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22.07.10 - thu
Governo investe R$ 741 mi para turismo nos portos
Terminais de passageiros serão reformados e ampliados para receber cruzeiros. Promessa é aumentar a infraestrutura turística em Santos, no Rio e em outros 5 portos e ampliar hospedagem para Copa
O governo federal investirá R$ 741 milhões até 2014 para fomentar o turismo marítimo por meio de melhorias nas instalações dos portos de sete cidades-sede da Copa ou localizados próximos a elas, como o de Santos.
Os recursos serão destinados à reforma e à construção de terminais de passageiros, estacionamentos, píeres, cais, além de obras pavimentação e urbanização de vias de acesso, segundo dados da Secretaria Especial de Portos da Presidência da República obtidos pela Folha.
O maior investimento está reservado ao porto do Rio, que já atrai um grande número de cruzeiros e receberá R$ 314 milhões até 2014 para a instalação de três novos píeres para navios de turismo.
Na temporada passada, 500 mil pessoas desembarcaram no porto. A estimativa da Companhia Docas do Rio de Janeiro é que esse número dobre em 2014.
Já o porto de Santos, que conta com o maior movimento de cruzeiros, terá investimentos de R$ 119,9 milhões -o segundo mais alto do programa. O dinheiro será aplicado na reforma de um cais e numa via de acesso à área do porto destinada a passageiros.
Também receberão obras os portos de Salvador, Recife, Natal, Mucuripe (Fortaleza) e Manaus. Em quase todos, antigos armazéns desativados serão reformados e convertidos em terminais de passageiros.
O orçamento destinado para as melhorias nesses cinco outros portos é bem mais modesto. O de Salvador receberá R$ 36 milhões, e o de Recife, R$ 21,8 milhões.
Leitos em Navios
Além de incentivar o turismo, o governo pretende resolver outro problema com os investimentos nas áreas de turismo dos portos: assegurar o número de vagas de hospedagem exigida pela Fifa, oferecendo leitos em navios de cruzeiro para compensar a falta de hotéis nessas cidades.
Os investimentos do governo foram definidos a partir dos números favoráveis do setor de cruzeiros, que mostram intenso dinamismo nos últimos anos.
O número de passageiros cresceu 374% entre 2004 e 2009, de acordo com a Abremar (Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos).
Já o total de escalas (parada de navios em portos nacionais) subiu 387% e chegou a 907 em 2009. O setor emprega direta ou indiretamente 40 mil pessoas.
Insuficiente
Para a Abremar, há uma "grande a carência de infraestrutura portuária" voltada para o turismo no Brasil. "São insuficientes os berços de atracação e precárias as instalações para turistas", diz a entidade em nota.
O presidente da Abremar, Ricardo Amaral, afirma que os investimentos são "bem-vindos", mas "insuficientes", e critica o fato de que eles não ampliam a capacidade do setor ao ficarem restritos a portos que já existem, sem abrir novas escalas para os cruzeiros.
O governo federal investirá R$ 741 milhões até 2014 para fomentar o turismo marítimo por meio de melhorias nas instalações dos portos de sete cidades-sede da Copa ou localizados próximos a elas, como o de Santos.
Os recursos serão destinados à reforma e à construção de terminais de passageiros, estacionamentos, píeres, cais, além de obras pavimentação e urbanização de vias de acesso, segundo dados da Secretaria Especial de Portos da Presidência da República obtidos pela Folha.
O maior investimento está reservado ao porto do Rio, que já atrai um grande número de cruzeiros e receberá R$ 314 milhões até 2014 para a instalação de três novos píeres para navios de turismo.
Na temporada passada, 500 mil pessoas desembarcaram no porto. A estimativa da Companhia Docas do Rio de Janeiro é que esse número dobre em 2014.
Já o porto de Santos, que conta com o maior movimento de cruzeiros, terá investimentos de R$ 119,9 milhões -o segundo mais alto do programa. O dinheiro será aplicado na reforma de um cais e numa via de acesso à área do porto destinada a passageiros.
Também receberão obras os portos de Salvador, Recife, Natal, Mucuripe (Fortaleza) e Manaus. Em quase todos, antigos armazéns desativados serão reformados e convertidos em terminais de passageiros.
O orçamento destinado para as melhorias nesses cinco outros portos é bem mais modesto. O de Salvador receberá R$ 36 milhões, e o de Recife, R$ 21,8 milhões.
Leitos em Navios
Além de incentivar o turismo, o governo pretende resolver outro problema com os investimentos nas áreas de turismo dos portos: assegurar o número de vagas de hospedagem exigida pela Fifa, oferecendo leitos em navios de cruzeiro para compensar a falta de hotéis nessas cidades.
