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Importação de vinhos cresce 34,4% no País
“É um volume que justifica ainda mais o nosso pedido de salvaguarda ao vinho fino brasileiro”, afirma o diretor-executivo do Ibravin, Carlos Raimundo Paviani. Provavelmente, este grande aumento nas importações de vinhos verificado em janeiro e fevereiro possa ser atribuído à formalização da entrada de vinho no País. “Isto comprova que o selo inibe o descaminho, o contrabando”, avalia Paviani. “As estatísticas também provam que o selo fiscal não impediu as importações de vinhos pelo Brasil, ao contrário do que defendiam os seus críticos antes da implantação definitiva, em janeiro de 2011”, acrescenta o diretor-executivo do Ibravin.
Atualizando a divisão do mercado de vinhos finos no Brasil, com os números do primeiro bimestre do ano, há 88,4% de domínio dos rótulos estrangeiros e 11,6% para os produtos brasileiros. “Começamos o ano, antes mesmo do pedido de salvaguarda ser divulgado em 15 de março, com apenas 11% do mercado nacional de vinhos”, ressalta Paviani. Com isso, segundo ele, “o setor está correndo sério risco”.
No ano passado, o Brasil registrou o maior volume de vinho já importado pelo Brasil, com o ingresso de 77,6 milhões de litros de vinho estrangeiro, de 31 países. Desde 2004, quando 39,1 milhões de litros de vinho estrangeiro entraram no Brasil, o crescimento nas importações praticamente dobrou, somando 98,7%.
Os vinhos chilenos seguem na liderança do ranking de importação brasileira. Em janeiro e fevereiro, entraram 2,88 milhões de litros daquele país, um crescimento de 27,8% em relação a igual período de 2011. Em seguida, aparecem os argentinos, com 1,91 milhões de litros e aumento de 32,86%. A Itália aparece na terceira posição, com o envio de 1,52 milhão de litros de vinho ao Brasil (acréscimo de 12,43%), seguida de perto por Portugal, com 1,39 milhão de litros, mas com 92,5% de incremento ante o primeiro bimestre do ano passado.
Por Conexão Marítima.
China se destaca como principal destino de exportações brasileiras no primeiro trimestre
A China encerrou fechou o primeiro trimestre deste ano se destacando como principal destino das exportações brasileiro, já que foi responsável por 14,3% dos embarques externos dos 27,8% exportados para o seu continente. Nos dois primeiro meses de 2012, o principal comprador havia sido os Estados Unidos.
De acordo com Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), por enquanto ainda é difícil avaliar os principais destinos de exportações brasileiras no cenário de instabilidade econômica.
“Houve a retomada da China como o principal destino de exportações brasileiras. Os sinais são pouco claros no contexto internacional. É difícil ainda, neste momento, traçar cenários claros a respeito de destino das exportações brasileiras. Mas a retomada da posição da China é atribuída ao aumento das vendas de soja em grão”, explicou Tatiana.
A secretária ainda classifica a China como “motor” das vendas externas brasileiras ao continente asiático, mas destaca o aumento das exportações a outros países como fator para o resultado positivo da relação comercial com países da região como um todo. “A China retomou a posição de maior exportador, mas o aumento de 8,8% mostra que não é a China que está puxando o crescimento para a Ásia. As exportações para a Índia cresceram 132% no mesmo período”, acrescentou.
Por Guia Marítimo.
Quotas para exportação do acordo automotivo Brasil-México são definidas
Foi publicada, na edição desta terça-feira do Diário Oficial da União, a Portaria nº 10/2012 da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) que define a distribuição das quotas anuais da exportação brasileira de veículos leves para o México, previstas no Acordo de Complementação Econômica nº 55 (ACE n°55), revisto no mês passado.
A revisão do acordo estabeleceu quotas de US$ 1,45 bilhão para as exportações brasileiras durante o período de 19 de março de 2012 a 18 de março de 2013, de US$ 1,56 bilhão no período subsequente, e de US$ 1,64 bilhão, no ano posterior. As vendas serão realizadas com a redução a zero do Imposto de Importação e as que excederem o valor das quotas pagarão os tributos ao governo mexicano sem o tratamento preferencial.
Na fórmula empregada para a distribuição das quotas, o objetivo foi otimizar a sua utilização, suprir as necessidades de todos os exportadores do setor e incentivar novas vendas brasileiras para o México. O principal critério utilizado para a distribuição foi o histórico de exportações das empresas para o México nos últimos três anos. Assim, 60% do valor da quota (correspondente a US$ 870 milhões do valor estabelecido no primeiro período) será distribuído às empresas de forma proporcional às operações realizadas por elas nesse período.
Por Guia Marítima.



