise. A forte queda das exportações catarinenses, de 24,6% até novembro do ano passado, foi um dos fatores que mais afetaram a economia do Estado.
Em relação à retomada dos investimentos, os setores de metalurgia básica (R$ 732 milhões), celulose e papel (R$ 400 milhões) e alimentos e bebidas (R$ 273 milhões) lideram as intenções no próximo triênio. Os valores investidos pela indústria do Estado em 2009 somaram R$ 1,2 bilhão, com queda de 43% em relação aos R$ 2,1 bilhões de 2008.
Comparação. Na avaliação de Alcantaro Corrêa, a redução expressiva dos investimentos reflete a crise econômica mundial e a incerteza das indústrias quanto aos reflexos da recessão sobre o crédito e a demanda. "Apesar da melhoria do cenário em 2010, a recuperação do nível de investimentos não é tão vertiginosa, se comparada com o desempenho de 2008. Mas temos de lembrar que aquele foi um ano atípico, com valores acima da média dos últimos anos."
O montante previsto até 2012 na pesquisa confirma dados das empresas do Estado, mas não contempla os investimentos anunciados por indústrias de outras unidades da Federação em Santa Catarina, como os do Grupo EBX, da companhia alemã de autopeças ZF e do Grupo Global (termoelétrica). "Ou seja, os valores são ainda mais expressivos, o que é muito importante, já que é o investimento na produção que gera postos de trabalho e desenvolvimento."
O estudo, com 135 empresas de médio e grande portes, mostra que as estimativas atuais de investimentos para 2011 são de R$ 611,9 milhões e para 2012 são de R$ 559,8 milhões. Segundo o levantamento, o porcentual de empresas que já definiram os investimentos para 2011 é de 51%. Em relação a 2012, 47,5% das indústrias afirmaram que têm investimentos previstos.
Os investimentos previstos para o triênio têm como finalidades a aquisição de máquinas e equipamentos, atualização tecnológica e desenvolvimento de produtos. Também serão investidos em aumento da capacidade produtiva, ampliação das instalações e lançamento de produtos. No ano passado, apesar da crise, 77% da empresas fizeram investimentos. As atividades industriais que puxaram investimentos em 2009 foram metalurgia básica (28%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (18%), e alimentos e bebidas (18%).
Outro dado importante da pesquisa é que hoje 64,6% das empresas catarinenses já trabalham com a mesma capacidade produtiva dos níveis pré-crise. Para 86,4% dos empresários, a capacidade instalada atual atende às demandas para 2010, porém, mais de 50% das companhias pretendem ampliar a capacidade de produção em 2010.
Para os industriais, há pontos preocupantes para este ano. Entre eles estão a desvalorização do câmbio, a concorrência externa, principalmente em relação à China e ao avanço da Rússia no mercado europeu, o aumento dos preços dos insumos e das matérias-primas, a infraestrutura deficiente, a elevada carga tributária e o crédito caro e escasso.
Será de R$ 2,6 bilhões o investimento das indústrias catarinenses no triênio 2010-2012. Mais da metade, R$ 1,4 bilhão, será investida ainda este ano. A previsão faz parte da publicação "Desempenho e Perspectiva da Indústria Catarinense 2010", lançada esta semana pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), com o apoio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). No triênio, R$ 2,26 bilhões (88%) devem ser aplicados nas fábricas em Santa Catarina e o restante nas unidades localizadas em outros Estados ou no exterior.
No contexto geral, o cenário projetado para 2010 é de alta de 5,5% no Produto Interno Bruto (PIB), além de elevação da produção industrial, das vendas e do emprego. A avaliação foi feita pelo presidente da Fiesc, Alcantaro Corrêa. Na conjuntura, segundo ele, o sinal seguirá amarelo para as exportações, já que a projeção é de manutenção da taxa de câmbio valorizada e de lento crescimento da demanda internacional por causa do ritmo de recuperação dos países desenvolvidos mais afetados pela crise. A forte queda das exportações catarinenses, de 24,6% até novembro do ano passado, foi um dos fatores que mais afetaram a economia do Estado.
Em relação à retomada dos investimentos, os setores de metalurgia básica (R$ 732 milhões), celulose e papel (R$ 400 milhões) e alimentos e bebidas (R$ 273 milhões) lideram as intenções no próximo triênio. Os valores investidos pela indústria do Estado em 2009 somaram R$ 1,2 bilhão, com queda de 43% em relação aos R$ 2,1 bilhões de 2008.
Comparação. Na avaliação de Alcantaro Corrêa, a redução expressiva dos investimentos reflete a crise econômica mundial e a incerteza das indústrias quanto aos reflexos da recessão sobre o crédito e a demanda. "Apesar da melhoria do cenário em 2010, a recuperação do nível de investimentos não é tão vertiginosa, se comparada com o desempenho de 2008. Mas temos de lembrar que aquele foi um ano atípico, com valores acima da média dos últimos anos."
