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23.09.09 - wed
Brasil negociará área de livre comércio com o México
O Brasil negociará um acordo com o México para a criação de uma Área de Livre Comércio entre os dois países, informou hoje a secretária-executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Lytha Spíndola. Uma delegação do governo brasileiro coordenada pelo Itamaraty parte amanhã para a Cidade do México para apresentar as bases da proposta brasileira. As premissas da negociação foram discutidas na reunião de hoje da Camex.
O Brasil está de olho, sobretudo, no mercado de alimentos. O México é hoje o sexto maior importador de alimentos do mundo e já dá vantagens tarifárias para uma rede grande de países, inclusive ao Uruguai, parceiro do Brasil no Mercosul.
Segundo a secretária-executiva, o maior interesse do setor empresarial brasileiro nas negociações internacionais é de que o Brasil feche um acordo com o México. "Queremos fazer um acordo mais abrangente de redução de tarifas para uma parte substancial, ou para a totalidade dos produtos", disse a secretária. Segundo ela, o fechamento de um acordo bilateral para a criação de uma Área de Livre Comércio está amparado nas regras da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi).
O Brasil tem hoje um acordo de livre comércio com o México somente para automóveis. Para uma lista de 800 produtos, há um acordo desde 2001 de redução de tarifas. "O Brasil tem interesse de oferecer uma proposta bastante forte", disse a secretária. Segundo ela, a expectativa é de que o acordo seja concluído em, no máximo, um ano.
Segundo o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, há um interesse especial do Ministério da Agricultura em vender produtos lácteos e suínos aos mexicanos. Barral destacou que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) incluiu um acordo com o México na sua lista de prioridades.
Fonte:NetMarinha
O Brasil está de olho, sobretudo, no mercado de alimentos. O México é hoje o sexto maior importador de alimentos do mundo e já dá vantagens tarifárias para uma rede grande de países, inclusive ao Uruguai, parceiro do Brasil no Mercosul.
Segundo a secretária-executiva, o maior interesse do setor empresarial brasileiro nas negociações internacionais é de que o Brasil feche um acordo com o México. "Queremos fazer um acordo mais abrangente de redução de tarifas para uma parte substancial, ou para a totalidade dos produtos", disse a secretária. Segundo ela, o fechamento de um acordo bilateral para a criação de uma Área de Livre Comércio está amparado nas regras da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi).
O Brasil tem hoje um acordo de livre comércio com o México somente para automóveis. Para uma lista de 800 produtos, há um acordo desde 2001 de redução de tarifas. "O Brasil tem interesse de oferecer uma proposta bastante forte", disse a secretária. Segundo ela, a expectativa é de que o acordo seja concluído em, no máximo, um ano.
Segundo o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, há um interesse especial do Ministério da Agricultura em vender produtos lácteos e suínos aos mexicanos. Barral destacou que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) incluiu um acordo com o México na sua lista de prioridades.
Fonte:NetMarinha
23.09.09 - wed
EUA e Europa divergem sobre capital dos bancos
Líderes dos Estados Unidos e da Europa estão em desacordo sobre quanto capital os maiores bancos do mundo deveriam obter para formar um colchão de proteção contra perdas futuras. O resultado da queda de braço pode definir como os bancos e seus clientes podem suportar futuras crises financeiras. Líderes do Grupo dos 20 de países industrializados e em desenvolvimento discutirão a questão no fim desta semana em Pittsburgh, nos EUA, e todos concordam que os bancos devem ter mais capital como proteção contra futuras perdas. Mas estão surgindo discordâncias sobre os detalhes, com os europeus reclamando que as propostas americanas vão pôr os bancos da Europa em desvantagem.
O montante de capital que um banco mantém para se proteger contra perdas afeta o volume de dinheiro que pode investir ou emprestar, e sua susceptibilidade a um colapso. Autoridades dos EUA, lideradas pelo secretário do Tesouro, Timothy Geithner, alegam que a definição de regras mais duras de exigência de capital é fundamental para garantir viabilidade de longo termo ao sistema bancário global. Forçar os bancos a manter mais capital pode conter seus impulsos mais arriscados, o que talvez limite o crescimento econômico mas também suavize picos e quedas, argumentam os EUA.
"A principal lição da recente crise é que exigências mais duras de capital para os bancos são absolutamente essenciais", disse o secretário do Tesouro num recente relatório. Geithner planeja divulgar novo relatório no fim do ano e quer que as novas regras sobre capital comecem a valer até o fim de 2010. Mas autoridades da França e da Alemanha alegam que os EUA estão impondo políticas que exigiriam muito maior captação de recursos dos bancos europeus do que dos bancos americanos, reduzindo a capacidade deles de conceder crédito e limitando o crescimento. Na Europa, os bancos têm um papel muito mais amplo nas economias locais do que nos EUA, o que amplia as ramificações políticas das discussões.
