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13.05.10 - thu
A.P. Moller-Maersk volta a registrar lucro
Divisão de contêineres movimentou 20% de Feus a mais que no primeiro trimestre de 2009.
A A.P. Moller-Maersk voltou aos lucros no primeiro trimestre, com o aumento nas taxas de frete em decorrência da retomada do comércio global. O lucro líquido da empresa computou 3,4 bilhões de coroas dinamarquesas (US$ 584 milhões), em comparação à perda de 2,13 bilhões de coroas dinamarquesas do ano passado.
Parte desta recuperação foi possível graças aos aumentos de frete aplicados pela Maersk Line, divisão de contêineres do grupo, principalmente no trade entre Ásia e Europa, refletindo reposição de estoques e maior demanda do mercado europeu. A recuperação dos valores de frete no tráfego atingiu 18%.
A companhia registrou lucro líquido de US$ 168 milhões neste primeiro trimestre, ante perda de US$ 581 milhões no mesmo intervalo do ano anterior. De janeiro a março, a divisão transportou o equivalente a 1,8 milhão de Feus (unidade equivalente a um contêiner de 40 pés), 20% a mais que nos primeiros três meses de 2009.
O braço de petróleo e gás do grupo teve lucro líquido de US$ 450 milhões, saindo dos US$ 256 milhões do primeiro trimestre de 2009. O setor foi ajudado pelos preços do petróleo, que foram em média 70% maiores do que no primeiro trimestre de 2009.
O resultado atual aponta que o grupo A.P. Moller-Maersk está se recuperando de sua primeira perda anual em pelo menos meio século, depois da contração do mercado marítimo no ano passado. A companhia afirmou que o ano começou melhor do que o esperado, e por isso a empresa tem perspectivas de lucros maiores em relação à previsão modesta que mantinha.
Segundo estimativas do FMI (Fundo Monetário Internacional), os volumes do comércio mundial devem aumentar 7% até o final do ano e 6,1% em 2011, após a contratação de 11% do exercício passado.
Capacidade
Durante o primeiro trimestre, a Maersk Line colocou 17 embarcações em lay-up, perfazendo total de 72 mil Teus de capacidade ociosa. Porém, a empresa reativou três navios fretados e demoliu duas unidades menores. Durante o período, a companhia recebeu duas novas embarcações com capacidade total para 5 mil Teus.
No final do primeiro trimestre, o grupo A.P. Moller-Maersk mantinha 16 navios multipropósito e 539 porta-contêineres, sendo que 250 eram próprios e 289 fretados - com capacidade total de 2,1 milhões de Teus.
A companhia ainda tem 41 porta-contêineres e quatro embarcações multipropósito encomendadas. Uma unidade de cada segmento deve ser entregue ainda este ano.
A A.P. Moller-Maersk voltou aos lucros no primeiro trimestre, com o aumento nas taxas de frete em decorrência da retomada do comércio global. O lucro líquido da empresa computou 3,4 bilhões de coroas dinamarquesas (US$ 584 milhões), em comparação à perda de 2,13 bilhões de coroas dinamarquesas do ano passado.
Parte desta recuperação foi possível graças aos aumentos de frete aplicados pela Maersk Line, divisão de contêineres do grupo, principalmente no trade entre Ásia e Europa, refletindo reposição de estoques e maior demanda do mercado europeu. A recuperação dos valores de frete no tráfego atingiu 18%.
A companhia registrou lucro líquido de US$ 168 milhões neste primeiro trimestre, ante perda de US$ 581 milhões no mesmo intervalo do ano anterior. De janeiro a março, a divisão transportou o equivalente a 1,8 milhão de Feus (unidade equivalente a um contêiner de 40 pés), 20% a mais que nos primeiros três meses de 2009.
O braço de petróleo e gás do grupo teve lucro líquido de US$ 450 milhões, saindo dos US$ 256 milhões do primeiro trimestre de 2009. O setor foi ajudado pelos preços do petróleo, que foram em média 70% maiores do que no primeiro trimestre de 2009.
O resultado atual aponta que o grupo A.P. Moller-Maersk está se recuperando de sua primeira perda anual em pelo menos meio século, depois da contração do mercado marítimo no ano passado. A companhia afirmou que o ano começou melhor do que o esperado, e por isso a empresa tem perspectivas de lucros maiores em relação à previsão modesta que mantinha.
Segundo estimativas do FMI (Fundo Monetário Internacional), os volumes do comércio mundial devem aumentar 7% até o final do ano e 6,1% em 2011, após a contratação de 11% do exercício passado.
Capacidade
Durante o primeiro trimestre, a Maersk Line colocou 17 embarcações em lay-up, perfazendo total de 72 mil Teus de capacidade ociosa. Porém, a empresa reativou três navios fretados e demoliu duas unidades menores. Durante o período, a companhia recebeu duas novas embarcações com capacidade total para 5 mil Teus.
