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27.05.10 - thu
Sul: Uma porta para o desenvolvimento do comércio exterior
Situada na fronteira com Argentina, Paraguai e Uruguai, principais parceiros do Brasil no continente latino, a Região Sul vê sua economia se transformar com o crescimento do setor industrial - o segundo do País.
Os três Estados do Sul vêm experimentando significativo crescimento acompanhando e, de certa forma, liderando o crescimento do Brasil nestes tempos em que o País apresenta estabilidade econômica e política. São muitos os exemplos desse crescimento. Temos o polo automotivo do Paraná, o setor agropecuário em toda a região, o polo metalomecânico de Caxias do Sul. Há importante crescimento na indústria de serviços, especialmente nas capitais, com destaque para saúde e educação, onde temos polos de excelência em Porto Alegre e Curitiba. O turismo também vem apresentando crescimento significativo, com destaque para Florianópolis, cidade que tem se transformado em referência em termos de qualidade de vida.
O setor industrial naval tem sido um dos responsáveis por atrair investimentos nacionais e estrangeiros para a região. Importante registrar também os efeitos muito positivos da Copa de 2014 para a Região, onde teremos duas cidades-sede, e muitas outras como apoio. Não apenas as reformas dos estádios e a construção da Arena do Grêmio modificarão o perfil das cidades, mas todas as obras de infraestrutura, que já estão saindo das pranchetas para a execução, movimentarão a economia de tal forma que ainda é difícil estimar o crescimento do PIB regional que será verificado.
O Porto de Rio Grande/RS é um polo naval que está atraindo investimentos, gerando empregos e impulsionando a economia regional. Sua estrutura é considerada fundamental para a produção e o armazenamento de petróleo no Brasil e tem colaborado de forma decisiva para o incremento econômico, que hoje investe na construção de plataformas petrolíferas, cascos, navios, embarcações de apoio e no fornecimento de material para essas obras.
A Petrobrás, uma das principais investidoras do projeto, desenvolve no local quatro empreendimentos gigantescos: as plataformas P-53, P-55, P-63 e o estaleiro que, nos próximos anos, deverá ser responsável pela construção de pelo menos oito cascos das 45 plataformas de petróleo que a estatal quer colocar em operação até 2020. Estima-se que essa empreitada tenha gerado mais de 30 mil empregos diretos e indiretos, beneficiando trabalhadores da construção civil, da área metal0mecânica e das engenharias.
Mas não é apenas no petróleo que reside a importância deste porto para toda a Região Sul do País. Um dos principais objetivos do empreendimento é ser um "Porto do Mercosul", concentrador e distribuidor de carga para outros portos brasileiros e para os vizinhos Uruguai e Argentina. A localização é ideal por se situar entre o Porto de Santos e o de Buenos Aires, assim como entre as praias de Santa Catarina e Punta del Este. Outro aspecto favorável é a existência de todos os modais na região (hidroviário, rodoviário, ferroviário, aeroviário e marítimo), algo importante do ponto de vista estratégico. Esses investimentos com vistas ao Mercosul confirmam a Região Sul do Brasil como uma importante porta para o desenvolvimento do comércio exterior brasileiro.
Fazer do Porto de Rio Grande o hub port do Sul do Brasil é de vital importância para a economia. Prova disso é que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal destinou R$ 2,7 bilhões para obras nos portos brasileiros. A parte deste orçamento que coube à Região Sul foi investida no prolongamento dos molhes e nas obras de dragagem, que, completos, tornarão Rio Grande apto para receber os maiores navios de carga do mundo e distribuir a mercadoria aos demais portos do Brasil e de outros países.
O petróleo e gás têm papel fundamental no desenvolvimento econômico da nação e, ao receber incentivos governamentais, também trazem condições de desenvolvimento para a Região Sul do país.
