27.05.10 - thu

Porto do Rio Grande cresce 21,3% no quadrimestre

A movimentação do primeiro quadrimestre de 2010, em comparação com igual período do ano passado, obteve um crescimento de 21,3%, atingindo 8.173.385 toneladas. Essa movimentação é a segunda maior da história do porto rio-grandino para o período correspondente aos quatro primeiros meses do ano, perdendo apenas para 2008, quando foram operadas 8.259.928 toneladas de cargas.
Os embarques tiveram crescimento de 9,6%, atingindo 5.239.861 toneladas. Já as descargas registraram maior incremento, com alta de 49,7%, chegando a 2.933.524 toneladas. Na movimentação por segmento de carga todos os setores rtiveram bons resultados. Na parte de carga geral o incremento foi de 18,8%, com 2.401.236 toneladas. Já os granéis líquidos aumentaram 6,4%, com 1.150.288 toneladas. Os granéis sólidos obtiveram o maior incremento, alta de 27%, com 4.621.861 toneladas.
Na parte de granéis sólidos destacaram-se os embarques de grãos que somaram 2.882.463 toneladas, com aumento de 10,8%. Nessa área o trigo foi a mercadoria com maior incremento, com alta de 62,5%, totalizando 806.203 toneladas. Já a soja em grão foi o produto mais movimentado com 1.169.109 toneladas, crescimento de 0,7%. O farelo de soja foi outra carga que teve bom acréscimo, com uma movimentação 19,3% superior a do primeiro quadrimestre de 2009, obtendo 566.713 toneladas. Entre os embarques de granéis agrícolas três cargas decresceram: arroz (-53,4%), milho (-19,8%) e óleo de soja (-12,1%).
Os desembarques de granéis agrícolas também tiveram saldo positivo, com incremento de 10,2%, chegando a 433.706 toneladas. Entre os desembarques destacaram-se o farelo de soja com alta de 888% (147.011 toneladas), o óleo de soja (17.453 toneladas) e a cevada que registrou 26.279 toneladas, enquanto que no ano passado não houve o movimento desta carga. Apenas o trigo (-44,6%) e a soja (-1,1%) tiveram diminuição na movimentação.
Conforme o superintendente do Porto do Rio Grande, Jayme Ramis, o crescimento da movimentação poderá ser ainda maior quando for computado o mês de maio, período em que há o pico no escoamento da safra de grãos. Ele ainda lembrou que dois fatores devem fazer com que o porto rio-grandino feche o ano com uma movimentação recorde, superior a 27 milhões de toneladas. “O nosso porto escoará uma supersafra. Além disso, acabamos de ampliar nosso calado de 40 para 42 pés e ele deverá chegar a 47 pés até julho deste ano. Essas duas combinações é que garantirão ao porto quebrar mais um recorde de movimentação”, salientou Ramis.
Assim como os granéis agrícolas a movimentação de contêineres também cresceu, atingindo 198.571 Teu´s, acréscimo de 13,5%.  Outra área que fechou com saldo positivo foi a movimentação de embarcações que cresceu 7,8% (995 unidades). A cabotagem foi a maior responsável pelo bom desempenho, com alta de 61,2%, registrando 200 embarcações. A navegação interior foi ampliada em 7,3%, com 382 unidades. Apenas a navegação de longo curso obteve queda, com redução de 6,7%, totalizando 413 navios.
Porto de Rio Grande é expositora no ITS 2010

A Porto de Rio Grande também marca presença na terceira edição da Itajaí Trade Summit - ITS 2010, evento destinado a profissionais de grandes, médias e pequenas empresas exportadoras, importadoras, prestadoras de serviços e equipamentos, o ITS é o mais qualificado encontro da área de Logística, Transporte e Comércio Internacional das regiões Sul e Sudeste do Brasil e dos países do Mercosul. Realizado pela NetMarinha, empresa que administra o maior portal de comércio internacional e logística do Brasil. Em 2009, a feira atraiu mais de sete mil visitantes e 60 expositores à cidade portuária de Itajaí (SC).
Paralelamente à feira, acontece o Fórum NetMarinha 2010. Através dele, serão realizados seminários, workshops e debates para trazer ao público as discussões atuais do comércio internacional e logística. Com a participação de representantes da indústria, especialistas e entidades relacionadas à área, serão debatidas questões de interesse do setor no Brasil.
Neste ano, a Itajaí Trade Summit – ITS 2010 acontece entre os dias 15 e 17 de setembro, na cidade portuária de Itajaí (SC). Mais informações estão disponíveis em http://itajai.tradesummit.com.br
27.05.10 - thu

