09.11.10 - tue

Mercados se encantam até com Argentina

Em tempos de extrema liquidez financeira internacional e de aposta nos emergentes, até a Argentina, antes discriminada pelo calote da dívida, passou a atrair investidores financeiros. A Bolsa de Buenos Aires, apesar da queda de 0,7% no pregão de ontem, bateu 12 recordes seguidos de alta até sexta-feira. O risco-país voltou a ficar abaixo de 500 pontos, nível que não alcançava desde março de 2008. Aproveitando a trégua com a Argentina, as empresas do país voltaram a captar recursos. A fabricante de chocolates Arcor conseguiu US$ 200 milhões, com os menores juros desde 2007.

Com informações Valor Econômico

09.11.10 - tue

Comércio entre Brasil e Países Árabes cresce 31%

A corrente comercial entre brasileiros e árabes aumentou 31,3% nos primeiros dez meses de 2010 em comparação ao mesmo período de 2009, segundo a CCAB (Câmara de Comércio Árabe-Brasileira). O montante de importações e exportações entre as duas regiões totalizou US$ 15,8 bilhões.
O incremento foi observado tanto no volume de exportações brasileiras, de 31,2% (US$ 10,1 bilhões) quanto nas importações das nações árabes para o território nacional, que aumentou 31,5%, para US$ 5,8 bilhões.
Argélia, Arábia Saudita, Iraque e Marrocos figuram como os países que mais venderam mercadorias para o Brasil. Já os principais compradores de produtos brasileiros foram Arábia Saudita, com US$ 2,5 milhões; Egito, com US$ 1,6 bilhão; Emirados Árabes, com US$ 1,5 bilhão; e Argélia, contabilizando US$ 692 milhões.
A entidade também ressalta o potencial de crescimento a ser fomentado com outros países da região árabe. As exportações brasileiras para o Marrocos, por exemplo, cresceram 20% nos últimos dez meses, enquanto a Síria consumiu 84,2% mais mercadorias do País no mesmo período. Os dois países figuram no sexto e sétimo lugares da lista de principais destinos de exportações do Brasil para os árabes, respectivamente.

Guiamaritimo.com.br
08.11.10 - mon

Cuba busca mais negócios com Brasil

Cuba realiza negócios com seus dois principais sócios econômicos na América Latina, Brasil e Venezuela, com o objetivo de ampliar o comércio e o investimento em projetos estratégicos como o petróleo e os portos, informaram nesta quinta-feira autoridades do governo.
Os intercâmbios comerciais são realizados nesta semana na XXVIII Feira Internacional de Havana, na qual participam cerca de 2 mil empresas de 57 países.
Sobre a relação da ilha com o Brasil, o vice-ministro de Comércio Exterior de Cuba, Orlando Hernández, indicou que o fluxo comercial bilateral entre os países alcançou US$ 300 milhões no fim do terceiro trimestre de 2010.
Durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, velho amigo do ex-presidente Fidel Castro, o Brasil se converteu no segundo sócio comercial de Cuba na América Latina e os dois países assinaram projetos de cooperação na produção de fármacos, vacinas e energia renovável.
Também criaram uma empresa mista para a modernização e ampliação do Porto de Mariel, 50 km a oeste de Havana, para o qual Brasil concedeu um empréstimo de US$ 300 milhões.
O governo de Cuba disse esperar que com a futura presidente do Brasil, Dilma Rousseff, sucessora de Lula, cresçam ainda mais as "muito boas" relações econômicas e políticas.
Quanto à Venezuela, Rodrigo Malmierca, ministro venezuelano do Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro, destacou que nos últimos cinco anos foram registrados "US$ 17 bilhões de intercâmbio, que fazem uma média anual de mais de US$ 3 bilhões'.
A Venezuela vende à ilha sobretudo petróleo (100 mil barris diários), produtos químicos, pesticidas, fertilizantes, produtos da indústria metalmecânica, enquanto Cuba fornece medicamentos, equipamentos médicos, químicos e principalmente os serviços de cerca de 40 mil profissionais, 30 mil deles médicos.
Os dois países, através de um acordo de cooperação que completa 10 anos, têm mais de uma centena de projetos em setores de alimentação, energia, saúde, transporte, além de terem modernizado e operarem a refinaria de Cienfuegos, no centro da ilha, que refina cerca de 65 mil barris diários e passa por obras de ampliação para chegar a 150 mil barris, disse Malmierca.
A refinaria é o centro de um polo petroquímico que Venezuela e Cuba constróem - com um investimento de 5 bilhões de dólares - e que conta com outras fábricas, como as de materiais de construção a partir de derivados do petróleo.
Durante a feira, autoridades cubanas pediram aos sócios comerciais que tenham confiança nas reformas econômicas do governo de Raúl Castro, que inclui a abertura aos investimentos e pequenos negócios privados.

Com informações France Presse
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