Todas essas mudanças tendem a deslocar o eixo naval do Rio de Janeiro, tornando Rio Grande o segundo polo naval em movimentação, perdendo apenas para o Porto de Santos. Tamanho impacto gerado pela necessidade de uma infraestrutura que ampare o projeto faz com que gestores corporativos e governamentais discutam a influência dos investimentos para construção do polo naval em toda a Região Sul. Os setores envolvidos diretamente com a sua construção, tais como madeira, mobiliário e transporte, são os maiores beneficiados pela instalação do empreendimento, seguido pela siderurgia e os químicos nos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Os três Estados do Sul vêm experimentando significativo crescimento acompanhando e, de certa forma, liderando o crescimento do Brasil nestes tempos em que o País apresenta estabilidade econômica e política. São muitos os exemplos desse crescimento. Temos o polo automotivo do Paraná, o setor agropecuário em toda a região, o polo metalomecânico de Caxias do Sul. Há importante crescimento na indústria de serviços, especialmente nas capitais, com destaque para saúde e educação, onde temos polos de excelência em Porto Alegre e Curitiba. O turismo também vem apresentando crescimento significativo, com destaque para Florianópolis, cidade que tem se transformado em referência em termos de qualidade de vida.
O setor industrial naval tem sido um dos responsáveis por atrair investimentos nacionais e estrangeiros para a região. Importante registrar também os efeitos muito positivos da Copa de 2014 para a Região, onde teremos duas cidades-sede, e muitas outras como apoio. Não apenas as reformas dos estádios e a construção da Arena do Grêmio modificarão o perfil das cidades, mas todas as obras de infraestrutura, que já estão saindo das pranchetas para a execução, movimentarão a economia de tal forma que ainda é difícil estimar o crescimento do PIB regional que será verificado.
O Porto de Rio Grande/RS é um polo naval que está atraindo investimentos, gerando empregos e impulsionando a economia regional. Sua estrutura é considerada fundamental para a produção e o armazenamento de petróleo no Brasil e tem colaborado de forma decisiva para o incremento econômico, que hoje investe na construção de plataformas petrolíferas, cascos, navios, embarcações de apoio e no fornecimento de material para essas obras.
A Petrobrás, uma das principais investidoras do projeto, desenvolve no local quatro empreendimentos gigantescos: as plataformas P-53, P-55, P-63 e o estaleiro que, nos próximos anos, deverá ser responsável pela construção de pelo menos oito cascos das 45 plataformas de petróleo que a estatal quer colocar em operação até 2020. Estima-se que essa empreitada tenha gerado mais de 30 mil empregos diretos e indiretos, beneficiando trabalhadores da construção civil, da área metal0mecânica e das engenharias.
Mas não é apenas no petróleo que reside a importância deste porto para toda a Região Sul do País. Um dos principais objetivos do empreendimento é ser um "Porto do Mercosul", concentrador e distribuidor de carga para outros portos brasileiros e para os vizinhos Uruguai e Argentina. A localização é ideal por se situar entre o Porto de Santos e o de Buenos Aires, assim como entre as praias de Santa Catarina e Punta del Este. Outro aspecto favorável é a existência de todos os modais na região (hidroviário, rodoviário, ferroviário, aeroviário e marítimo), algo importante do ponto de vista estratégico. Esses investimentos com vistas ao Mercosul confirmam a Região Sul do Brasil como uma importante porta para o desenvolvimento do comércio exterior brasileiro.
Fazer do Porto de Rio Grande o hub port do Sul do Brasil é de vital importância para a economia. Prova disso é que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal destinou R$ 2,7 bilhões para obras nos portos brasileiros. A parte deste orçamento que coube à Região Sul foi investida no prolongamento dos molhes e nas obras de dragagem, que, completos, tornarão Rio Grande apto para receber os maiores navios de carga do mundo e distribuir a mercadoria aos demais portos do Brasil e de outros países.
O petróleo e gás têm papel fundamental no desenvolvimento econômico da nação e, ao receber incentivos governamentais, também trazem condições de desenvolvimento para a Região Sul do país.
