02.09.10 - thu

Exportações alcançam US$ 181,157 bilhões no acumulado dos últimos doze meses

Pela primeira vez, o número supera a meta de US$ 180 bilhões para o ano De janeiro a agosto de 2010, as exportações brasileiras somaram US$ 126,096 bilhões (média diária de US$ 755,1 milhões) e, no acumulado dos últimos doze meses (de setembro de 2009 a agosto de 2010), chegaram a US$ 181,157 bilhões, valor maior que a meta de US$ 180 bilhões prevista para o ano de 2010. Nesse acumulado, é a primeira vez no ano que as exportações superam a meta do governo, mas, segundo o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Welber Barral, ainda não é hora de rever essa previsão.

“Vamos avaliar isto mais para o final do ano para termos um dado mais seguro. Mas a meta de US$ 180 bilhões, que já foi revisada, será atingida até o fim do ano”, disse o secretário em entrevista coletiva nesta quarta-feira (1°/9), para apresentar os dados da balança comercial de agosto de 2010. A meta inicial para 2010 era de US$ 168 bilhões e foi revista em junho.

Agosto

As exportações de agosto de 2010 alcançaram o maior resultado mensal em valor (US$ 19,236 bilhões) e pela média diária (US$ 874,4 milhões), desde setembro de 2008, quando se registrou valor total de US$ 20,017 bilhões e média diária de US$ 909,9 milhões. Em relação às importações, o valor de US$ 16,796 bilhões e a média diária de US$ 763,5 milhões foram igualmente os maiores resultados desde outubro de 2008 - valor de US$ 17,184 bilhões e média diária de US$ 781,1 milhões.

Barral também comentou a variação das exportações em relação aos destinos dos produtos brasileiros. Segundo ele, no período de janeiro a agosto, foram principalmente os países em desenvolvimento que aumentaram a participação na pauta da exportação brasileira e, em termos percentuais, os maiores aumentos foram para a Europa Oriental (43%), América Latina e Caribe (40%), e Oriente Médio (32%).

Ele mencionou ainda o aumento das importações de bens de capital que, no comparativo de agosto deste ano com o mesmo mês de 2009, tiveram alta de 79,7%. “Isto significa que os projetos de investimentos estão se confirmando e isso se reflete muito na importação de maquinaria, que foi um item que teve grande destaque este mês”, avaliou. As compras no exterior deste produto tiveram aumento de 121,4%, no mesmo período.  

Em relação às compras de bens de consumo, houve aumento de 54,3% no comparativo entre agosto de 2010 e agosto de 2009, o que, segundo Barral, já pode ser resultado da antecipação dos pedidos para o Natal, seguindo ciclo sazonal dos meses de agosto, setembro e outubro. Neste sentido, os itens bebidas e tabacos se destacaram, com crescimento de 77,7% nas importações, no mesmo comparativo.

02.09.10 - thu

Congestionamento preocupa operadores

A consultoria Drewry, citando prospectos econômicos otimistas, revisou suas projeções de médio prazo para cima, mas alerta que o investimento em novos terminais de contêineres deve ser retomado a fim de evitar a perspectiva de congestionamento.

Atualmente, a capacidade mundial dos terminais de carga conteinerizada está prevista para crescer em 143 milhões de Teus no mesmo espaço de tempo, aumento abaixo de 20%. O ritmo mais lento de crescimento na capacidade em relação ao volume de movimentações irá acabar por elevar os números de utilização global de terminais de contêineres, a menos que novas instalações saiam do papel.

Estima-se que, até 2015, os níveis de utilização global passariam de 80%. De acordo com a Drewry, "enquanto isso pode não parecer algo preocupante em escala mundial, terminais em localidades privilegiadas são normalmente mais utilizados do que a média de complexos portuários, e em algumas regiões - notadamente extremo oriente e oriente médio - fica clara a não-adequação dos projetos de expansão já confirmados para suprir a demanda crescente." Nas áreas mencionadas pela consultoria, a utilização chegaria a 95%.

