25.03.10 - thu

Suécia quer negociar com o Brasil combustíveis limpos e caças

O rei da Suécia, Carl Gustaf, e a rainha Sílvia cumprem hoje agenda em Brasília nesta quarta-feira. Às 10h, eles serão recebidos pelos presidentes do Senado, José Sarney, e da Câmara, Michel Temer. Depois da visita ao Congresso Nacional, haverá um almoço no Palácio Itamaraty, às 13h.
Antes, ao meio-dia, o casal será recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Eles vão lançar o Conselho Empresarial Brasil-Suécia.
Os reis são acompanhados por uma comitiva de empresários e querem negociar etanol, combustíveis limpos e a venda de caças Gripen NG, da indústria Saab. A Suécia disputa com os Estados Unidos e a França a venda dos aviões.

24.03.10 - wed

Europa resiste à consagração do inglês como língua marítima

Parlamentares europeus estão resistindo à proposta da União Europeia de consagração do inglês como língua franca em todas as comunicações marítimas. Deputados de diferentes nacionalidades estão tentando inibir a regra, que "requer o uso do inglês como língua de trabalho" na navegação.
A iniciativa da União Europeia foi discutida no Comitê de Transporte do Parlamento Europeu. Os deputados Luis de Grandes Pascual (Espanha), Dominique Vlasto e Dominique Riquet (França) apresentaram reivindicações, pois, segundo eles, "nenhuma língua deve ser imposta como linguagem exclusiva de trabalho". Ainda segundo os políticos, "a questão é controversa, pois uma variedade de idiomas são utilizados indiscriminadamente no comércio internacional".
A introdução generalizada do inglês como língua obrigatória foi defendida pelo deputado belga Dirk Sterckx. "O uso de uma linguagem comum beneficiaria o transporte marítimo europeu e permitiria que a comunicação ocorresse de forma mais suave, causando menos confusão e atrasos administrativos", opinou.
Apesar do impasse causado, o inglês já é normalmente utilizado na comunicação entre os comandantes de navios e portos, órgãos oficiais e práticos. Porém, a documentação entregue às autoridades locais é muitas vezes apresentada na língua nativa.

24.03.10 - wed

Venezuela corta energia de 80 empresas

Punição aos que descumpriram metas de redução faz parte de medidas para amenizar crise energética
Em emergência elétrica há um mês, a Venezuela anunciou ontem um corte de energia com duração de 24 horas em 80 empresas que não reduziram o seu consumo em 20%, como exigia o pacote de medidas do presidente Hugo Chávez para combater a grave crise no setor.
Restaurantes, lojas, hotéis, academias, concessionárias de veículos e até uma unidade da japonesa Sony estão na lista de empresas punidas.
O pacote prevê a cobrança de multa dos consumidores residenciais que não consigam cortar o consumo de energia elétrica, a criação de um gabinete de crise, e a listagem de 8.000 grandes consumidores, obrigados a cortar o consumo em 20%. As punições pelo descumprimento vão do corte de 24 horas à suspensão indeterminada do serviço.
Culpa
Para o governo venezuelano, a responsável pela crise no setor elétrico é a seca causada pelo fenômeno climático El Niño, que esvaziou os reservatórios das hidrelétricas responsáveis por 70% do abastecimento do país. Parte da atenção se volta à hidrelétrica de Guri, cujo reservatório está baixo. A imprensa local acompanha diariamente a queda do nível de água.
Com chuvas previstas para as próximas semanas, o governo diz que o temor de "colapso" é infundado. Já especialistas e a oposição veem falta de investimento no setor.
Entre os venezuelanos, segundo pesquisa da Alfredo Keller and Associates, apenas 26% acham que o governo toma as medidas certas no setor. Dados do mesmo levantamento dizem que a crise pode afetar o tradicionalmente alto nível de popularidade de Chávez, no poder desde 1999. O estudo, divulgado pela TV Globovisión -crítica de Chávez-, revelou que o venezuelano tem 43% de aprovação, pior índice desde 2003.
Desde o final do mês passado, a Venezuela negocia apoio técnico do Brasil, que já enviou ao país comitiva de técnicos de alto nível de Furnas, Eletronorte e Itaipu. Brasil e Venezuela negociam também uma forma de importar energia de Roraima. O governo de Chávez recorreu também à ajuda de Cuba, que enviou um dos seus vices para ajudar a debelar a crise.

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