Como os bancos americanos já foram obrigados a ter mais capital e fazer menos alavancagem que os concorrentes estrangeiros antes da crise, os bancos europeus, em alguns casos, ainda têm muito o que fazer para compensar isso. Os governantes europeus também dizem que os bancos americanos parecem estar em melhor situação porque o governo os recapitalizou. "Todos os bancos do mundo precisarão estar mais capitalizados do que estavam antes da crise", disse a ministra da Economia da França, Christine Lagarde, ao Wall Street Journal na semana passada. Mas ela acrescentou: "Seria uma grande ironia se, como resultado de determinadas regras, nós favoreçamos um grupo (de bancos) que foi maciçamente reestruturado com recursos públicos em detrimento de outros." Os membros de governos do G-20 não vão tentar chegar a um acordo sobre o tema em Pittsburgh, num reconhecimento das tensões. Eles esperam inspirar vontade política nas conversas e chegar a uma estrutura básica até o fim de 2010.
Para tentar preencher a lacuna, o Conselho de Estabilidade Financeira (FSB), comitê consultivo internacional de reguladores financeiros criado pelo G-20, tem trabalhado em suas próprias propostas de como fortalecer a base de capital dos bancos. Ele vai apresentar uma atualização no encontro, junto com as recomendações do grupo sobre como limitar os pacotes de salários e bônus nos grandes bancos para desencorajar o investimentos com risco excessivo.
Determinar o montante de capital que os bancos devem manter é uma questão que tem constantemente colocado bancos em disputa com reguladores e um país contra o outro. Uma das maiores preocupações é que os bancos podem ter vantagem competitiva se forem autorizados a possuir menos capital. Isso lhes permitiria oferecer empréstimos a juros mais baixos, por exemplo. Muitos executivos e autoridades do setor creem que a crise financeira expôs grandes buracos no mais recente acordo internacional sobre capitalização, conhecido como Basileia 2, em referência à cidade suíça onde as negociações ocorreram. Essas regras deveriam ter colocado bancos americanos e europeus em pé de igualdade ao medir o capital em relação aos ativos ponderados pelo risco destes. As regras do segundo acordo da Basileia se baseavam em avaliações feitas por firmas de avaliação de risco, que caíram em descrédito com a crise. O acordo também permitia que bancos julgassem seus próprios ativos, o que levou a vários erros de avaliação de títulos lastreados por hipotecas e produtos financeiros exóticos.
Nos anos em que o acordo foi negociado, governantes de vários países custaram a chegar a um acordo, com os alemães a certo ponto ameaçando abandonar as negociações. Para complicar, os reguladores dos EUA não apresentaram uma proposta unificada aos parceiros europeus durante as negociações. Eles já começaram a fazer mudanças, mas o setor bancário deve fazer um lobby agressivo para influenciar o debate. Os EUA querem agora um novo conjunto de padrões para substituir essas regras. Banqueiros europeus dizem que não é justo. Um dos motivos são as diferenças entre padrões contábeis americanos e europeus. Os balanços de alguns bancos chegam a dobrar de tamanho sob os padrões europeus em relação aos americanos.
"É como dizer que a temperatura é de 22 graus, sem especificar se são Celsius ou Fahrenheit", disse o diretor-presidente do BNP Paribas, Baudouin Prot, em depoimento ao Senado francês este mês. Bancos europeus também são estruturados diferentemente dos americanos. Muitos são cooperativas ou propriedade de municipalidades que não podem captar recursos da mesma forma que os acionistas institucionais fazem nos EUA ou no Reino Unido. Entre as propostas de compromisso em estudo pelo FSB está uma que diz que os bancos devem informar seus níveis de alavancagem a supervisores bancários como um indicador adicional e não obrigatório, além das exigências obrigatórias que avaliam o capital em relação ao percentual de risco dos ativos, de acordo com duas autoridades europeias a par do assunto.
Pela proposta do FSB, os níveis de alavancagem podem se tornar obrigatórios ao longo do tempo. Os governos da Alemanha e da França apoiariam a ideia, mas dizem que isso exigiria a convergência dos padrões de contabilidade europeus e americanos, segundo essas autoridades.
Fonte:NetMarinha
O montante de capital que um banco mantém para se proteger contra perdas afeta o volume de dinheiro que pode investir ou emprestar, e sua susceptibilidade a um colapso. Autoridades dos EUA, lideradas pelo secretário do Tesouro, Timothy Geithner, alegam que a definição de regras mais duras de exigência de capital é fundamental para garantir viabilidade de longo termo ao sistema bancário global. Forçar os bancos a manter mais capital pode conter seus impulsos mais arriscados, o que talvez limite o crescimento econômico mas também suavize picos e quedas, argumentam os EUA.
"A principal lição da recente crise é que exigências mais duras de capital para os bancos são absolutamente essenciais", disse o secretário do Tesouro num recente relatório. Geithner planeja divulgar novo relatório no fim do ano e quer que as novas regras sobre capital comecem a valer até o fim de 2010. Mas autoridades da França e da Alemanha alegam que os EUA estão impondo políticas que exigiriam muito maior captação de recursos dos bancos europeus do que dos bancos americanos, reduzindo a capacidade deles de conceder crédito e limitando o crescimento. Na Europa, os bancos têm um papel muito mais amplo nas economias locais do que nos EUA, o que amplia as ramificações políticas das discussões.