Todas essas mudanças tendem a deslocar o eixo naval do Rio de Janeiro, tornando Rio Grande o segundo polo naval em movimentação, perdendo apenas para o Porto de Santos. Tamanho impacto gerado pela necessidade de uma infraestrutura que ampare o projeto faz com que gestores corporativos e governamentais discutam a influência dos investimentos para construção do polo naval em toda a Região Sul. Os setores envolvidos diretamente com a sua construção, tais como madeira, mobiliário e transporte, são os maiores beneficiados pela instalação do empreendimento, seguido pela siderurgia e os químicos nos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
26.05.10 - wed
WEG cresce no exterior com aquisições no México e África do Sul
A multinacional brasileira WEG, de Jaraguá do Sul, vai reforçar sua atuação no mercado internacional. Ontem, a companhia anunciou ao mercado a aquisição do controle acionário de duas companhias. Com 51% do ZEST Group, com sede na África do Sul, a fabricante de motores elétricos marca entrada no continente africano. Já o controle de 60% da fabricante de transformadores Voltran, no México, vai permitir à empresa reforçar a atuação no mercado energético dos Estados Unidos.
"As aquisições sempre fizeram parte da estratégia da WEG. Sempre avaliamos oportunidades de crescer", diz Harry Schmelzer Jr, presidente do grupo, em entrevista exclusiva ao Valor. De acordo com ele, os dois negócios foram fechados em menos de um mês. "A oportunidade surgiu e tivemos três ou quatro semanas de negociação", disse o presidente, depois de um dia de reunião com o conselho de administração da empresa. No acordo, a direção decidiu não informar os valores da transação.
Com o ZEST, a WEG vai reforçar a atuação no continente africano, o único onde ainda não tem unidade própria. "É o nosso primeiro passo na África. A partir da África do Sul queremos atender à África como um todo", disse. Segundo Schmelzer, a companhia vê com bons olhos o desempenho do continente africano e vê oportunidades de negócio entre empresas de mineração, petróleo, gás e energia.
"A África vem crescendo de maneira importante. Países têm previsões de crescimento de PIB na ordem de 4% e isso não é desconsiderado", afirmou. Há 30 anos, a WEG mantém parceria com o grupo ZEST, que importava e distribuía produtos da brasileira no sul da África. Com a aquisição de 51% do controle acionário, a WEG vai incorporar os serviços de montagem de painéis elétricos industriais, integração de produtos para a montagem de grupos geradores e prestação de serviços de comissionamento elétrico ao seu portfólio.
Schmelzer disse que no horizonte de médio prazo a aquisição da companhia deve ser integral. O grupo ZEST é líder no segmento de motores elétricos no mercado sul-africano, tem cerca de 400 funcionários e faturou mais de US$ 200 milhões no ano passado.
No México, a WEG entrou em acordo com a família Jimenez e vai assumir 60% do capital da Voltran. A parceria entre as duas companhias iniciou-se em 2006, quando a brasileira adquiriu 30% da mexicana. A Voltran atua no segmento de transformadores de distribuição e força, e teve faturamento de US$ 70 milhões em 2009.
Segundo Schmelzer, com a aquisição a WEG quer consolidar a sua presença na área de energia na América do Norte. A fábrica da Voltran será a sexta em funcionamento na área de transformadores industriais - hoje há quatro em operação no Brasil e outra no México. "Queremos crescer a nossa atuação em energia nos EUA", destacou ele. A intenção é atender o mercado interno mexicano com as marcas Voltran e WEG. Nas exportações para os EUA, a marca WEG terá exclusividade.
Sobre as oscilações dos mercados, o presidente disse que é difícil fazer previsões, mas aposta no crescimento interno e na recuperação da economia americana. "Nos EUA, a WEG já sentiu a recuperação dos negócios", afirmou
"As aquisições sempre fizeram parte da estratégia da WEG. Sempre avaliamos oportunidades de crescer", diz Harry Schmelzer Jr, presidente do grupo, em entrevista exclusiva ao Valor. De acordo com ele, os dois negócios foram fechados em menos de um mês. "A oportunidade surgiu e tivemos três ou quatro semanas de negociação", disse o presidente, depois de um dia de reunião com o conselho de administração da empresa. No acordo, a direção decidiu não informar os valores da transação.