Os investimentos do governo foram definidos a partir dos números favoráveis do setor de cruzeiros, que mostram intenso dinamismo nos últimos anos.
O número de passageiros cresceu 374% entre 2004 e 2009, de acordo com a Abremar (Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos).
Já o total de escalas (parada de navios em portos nacionais) subiu 387% e chegou a 907 em 2009. O setor emprega direta ou indiretamente 40 mil pessoas.
Insuficiente
Para a Abremar, há uma "grande a carência de infraestrutura portuária" voltada para o turismo no Brasil. "São insuficientes os berços de atracação e precárias as instalações para turistas", diz a entidade em nota.
O presidente da Abremar, Ricardo Amaral, afirma que os investimentos são "bem-vindos", mas "insuficientes", e critica o fato de que eles não ampliam a capacidade do setor ao ficarem restritos a portos que já existem, sem abrir novas escalas para os cruzeiros.
21.07.10 - wed
Pequim prevê exportação mais fraca devido a queda no consumo na UE
A China adotou um tom sombrio em relação às perspectivas para suas exportações, advertindo particularmente que o aperto de cintos na Europa deve se refletir na queda da demanda por seus produtos. O Ministério do Comércio chinês disse que a situação comercial do país "ainda é complicada e sombria" e previu um crescimento lento no segundo semestre.
"A crise da dívida soberana fez com que muitos países da União Européia se focassem na austeridade fiscal, em vez de na expansão fiscal. Isso vai restringir muito o crescimento do consumo e do investimento na UE", disse Yao Jian, porta-voz do ministério.
"O espaço para crescimento das exportações chinesas está limitado", afirmou Yao. Ele disse entretanto que os produtos de uso de mão de obra intensiva serão menos vulneráveis à queda da demanda européia e que, assim como as exportações, o crescimento da produção industrial deve desacelerar em 2010.
O Ministério do Comércio usou a avaliação como base para sua decisão de manter as políticas de apoio aos exportadores.
As exportações chinesas cresceram 43,9% em junho em relação ao mesmo mês do ano passado. Em maio, a expansão havia sido de 48,5%. Como as importações também passaram por um boom, as exportações praticamente não contribuíram para o crescimento do PIB no primeiro semestre, segundo o Birô Nacional de Estatísticas.
Wang Jun, pesquisador do China Center for International Economic Exchange, um think tank especializado em comércio chinês, concorda que a China não conseguirá escapar dos problemas relativos à crise da dívida européia: "Acho que o crescimento das exportações da China registrará uma grande desaceleração, especialmente no quarto trimestre. É muito provável que vejamos um crescimento de um dígito apenas no fim do ano".
"A crise da dívida soberana fez com que muitos países da União Européia se focassem na austeridade fiscal, em vez de na expansão fiscal. Isso vai restringir muito o crescimento do consumo e do investimento na UE", disse Yao Jian, porta-voz do ministério.
"O espaço para crescimento das exportações chinesas está limitado", afirmou Yao. Ele disse entretanto que os produtos de uso de mão de obra intensiva serão menos vulneráveis à queda da demanda européia e que, assim como as exportações, o crescimento da produção industrial deve desacelerar em 2010.
O Ministério do Comércio usou a avaliação como base para sua decisão de manter as políticas de apoio aos exportadores.
As exportações chinesas cresceram 43,9% em junho em relação ao mesmo mês do ano passado. Em maio, a expansão havia sido de 48,5%. Como as importações também passaram por um boom, as exportações praticamente não contribuíram para o crescimento do PIB no primeiro semestre, segundo o Birô Nacional de Estatísticas.
Wang Jun, pesquisador do China Center for International Economic Exchange, um think tank especializado em comércio chinês, concorda que a China não conseguirá escapar dos problemas relativos à crise da dívida européia: "Acho que o crescimento das exportações da China registrará uma grande desaceleração, especialmente no quarto trimestre. É muito provável que vejamos um crescimento de um dígito apenas no fim do ano".
21.07.10 - wed
Para indústria paulista, prioridade deve ser acordo com México
O Brasil fará um esforço para garantir ainda no segundo semestre as bases de acordos de livre comércio com México e União Européia e terá, para isso, forte apoio do setor privado brasileiro, garante o diretor de Negociações Internacionais da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Mário Marconini. "A Fiesp quer bater o bumbo nessas questões", garante. "A indústria brasileira trazia, geralmente, restrições às mesas de negociações com certos países; agora somos demandantes".
O governo brasileiro terá, em agosto, reunião com representantes do governo mexicano para analisar as condições de negociar nos próximos meses o acordo de livre comércio com aquele país. No Brasil, governo e empresários esperavam passar a movimentação política com as eleições regionais mexicanas, no início do mês, consideradas uma espécie de prévia para as eleições presidenciais de 2012 e que mostraram forte recuperação do oposicionista PRI. Os brasileiros acreditam que o resultado não mudou o interesse demonstrado pelo governo do México, nos últimos meses, em diversificar mercados e avançar nas negociações com o Brasil.