No final do primeiro trimestre, o grupo A.P. Moller-Maersk mantinha 16 navios multipropósito e 539 porta-contêineres, sendo que 250 eram próprios e 289 fretados - com capacidade total de 2,1 milhões de Teus.
A companhia ainda tem 41 porta-contêineres e quatro embarcações multipropósito encomendadas. Uma unidade de cada segmento deve ser entregue ainda este ano.
13.05.10 - thu
Otimismo externo replica no câmbio e dólar cai
O viés positivo dos mercados internacionais abriu caminho para os vendedores nesta quarta-feira, fazendo o dólar retomar a casa de R$ 1,77. Após flutuar entre R$ 1,77 e R$ 1,782, a moeda norte-americana fechou em baixa de 0,67%, vendida a R$ 1,773.
Segundo Sidnei Moura Nehme, diretor-executivo da NGO, os investidores ainda não conseguiram reapreciar o real para o nível de R$ 1,75, após sucessivos dias de tensão, o que elevou as cotações ao pico de R$ 1,90. Nos últimos dias, os hegde funds inverteram rapidamente suas posições líquidas vendidas no mercado futuro, passando a apostar no dólar, enquanto que os bancos fizeram "hedge".
Porém, diante da melhora na percepção quanto à suficiência dos recursos colocados no plano emergencial para a situação crítica fiscal de países da zona do euro, os investidores estrangeiros voltaram a reduzir suas posições compradas no mercado futuro da BM&FBovespa, derrubando o estoque para US$ 2,53 bilhões.
"Mas ainda restão sérias incertezas quanto à capacidade, inicialmente, da Grécia, Espanha e Portugal de adotarem programas rigorosos de austeridade, implementarem e cumpri-los", pondera o executivo.
E os números pálidos das economias divulgados hoje mostram que a tarefa para recolocar as contas em ordem, diante do baixo dinamismo, é ardua. Segundo a agência Eurostat, o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro cresceu 0,2% nos primeiros três meses do ano, na passagem trimestral, superando as estimativas. Na França, a segunda maior economia do bloco, o crescimento foi de apenas 0,1%, na Alemanha de 0,2%. Já a Grécia viu sua economia encolher 0,8%
Ainda assim, neste mês, até o dia 7, o fluxo cambial brasileiro ficou fortemente positivo, atingindo US$ 3,711 bilhões, mesmo com as compras de US$ 3,383 bilhões do Banco Central. No período, os bancos mantiveram posições "vendidas" no mercado à vista de US$ 2,6 bilhões, com base nos dados do BC.
Segundo Sidnei Moura Nehme, diretor-executivo da NGO, os investidores ainda não conseguiram reapreciar o real para o nível de R$ 1,75, após sucessivos dias de tensão, o que elevou as cotações ao pico de R$ 1,90. Nos últimos dias, os hegde funds inverteram rapidamente suas posições líquidas vendidas no mercado futuro, passando a apostar no dólar, enquanto que os bancos fizeram "hedge".
Porém, diante da melhora na percepção quanto à suficiência dos recursos colocados no plano emergencial para a situação crítica fiscal de países da zona do euro, os investidores estrangeiros voltaram a reduzir suas posições compradas no mercado futuro da BM&FBovespa, derrubando o estoque para US$ 2,53 bilhões.
"Mas ainda restão sérias incertezas quanto à capacidade, inicialmente, da Grécia, Espanha e Portugal de adotarem programas rigorosos de austeridade, implementarem e cumpri-los", pondera o executivo.
E os números pálidos das economias divulgados hoje mostram que a tarefa para recolocar as contas em ordem, diante do baixo dinamismo, é ardua. Segundo a agência Eurostat, o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro cresceu 0,2% nos primeiros três meses do ano, na passagem trimestral, superando as estimativas. Na França, a segunda maior economia do bloco, o crescimento foi de apenas 0,1%, na Alemanha de 0,2%. Já a Grécia viu sua economia encolher 0,8%
Ainda assim, neste mês, até o dia 7, o fluxo cambial brasileiro ficou fortemente positivo, atingindo US$ 3,711 bilhões, mesmo com as compras de US$ 3,383 bilhões do Banco Central. No período, os bancos mantiveram posições "vendidas" no mercado à vista de US$ 2,6 bilhões, com base nos dados do BC.
12.05.10 - wed
Mudanças em aeroportos ficarão para 2011, diz Anac
Proposta da agência está em análise pelo Ministério da Defesa e pela Casa Civil. Mercado cresce acima de 20% pelo décimo mês; agência cita descompasso entre demanda de clientes e oferta aeroportuária
A decisão sobre o modelo de gestão dos aeroportos deverá ficar para o próximo governo, disse ontem a presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Solange Vieira.
