04.04.12 - wed

Importação de vinhos cresce 34,4% no País

A importação de vinhos finos pelo Brasil aumentou 34,4% no primeiro bimestre de 2012, em comparação com igual período do ano passado. A informação é do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), com base em números coletados junto ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). Em janeiro e fevereiro deste ano entraram no País 9,11 milhões de litros de vinho fino estrangeiro, ante 6,42 milhões de litros que ingressaram no Brasil nos dois primeiros meses de 2011.
“É um volume que justifica ainda mais o nosso pedido de salvaguarda ao vinho fino brasileiro”, afirma o diretor-executivo do Ibravin, Carlos Raimundo Paviani. Provavelmente, este grande aumento nas importações de vinhos verificado em janeiro e fevereiro possa ser atribuído à formalização da entrada de vinho no País. “Isto comprova que o selo inibe o descaminho, o contrabando”, avalia Paviani. “As estatísticas também provam que o selo fiscal não impediu as importações de vinhos pelo Brasil, ao contrário do que defendiam os seus críticos antes da implantação definitiva, em janeiro de 2011”, acrescenta o diretor-executivo do Ibravin.
Atualizando a divisão do mercado de vinhos finos no Brasil, com os números do primeiro bimestre do ano, há 88,4% de domínio dos rótulos estrangeiros e 11,6% para os produtos brasileiros. “Começamos o ano, antes mesmo do pedido de salvaguarda ser divulgado em 15 de março, com apenas 11% do mercado nacional de vinhos”, ressalta Paviani. Com isso, segundo ele, “o setor está correndo sério risco”.
No ano passado, o Brasil registrou o maior volume de vinho já importado pelo Brasil, com o ingresso de 77,6 milhões de litros de vinho estrangeiro, de 31 países. Desde 2004, quando 39,1 milhões de litros de vinho estrangeiro entraram no Brasil, o crescimento nas importações praticamente dobrou, somando 98,7%.
Os vinhos chilenos seguem na liderança do ranking de importação brasileira. Em janeiro e fevereiro, entraram 2,88 milhões de litros daquele país, um crescimento de 27,8% em relação a igual período de 2011. Em seguida, aparecem os argentinos, com 1,91 milhões de litros e aumento de 32,86%. A Itália aparece na terceira posição, com o envio de 1,52 milhão de litros de vinho ao Brasil (acréscimo de 12,43%), seguida de perto por Portugal, com 1,39 milhão de litros, mas com 92,5% de incremento ante o primeiro bimestre do ano passado.
Por Conexão Marítima.
04.04.12 - wed

China se destaca como principal destino de exportações brasileiras no primeiro trimestre

A China encerrou fechou o primeiro trimestre deste ano se destacando como principal destino das exportações brasileiro, já que foi responsável por 14,3% dos embarques externos dos 27,8% exportados para o seu continente. Nos dois primeiro meses de 2012, o principal comprador havia sido os Estados Unidos.
De acordo com Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), por enquanto ainda é difícil avaliar os principais destinos de exportações brasileiras no cenário de instabilidade econômica.
“Houve a retomada da China como o principal destino de exportações brasileiras. Os sinais são pouco claros no contexto internacional. É difícil ainda, neste momento, traçar cenários claros a respeito de destino das exportações brasileiras. Mas a retomada da posição da China é atribuída ao aumento das vendas de soja em grão”, explicou Tatiana.
A secretária ainda classifica a China como “motor” das vendas externas brasileiras ao continente asiático, mas destaca o aumento das exportações a outros países como fator para o resultado positivo da relação comercial com países da região como um todo. “A China retomou a posição de maior exportador, mas o aumento de 8,8% mostra que não é a China que está puxando o crescimento para a Ásia. As exportações para a Índia cresceram 132% no mesmo período”, acrescentou.

Por Guia Marítimo.

04.04.12 - wed

Quotas para exportação do acordo automotivo Brasil-México são definidas

Foi publicada, na edição desta terça-feira do Diário Oficial da União, a Portaria nº 10/2012 da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) que define a distribuição das quotas anuais da exportação brasileira de veículos leves para o México, previstas no Acordo de Complementação Econômica nº 55 (ACE n°55), revisto no mês passado.
A revisão do acordo estabeleceu quotas de US$ 1,45 bilhão para as exportações brasileiras durante o período de 19 de março de 2012 a 18 de março de 2013, de US$ 1,56 bilhão no período subsequente, e de US$ 1,64 bilhão, no ano posterior. As vendas serão realizadas com a redução a zero do Imposto de Importação e as que excederem o valor das quotas pagarão os tributos ao governo mexicano sem o tratamento preferencial.
Na fórmula empregada para a distribuição das quotas, o objetivo foi otimizar a sua utilização, suprir as necessidades de todos os exportadores do setor e incentivar novas vendas brasileiras para o México. O principal critério utilizado para a distribuição foi o histórico de exportações das empresas para o México nos últimos três anos. Assim, 60% do valor da quota (correspondente a US$ 870 milhões do valor estabelecido no primeiro período) será distribuído às empresas de forma proporcional às operações realizadas por elas nesse período.

Por Guia Marítima.

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