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11.05.10 - tue
Exportação sobe e China volta a ter superávit comercial
A China obteve um superávit comercial de US$ 1,68 bilhão em abril, contra um déficit de US$ 7,24 bilhões em março, segundo a Alfândega chinesa. A virada resultou de uma forte recuperação das exportações do país.
As compras externas totalizaram US$ 118,24 bilhões em abril, enquanto as exportações somaram US$ 119,92 bilhões. As vendas de produtos chineses para o exterior cresceram 30,5% em relação a abril do ano passado.
O retorno mais rápido do que o esperado ao superávit comercial pode trazer de volta a pressão para que a China permita a valorização do yuan.
"As expectativas de que haja uma apreciação do yuan continuarão a existir, mas os dados fortes das exportações de abril, por si só, não terão um grande impacto na definição do momento em que isso deve ocorrer", disse Sun Wencun, economista na CITIC Securities, de Pequim.
Há também o risco de que a valorização e as elevações na taxa de juros sejam adiadas por causa da atual turbulência nos mercados financeiros internacionais.
"Esses dados são em sua maioria antes da escalada da crise da dívida europeia. Por isso ainda é muito cedo para dizer se haverá uma menor demanda europeia pelos produtos chineses nos próximos meses", afirmou Brian Jackson, economista do Royal Bank of Canada, em Hong Kong.
Muitos economistas esperavam um segundo déficit comercial consecutivo em abril, depois de a balança chinesa ter apresentado em março o primeiro resultado negativo em seis anos. Numa pesquisa com 11 economistas, a mediana das expectativas apontava para um déficit de US$ 1,44 bilhão no mês passado.
Outros, entretanto, defendem que o déficit de março foi apenas pontual. "Continuamos a acreditar que o déficit comercial de março tenha sido um evento separado e que o superavit comercial venha a crescer pelo resto do ano", disse Grace Ng, economista do J.P. Morgan em Hong Kong.
As compras externas totalizaram US$ 118,24 bilhões em abril, enquanto as exportações somaram US$ 119,92 bilhões. As vendas de produtos chineses para o exterior cresceram 30,5% em relação a abril do ano passado.
O retorno mais rápido do que o esperado ao superávit comercial pode trazer de volta a pressão para que a China permita a valorização do yuan.
"As expectativas de que haja uma apreciação do yuan continuarão a existir, mas os dados fortes das exportações de abril, por si só, não terão um grande impacto na definição do momento em que isso deve ocorrer", disse Sun Wencun, economista na CITIC Securities, de Pequim.
Há também o risco de que a valorização e as elevações na taxa de juros sejam adiadas por causa da atual turbulência nos mercados financeiros internacionais.
"Esses dados são em sua maioria antes da escalada da crise da dívida europeia. Por isso ainda é muito cedo para dizer se haverá uma menor demanda europeia pelos produtos chineses nos próximos meses", afirmou Brian Jackson, economista do Royal Bank of Canada, em Hong Kong.
Muitos economistas esperavam um segundo déficit comercial consecutivo em abril, depois de a balança chinesa ter apresentado em março o primeiro resultado negativo em seis anos. Numa pesquisa com 11 economistas, a mediana das expectativas apontava para um déficit de US$ 1,44 bilhão no mês passado.
Outros, entretanto, defendem que o déficit de março foi apenas pontual. "Continuamos a acreditar que o déficit comercial de março tenha sido um evento separado e que o superavit comercial venha a crescer pelo resto do ano", disse Grace Ng, economista do J.P. Morgan em Hong Kong.
11.05.10 - tue
Espanha e Portugal vão baixar déficit; Alemanha adia corte de impostos
Em seguida ao grande plano de estabilização do euro, países europeus apertaram ainda mais o cinto do gasto público. Espanha e Portugal anunciaram ontem planos de novos cortes de despesas. Até a Alemanha adiou indefinidamente o plano de redução de impostos.
"Cortes de impostos não serão possíveis num futuro próximo", afirmou ontem a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel. Ela disse que a prioridade do governo será reduzir os gastos, de modo a cumprir as limitações legais em relação à dívida pública.
A decisão deve gerar tensão na coalizão de Merkel, já que os liberais, parceiros menores no governo, tinham no corte de impostos uma de suas promessas eleitorais.
O adiamento é o primeiro efeito da derrota na eleição na Renânia do Norte-Vestfália. Ao perder o controle desse governo estadual, Merkel perdeu também a maioria na câmara alta (Bundesrat) do Parlamento alemão, o que vai dificultar a aprovação de projetos de lei de interesse do governo federal.
Críticos acusam a premiê de abandonar a disciplina fiscal no país e, com isso, colocar em risco a estabilidade da zona do euro. Apesar de a situação fiscal estar sob controle, o déficit orçamentário, de 3,3% do PIB, é maior que o permitido pelas regras do euro.
Já a Espanha anunciou que vai adotar novas medidas de austeridade, com o objetivo de cortar o equivalente a 1,5% do PIB em gastos públicos. Assim, o governo espera que o déficit orçamentário fique em 9,3% do PIB este ano (e não 9,8%, como previsto antes) e em 6,5% em 2011 (contra previsão anterior de 7,5%). O déficit só atingiria o limite de 3% da UE em 2013.
Há uma forte pressão dos parceiros da UE para que Madri reduza mais rapidamente o déficit. O comissário (equivalente a ministro) europeu de Economia, Olli Rehn, disse ontem que "é absolutamente necessário" que países como Portugal e Espanha cortem seu déficit.