Caso a decisão seja tomada em 2011, o novo governo deverá definir se a administração de aeroportos no país deve ficar a cargo da iniciativa privada, permanecer sob a gestão de uma empresa estatal, a Infraero, ou passar a ser feita em parcerias público-privadas.
Segundo especialistas, a definição de um modelo é essencial para viabilizar investimentos antes da Copa e dos Jogos Olímpicos. Questionada sobre o impacto da demora do governo, Vieira disse que dependerá da velocidade das obras.
Vieira participou ontem de seminário sobre infraestrutura promovido pelo "Valor Econômico" no Rio. Segundo a presidente da agência, é preciso discutir se o monopólio na administração dos aeroportos é o modelo mais adequado e se deve ficar a cargo de empresa pública, que tem restrições para investimentos e contratações.
"Quando a gente pensa em manter uma empresa pública operando com características de setor privado, a gente tem de ter em mente que nunca vai conseguir a eficiência de uma empresa privada porque ela tem limitações burocráticas".
Os números da agência evidenciam o crescimento da demanda. Com maior acesso a crédito e passagens mais em conta, o fluxo de passageiros no mercado doméstico teve alta maior que 20% em dez meses.
A TAM continua a liderar em participação de mercado, com 42,13%, seguida pela Gol, com 40,69%. Empresas com uma fatia menor do mercado registraram crescimento expressivo no fluxo de passageiros. A Webjet teve alta de 96%, e a Azul, de 89%, na comparação com abril do ano passado.
Sem investimentos compatíveis em infraestrutura, os terminais de passageiros começam a ficar saturados. "As empresas estão fazendo milagre, criando voos noturnos adicionais, mas há sinais de estrangulamento em alguns aeroportos", afirma Paulo Bittencourt Sampaio, consultor em aviação.
O aumento da demanda sem investimento em infraestrutura não interfere apenas no conforto do passageiro. Para as companhias aéreas, ela pode resultar em restrições ao uso de aeroportos, nos moldes do que ocorre em Congonhas.
A agência realiza estudos para definir quais outros aeroportos poderão ficar saturados.
Segundo Vieira, desde o ano passado o crescimento no uso dos aeroportos não é mais centrado em São Paulo, e sim no Rio de Janeiro e em Brasília.
De janeiro a abril, as companhias brasileiras têm alta de 32% na demanda ante igual período do ano passado
A decisão sobre o modelo de gestão dos aeroportos deverá ficar para o próximo governo, disse ontem a presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Solange Vieira.
Caso a decisão seja tomada em 2011, o novo governo deverá definir se a administração de aeroportos no país deve ficar a cargo da iniciativa privada, permanecer sob a gestão de uma empresa estatal, a Infraero, ou passar a ser feita em parcerias público-privadas.
Segundo especialistas, a definição de um modelo é essencial para viabilizar investimentos antes da Copa e dos Jogos Olímpicos. Questionada sobre o impacto da demora do governo, Vieira disse que dependerá da velocidade das obras.
Vieira participou ontem de seminário sobre infraestrutura promovido pelo "Valor Econômico" no Rio. Segundo a presidente da agência, é preciso discutir se o monopólio na administração dos aeroportos é o modelo mais adequado e se deve ficar a cargo de empresa pública, que tem restrições para investimentos e contratações.
"Quando a gente pensa em manter uma empresa pública operando com características de setor privado, a gente tem de ter em mente que nunca vai conseguir a eficiência de uma empresa privada porque ela tem limitações burocráticas".
Os números da agência evidenciam o crescimento da demanda. Com maior acesso a crédito e passagens mais em conta, o fluxo de passageiros no mercado doméstico teve alta maior que 20% em dez meses.
A TAM continua a liderar em participação de mercado, com 42,13%, seguida pela Gol, com 40,69%. Empresas com uma fatia menor do mercado registraram crescimento expressivo no fluxo de passageiros. A Webjet teve alta de 96%, e a Azul, de 89%, na comparação com abril do ano passado.
Sem investimentos compatíveis em infraestrutura, os terminais de passageiros começam a ficar saturados. "As empresas estão fazendo milagre, criando voos noturnos adicionais, mas há sinais de estrangulamento em alguns aeroportos", afirma Paulo Bittencourt Sampaio, consultor em aviação.
O aumento da demanda sem investimento em infraestrutura não interfere apenas no conforto do passageiro. Para as companhias aéreas, ela pode resultar em restrições ao uso de aeroportos, nos moldes do que ocorre em Congonhas.
A agência realiza estudos para definir quais outros aeroportos poderão ficar saturados.
Segundo Vieira, desde o ano passado o crescimento no uso dos aeroportos não é mais centrado em São Paulo, e sim no Rio de Janeiro e em Brasília.
De janeiro a abril, as companhias brasileiras têm alta de 32% na demanda ante igual período do ano passado