Com o ZEST, a WEG vai reforçar a atuação no continente africano, o único onde ainda não tem unidade própria. "É o nosso primeiro passo na África. A partir da África do Sul queremos atender à África como um todo", disse. Segundo Schmelzer, a companhia vê com bons olhos o desempenho do continente africano e vê oportunidades de negócio entre empresas de mineração, petróleo, gás e energia.
"A África vem crescendo de maneira importante. Países têm previsões de crescimento de PIB na ordem de 4% e isso não é desconsiderado", afirmou. Há 30 anos, a WEG mantém parceria com o grupo ZEST, que importava e distribuía produtos da brasileira no sul da África. Com a aquisição de 51% do controle acionário, a WEG vai incorporar os serviços de montagem de painéis elétricos industriais, integração de produtos para a montagem de grupos geradores e prestação de serviços de comissionamento elétrico ao seu portfólio.
Schmelzer disse que no horizonte de médio prazo a aquisição da companhia deve ser integral. O grupo ZEST é líder no segmento de motores elétricos no mercado sul-africano, tem cerca de 400 funcionários e faturou mais de US$ 200 milhões no ano passado.
No México, a WEG entrou em acordo com a família Jimenez e vai assumir 60% do capital da Voltran. A parceria entre as duas companhias iniciou-se em 2006, quando a brasileira adquiriu 30% da mexicana. A Voltran atua no segmento de transformadores de distribuição e força, e teve faturamento de US$ 70 milhões em 2009.
Segundo Schmelzer, com a aquisição a WEG quer consolidar a sua presença na área de energia na América do Norte. A fábrica da Voltran será a sexta em funcionamento na área de transformadores industriais - hoje há quatro em operação no Brasil e outra no México. "Queremos crescer a nossa atuação em energia nos EUA", destacou ele. A intenção é atender o mercado interno mexicano com as marcas Voltran e WEG. Nas exportações para os EUA, a marca WEG terá exclusividade.
Sobre as oscilações dos mercados, o presidente disse que é difícil fazer previsões, mas aposta no crescimento interno e na recuperação da economia americana. "Nos EUA, a WEG já sentiu a recuperação dos negócios", afirmou
26.05.10 - wed
Infraero vai instalar módulos nos aeroportos para aumentar capacidade
A Infraero vai investir R$ 5,4 bilhões até 2014 para preparar o país para o aumento da demanda por transporte aéreo que deverá ocorrer em função da Copa do Mundo (2014). A empresa planeja ainda gastar R$ 115 milhões na construção de 16 módulos operacionais provisórios (MOP), cujo custo é mais baixo e a instalação é mais rápida. O objetivo é ajudar a resolver os problemas de falta de capacidade nos terminais de passageiros.
Os módulos têm vida útil de 10 a 15 anos, mas poderão ser desmontados e transferidos para outros aeroportos. Trata-se de uma estrutura metálica, semelhante a modelos já usados nos Estados Unidos e no Canadá, para substituir, temporariamente, a ampliação dos terminais via construções civis. O primeiro aeroporto a receber um módulo foi o de Florianópolis, que já está em funcionamento.
O aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, vai receber três módulos provisórios, de portes diferentes, que poderão ficar prontos em até seis meses a partir do início das obras.
O aeroporto vai receber também investimentos definitivos. Cerca de 50% do Terminal 3 deverão ficar prontos até 2013, de acordo com o diretor de Engenharia da Infraero, Jaime Parreira.
O investimento inicial será num módulo remoto, em que o passageiro embarca no terminal já existente, toma um ônibus até o MOP para embarcar no avião. Esta unidade será entregue no final deste ano ou em janeiro de 2011 e vai agregar capacidade para mais 1 milhão de passageiros por ano. O custo será de R$ 12,5 milhões, para 6 mil metros quadrados de área montada.
O segundo módulo ficará no antigo terminal de carga de Guarulhos e terá capacidade para mais 3 milhões de passageiros por ano, com 14 mil metros quadrados de área construída. O custo será de R$ 32,5 milhões. A expectativa é que as obras sejam iniciadas em fevereiro de 2011 e terminem em dezembro de 2012.