Porto de Paranaguá é principal entrave ao agronegócio no PR

Movimentação de produtos agrícolas mais que dobrou em dez anos, mas, apesar das obras, problemas continuam. Quando se trata de discutir gargalos que impedem um melhor desempenho do agronegócio paranaense, o primeiro que vem à tona é o Porto de Paranaguá. "É o principal", afirma o assessor técnico da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Nilson Hanke Camargo.
Segundo ele, em 1999, a movimentação era de 14 milhões de toneladas de produtos agrícolas. Dez anos depois, o volume subiu para 32 milhões de toneladas. "Mas o porto é exatamente o mesmo, apenas a manutenção é feita e de forma muito precária pelos próprios usuários."
De acordo com Camargo, estudos de várias entidades ligadas aos setores produtivos apontam algumas necessidades nas malhas ferroviárias e rodoviárias do Estado. Nos últimos dez anos, em média 70% da safra é transportada por rodovia. O estado de conservação delas, principalmente as que foram entregues à iniciativa privada, não é alvo das críticas do assessor da Faep. No entanto, ele acentua a necessidade de se rediscutir os contratos com as concessionárias de pedágio, para reduzir o valor das tarifas. Um levantamento mostra que, em 2008, os produtores gastaram R$ 140,9 milhões em pedágio até o Porto de Paranaguá.
No setor ferroviário, um dos trechos mais reclamados é o que liga Guarapuava a Ponta Grossa, na região central. Os cerca de 80 vagões que seguem de Cascavel até Guarapuava numa média de 40 a 50 quilômetros por hora precisam reduzir a velocidade a 10 ou 20 quilômetros e desmembrar a carga, ficando com apenas 40 vagões, para percorrer o trecho até Ponta Grossa.
Traçado antigo, ele é repleto de curvas com aclives e declives acentuados. Uma proposta, discutida com os governos estadual e federal, é a construção de um ramal ferroviário de cerca de 80 quilômetros ligando Guarapuava a Ipiranga, onde passa a ferrovia Central do Paraná.
No entanto, Camargo acentua que não adianta nada melhorar a estrutura de transporte se, ao chegar ao Porto de Paranaguá, os produtos acabam represados. Um dos problemas é o calado nos berços de atracação, que deveria ser aprofundado.
De acordo com o assessor técnico da Faep, também há necessidade de modernizar os equipamentos, sobretudo o shiploader (que leva os produtos até os porões dos navios). "Os nossos estão com 15 anos, o que provoca demora no embarque", afirma. Segundo ele, informações sobre deficiências portuárias correm muito rápido entre importadores e operadores internacionais. "Pelo risco, a seguradora cobra mais e eleva a tarifa, o importador paga, mas diminui o valor entregue ao exportador", reclama. "O agronegócio paga a conta."
A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) enviou, pela assessoria de imprensa, apenas uma listagem de obras. Entre as que já teriam sido feitas desde 2003, num investimento de R$ 51 milhões, estão a instalação de equipamentos de segurança, terminais públicos de álcool e de fertilizantes, dragagem emergencial do Canal da Galheta e troca de boias de sinalização náutica. Estariam em execução obras de revitalização no valor aproximado de R$ 12 milhões. E estão programados investimentos de R$ 45 milhões para um pescante, que permitiria atracação de mais dois navios, aprofundamento de berços e um silo público graneleiro.
27.05.10 - thu

