31.07.09 - fri

Japão: Produção industrial registra seu maior avanço em 56 anos

 Alta da produção do período abril-junho representou uma virada em relação à queda recorde de 22,1% registrada no primeiro trimestre do ano.
A produção industrial japonesa aumentou 8,3% no segundo trimestre em relação ao primeiro, o ritmo mais acelerado dos últimos 56 anos, de acordo com os dados publicados nesta quinta-feira, que trouxeram a esperança de uma retomada da segunda economia mundial.
A alta da produção do período abril-junho foi a maior desde 1953, e representou uma virada em relação à queda recorde de 22,1% registrada no primeiro trimestre do ano, indicou o governo.
"É seguro que a taxa de crescimento do trimestre abril-junho vai melhorar significativamente", declarou nesta quinta-feira Tadao Noda, membro do comitê de política monetária do Bando do Japão, a um grupo de empresários.
"Mas não podemos deixar de ser cautelosos", advertiu.
"O Produto Interior Bruto (PIB) japonês registrará um crescimento positivo sólido no período abril-junho após uma contração interanual recorde do 14,2% no primeiro trimestre", declarou o economista do UBS Takuji Aida.
"A produção está aumentando, a medida que aumenta a demanda chinesa. Espera-se ainda que a economia americana cresça no período julho-setembro", acrescentou Aida.
O Japão entrou em recessão no segundo trimestre de 2008, quando os consumidores dos mercados estrangeiros deixaram de comprar veículos, bens de alta tecnologia e outros produtos que propiciaram a recuperação econômica japonesa após a recessão dos anos 1990.
As montadoras, em particular, reduziram a produção e demitiram milhares de trabalhadores devido à queda da demanda, mas agora estão voltando a aumentar a produção, e se desfizeram de boa parte de seus estoques.
Takehiro Sato, economista do banco Morgan Stanley, disse esperar um aumento da produção na indústria automobilística em julho, assim como uma "expansão relativamente forte na indústria do aço".
A produção automobilística japonesa caiu 34% ao ano em junho, menos do que a queda de 41,4% de maio, anunciou nesta quinta-feira a Associação de Fabricantes Automotivos do Japão.
Após a contração do PIB em um 14,2% ao ano no primeiro trimestre deste ano, dados recentes apontam para uma recuperação.
O superávit comercial cresceu em junho pela primeira vez em 20 meses, com a redução da queda das exportações. A produção industrial aumentou ainda 2,4% em relação ao mês anterior, após alta de 5,7% em maio.
Os planos de estímulo nos Estados Unidos, na China e no Japão parecem estar surtindo efeito, embora as preocupações sobre as perspectivas da economia continuem existindo.
O Japão publicará em 17 de agosto os dados do PIB do segundo trimestre.

Fonte:RevistaGlobal
31.07.09 - fri

BC: Copom defende estratégia mais cautelosa

 Diretores do BC recomendam que "o comportamento do sistema financeiro e da economia sob um novo patamar de taxas de juros seja cuidadosamente monitorado ao longo do tempo". Os membros do Copom (Comitê de Política Monetária) defenderam uma estratégia mais cautelosa do Banco Central na ata divulgada hoje. No documento, os diretores citam que "uma postura mais cautelosa contribuirá para mitigar o risco de reversões abruptas da política monetária no futuro". Ao defender decisões mais cuidadosas, os diretores do BC explicam que isso será importante para "a recuperação consistente da economia ao longo dos próximos trimestres".
No mesmo trecho do documento, os diretores do BC repetem trecho da ata anterior que cita que a preservação de perspectivas inflacionárias benignas vai "requerer que o comportamento do sistema financeiro e da economia sob um novo patamar de taxas de juros seja cuidadosamente monitorado ao longo do tempo".
Os diretores do BC observam, ainda, que a evolução da taxa básica de juros (Selic) "tem de levar em conta a magnitude do movimento total realizado desde janeiro". O trecho destaca que o impacto da redução da Selic anunciada desde o início do ano terá reflexos sobre diversos indicadores econômicos que "ficarão evidentes ao longo do tempo".

Fonte:RevistaGlobal
30.07.09 - thu

Contêineres livres

 O presidente da Câmara Brasileira de Contêineres, Transporte Ferroviário e Intermodal (CBC), Silvio Campos, revela que chegou a bom termo com a Receita Federal. Assim, o governo não vai mais impedir a entrada de contêineres-tanque, como vinha ocorrendo.
- A situação que, se persistisse iria prejudicar o país, foi resolvida. Agora, tal qual contêineres frigoríficos ou de carga seca, as unidades para carga líquida poderão entrar normalmente no país, sem ter de apresentar documentos referentes a sua internação definitiva, pois isso não tinha lógica, uma vez que o contêiner entra para logo deixar o país com carga.
Em relação ao lixo vindo da Inglaterra, Campos lembrou que o transportador é responsável apenas pelo conteúdo estipulado no manifesto de carga: “Se está dito que o contêiner foi enchido com diamantes e, na verdade, tem lixo, o problema não é do dono do contêiner ou do transportador, mas do embarcador com a receita e a polícia”, comenta.
Em relação ao movimento de contêineres, afirma que o comércio interno está bom, mas o comércio externo do Brasil está ainda enfraquecido, o que afeta diretamente a área de contêineres:
- O movimento de contêineres ainda está bem abaixo do registrado no ano passado – frisa.
Campos lembra que o mundo é globalizado e, como o comércio internacional de veículos caiu 40%, em relação a 2008, não há como se dizer que o Brasil não sofreu efeitos.
Sobre o sistema de segurança nos portos, conhecido como ISPS Code, o presidente da CBC afirma que o Brasil está em boa posição: prova disso é que os contêineres oriundos do Brasil têm sido recebidos sem problemas até nos Estados Unidos, onde o rigor por segurança é mais forte. Ele afirma que o fato de a maior parte dos contêineres ser movimentada em terminais privados facilita a implantação do ISPS Code, pois os terminais privados atuam com muita eficiência e aplicam métodos modernos de recebimento e estocagem.

Fonte:ConexãoMaritima



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