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25.05.10 - tue
Preços mais elevados compensam volume menor de vendas ao exterior
As exportações do primeiro quadrimestre foram sustentadas por uma recuperação de preços que compensou o fraco desempenho do volume de vendas ao exterior. O índice de termos de troca - que permite comparar o quanto os preços de exportação estão mais altos que os de importação - do primeiro quadrimestre teve elevação de 14,7% na comparação com o ano passado. Em relação a 2008, o aumento é de 9,5%. Os dados são da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), dessazonalizados pela LCA Consultores.
Em compensação, o índice de termos de comércio - que compara os volumes de exportação em relação aos de importação - teve no primeiro quadrimestre uma média mais baixa. O índice está 13,9% menor na comparação com o primeiro quadrimestre de 2008 e apresenta queda de 22,2% em relação ao mesmo período de 2009. Ou seja, os volumes de exportação estão crescendo em ritmo mais baixo do que o das importações e isso não se refletiu de forma tão representativa numa deterioração maior da balança por conta do aumento dos preços médios de venda e dos termos de troca.
Nas contas de Júlio Callegari, economista do JP Morgan, se tivessem sido mantidos os termos de troca de 2005, o saldo da balança comercial nos últimos 12 meses cairia de US$ 21 bilhões para US$ 1,5 bilhão. "Os preços é que estão fazendo diferença e compensando os volumes relativamente baixos de exportação."
A principal explicação para o fraco desempenho das exportações em relação às importações está no crescimento do mercado nacional. "Enquanto a demanda interna, que é o motor das importações, deve seguir um crescimento do PIB de 10%, o mercado internacional, que impulsiona as exportações, deve crescer cerca de 4%", diz Callegari. "O câmbio também faz diferença, mas não tanto quanto o diferencial de crescimento." Para os fabricantes brasileiros, o mercado interno também se torna mais atraente do que o internacional. "Mas, ao mesmo tempo, os produtores domésticos também sofrem mais concorrência, em razão da maior entrada de importados."
Welber Barral, secretário de Comércio Exterior, diz que o quadro atual causa preocupações. De acordo com dados da Secex, de janeiro a abril o volume de importações aumentou, em média, 41,2%, enquanto os preços aumentaram apenas 0,5%, na comparação com igual período do ano passado. Nos desembarques, destacam-se os bens de consumo duráveis, que tiveram alta de 78,2% em volume e redução de 6,4 nos preços médios. Nas exportações, o quantum cresceu bem menos: 8,5%, com elevação de preços médios de 15,2%. Os maiores aumentos de preços médios ficaram por conta dos básicos, com 17,6%, e os semimanufaturados, com 27,1%. Os preços dos manufaturados subiram 8,4%.
Nas exportações, explica Barral, os preços dos básicos e semimanufaturados acabaram seguindo a alta das commodities. "Nos manufaturados também houve elevação, porque os fabricantes brasileiros subiram os preços em dólar como forma de compensação do câmbio", diz.
O resultado do quadro atual, diz o secretário, poderá ser a perda de participação dos exportadores, com competição maior no mercado externo. "Ainda não houve recuperação dos mercados. Além disso há esse 'engasgo' da Europa, que pode gerar um aumento maior na oferta de produtos."
Barral diz que a Secex não avaliou um possível impacto da crise na União Europeia nas exportações brasileiras. Callegari acredita que parte da recente queda de preços em função da crise na UE está ligada à apreciação do dólar frente ao euro e lembra que a perda não é uniforme. "A queda é puxada principalmente pelos metais, com pouco efeito sobre as commodities agrícolas." Mantidas as atuais condições, diz, o Brasil pode ser afetado nos próximos meses, mas o alto índice de termos de troca irá fazer com que o efeito sobre a balança comercial seja mais ameno.
Bráulio Gomes, da LCA, acredita que o efeito da crise da UE nos preços de exportação deve ser momentâneo. A expectativa é de recuperação até o fim do ano. Em função dos preços altos, o impacto na balança não será grande. A LCA estima superávit de US$ 14,9 bilhões e, com a crise na UE, pode ser revisado para cerca de US$ 12 bilhões.
Em compensação, o índice de termos de comércio - que compara os volumes de exportação em relação aos de importação - teve no primeiro quadrimestre uma média mais baixa. O índice está 13,9% menor na comparação com o primeiro quadrimestre de 2008 e apresenta queda de 22,2% em relação ao mesmo período de 2009. Ou seja, os volumes de exportação estão crescendo em ritmo mais baixo do que o das importações e isso não se refletiu de forma tão representativa numa deterioração maior da balança por conta do aumento dos preços médios de venda e dos termos de troca.
Nas contas de Júlio Callegari, economista do JP Morgan, se tivessem sido mantidos os termos de troca de 2005, o saldo da balança comercial nos últimos 12 meses cairia de US$ 21 bilhões para US$ 1,5 bilhão. "Os preços é que estão fazendo diferença e compensando os volumes relativamente baixos de exportação."
A principal explicação para o fraco desempenho das exportações em relação às importações está no crescimento do mercado nacional. "Enquanto a demanda interna, que é o motor das importações, deve seguir um crescimento do PIB de 10%, o mercado internacional, que impulsiona as exportações, deve crescer cerca de 4%", diz Callegari. "O câmbio também faz diferença, mas não tanto quanto o diferencial de crescimento." Para os fabricantes brasileiros, o mercado interno também se torna mais atraente do que o internacional. "Mas, ao mesmo tempo, os produtores domésticos também sofrem mais concorrência, em razão da maior entrada de importados."