Portugal, que já tinha prometido na sexta reduzir o déficit previsto para este ano de 8,3% para 7,3% do PIB, anunciou novas medidas de ajuste na madrugada de ontem. O objetivo é cortar em 1,5 ponto o déficit previsto para 2011, que seria agora de 5,1%.
Os governos de Madri e Lisboa vão apresentar o detalhamento das medidas esta semana à UE. A Comissão Europeia (orgão executivo da UE) terá a missão de acompanhar a execução dos cortes.
"Cortes de impostos não serão possíveis num futuro próximo", afirmou ontem a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel. Ela disse que a prioridade do governo será reduzir os gastos, de modo a cumprir as limitações legais em relação à dívida pública.
A decisão deve gerar tensão na coalizão de Merkel, já que os liberais, parceiros menores no governo, tinham no corte de impostos uma de suas promessas eleitorais.
O adiamento é o primeiro efeito da derrota na eleição na Renânia do Norte-Vestfália. Ao perder o controle desse governo estadual, Merkel perdeu também a maioria na câmara alta (Bundesrat) do Parlamento alemão, o que vai dificultar a aprovação de projetos de lei de interesse do governo federal.
Críticos acusam a premiê de abandonar a disciplina fiscal no país e, com isso, colocar em risco a estabilidade da zona do euro. Apesar de a situação fiscal estar sob controle, o déficit orçamentário, de 3,3% do PIB, é maior que o permitido pelas regras do euro.
Já a Espanha anunciou que vai adotar novas medidas de austeridade, com o objetivo de cortar o equivalente a 1,5% do PIB em gastos públicos. Assim, o governo espera que o déficit orçamentário fique em 9,3% do PIB este ano (e não 9,8%, como previsto antes) e em 6,5% em 2011 (contra previsão anterior de 7,5%). O déficit só atingiria o limite de 3% da UE em 2013.
Há uma forte pressão dos parceiros da UE para que Madri reduza mais rapidamente o déficit. O comissário (equivalente a ministro) europeu de Economia, Olli Rehn, disse ontem que "é absolutamente necessário" que países como Portugal e Espanha cortem seu déficit.
Portugal, que já tinha prometido na sexta reduzir o déficit previsto para este ano de 8,3% para 7,3% do PIB, anunciou novas medidas de ajuste na madrugada de ontem. O objetivo é cortar em 1,5 ponto o déficit previsto para 2011, que seria agora de 5,1%.
Os governos de Madri e Lisboa vão apresentar o detalhamento das medidas esta semana à UE. A Comissão Europeia (orgão executivo da UE) terá a missão de acompanhar a execução dos cortes.
11.05.10 - tue
Em crise, Madri busca investimento no Brasil
A Espanha pode ver sua economia se retrair este ano de novo, a taxa de desemprego ultrapassa os 20% e muitos analistas acham que o país não conseguirá atingir a meta de chegar a 2013 com as contas públicas ajustadas. Mesmo assim, o governo espanhol está tentando enviar a seguinte mensagem a empresas estrangeiras: invistam no país porque esses desequilíbrios são passageiros e o país continua dispondo de uma série de vantagens em relação aos vizinhos.
A missão de convencer investidores - entre eles brasileiros - de apostar no país é da agência de promoção de investimentos, a Invest in Spain, cujo diretor de informação e estratégia se reúne hoje com empresários a executivos de empresas brasileiras na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). "Quem pensa em investir no exterior não vê um cenário num período de apenas um ano, vê o de 15, de 20 anos", diz Jorge Dajani González.
No ano passado, investimento estrangeiro direto total na Espanha despencou 60%, mais do que os cerca de 40% no mundo, ficando em € 14 bilhões. Este ano, a expectativa de Madri é que alcance a marca dos € 20 bilhões.
Segundo González, apesar dos dados ruins atuais, a Espanha tem pelo menos três características que investidores costumam apreciar: baixo custo trabalhista em relação aos padrões europeus; mão de obra qualificada; e infraestrutura de transporte bem desenvolvida.
Gerdau, Alpargatas, Totvs (informática) e Micromar (equipamentos médicos) são algumas das brasileiras que já têm investimentos na Espanha. Em 2006, a Gerdau comprou a siderúrgica Sidenor. A Santista comprou a Tavex (têxtil). O Brasil é o 13º no ranking de maiores investidores. Em 2007, o investimento direto brasileiro na Espanha foi de € 776 milhões - maior valor já registrado
A missão de convencer investidores - entre eles brasileiros - de apostar no país é da agência de promoção de investimentos, a Invest in Spain, cujo diretor de informação e estratégia se reúne hoje com empresários a executivos de empresas brasileiras na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). "Quem pensa em investir no exterior não vê um cenário num período de apenas um ano, vê o de 15, de 20 anos", diz Jorge Dajani González.
No ano passado, investimento estrangeiro direto total na Espanha despencou 60%, mais do que os cerca de 40% no mundo, ficando em € 14 bilhões. Este ano, a expectativa de Madri é que alcance a marca dos € 20 bilhões.
Segundo González, apesar dos dados ruins atuais, a Espanha tem pelo menos três características que investidores costumam apreciar: baixo custo trabalhista em relação aos padrões europeus; mão de obra qualificada; e infraestrutura de transporte bem desenvolvida.
Gerdau, Alpargatas, Totvs (informática) e Micromar (equipamentos médicos) são algumas das brasileiras que já têm investimentos na Espanha. Em 2006, a Gerdau comprou a siderúrgica Sidenor. A Santista comprou a Tavex (têxtil). O Brasil é o 13º no ranking de maiores investidores. Em 2007, o investimento direto brasileiro na Espanha foi de € 776 milhões - maior valor já registrado