Como os bancos americanos já foram obrigados a ter mais capital e fazer menos alavancagem que os concorrentes estrangeiros antes da crise, os bancos europeus, em alguns casos, ainda têm muito o que fazer para compensar isso. Os governantes europeus também dizem que os bancos americanos parecem estar em melhor situação porque o governo os recapitalizou. "Todos os bancos do mundo precisarão estar mais capitalizados do que estavam antes da crise", disse a ministra da Economia da França, Christine Lagarde, ao Wall Street Journal na semana passada. Mas ela acrescentou: "Seria uma grande ironia se, como resultado de determinadas regras, nós favoreçamos um grupo (de bancos) que foi maciçamente reestruturado com recursos públicos em detrimento de outros." Os membros de governos do G-20 não vão tentar chegar a um acordo sobre o tema em Pittsburgh, num reconhecimento das tensões. Eles esperam inspirar vontade política nas conversas e chegar a uma estrutura básica até o fim de 2010.
Para tentar preencher a lacuna, o Conselho de Estabilidade Financeira (FSB), comitê consultivo internacional de reguladores financeiros criado pelo G-20, tem trabalhado em suas próprias propostas de como fortalecer a base de capital dos bancos. Ele vai apresentar uma atualização no encontro, junto com as recomendações do grupo sobre como limitar os pacotes de salários e bônus nos grandes bancos para desencorajar o investimentos com risco excessivo.
Determinar o montante de capital que os bancos devem manter é uma questão que tem constantemente colocado bancos em disputa com reguladores e um país contra o outro. Uma das maiores preocupações é que os bancos podem ter vantagem competitiva se forem autorizados a possuir menos capital. Isso lhes permitiria oferecer empréstimos a juros mais baixos, por exemplo. Muitos executivos e autoridades do setor creem que a crise financeira expôs grandes buracos no mais recente acordo internacional sobre capitalização, conhecido como Basileia 2, em referência à cidade suíça onde as negociações ocorreram. Essas regras deveriam ter colocado bancos americanos e europeus em pé de igualdade ao medir o capital em relação aos ativos ponderados pelo risco destes. As regras do segundo acordo da Basileia se baseavam em avaliações feitas por firmas de avaliação de risco, que caíram em descrédito com a crise. O acordo também permitia que bancos julgassem seus próprios ativos, o que levou a vários erros de avaliação de títulos lastreados por hipotecas e produtos financeiros exóticos.
Nos anos em que o acordo foi negociado, governantes de vários países custaram a chegar a um acordo, com os alemães a certo ponto ameaçando abandonar as negociações. Para complicar, os reguladores dos EUA não apresentaram uma proposta unificada aos parceiros europeus durante as negociações. Eles já começaram a fazer mudanças, mas o setor bancário deve fazer um lobby agressivo para influenciar o debate. Os EUA querem agora um novo conjunto de padrões para substituir essas regras. Banqueiros europeus dizem que não é justo. Um dos motivos são as diferenças entre padrões contábeis americanos e europeus. Os balanços de alguns bancos chegam a dobrar de tamanho sob os padrões europeus em relação aos americanos.
"É como dizer que a temperatura é de 22 graus, sem especificar se são Celsius ou Fahrenheit", disse o diretor-presidente do BNP Paribas, Baudouin Prot, em depoimento ao Senado francês este mês. Bancos europeus também são estruturados diferentemente dos americanos. Muitos são cooperativas ou propriedade de municipalidades que não podem captar recursos da mesma forma que os acionistas institucionais fazem nos EUA ou no Reino Unido. Entre as propostas de compromisso em estudo pelo FSB está uma que diz que os bancos devem informar seus níveis de alavancagem a supervisores bancários como um indicador adicional e não obrigatório, além das exigências obrigatórias que avaliam o capital em relação ao percentual de risco dos ativos, de acordo com duas autoridades europeias a par do assunto.
Pela proposta do FSB, os níveis de alavancagem podem se tornar obrigatórios ao longo do tempo. Os governos da Alemanha e da França apoiariam a ideia, mas dizem que isso exigiria a convergência dos padrões de contabilidade europeus e americanos, segundo essas autoridades.
Fonte:NetMarinha
23.09.09 - wed
Bolsas europeias iniciam pregão em leve alta
As bolsas europeias abriram os pregões em leve alta nesta quarta-feira. O índice FTSE-100, de Londres, iniciou em alta de 4,9 pontos (0,10%), aos 5.147,5.O DAX 30, de Frankfurt, começou praticamente estável, com uma pequena alta de 0,02%, aos 5.710. Já em Paris, o pregão amanheceu em alta de 0,03%, aos 3.825.
Ontem, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 0,93% aos 61.493 pontos, a maior pontuação de fechamento do índice desde julho do ano passado. O volume negociado na Bovespa atingiu os R$ 5,8 bilhões.
Fonte:NetMarinha
Ontem, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 0,93% aos 61.493 pontos, a maior pontuação de fechamento do índice desde julho do ano passado. O volume negociado na Bovespa atingiu os R$ 5,8 bilhões.
Fonte:NetMarinha