Welber Barral, secretário de Comércio Exterior, diz que o quadro atual causa preocupações. De acordo com dados da Secex, de janeiro a abril o volume de importações aumentou, em média, 41,2%, enquanto os preços aumentaram apenas 0,5%, na comparação com igual período do ano passado. Nos desembarques, destacam-se os bens de consumo duráveis, que tiveram alta de 78,2% em volume e redução de 6,4 nos preços médios. Nas exportações, o quantum cresceu bem menos: 8,5%, com elevação de preços médios de 15,2%. Os maiores aumentos de preços médios ficaram por conta dos básicos, com 17,6%, e os semimanufaturados, com 27,1%. Os preços dos manufaturados subiram 8,4%.
Nas exportações, explica Barral, os preços dos básicos e semimanufaturados acabaram seguindo a alta das commodities. "Nos manufaturados também houve elevação, porque os fabricantes brasileiros subiram os preços em dólar como forma de compensação do câmbio", diz.
O resultado do quadro atual, diz o secretário, poderá ser a perda de participação dos exportadores, com competição maior no mercado externo. "Ainda não houve recuperação dos mercados. Além disso há esse 'engasgo' da Europa, que pode gerar um aumento maior na oferta de produtos."
Barral diz que a Secex não avaliou um possível impacto da crise na União Europeia nas exportações brasileiras. Callegari acredita que parte da recente queda de preços em função da crise na UE está ligada à apreciação do dólar frente ao euro e lembra que a perda não é uniforme. "A queda é puxada principalmente pelos metais, com pouco efeito sobre as commodities agrícolas." Mantidas as atuais condições, diz, o Brasil pode ser afetado nos próximos meses, mas o alto índice de termos de troca irá fazer com que o efeito sobre a balança comercial seja mais ameno.
Bráulio Gomes, da LCA, acredita que o efeito da crise da UE nos preços de exportação deve ser momentâneo. A expectativa é de recuperação até o fim do ano. Em função dos preços altos, o impacto na balança não será grande. A LCA estima superávit de US$ 14,9 bilhões e, com a crise na UE, pode ser revisado para cerca de US$ 12 bilhões.
25.05.10 - tue
No ano, saldo comercial já encolheu 50%
A balança comercial registrou saldo positivo de US$ 546 milhões na terceira semana do mês (entre os dias 17 e 23), com média diária de US$ 109,2 milhões. As exportações somaram US$ 3,970 bilhões, com média diária de US$ 794 milhões, e as importações, US$ 3,424 bilhões, média diária de US$ 684,8 milhões. O saldo acumulado no ano, porém, ainda é a metade do registrado no ano passado se comparada com a média por dia útil.
Até o dia 23 , o saldo mensal acumula US$ 2,015 bilhões, com média diária de US$ 134,3 milhões, resultado que representa crescimento de 2,4% em comparação com igual período de 2009. No ano, o saldo chegou a US$ 4,189 bilhões, com média diária de US$ 43,6 milhões, queda de mais da metade (50,3%) do registrado em igual período do ano passado
Até o dia 23 , o saldo mensal acumula US$ 2,015 bilhões, com média diária de US$ 134,3 milhões, resultado que representa crescimento de 2,4% em comparação com igual período de 2009. No ano, o saldo chegou a US$ 4,189 bilhões, com média diária de US$ 43,6 milhões, queda de mais da metade (50,3%) do registrado em igual período do ano passado
25.05.10 - tue
Índia se põe meta de crescer como a China
O premiê da Índia, Manmohan Singh, 77, prometeu diminuir a inflação do país pela metade, rivalizar sua economia com a da China e buscar a paz com o Paquistão.
Singh, que fez um balanço de mais um ano de governo, disse estar "confiante de que a inflação vai cair para de 5% a 6% em dezembro". Mas, segundo ele, o país não conseguirá alcançar "seu potencial pleno de crescimento" se não resolver a tensão com os vizinhos paquistaneses.
Economista educado em Oxford, no Reino Unido, o premiê concordou na semana passada a reiniciar as negociações de paz com o Paquistão, suspensas desde o atentado terrorista de 2008 em Mumbai - o qual foi planejado e levado a cabo por terroristas paquistaneses que tiveram seus atos facilitados pelos serviços de inteligência do Islamabad.
Singh disse que seu grande objetivo é sanar o "déficit de confiança" com o Paquistão e, com isso, acelerar o crescimento da Índia para cerca de 10% ao ano e diminuir a pobreza.
A economia da Índia multiplicou-se por seis desde 1991, quando Singh, então ministro das Finanças, introduziu reformas pró-mercado no país
Singh, que fez um balanço de mais um ano de governo, disse estar "confiante de que a inflação vai cair para de 5% a 6% em dezembro". Mas, segundo ele, o país não conseguirá alcançar "seu potencial pleno de crescimento" se não resolver a tensão com os vizinhos paquistaneses.
Economista educado em Oxford, no Reino Unido, o premiê concordou na semana passada a reiniciar as negociações de paz com o Paquistão, suspensas desde o atentado terrorista de 2008 em Mumbai - o qual foi planejado e levado a cabo por terroristas paquistaneses que tiveram seus atos facilitados pelos serviços de inteligência do Islamabad.
Singh disse que seu grande objetivo é sanar o "déficit de confiança" com o Paquistão e, com isso, acelerar o crescimento da Índia para cerca de 10% ao ano e diminuir a pobreza.
A economia da Índia multiplicou-se por seis desde 1991, quando Singh, então ministro das Finanças, introduziu reformas pró-mercado no país