O montante previsto até 2012 na pesquisa confirma dados das empresas do Estado, mas não contempla os investimentos anunciados por indústrias de outras unidades da Federação em Santa Catarina, como os do Grupo EBX, da companhia alemã de autopeças ZF e do Grupo Global (termoelétrica). "Ou seja, os valores são ainda mais expressivos, o que é muito importante, já que é o investimento na produção que gera postos de trabalho e desenvolvimento."
O estudo, com 135 empresas de médio e grande portes, mostra que as estimativas atuais de investimentos para 2011 são de R$ 611,9 milhões e para 2012 são de R$ 559,8 milhões. Segundo o levantamento, o porcentual de empresas que já definiram os investimentos para 2011 é de 51%. Em relação a 2012, 47,5% das indústrias afirmaram que têm investimentos previstos.
Os investimentos previstos para o triênio têm como finalidades a aquisição de máquinas e equipamentos, atualização tecnológica e desenvolvimento de produtos. Também serão investidos em aumento da capacidade produtiva, ampliação das instalações e lançamento de produtos. No ano passado, apesar da crise, 77% da empresas fizeram investimentos. As atividades industriais que puxaram investimentos em 2009 foram metalurgia básica (28%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (18%), e alimentos e bebidas (18%).
Outro dado importante da pesquisa é que hoje 64,6% das empresas catarinenses já trabalham com a mesma capacidade produtiva dos níveis pré-crise. Para 86,4% dos empresários, a capacidade instalada atual atende às demandas para 2010, porém, mais de 50% das companhias pretendem ampliar a capacidade de produção em 2010.
Para os industriais, há pontos preocupantes para este ano. Entre eles estão a desvalorização do câmbio, a concorrência externa, principalmente em relação à China e ao avanço da Rússia no mercado europeu, o aumento dos preços dos insumos e das matérias-primas, a infraestrutura deficiente, a elevada carga tributária e o crédito caro e escasso.
27.05.10 - jue
Sul: Uma porta para o desenvolvimento do comércio exterior
Situada na fronteira com Argentina, Paraguai e Uruguai, principais parceiros do Brasil no continente latino, a Região Sul vê sua economia se transformar com o crescimento do setor industrial - o segundo do País.
Os três Estados do Sul vêm experimentando significativo crescimento acompanhando e, de certa forma, liderando o crescimento do Brasil nestes tempos em que o País apresenta estabilidade econômica e política. São muitos os exemplos desse crescimento. Temos o polo automotivo do Paraná, o setor agropecuário em toda a região, o polo metalomecânico de Caxias do Sul. Há importante crescimento na indústria de serviços, especialmente nas capitais, com destaque para saúde e educação, onde temos polos de excelência em Porto Alegre e Curitiba. O turismo também vem apresentando crescimento significativo, com destaque para Florianópolis, cidade que tem se transformado em referência em termos de qualidade de vida.
O setor industrial naval tem sido um dos responsáveis por atrair investimentos nacionais e estrangeiros para a região. Importante registrar também os efeitos muito positivos da Copa de 2014 para a Região, onde teremos duas cidades-sede, e muitas outras como apoio. Não apenas as reformas dos estádios e a construção da Arena do Grêmio modificarão o perfil das cidades, mas todas as obras de infraestrutura, que já estão saindo das pranchetas para a execução, movimentarão a economia de tal forma que ainda é difícil estimar o crescimento do PIB regional que será verificado.
O Porto de Rio Grande/RS é um polo naval que está atraindo investimentos, gerando empregos e impulsionando a economia regional. Sua estrutura é considerada fundamental para a produção e o armazenamento de petróleo no Brasil e tem colaborado de forma decisiva para o incremento econômico, que hoje investe na construção de plataformas petrolíferas, cascos, navios, embarcações de apoio e no fornecimento de material para essas obras.
A Petrobrás, uma das principais investidoras do projeto, desenvolve no local quatro empreendimentos gigantescos: as plataformas P-53, P-55, P-63 e o estaleiro que, nos próximos anos, deverá ser responsável pela construção de pelo menos oito cascos das 45 plataformas de petróleo que a estatal quer colocar em operação até 2020. Estima-se que essa empreitada tenha gerado mais de 30 mil empregos diretos e indiretos, beneficiando trabalhadores da construção civil, da área metal0mecânica e das engenharias.
Mas não é apenas no petróleo que reside a importância deste porto para toda a Região Sul do País. Um dos principais objetivos do empreendimento é ser um "Porto do Mercosul", concentrador e distribuidor de carga para outros portos brasileiros e para os vizinhos Uruguai e Argentina. A localização é ideal por se situar entre o Porto de Santos e o de Buenos Aires, assim como entre as praias de Santa Catarina e Punta del Este. Outro aspecto favorável é a existência de todos os modais na região (hidroviário, rodoviário, ferroviário, aeroviário e marítimo), algo importante do ponto de vista estratégico. Esses investimentos com vistas ao Mercosul confirmam a Região Sul do Brasil como uma importante porta para o desenvolvimento do comércio exterior brasileiro.