Enquanto isso, a recuperação dos volumes se fez presente em muitas localidades, e faz o mercado questionar se as novas instalações serão implementadas a tempo de suprir a demanda, especialmente levando em consideração os processos de financiamento atuais para investimentos deste porte, que são muito mais complicados e exigentes do que em outros tempos, de acordo com o analista.

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Contrato de R$ 57,2 milhões vai acelerar obras rodoviárias em SC

Contrato de R$ 57,2 milhões vai acelerar obras rodoviárias em SC

A assinatura do contrato de empréstimo da ordem de R$ 57,2 milhões com a Corporação Andina de Fomento (CAF) vai acelerar as obras de pavimentação da SC-415, de acesso ao Porto de Itapoá, no Norte do Estado, e permitir a entrega da ordem de serviço, ainda neste mês, para a execução de outros três projetos revistos no Programa de Integração Regional (PIR) para a região da Costa do Encanto. "São investimentos importantes para a melhoria da infraestrutura turística e portuária do estado, permitindo ainda o escoamento da produção catarinense", destaca o governador Leonel Pavan.

O contrato foi assinado terça-feira à tarde, na sede da CAF, em Brasília e a previsão é que os recursos sejam liberação em até duas semanas, após visita da equipe técnica da instituição de fomento a Santa Catarina. Ainda em setembro, o governador Leonel Pavan pretende ir ao Norte do Estado para entrega da ordem de serviço do trecho de 1,9 quilômetro do Vigorelli, em Joinville; dos 6,3 quilômetros do Gibraltar ao Estaleiro, em São Francisco do Sul; e dos 3,9 quilômetros entre Laranjeiras e a BR-280, também em São Francisco do Sul, que integram a Costa do Encanto.

O trecho da SC-415, de acesso ao Porto de Itapoá, tem 27,7 quilômetros e está orçado em R$ 39,7 milhões. A previsão é de com os recursos a obra seja concluída no primeiro trimestre de 2011, mas o diretor-geral da Secretaria de Estado da Infraestrutura, Gerson de Borba Dias, que participou da assinatura do contrato em Brasília, diz que a disposição do governo é terminar a rodovia ainda neste ano.

Cerca de 45% dos trabalhos do trecho já foram concluídos. O serviço atualmente está em fase de terraplenagem. Aproximadamente 60% desta etapa foi realizada, e nas próximas semanas deve começar a pavimentação da estrada.

O maior entrave para o pleno andamento das obras até o momento foi o mau tempo. Até o final de junho, conforme o último levantamento da fiscalização do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra), 57,8% do tempo decorrido foi comprometido por chuvas ou "impraticáveis", ou seja, aqueles dias em que não chove mas não é possível trabalhar por excesso de barro etc. Dos 820 dias decorridos até a última medição, 206 foram de chuva e 268 de trabalho impraticável.

O Programa de Integração Regional tem o objetivo de viabilizar investimentos rodoviários e de infraestrutura e promover o desenvolvimento turístico e econômico. A primeira fase do PIR no Estado prevê a pavimentação e sinalização de cerca de 85 quilômetros de rodovias, além da execução de projetos de controle ambiental, supervisão de obras civis e de ações ambientais.

Outros R$ 50 milhões, para a segunda a segunda etapa do PIR, o chamado CAF 2, já estão sendo negociados e podem ser liberados ainda neste ano para beneficiar as regiões do Planalto Norte e do Vale do Itajaí e facilitar o escoamento da produção do pólo madeireiro ao Porto de Itajaí, no Litoral.

"O CAF 2 já está em tramitação e o governador Pavan pretende acelerar este processo em Brasília. Esperamos que até o final do ano o contrato seja assinado", afirmou o secretário de Estado da Infraestrutura, Rubens Spernau.

 

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