O terceiro módulo provisório terá um custo de R$ 23,2 milhões, para elevar a capacidade do aeroporto em mais 2,5 milhões de passageiros. A previsão inicial é de que as obras dos mais de 10 mil metros quadrados vão de agosto de 2012 a abril de 2013.
O diretor da Infraero explicou que os módulos provisórios não substituem os investimentos na expansão dos aeroportos brasileiros, mas garantem que o aumento da demanda seja atendido, já que são rápidos de implementar. Além disso, o custo é mais baixo. A estimativa de gastos é de R$ 2,5 mil por metro quadrado para a estrutura metálica, enquanto uma construção de alvenaria fica em torno de R$ 6 mil por metro quadrado.
Dos investimentos totais de R$ 5,4 bilhões que serão realizados pela Infraero até a Copa do Mundo, a empresa vai arcar com 61% a partir de seus recursos próprios, enquanto a União vai bancar 39% do total.
"A Copa é um evento pontual. O planejamento, inclusive com os módulos provisórios, não visa atender só à Copa, mas à demanda que já é crescente ao longo do tempo", disse Parreira. Ele frisou também que as estruturas temporárias não serão erguidas em áreas onde são previstas expansões para não atrapalhar as obras. Depois de algum tempo, a demanda é verificada novamente, e, a partir disso, será decidido se os MOPs serão levados para aeroportos diferentes ou serão mantidos onde foram montados.
Os módulos têm vida útil de 10 a 15 anos, mas poderão ser desmontados e transferidos para outros aeroportos. Trata-se de uma estrutura metálica, semelhante a modelos já usados nos Estados Unidos e no Canadá, para substituir, temporariamente, a ampliação dos terminais via construções civis. O primeiro aeroporto a receber um módulo foi o de Florianópolis, que já está em funcionamento.
O aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, vai receber três módulos provisórios, de portes diferentes, que poderão ficar prontos em até seis meses a partir do início das obras.
O aeroporto vai receber também investimentos definitivos. Cerca de 50% do Terminal 3 deverão ficar prontos até 2013, de acordo com o diretor de Engenharia da Infraero, Jaime Parreira.
O investimento inicial será num módulo remoto, em que o passageiro embarca no terminal já existente, toma um ônibus até o MOP para embarcar no avião. Esta unidade será entregue no final deste ano ou em janeiro de 2011 e vai agregar capacidade para mais 1 milhão de passageiros por ano. O custo será de R$ 12,5 milhões, para 6 mil metros quadrados de área montada.
O segundo módulo ficará no antigo terminal de carga de Guarulhos e terá capacidade para mais 3 milhões de passageiros por ano, com 14 mil metros quadrados de área construída. O custo será de R$ 32,5 milhões. A expectativa é que as obras sejam iniciadas em fevereiro de 2011 e terminem em dezembro de 2012.
O terceiro módulo provisório terá um custo de R$ 23,2 milhões, para elevar a capacidade do aeroporto em mais 2,5 milhões de passageiros. A previsão inicial é de que as obras dos mais de 10 mil metros quadrados vão de agosto de 2012 a abril de 2013.
O diretor da Infraero explicou que os módulos provisórios não substituem os investimentos na expansão dos aeroportos brasileiros, mas garantem que o aumento da demanda seja atendido, já que são rápidos de implementar. Além disso, o custo é mais baixo. A estimativa de gastos é de R$ 2,5 mil por metro quadrado para a estrutura metálica, enquanto uma construção de alvenaria fica em torno de R$ 6 mil por metro quadrado.
Dos investimentos totais de R$ 5,4 bilhões que serão realizados pela Infraero até a Copa do Mundo, a empresa vai arcar com 61% a partir de seus recursos próprios, enquanto a União vai bancar 39% do total.
"A Copa é um evento pontual. O planejamento, inclusive com os módulos provisórios, não visa atender só à Copa, mas à demanda que já é crescente ao longo do tempo", disse Parreira. Ele frisou também que as estruturas temporárias não serão erguidas em áreas onde são previstas expansões para não atrapalhar as obras. Depois de algum tempo, a demanda é verificada novamente, e, a partir disso, será decidido se os MOPs serão levados para aeroportos diferentes ou serão mantidos onde foram montados.



