Archive
21.05.10 - fri
México cresce após um ano
A economia mexicana registrou expansão pela primeira vez em mais de um ano, mesmo num momento em que a violência relacionada ao tráfico de drogas ameaça o crescimento. O Produto Interno Bruto (PIB) do México aumentou 4,3% no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, informou o Instituto Nacional de Estatística e Geografia (Inegi).
O crescimento seria 1,5 ponto percentual maior a cada ano se o país tivesse menos violência ligada ao tráfico, o que atrairia mais investimentos, disse Gabriel Casillas, economista-chefe do JPMorgan Chase na Cidade do México. "Eu falei com investidores que tinham grandes projetos em turismo e construção e vi que eles decidiram suspendê-los."
O percentual de crescimento divulgado ontem, entretanto, mostra que o país está se recuperando da crise de 2008. No ano passado, o PIB encolheu 6,5%, um resultado comparável ao desempenho registrado em meio à crise mexicana de 1995, quando a atividade econômica se retraiu 6,2%. A expansão de 4,3% foi impulsionada pelo avanço dos setores de indústria de transformação e de serviços.
O crescimento seria 1,5 ponto percentual maior a cada ano se o país tivesse menos violência ligada ao tráfico, o que atrairia mais investimentos, disse Gabriel Casillas, economista-chefe do JPMorgan Chase na Cidade do México. "Eu falei com investidores que tinham grandes projetos em turismo e construção e vi que eles decidiram suspendê-los."
O percentual de crescimento divulgado ontem, entretanto, mostra que o país está se recuperando da crise de 2008. No ano passado, o PIB encolheu 6,5%, um resultado comparável ao desempenho registrado em meio à crise mexicana de 1995, quando a atividade econômica se retraiu 6,2%. A expansão de 4,3% foi impulsionada pelo avanço dos setores de indústria de transformação e de serviços.
20.05.10 - thu
Movimento de contêineres no Porto de Xangai cresce 17%
A movimentação de contêineres no Porto de Xangai cresceu 17%, para 8,9 milhões de Teus (unidade equivalente a um equipamento de 20 pés), nos primeiros quatro meses do ano, em relação aos 7,6 milhões de Teus registrados no mesmo período do ano passado.
Apesar do montante computado, a performance do porto permaneceu um pouco abaixo dos níveis de crescimento do país. Segundo o Ministério de Transportes, no período de janeiro a abril os principais portos chineses tiveram incremento de 20% nas movimentações de carga, em relação ao mesmo período do ano passado.
Os principais portos do país movimentaram 2,4 bilhões de toneladas de carga, em comparação com 1,9 bilhão de toneladas do ano passado. Deste total, os portos internacionais movimentaram 1,7 bilhão de toneladas de carga, um crescimento de 21% em relação a 1,4 bilhão de toneladas de carga do ano anterior.
O movimento interno dos portos chineses cresceu 18,6%, passando de 629,8 milhões de toneladas para 747 milhões de toneladas. O crescimento do tráfego de contêineres foi um pouco maior: 22,4%, para 43,7 milhões de Teus, ante 35,7 milhões de Teus no período anterior.
Apesar do montante computado, a performance do porto permaneceu um pouco abaixo dos níveis de crescimento do país. Segundo o Ministério de Transportes, no período de janeiro a abril os principais portos chineses tiveram incremento de 20% nas movimentações de carga, em relação ao mesmo período do ano passado.
Os principais portos do país movimentaram 2,4 bilhões de toneladas de carga, em comparação com 1,9 bilhão de toneladas do ano passado. Deste total, os portos internacionais movimentaram 1,7 bilhão de toneladas de carga, um crescimento de 21% em relação a 1,4 bilhão de toneladas de carga do ano anterior.
O movimento interno dos portos chineses cresceu 18,6%, passando de 629,8 milhões de toneladas para 747 milhões de toneladas. O crescimento do tráfego de contêineres foi um pouco maior: 22,4%, para 43,7 milhões de Teus, ante 35,7 milhões de Teus no período anterior.
19.05.10 - wed
EUA viram eixo de preocupações do governo Lula
Sem se manifestar desde que deixou o Irã na segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ontem tempo para "amadurecer as reações" em torno do acordo com os iranianos (e os turcos) antes de se pronunciar.
