Archivo de Noticias: junio - 2009

25.06.09 - jue

Fiesc e CNI lançam Certificado de Origem Digital para exportadores

A Federação das Indústrias Catarinense lançaram no dia 23 de junho o Certificado de Origem Digital (COD). O programa, desenvolvido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Fiesc, gera um banco de dados que facilita o preenchimento dos documentos, que servem para atestar a origem da mercadoria a ser comercializada entre países que mantêm acordos comerciais. O objetivo do Certificado de Origem é conceder redução ou isenção de imposto de importação, garantindo acesso preferencial das mercadorias ao exterior.

Nesta primeira fase de implementação do programa, os documentos de declaração de produtor e fatura comercial serão informatizados. O próximo passo será a implantação das assinaturas digitais, prevista ainda para 2009.

José Frederico Álvares, da CNI, afirma que a motivação para a criação do sistema foi a modernização imposta pela Associação Latino Americana de Integração, que vem discutindo o assunto. Para ele, os maiores benefícios do COD são: rapidez, pois elimina os erros mais comuns; interação completamente online; diminuição de custos, pois acaba com o retrabalho e diminui deslocamentos e viagens; segurança, já que combate a falsificação e protege informações; e inovação, permitindo a melhor vantagem tarifária possível e evitando erros na seleção das regras de origem. Tatiani Leal, da Fiesc, destaca ainda como vantagem para o importador, o custo reduzido devido aos benefícios tarifários, e ao exportador, a possibilidade de um produto mais competitivo.

De acordo com dados apresentados por Cibele Lemos Oldemburgo, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o Brasil emite 64,5 mil CODs por mês.

Para se cadastrar no sistema de COD da Fiesc, basta fazer o cadastro no site: www.fiescnet.com.br/cin/cod.


Veja Também: Burocratização e custos são os maiores entraves às exportações catarinenses


A Fiesc é apoiadora e será expositora do Itajaí Trade Summit ITS 2009.



Itajaí Trade Summit e Fórum NetMarinha 2009



A segunda edição do Itajaí Trade Summit ITS 2009  acontecerá nos dias 30 de setembro e 01 e 02 de outubro, no Centro de Promoções Itajaí-Tur. O evento apresenta como expositores toda a cadeia de serviços e produtos para quem atua ou pretende atuar no mercado global.

O Fórum NetMarinha ocorre paralelamente à feira e contempla seminários e debates que trazem muita  informação de qualidade, além de discussões atuais sobre mercado internacional e de logística.

A feira é organizada pelo Netmarinha, empresa de mídia com 30 anos de atuação e tem como patrocinadores: Próspera Trading, Teconvi, Tesc e Porto de Itajaí.

www.netmarinha.com.br/its

 

fonte: portal netmarinha

25.06.09 - jue

Apesar da crise, a importação de bens não-duráveis cresce 8%

A queda do dólar e a manutenção do poder de compra do consumidor estão estimulando o aumento das importações de calçados, roupas, bebidas e remédios em plena crise global. As compras externas de bens de consumo não-duráveis cresceram 8% de janeiro a maio, um ritmo inferior ao de 2008, mas na contramão das importações totais, que caíram 27%.

Se a moeda americana ficar abaixo de R$ 2,00, os varejistas avaliam que a presença de importados vai aumentar nas lojas e nas prateleiras dos supermercados no segundo semestre. O fenômeno pode atingir os eletrodomésticos, caso a oferta de crédito siga se recuperando.

De janeiro a maio, as importações de vestuário cresceram 42% ante o mesmo período de 2008, para US$ 418,5 milhões, conforme a Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit). Nos calçados, a alta foi 21%, para US$ 148 milhões, segundo a Associação Brasileira da Indústria Calçadista (Abicalçados). As importações de bebida e tabaco subiram 23,5%, diz a Secretaria de Comércio Exterior.

Os produtos importados estão mais presentes no dia a dia, mas o impacto para a balança comercial é reduzido, pois os bens de consumo não-duráveis representam apenas 8% das importações. Mas a entrada desses produtos no País é problemática para alguns setores que empregam muito. Nos têxteis, por exemplo, foram fechadas 10.378 vagas de janeiro a abril.

Segundo Sylvio Mandel, presidente da Associação Brasileira da Empresas do Varejo Têxtil (Abeim), que reúne redes como C&A, Riachuelo e Lojas Renner, a cotação atual do dólar favorece a importação. “Quando a coleção de inverno chegou, o dólar estava a R$ 2,04, agora baixou para R$ 1,95, o que é bom, mas ninguém vai comprar só para aproveitar preço porque estamos com o pé no chão”, disse. Segundo ele, as vendas de junho têm sido “excelentes” por causa do frio, com alta de 30% a 35% ante o mesmo mês de 2008.

Fernando Ribeiro, economista da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), explica que as importações de bens de consumo não-duráveis seguem o desempenho do varejo porque dependem da renda, que foi preservada pelo aumento do mínimo e pela inflação controlada.


Para Fernando Sampaio, economista da LCA Consultores, o dólar barato vai favorecer a importação de bens de consumo porque reduz preços quando a demanda volta a crescer. O esforço exportador da China incentivará importações do Brasil, um dos poucos mercados do mundo que cresce na crise.

Setor farmacêutico lidera

As importações de produtos farmacêuticos avançaram 23,5% de janeiro a maio, para US$ 1,4 bilhão. Para o secretário de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral, o setor é o maior responsável pelo aumento das compras externas de bens de consumo não-duráveis, pois as vendas de remédios cresceram muito com a expansão da classe média. Ele disse que a produção nacional também aumentou, mas que boa parte dos remédios é importada por conta da exigência de patentes.

Nos primeiros cinco meses do ano, as vendas e as importações da Novartis subiram 5% ante igual período de 2008. A empresa não revela o percentual de importados em seu portfólio, mas confirma que é “grande parte”.


fonte: Jornal da Cidade de Bauru
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