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No Brasil, expectativa de resultados positivos
Na opinião de dois analistas do setor aéreo, este ano será o de recomposição de margens, após perdas com a intensa guerra tarifária travada no ano passado. "Acredito em lucros em 2010, mas o momento melhor é o da Gol, que desde meados de 2009 tem um melhor posicionamento para captar o crescimento da classe média", afirma o analista de setor aéreo da Link Investimentos, Felipe Rocha.
O especialista em aviação da Planner Corretora, Brian Moretti, destaca que para o acionista das empresas aéreas não é primordial o lucro ou prejuízo, mas a sua rentabilidade. "As companhias estão aumentado sua frotas de maneira geral, mas o entrave são os gargalos de infraestrutura."
A TAM, por exemplo, revisou para cima seus planos de aumento de frota em 2010. Inicialmente, planejava um aumento líquido de cinco aviões, ou frota de 137 unidades, mas ampliou esse número para 11, para ter 148 aeronaves, um investimento adicional de US$ 200 milhões.
No primeiro trimestre, a Gol teve lucro líquido de R$ 23,9 milhões. A TAM, por sua vez, teve prejuízo de R$ 58,1 milhões no mesmo período.
País pode ter crescido a um ritmo entre 10% e 14% ao ano no 1º tri
Para Mônica Baumgarten de Bolle, economista-sócia da consultoria Galanto, o país não tem condições de crescer a uma taxa superior a 5% ao ano, de forma sustentável, por conta de gargalos de infraestrutura, baixo estoque de mão-de-obra qualificada e baixo nível de poupança doméstica. "Se o Brasil insistir em crescer acima de 5% vai afastar-se da meta de inflação de 4,5%, o que já está ocorrendo, e pode gerar um efeito perverso nas expectativas dos investidores. O aquecimento excessivo da demanda pode deteriorar as contas externas", afirmou.
A economista estima que o país vai crescer 7% este ano. Na ponta, em relação ao último trimestre de 2009, ela acredita que o número virá entre 2,5% e 3% - o que representa uma taxa anualizada entre 10% e 12%. Ao contrário de outros macroeconomistas, a sócia da Galanto não vê sinais de desaceleração da economia e considera que a redução da produção industrial em abril foi uma mera acomodação com o fim dos incentivos fiscais ao consumo. Ela avalia que o país vai crescer menos em 2011 e terá que fazer ajustes nas áreas fiscais e monetária para enfrentar um cenário externo mais hostil.
O ex-diretor do Banco Central (BC) Carlos Thadeu de Freitas, chefe da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio (CNC), considera que após março houve efetivamente uma desaceleração da atividade provocada pelo "esgotamento" das medidas fiscais de estímulo ao consumo, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre automóveis e eletrodomésticos.
Freitas avalia que o crescimento do PIB foi de 3% sobre o trimestre anterior e de 10% sobre o mesmo período do ano passado, mas acredita que no total de 2010 a produção do país crescerá de 6% a 7%. E considera que, nas condições atuais, o PIB brasileiro não pode crescer de forma contínua a taxas superiores a 4% ou 5% sem provocar desequilíbrios na taxa de inflação e nas contas externas do país.
Bráulio Borges, economista-chefe da LCA Consultores, vê o chamado "PIB potencial" (limite de crescimento contínuo e saudável) na faixa de 4,5% a 5% e ressalta que esses números já significam expressivo avanço sobre os 2,5% de alguns anos atrás. Para superar os limites? No longo prazo, mais qualificação da mão de obra. No curto prazo, gastos públicos menores e melhores (mais investimentos e menos custeio), permitindo um ajuste mais suave da política monetária, de modo a não prejudicar os investimentos privados.
O economista-chefe do Banco Schahin, Sílvio Campos Neto, disse que prefere não trabalhar com o conceito de PIB potencial, mas concorda que há limites ao crescimento acelerado que vão das pressões inflacionárias ao aumento do déficit nas contas externas, passando pelas pressões por aumento salariais geradas pela escassez de mão-de-obra qualificada.
O pesquisador Leonardo Carvalho, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), tem uma visão diferente, embora concorde que os "modelos" indicam que o Brasil poderia crescer de 4,5% a 5,5% sem fortes pressões inflacionárias ou de balanço de pagamentos. Mas ele ressalta que, "olhando mais qualitativamente", é possível observar fenômenos que podem estar interferindo positivamente nesses limites, como o crescimento contínuo, exceto na crise, dos investimentos acima do PIB e o aumento da eficiência tecnológica, agregando competitividade à produção do país.
Armadores fortalecem serviço que liga Portonave à Europa
As embarcações têm capacidade máxima para 3.554 TEUs (Twenty-Foot Equivalent Unit – o que corresponde a um contêiner de 20 pés), 500 tomadas reefers (para adaptar carga congelada) e, em média, 231m de comprimento e 32,2m de largura. O serviço é semanal e transporta principalmente produtos congelados, madeiras, móveis, tabaco e frutas.
“A adição de novos serviços ou, neste caso, de um armador a uma linha já existente confirma a credibilidade construída pela Portonave, que busca atrair o interesse de novos clientes oferecendo serviços caracterizados pela rapidez e qualidade”, comenta o diretor-superintendente administrativo da Portonave, Osmari de Castilho Ribas.
Portonave no ITS 2010
Entre os dias 15 e 17 de setembro, a Portonave – Terminais Portuários de Navegantes estará presente na terceira edição da Itajaí Trade Summit – ITS 2010. Destinado a profissionais de grandes, médias e pequenas empresas exportadoras, importadoras, prestadoras de serviços e equipamentos, a Itajaí Trade Summit – ITS é o mais qualificado encontro da área de Logística, Transporte e Comércio Internacional das regiões Sul e Sudeste do Brasil e dos países do Mercosul. Realizado pela NetMarinha, empresa que administra o maior portal de comércio internacional e logística do Brasil, o evento está em sua terceira edição. Em 2009, a feira atraiu mais de sete mil visitantes e 60 expositores à cidade portuária de Itajaí (SC).
Paralelamente à feira, acontece o Fórum NetMarinha 2010. Através dele, serão realizados seminários, workshops e debates para trazer ao público as discussões atuais do comércio internacional e logística. Com a participação de representantes da indústria, especialistas e entidades relacionadas à área, serão debatidas questões de interesse do setor no Brasil.
Neste ano, a Itajaí Trade Summit – ITS 2010 acontece entre os dias 15 e 17 de setembro, na cidade portuária de Itajaí (SC).



