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Suécia quer negociar com o Brasil combustíveis limpos e caças
O rei da Suécia, Carl Gustaf, e a rainha Sílvia cumprem hoje agenda em Brasília nesta quarta-feira. Às 10h, eles serão recebidos pelos presidentes do Senado, José Sarney, e da Câmara, Michel Temer. Depois da visita ao Congresso Nacional, haverá um almoço no Palácio Itamaraty, às 13h.
Antes, ao meio-dia, o casal será recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Eles vão lançar o Conselho Empresarial Brasil-Suécia.
Os reis são acompanhados por uma comitiva de empresários e querem negociar etanol, combustíveis limpos e a venda de caças Gripen NG, da indústria Saab. A Suécia disputa com os Estados Unidos e a França a venda dos aviões.
Europa resiste à consagração do inglês como língua marítima
Parlamentares europeus estão resistindo à proposta da União Europeia de consagração do inglês como língua franca em todas as comunicações marítimas. Deputados de diferentes nacionalidades estão tentando inibir a regra, que "requer o uso do inglês como língua de trabalho" na navegação.
A iniciativa da União Europeia foi discutida no Comitê de Transporte do Parlamento Europeu. Os deputados Luis de Grandes Pascual (Espanha), Dominique Vlasto e Dominique Riquet (França) apresentaram reivindicações, pois, segundo eles, "nenhuma língua deve ser imposta como linguagem exclusiva de trabalho". Ainda segundo os políticos, "a questão é controversa, pois uma variedade de idiomas são utilizados indiscriminadamente no comércio internacional".
A introdução generalizada do inglês como língua obrigatória foi defendida pelo deputado belga Dirk Sterckx. "O uso de uma linguagem comum beneficiaria o transporte marítimo europeu e permitiria que a comunicação ocorresse de forma mais suave, causando menos confusão e atrasos administrativos", opinou.
Apesar do impasse causado, o inglês já é normalmente utilizado na comunicação entre os comandantes de navios e portos, órgãos oficiais e práticos. Porém, a documentação entregue às autoridades locais é muitas vezes apresentada na língua nativa.
Venezuela corta energia de 80 empresas
Punição aos que descumpriram metas de redução faz parte de medidas para amenizar crise energética
Em emergência elétrica há um mês, a Venezuela anunciou ontem um corte de energia com duração de 24 horas em 80 empresas que não reduziram o seu consumo em 20%, como exigia o pacote de medidas do presidente Hugo Chávez para combater a grave crise no setor.
Restaurantes, lojas, hotéis, academias, concessionárias de veículos e até uma unidade da japonesa Sony estão na lista de empresas punidas.
O pacote prevê a cobrança de multa dos consumidores residenciais que não consigam cortar o consumo de energia elétrica, a criação de um gabinete de crise, e a listagem de 8.000 grandes consumidores, obrigados a cortar o consumo em 20%. As punições pelo descumprimento vão do corte de 24 horas à suspensão indeterminada do serviço.
Culpa
Para o governo venezuelano, a responsável pela crise no setor elétrico é a seca causada pelo fenômeno climático El Niño, que esvaziou os reservatórios das hidrelétricas responsáveis por 70% do abastecimento do país. Parte da atenção se volta à hidrelétrica de Guri, cujo reservatório está baixo. A imprensa local acompanha diariamente a queda do nível de água.
Com chuvas previstas para as próximas semanas, o governo diz que o temor de "colapso" é infundado. Já especialistas e a oposição veem falta de investimento no setor.
Entre os venezuelanos, segundo pesquisa da Alfredo Keller and Associates, apenas 26% acham que o governo toma as medidas certas no setor. Dados do mesmo levantamento dizem que a crise pode afetar o tradicionalmente alto nível de popularidade de Chávez, no poder desde 1999. O estudo, divulgado pela TV Globovisión -crítica de Chávez-, revelou que o venezuelano tem 43% de aprovação, pior índice desde 2003.
Desde o final do mês passado, a Venezuela negocia apoio técnico do Brasil, que já enviou ao país comitiva de técnicos de alto nível de Furnas, Eletronorte e Itaipu. Brasil e Venezuela negociam também uma forma de importar energia de Roraima. O governo de Chávez recorreu também à ajuda de Cuba, que enviou um dos seus vices para ajudar a debelar a crise.



