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Infraestrutura: Britânicos mostram interesse em projetos no Brasil
Uma delegação de empresários britânicos, chefiada pelo ministro adjunto de Comércio e Investimentos do Reino Unido, Stephen Green, foi recebida hoje pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel.
A comitiva reunia empresários de setores relacionados à área de infraestrutura, como engenharia, transportes, logística, energia e serviços financeiros e bancários.
Todos eles se mostraram interessados diante do crescente desenvolvimento econômico brasileiro e ainda por conta das obras e projetos relacionados à Copa do Mundo de 2014 e aos Jogos Olímpicos de 2016, que serão sediados no País.
“Estou muito feliz com a composição desta missão, com empresários de setores que hoje mais interessam ao Brasil”, disse o ministro, que qualificou ainda a relação comercial com o Reino Unido como “antiga, fraterna e produtiva”.
Pimentel disse também que quer contar com o apoio dos britânicos para enfrentar dois desafios da atualidade: “Primeiro, superar os obstáculos e gargalos na área de infraestrutura em que o Brasil ainda é deficiente; e, segundo, recuperar a competividade da indústria brasileira ante a expansão das economias asiáticas. Para estes dois desafios, o Reino Unido pode colaborar muito com sua experiência acumulada e com inovação”.
O ministro propôs aos representantes a oferta de bolsas de estudo para estudantes brasileiros nas universidades e centros de estudo britânicos. “Semelhante ao que foi oferecido pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, quando visitou o Brasil, acho que podemos trabalhar em uma parceria neste sentido que seria de grande ajuda para uma melhor qualificação da mão-de-obra brasileira”, declarou.
Pimentel ainda sugeriu aos presentes que empresas brasileiras e britânicas trabalhem em conjunto em terceiros mercados, como, por exemplo, no continente africano. “A presença brasileira na África está crescendo. Temos relações amigáveis e pacíficas no continente e, para o Reino Unido, o Brasil será um parceiro interessante neste mercado”, comentou.
Intercâmbio Comercial
Em 2011, o Reino Unido ocupa a décima sexta posição entre os principais parceiros comerciais do Brasil, com uma corrente de comércio de US$ 3,029 bilhões. De janeiro a maio, as vendas brasileiras para o Reino Unido somaram US$ 1,856 bilhão, com variação positiva de 11,8% em relação ao mesmo período de 2010. No mesmo período, o mercado brasileiro adquiriu US$ 1,173 bilhão do Reino Unido, com aumento de 1,4% na comparação com o mesmo intervalo de tempo de 2010. Com este resultado, houve superávit de US$ 682 milhões para o Brasil.
(Informações: MDIC / Foto: Divulgação)
Importação de máquinas pesadas subiu 28% até maio, informa Abdib
A balança comercial do setor de bens de capital sob encomenda registrou baixa de US$ 558 milhões nos primeiros cinco meses do ano. O déficit foi maior que os US$ 354 milhões verificados de janeiro a maio de 2010.
Segundo sondagem divulgada ontem pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), as importações somaram US$ 2,3 bilhões, 28% superior ao mesmo período em 2010, quando as compras de equipamentos pesados estrangeiros atingiram US$ 1,8 bilhão.
Para o vice-presidente da Abdib, Ralph Terra, o volume de maquinário importado tem crescido a uma velocidade preocupante. "Caso o país não crie condições para que a indústria local possa competir internacionalmente, a Abdib prevê um cenário de curto e longo prazo complicado para os fabricantes nacionais", disse.
Entre os entraves relacionados à competitividade, ele aponta questões tributárias e a ausência de mão de obra qualificada na área.
Conforme a Abdib, até 2015 teriam de ser feitos no país investimentos da ordem dos R$ 922 bilhões, divididos entre os setores de energia elétrica (R$ 142 bilhões), petróleo e gás (R$ 424,5 bilhões), transporte e logística (R$ 172 bilhões), telecomunicações (R$ 98,5 bilhões) e saneamento básico (R$ 85 bilhões).
Por Valor Econômico
Santa Catarina: Tecon Imbituba recebe super guindastes para movimentação de contêineres
A Santos Brasil recebeu no Tecon Imbituba dois modernos guindastes, que fazem parte dos investimentos em modernização do porto, localizado em Santa Catarina. Os equipamentos, fabricados pela ZPMC, são especializados no embarque e desembarque de contêineres e estão entre os mais modernos do mundo. Com mais de 40 metros de altura, os dois Portêineres embarcaram há cerca de 40 dias no Porto de Xangai, China, e fazem a travessia da Ásia para o Brasil montados em uma plataforma especial.
A aquisição possibilitará a movimentação simultânea de dois contêineres de 20 pés, além de um de 40 pés (unidade de medida padrão). A Santos Brasil investiu US$ 15 milhões na aquisição dos equipamentos que chegam ao Sul do País.
Os portêineres têm 57 metros de lança, podendo alcançar até a 21ª fileira de contêineres das grandes embarcações. A capacidade de cada um dos equipamentos é de 65 toneladas para contêineres e 80 toneladas para operar cargas especiais.
Os portêineres são projetados para atender de maneira eficiente as maiores embarcações do mundo, os navios ULC, Ultra Large Containership. A dragagem de aprofundamento de 11 para 15 metros no Porto de Imbituba, obra realizada com recursos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC 2) do Governo Federal, prevista para ser concluída este ano, permitirá a chegada ao Sul de Santa Catarina desses navios, que operam as principais rotas da navegação internacional.
Desde 2008, a Santos Brasil investe na ampliação do cais do terminal. A primeira fase das obras, que contempla a liberação de 300 metros, foi entregue em novembro do ano passado. Até o fim de outubro deste ano, as obras estarão concluídas e o terminal contará com 660 metros de comprimento de cais.
Com a conclusão das obras será possível aproveitar todo o potencial de Imbituba como Porto concentrador e distribuidor de cargas, uma vez que a localização também facilita o acesso ao Mercosul.
(Informações/ Foto: Divulgação)



