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Economia Global: Setor manufatureiro amplia recuperação na China em junho
Uma leitura acima de 50 indica expansão no setor manufatureiro, enquanto registro abaixo deste nível sugere contração.
"Estamos assumindo isso como um sinal claro de que a recuperação econômica criou raízes e deve florescer no segundo semestre de 2009", disseram Steven Zhang e Qing Wang, do Morgan Stanley, em nota a clientes.
Pequim respondeu à crise econômica global com um pacote maciço de estímulo de 4 trilhões de iuans (585 bilhões de dólares), política de crédito mais frouxa e uma série de reduções tributárias.
Indústria: Queda nas exportações deve reduzir atividade industrial em 8,8% no ano, prevê Fiesp
De acordo com dirigente da Fiesp, o resultado negativo das exportações poderia ser compensado por um melhor desempenho do mercado interno. Contudo, Francini indica três fatores, que mesmo positivos hoje, não são suficientes para neutralizar o forte impacto da queda das vendas industriais externas. São eles:
A tendência de redução de investimentos pelas empresas, devido à diminuição da demanda;
A recuperação lenta da oferta de crédito a empresas e consumidores;
Perspectiva de diminuição da taxa de crescimento da massa salarial, antes da crise avançava em média mensal de 10% e atingiu o índice de 2,9% em maio, sinalizando queda mais acentuada até o final de 2009.
“Este fatores, que seriam capazes de dinamizar o mercado interno, estão perdendo força e a condição deles de compensar as perdas externas é muito pequena”, analisou Paulo Francini.
Expectativa
Para a Fiesp, no entanto, o mercado interno deve minimizar a perda e fazer com que a atividade produtiva termine o ano com uma queda menor: 7,5%. Caso mantido ritmo de crescimento mensal de 1,3%, puxado pelo consumo interno e a manutenção do nível salarial.
“Se tivéssemos uma redução da atividade interna, com queda do emprego e da renda mais graves, certamente iríamos somar a queda das exportações aos efeitos domésticos”, afirmou o diretor do Depecon. “O mercado interno está segurando as pontas, aliviando essa perda de 8,8%”, considerou.
A Fiesp sinaliza que as exportações de manufaturas pelo País devam recuar para US$ 78 bilhões, contra US$ 120 bilhões da corrente de comércio industrial no ano passado, quando o setor produtivo liderou a pauta exportadora brasileira com 20% do volume, seguido pelo agronegócio (11%).
No 1° trimestre de 2009, as exportações de produtos industrializados recuaram 25,5%, em relação a igual período do ano anterior, com destaque para Veículos Automotores (52,7%) e Máquinas e Equipamentos (36%).
Segundo Paulo Francini, as exportações sofrem por estarem concentradas em economias muito afetadas pela crise econômica internacional: América Latina, Estados Unidos e Europa.
“A queda das nossas exportações é uma associação de uma queda de mercados mundiais de commodities industriais, e de mercados específicos que eram os motores das exportações de manufaturados brasileiros”, considerou.
Fonte:RevistaGlobal
Brasil tem déficit comercial de US$ 48 milhões com a Argentina no semestre
As exportações brasileiras para a Argentina tiveram queda de 42,1% no primeiro semestre. As importações caíram, mas não tanto: 19,5%. Com isso, houve déficit comercial com o principal parceiro do Brasil no Mercosul de US$ 48 milhões entre janeiro e junho, o primeiro desde 2003, quando o saldo negativo foi de US$ 500 milhões. Segundo o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral, a expressiva diminuição dos embarques é resultado não só da queda da demanda, mas também das medidas protecionistas adotadas pelo governo argentino, que prejudicam cerca de 14% dos produtos nacionais destinados às exportações.
Ontem, ao divulgar os dados de comércio exterior do semestre, Barral não quis comentar a intenção do governo brasileiro de retaliar produtos argentinos para pressionar o governo daquele país a retirar as restrições impostas. Apenas leu uma resposta já preparada: "O Brasil tem interesse no desenvolvimento harmônico de seus parceiros comerciais, mas eles também devem garantir acesso aos seus mercados de maneira recíproca. Defendemos a obediência às regras internacionais. Qualquer decisão que se refira ao Mercosul não será tomada de afogadilho".
Na edição de ontem, o Valor informou que o governo voltou a considerar a possibilidade de suspender o licenciamento automático das importações, medida adotada no início deste ano com foco na Argentina, mas desautorizada pelo presidente Lula.
Barral informou que haverá uma reunião bilateral no dia 14 de julho, em Brasília, mas ponderou que ainda não há consenso no governo sobre que medidas tomar para forçar a Argentina a rever as restrições ao ingresso de produtos brasileiros.
Ele reconheceu que os empresários da indústria nacional também protestam, porque, além de perderem muito tempo para obter licenças, seus produtos estão sendo substituídos por similares chineses na Argentina. "O assunto, certamente, será decidido na Camex", informou. A Camex é integrada pelos ministros Miguel Jorge (Desenvolvimento), Guido Mantega (Fazenda), Paulo Bernardo (Planejamento), Dilma Rousseff (Casa Civil), Celso Amorim (Relações Exteriores), Reinhold Stephanes (Agricultura) e Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário). De acordo com o secretário, os produtos que mais sofrem restrições para entrar na Argentina são têxteis, calçados, aparelhos da linha branca, móveis e embreagens.
Barral acha que o governo não vai adotar o regime de licenças não automáticas de importação, porque essa medida não pode ser aplicada a um só país. Como as licenças são feitas através do Siscomex, o acesso ao programa afetaria todas as operações com os mais diversos parceiros comerciais, de forma indiscriminada. Ele comentou que o prazo de 60 dias - que o governo argentino tem demorado para liberar a entrada de produtos brasileiros - é muito mais prejudicial para itens cujas vendas são realizadas em determinada época do ano, como calçados e têxteis.
No início de março, ao comentar o protecionismo argentino, Barral disse que o Brasil é o país que mais reclama na Organização Mundial do Comércio (OMC) e essa postura continuará, independentemente de quem seja o parceiro comercial. Naquela oportunidade, chegou a dizer que "todo o protecionismo será castigado".
fonte:NetMarinha