O presidente tem dito a seus assessores mais próximos que sabe perfeitamente o alto teor de polêmica contido no acordo Irã/Brasil/Turquia. Por isso, qualquer pronunciamento acrescentaria gasolina ao incêndio, o que não interessa ao governo brasileiro.
O eixo das preocupações do Palácio do Planalto passou a ser, surpreendentemente, os Estados Unidos e sua reação.
Lula comenta também com os seus auxiliares mais diretos que percebeu já em meados do ano passado, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, que nenhum dos membros permanentes do Conselho de Segurança estava conversando com o Irã.
Ele próprio teve, na ocasião, um encontro com Ahmedinejad, no qual sentiu que havia espaço para uma negociação. Intuitivo como é e convencido de que sua experiência de negociador no movimento sindical lhe daria uma boa chance de intervir no caso levou-o ao intenso trabalho que culminou na segunda-feira.
Mas culminou absolutamente de acordo com os princípios que seu colega Barack Obama lhe transmitira por carta faz três semanas.
A reação dos EUA fez a diplomacia brasileira entender que os princípios valiam para um acordo que fosse fechado seis meses atrás, não agora. Há seis meses, pouco mais ou menos, deu-se a primeira rodada de negociações entre o P5+1 e o Irã, que não foi a lugar algum.
É possível que a resistência americana, agora, se deva ao cálculo que se faz nos EUA de que o Irã aumentou o seu estoque de urânio, o que tornaria a quantia acertada no acordo de segunda insuficiente para impedir o país de continuar com o programa que os ocidentais acreditam ser de fins militares.
O Brasil considera de todo modo que a hipótese de sanções tornou-se inviável. "Eles [os EUA] vão se dar mal, se tentarem o caminho das sanções", disse o assessor presidencial Marco Aurélio Garcia. Acrescentou: "Seria moral e politicamente inaceitável".
Ele diz, também, que o dueto proposto pela secretária de Estado Hllary Clinton (negociações mas também sanções) é impraticável: "Se houver sanções, não haverá negociação. O Irã é um país muito importante para se submeter".
Nesse contexto todo, fica fácil entender porque Lula prefere deixar amadurecer o cenário antes de falar ele próprio
O presidente tem dito a seus assessores mais próximos que sabe perfeitamente o alto teor de polêmica contido no acordo Irã/Brasil/Turquia. Por isso, qualquer pronunciamento acrescentaria gasolina ao incêndio, o que não interessa ao governo brasileiro.
O eixo das preocupações do Palácio do Planalto passou a ser, surpreendentemente, os Estados Unidos e sua reação.
Lula comenta também com os seus auxiliares mais diretos que percebeu já em meados do ano passado, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, que nenhum dos membros permanentes do Conselho de Segurança estava conversando com o Irã.
Ele próprio teve, na ocasião, um encontro com Ahmedinejad, no qual sentiu que havia espaço para uma negociação. Intuitivo como é e convencido de que sua experiência de negociador no movimento sindical lhe daria uma boa chance de intervir no caso levou-o ao intenso trabalho que culminou na segunda-feira.
Mas culminou absolutamente de acordo com os princípios que seu colega Barack Obama lhe transmitira por carta faz três semanas.
A reação dos EUA fez a diplomacia brasileira entender que os princípios valiam para um acordo que fosse fechado seis meses atrás, não agora. Há seis meses, pouco mais ou menos, deu-se a primeira rodada de negociações entre o P5+1 e o Irã, que não foi a lugar algum.
É possível que a resistência americana, agora, se deva ao cálculo que se faz nos EUA de que o Irã aumentou o seu estoque de urânio, o que tornaria a quantia acertada no acordo de segunda insuficiente para impedir o país de continuar com o programa que os ocidentais acreditam ser de fins militares.
O Brasil considera de todo modo que a hipótese de sanções tornou-se inviável. "Eles [os EUA] vão se dar mal, se tentarem o caminho das sanções", disse o assessor presidencial Marco Aurélio Garcia. Acrescentou: "Seria moral e politicamente inaceitável".
Ele diz, também, que o dueto proposto pela secretária de Estado Hllary Clinton (negociações mas também sanções) é impraticável: "Se houver sanções, não haverá negociação. O Irã é um país muito importante para se submeter".
Nesse contexto todo, fica fácil entender porque Lula prefere deixar amadurecer o cenário antes de falar ele próprio