Fazer do Porto de Rio Grande o hub port do Sul do Brasil é de vital importância para a economia. Prova disso é que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal destinou R$ 2,7 bilhões para obras nos portos brasileiros. A parte deste orçamento que coube à Região Sul foi investida no prolongamento dos molhes e nas obras de dragagem, que, completos, tornarão Rio Grande apto para receber os maiores navios de carga do mundo e distribuir a mercadoria aos demais portos do Brasil e de outros países.
O petróleo e gás têm papel fundamental no desenvolvimento econômico da nação e, ao receber incentivos governamentais, também trazem condições de desenvolvimento para a Região Sul do país.
Todas essas mudanças tendem a deslocar o eixo naval do Rio de Janeiro, tornando Rio Grande o segundo polo naval em movimentação, perdendo apenas para o Porto de Santos. Tamanho impacto gerado pela necessidade de uma infraestrutura que ampare o projeto faz com que gestores corporativos e governamentais discutam a influência dos investimentos para construção do polo naval em toda a Região Sul. Os setores envolvidos diretamente com a sua construção, tais como madeira, mobiliário e transporte, são os maiores beneficiados pela instalação do empreendimento, seguido pela siderurgia e os químicos nos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Os três Estados do Sul vêm experimentando significativo crescimento acompanhando e, de certa forma, liderando o crescimento do Brasil nestes tempos em que o País apresenta estabilidade econômica e política. São muitos os exemplos desse crescimento. Temos o polo automotivo do Paraná, o setor agropecuário em toda a região, o polo metalomecânico de Caxias do Sul. Há importante crescimento na indústria de serviços, especialmente nas capitais, com destaque para saúde e educação, onde temos polos de excelência em Porto Alegre e Curitiba. O turismo também vem apresentando crescimento significativo, com destaque para Florianópolis, cidade que tem se transformado em referência em termos de qualidade de vida.
O setor industrial naval tem sido um dos responsáveis por atrair investimentos nacionais e estrangeiros para a região. Importante registrar também os efeitos muito positivos da Copa de 2014 para a Região, onde teremos duas cidades-sede, e muitas outras como apoio. Não apenas as reformas dos estádios e a construção da Arena do Grêmio modificarão o perfil das cidades, mas todas as obras de infraestrutura, que já estão saindo das pranchetas para a execução, movimentarão a economia de tal forma que ainda é difícil estimar o crescimento do PIB regional que será verificado.
O Porto de Rio Grande/RS é um polo naval que está atraindo investimentos, gerando empregos e impulsionando a economia regional. Sua estrutura é considerada fundamental para a produção e o armazenamento de petróleo no Brasil e tem colaborado de forma decisiva para o incremento econômico, que hoje investe na construção de plataformas petrolíferas, cascos, navios, embarcações de apoio e no fornecimento de material para essas obras.
A Petrobrás, uma das principais investidoras do projeto, desenvolve no local quatro empreendimentos gigantescos: as plataformas P-53, P-55, P-63 e o estaleiro que, nos próximos anos, deverá ser responsável pela construção de pelo menos oito cascos das 45 plataformas de petróleo que a estatal quer colocar em operação até 2020. Estima-se que essa empreitada tenha gerado mais de 30 mil empregos diretos e indiretos, beneficiando trabalhadores da construção civil, da área metal0mecânica e das engenharias.
Mas não é apenas no petróleo que reside a importância deste porto para toda a Região Sul do País. Um dos principais objetivos do empreendimento é ser um "Porto do Mercosul", concentrador e distribuidor de carga para outros portos brasileiros e para os vizinhos Uruguai e Argentina. A localização é ideal por se situar entre o Porto de Santos e o de Buenos Aires, assim como entre as praias de Santa Catarina e Punta del Este. Outro aspecto favorável é a existência de todos os modais na região (hidroviário, rodoviário, ferroviário, aeroviário e marítimo), algo importante do ponto de vista estratégico. Esses investimentos com vistas ao Mercosul confirmam a Região Sul do Brasil como uma importante porta para o desenvolvimento do comércio exterior brasileiro.
Fazer do Porto de Rio Grande o hub port do Sul do Brasil é de vital importância para a economia. Prova disso é que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal destinou R$ 2,7 bilhões para obras nos portos brasileiros. A parte deste orçamento que coube à Região Sul foi investida no prolongamento dos molhes e nas obras de dragagem, que, completos, tornarão Rio Grande apto para receber os maiores navios de carga do mundo e distribuir a mercadoria aos demais portos do Brasil e de outros países.
O petróleo e gás têm papel fundamental no desenvolvimento econômico da nação e, ao receber incentivos governamentais, também trazem condições de desenvolvimento para a Região Sul do país.
Todas essas mudanças tendem a deslocar o eixo naval do Rio de Janeiro, tornando Rio Grande o segundo polo naval em movimentação, perdendo apenas para o Porto de Santos. Tamanho impacto gerado pela necessidade de uma infraestrutura que ampare o projeto faz com que gestores corporativos e governamentais discutam a influência dos investimentos para construção do polo naval em toda a Região Sul. Os setores envolvidos diretamente com a sua construção, tais como madeira, mobiliário e transporte, são os maiores beneficiados pela instalação do empreendimento, seguido pela siderurgia e os químicos nos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.