Em Santa Catarina, investimento previsto é de R$ 2,6 bi até 2012

88% do total será aplicado em fábricas no Estado. Mais da metade, R$ 1,4 bilhão, será investida ainda este ano
Será de R$ 2,6 bilhões o investimento das indústrias catarinenses no triênio 2010-2012. Mais da metade, R$ 1,4 bilhão, será investida ainda este ano. A previsão faz parte da publicação "Desempenho e Perspectiva da Indústria Catarinense 2010", lançada esta semana pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), com o apoio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). No triênio, R$ 2,26 bilhões (88%) devem ser aplicados nas fábricas em Santa Catarina e o restante nas unidades localizadas em outros Estados ou no exterior.
No contexto geral, o cenário projetado para 2010 é de alta de 5,5% no Produto Interno Bruto (PIB), além de elevação da produção industrial, das vendas e do emprego. A avaliação foi feita pelo presidente da Fiesc, Alcantaro Corrêa. Na conjuntura, segundo ele, o sinal seguirá amarelo para as exportações, já que a projeção é de manutenção da taxa de câmbio valorizada e de lento crescimento da demanda internacional por causa do ritmo de recuperação dos países desenvolvidos mais afetados pela crise. A forte queda das exportações catarinenses, de 24,6% até novembro do ano passado, foi um dos fatores que mais afetaram a economia do Estado.
Em relação à retomada dos investimentos, os setores de metalurgia básica (R$ 732 milhões), celulose e papel (R$ 400 milhões) e alimentos e bebidas (R$ 273 milhões) lideram as intenções no próximo triênio. Os valores investidos pela indústria do Estado em 2009 somaram R$ 1,2 bilhão, com queda de 43% em relação aos R$ 2,1 bilhões de 2008.
Comparação. Na avaliação de Alcantaro Corrêa, a redução expressiva dos investimentos reflete a crise econômica mundial e a incerteza das indústrias quanto aos reflexos da recessão sobre o crédito e a demanda. "Apesar da melhoria do cenário em 2010, a recuperação do nível de investimentos não é tão vertiginosa, se comparada com o desempenho de 2008. Mas temos de lembrar que aquele foi um ano atípico, com valores acima da média dos últimos anos."
O montante previsto até 2012 na pesquisa confirma dados das empresas do Estado, mas não contempla os investimentos anunciados por indústrias de outras unidades da Federação em Santa Catarina, como os do Grupo EBX, da companhia alemã de autopeças ZF e do Grupo Global (termoelétrica). "Ou seja, os valores são ainda mais expressivos, o que é muito importante, já que é o investimento na produção que gera postos de trabalho e desenvolvimento."
O estudo, com 135 empresas de médio e grande portes, mostra que as estimativas atuais de investimentos para 2011 são de R$ 611,9 milhões e para 2012 são de R$ 559,8 milhões. Segundo o levantamento, o porcentual de empresas que já definiram os investimentos para 2011 é de 51%. Em relação a 2012, 47,5% das indústrias afirmaram que têm investimentos previstos.
Os investimentos previstos para o triênio têm como finalidades a aquisição de máquinas e equipamentos, atualização tecnológica e desenvolvimento de produtos. Também serão investidos em aumento da capacidade produtiva, ampliação das instalações e lançamento de produtos. No ano passado, apesar da crise, 77% da empresas fizeram investimentos. As atividades industriais que puxaram investimentos em 2009 foram metalurgia básica (28%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (18%), e alimentos e bebidas (18%).
Outro dado importante da pesquisa é que hoje 64,6% das empresas catarinenses já trabalham com a mesma capacidade produtiva dos níveis pré-crise. Para 86,4% dos empresários, a capacidade instalada atual atende às demandas para 2010, porém, mais de 50% das companhias pretendem ampliar a capacidade de produção em 2010.
Para os industriais, há pontos preocupantes para este ano. Entre eles estão a desvalorização do câmbio, a concorrência externa, principalmente em relação à China e ao avanço da Rússia no mercado europeu, o aumento dos preços dos insumos e das matérias-primas, a infraestrutura deficiente, a elevada carga tributária e o crédito caro e escasso.
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