12.04.10 - mon

Brasil assina acordo para fortalecer comércio bilateral com a China, mas adia processo com a Índia

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e da China, Hu Jintao, assinam na próxima semana acordo para a criação do Programa de Ação Conjunto Brasil-China, denominado PAC. O objetivo é fortalecer o comércio bilateral entre os dois países com base em áreas específicas, como tecnologia e desportos. Já com o primeiro-ministro da Índia, Manmonahan Singh, foram adiadas algumas negociações por divergências sobres as questões nucleares.
Antes do acordo, Jintao e Singh participam da 2ª Cúpula dos Países Bric – Brasil, Rússia, Índia e China – que será realizada em Brasília durante a próxima semana.
É a segunda visita de Jintao ao Brasil. O subsecretário-geral político II do Itamaraty, Roberto Jaguaribe, que coordena a 2ª Cúpula Bric, destacou as relações entre Brasil e China. “É um passo importante assegurando um avanço nas relações”, disse ele. “A partir de 2016, a China é um país de economia de mercado.”
Com a Índia o processo de negociação está estagnado porque o Brasil discorda da posição do governo indiano em relação ao Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP). Para a comunidade internacional, o TNP é o primeiro passo para um esforço coletivo de conter a disseminação dos armamentos nucleares.
Porém, o embaixador afirmou que a relação do Brasil com os indianos é positiva. “A nossa relação com a Índia é muito mais intensa. No passado, por causa dos armamentos [nucleares], [o processo de negociação em alguns setores] foi suspenso”, disse Jaguaribe.
Os países do Bric querem ser reconhecidos como um fórum de coordenação e negociação, não uma entidade normativa. O Brasil e a Rússia são grandes produtores de matérias-primas, os brasileiros com alimentos e os russos com o petróleo.
A Índia concentra o setor de serviços, enquanto a China acelera seu crescimento industrial tornando-se uma das principais parceiras de vários países. Com economias em desenvolvimento, todos os países se sentem unidos pelas dificuldades no cenário internacional.

09.04.10 - fri

US Airways e United podem se fundir, diz jornal

As companhias aéreas US Airways e United Airlines, da UAL Corp, estão em negociações avançadas de fusão, segundo o jornal norte-americano "New York Times".
Um eventual acordo resultaria na criação de uma das maiores companhias aéreas do mundo.
Entretanto, o jornal diz que a fusão não deve ser anunciada nas próximas semanas, e que as negociações podem fracassar. O "NY Times" cita fontes próximas às empresas.
Segundo o jornal, a US Airways teria o papel de compradora, caso a fusão se confirmasse.
Em fevereiro, executivos das duas empresas aéreas disseram que estariam abertos a uma fusão e que o setor ainda precisa de consolidação para voltar à lucratividade.
09.04.10 - fri

Exportação de carros é a maior em 17 meses

Vendas externas sobem 66,6% em março, puxadas pelo reaquecimento da demanda na Argentina, mas ainda estão longe de recorde. Para a Anfavea, ainda é cedo para dizer que recuperação de exportações é consistente; produção bate recorde em março e no 1º trimestre
As exportações de veículos alcançaram em março seu maior patamar desde outubro de 2008. No mês passado, foram embarcadas 57,9 mil unidades, um crescimento de 66,6% na comparação com março de 2009, segundo dados da Anfavea (associação das montadoras).
A alta foi puxada especialmente pela retomada da demanda na Argentina -principal destino das exportações brasileiras-, de acordo com o presidente da entidade, Jackson Schneider. No primeiro trimestre, o mercado de carros naquele país teve alta de 48%.
Outros dos principais mercados de exportação também sentiram melhora no pós-crise. No primeiro bimestre (dado mais atualizado), o México, segundo maior destino dos carros brasileiros, caiu 5,5%, o que mostra certa acomodação, depois do recuo de 28% em 2009. Já a União Europeia registrou crescimento de 8,7% nos dois primeiros meses do ano, após declínio de 3% no ano passado.
Para Schneider, porém, ainda é preciso mais tempo para avaliar se há de fato uma tendência de retomada mais consistente das vendas externas. "Não está claro se estamos diante de uma recuperação robusta ou se as vendas externas estão estimuladas agora por uma recomposição pontual de estoques", afirmou. "De qualquer maneira, estamos longe do patamar verificado nos anos anteriores." O recorde de exportações foi registrado em junho de 2005, quando foram embarcados 87.808 veículos.
Mas, com o retorno da demanda nos países compradores, o Brasil já começa a testar sua capacidade competitiva em termos globais, disse o presidente da Anfavea. Isso porque há o risco de a indústria automotiva não recuperar o espaço que tinha anteriormente no mercado internacional.
"Por enquanto, estamos acompanhando a demanda desses mercados. Mas há um risco grande de perdermos participação." Para Schneider, o dólar em patamar mais baixo lança luz sobre as deficiências de competitividade do Brasil, como estrutura tributária e logística inadequadas.
Com esse quadro, diz, as montadoras instaladas no Brasil podem escolher outros países como base de exportação. Outro risco, segundo ele, é que o Brasil perca espaço para outros produtores de veículos, como China e Coreia do Sul.
A produção das montadoras registrou recorde em março e no primeiro trimestre deste ano, com a fabricação de 330.980 veículos, puxada pelo aquecimento no mercado interno, que teve impulso adicional no mês passado por conta da antecipação de compras antes do fim do IPI reduzido. Agora, para Schneider, haverá uma redução no ritmo das vendas.
Emprego
Mas apenas no final deste semestre as montadoras devem voltar a ter um quadro de pessoal semelhante ao de outubro de 2008, quando havia 113.127 funcionários contratados, sem considerar os empregados no setor de máquinas agrícolas.
Atualmente, a indústria automobilística emprega 111.681 pessoas, 1.446 vagas a menos do que no pico.
"Há vários anúncios de contratação que ainda não foram computados. Esse número vai crescer", disse Schneider, que prevê a recomposição do quadro para maio ou junho
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