"O México é nossa maior prioridade", diz Marconini, apontando o forte crescimento das vendas ao mercado mexicano, único com o qual, por acordo, o Brasil ainda pode firmar um tratado de livre comércio sem os sócios do Mercosul. Brasil e México tem um acordo de comércio no setor automotivo e um acordo-quadro que permite a exportação de bens com tarifas reduzidas; em agosto, durante a visita do presidente Felipe Calderón ao Brasil, o governo mexicano passou a mostrar novo interesse em retomar as negociações, paradas por temores dos empresários do México.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) vem tentando convencer a confederação industrial mexicana a engajar-se nas negociações. "A reação mexicana é um pouco confusa, há temor de abertura de mercado sem perceberem que o mercado lá já está aberto", comenta Marconini. A maior resistência vem, porém, de setores que temem a competitividade brasileira, em áreas como os alimentos. Marconini afirma que os empresários brasileiros estão dispostos a aceitar maior abertura do mercado para as vendas mexicanas.
Em agosto, em nova reunião, negociadores dos dois países tentarão fixar prazos e parâmetros para a negociação. Nos primeiros quatro meses do ano, as vendas do Brasil ao México aumentaram 40% em relação ao mesmo período de 2008; 80% só em maio.
Marconini diz que a paralisação - para não falar em fracasso - da chamada rodada Doha de liberalização comercial na Organização Mundial do Comércio (OMC) abre espaço, na opinião de governo e empresários, para atrair os europeus a uma negociação. Há otimismo no Itamaraty, onde se fala até na possibilidade de conclusão das principais negociações ainda neste ano, para celebração do acordo no começo de 2011.
Na última reunião do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Fiesp, no início do mês, a União Européia foi incluída como prioridade para um acordo. "É um equilíbrio delicado, a grande incógnita é o que os europeus farão com resistências como a francesa", reconhece o diretor da Fiesp. A atratividade do mercado brasileiro pode servir de forte argumento, pensam os negociadores.
O governo brasileiro terá, em agosto, reunião com representantes do governo mexicano para analisar as condições de negociar nos próximos meses o acordo de livre comércio com aquele país. No Brasil, governo e empresários esperavam passar a movimentação política com as eleições regionais mexicanas, no início do mês, consideradas uma espécie de prévia para as eleições presidenciais de 2012 e que mostraram forte recuperação do oposicionista PRI. Os brasileiros acreditam que o resultado não mudou o interesse demonstrado pelo governo do México, nos últimos meses, em diversificar mercados e avançar nas negociações com o Brasil.
"O México é nossa maior prioridade", diz Marconini, apontando o forte crescimento das vendas ao mercado mexicano, único com o qual, por acordo, o Brasil ainda pode firmar um tratado de livre comércio sem os sócios do Mercosul. Brasil e México tem um acordo de comércio no setor automotivo e um acordo-quadro que permite a exportação de bens com tarifas reduzidas; em agosto, durante a visita do presidente Felipe Calderón ao Brasil, o governo mexicano passou a mostrar novo interesse em retomar as negociações, paradas por temores dos empresários do México.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) vem tentando convencer a confederação industrial mexicana a engajar-se nas negociações. "A reação mexicana é um pouco confusa, há temor de abertura de mercado sem perceberem que o mercado lá já está aberto", comenta Marconini. A maior resistência vem, porém, de setores que temem a competitividade brasileira, em áreas como os alimentos. Marconini afirma que os empresários brasileiros estão dispostos a aceitar maior abertura do mercado para as vendas mexicanas.
Em agosto, em nova reunião, negociadores dos dois países tentarão fixar prazos e parâmetros para a negociação. Nos primeiros quatro meses do ano, as vendas do Brasil ao México aumentaram 40% em relação ao mesmo período de 2008; 80% só em maio.
Marconini diz que a paralisação - para não falar em fracasso - da chamada rodada Doha de liberalização comercial na Organização Mundial do Comércio (OMC) abre espaço, na opinião de governo e empresários, para atrair os europeus a uma negociação. Há otimismo no Itamaraty, onde se fala até na possibilidade de conclusão das principais negociações ainda neste ano, para celebração do acordo no começo de 2011.
Na última reunião do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Fiesp, no início do mês, a União Européia foi incluída como prioridade para um acordo. "É um equilíbrio delicado, a grande incógnita é o que os europeus farão com resistências como a francesa", reconhece o diretor da Fiesp. A atratividade do mercado brasileiro pode servir de forte argumento, pensam os negociadores.

