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1- Empresários do País são os mais otimistas com economia global
Os empresários brasileiros são os mais otimistas quanto ao comportamento da economia global no próximo ano, indica uma pesquisa feita em 17 das principais economias do mundo pela consultoria internacional KPMG. O levantamento mostra um aumento generalizado do otimismo em relação à recuperação econômica global, principalmente nos Estados Unidos e nos países do BRIC.
Esta é a segunda vez seguida que a pesquisa, realizada de quatro em quatro meses, apresenta um crescimento do otimismo em vários itens como atividade econômica e receitas.
A pesquisa ouviu cerca de 11 mil empresários sobre suas perspectivas para os 12 meses seguintes. O aumento no otimismo sobre a atividade econômica no setor industrial, passou de 42,9 para 50,9 entre o levantamento anterior, de outubro de 2009 e o atual.
No setor de serviços, com apenas 12 países pesquisados (Áustria, Holanda, Grécia, República Tcheca e Polônia ficaram de fora), o índice de otimismo registrou uma leve variação negativa no mesmo período, de 46,5 para 44.
O índice de otimismo no Brasil ficou em 84,2 para o setor industrial e 78,3 para o setor de serviços. Quando considerados em conjunto os países do grupo BRIC, os índices de otimismo foram de 63,4 e 58,3 nos dois setores, respectivamente.
Os Estados Unidos, que tiveram índices de 65,7 e 60,3, apresentaram a segunda maior taxa de otimismo entre o empresariado norte-americano.
A Grécia, país que enfrenta graves problemas econômicos, foi o único entre países em que o pessimismo superou o otimismo, com um índice de -25,2 no setor industrial.
Para Alan Buckle, diretor global de consultoria na KPMG, os resultados da pesquisa são mais uma indicação de que a crise global parece ter sido superada.
"No primeiro nível estão os países do BRIC, cheios de confiança e preocupados apenas com inflação ou questões externas sobre as quais eles não têm controle", disse. No segundo nível, segundo ele, estão os Estados Unidos e as economias europeias mais fortes, que mostram um otimismo cauteloso, com dúvidas ainda sobre a sustentabilidade da recuperação.
"No terceiro nível estão países como a Grécia, nos quais a confiança empresarial inexiste por razões óbvias."
Os dados da pesquisa para o Brasil indicam ainda um otimismo em relação a lucros (80,1 no setor industrial e 75,6 no setor de serviços), novos pedidos (85,3 na indústria e 78,4 em serviços) e, por fim, nível de empregos (76,8 e 69,1).
Levantamento feito pela consultoria KPMG com 11 mil empresas em 17 países mostra que os empresários brasileiros são os mais otimistas do mundo no que diz respeito à recuperação da economia mundial
Brasil cai em ranking mundial de comércio exterior da OMC
Já o Brasil sofreu uma das piores contrações nas exportações entre as maiores economias e passou da 22ª posição em 2008 para a 24ª posição. A posição do país entre os importadores também caiu.
A queda prova o alerta que já vinha sendo feito há dois anos pela OMC, indicando que a expansão dos últimos anos das vendas nacionais não estava baseada em um maior volume de exportações, mas apenas na valorização dos preços de commodities. O Brasil, portanto, não era mais competitivo e apenas a renda das vendas que eram maiores. Prova disso é que o Brasil não conseguia expandir sua participação no mercado internacional, mesmo com uma renda que aumentava.
Ao ver os preços das commodities desabarem em 2009, o Brasil registrou perdas importantes no comércio exterior. Em volume, a queda das exportações nacionais de 8% foi mais acentuada que a média sul-americana, de 5%.
Para Patrick Loew, economista-chefe da OMC, a situação dos países exportadores de commodities foi mais difícil que para os de
China Shipping apela por controle da frota global
Executivo alerta sobre aceleração desnecessária de construções.
O presidente do China Shipping Group, Li Shaode, apelou às companhias de navegação para que a expansão da frota global seja controlada, otimizando a estrutura das embarcações existentes, em um esforço para enfrentar a aceleração desnecessária de construções navais.
Em uma conferência marítima realizada em Xangai, o executivo afirmou que "as linhas devem integrar recursos já ativos por meio de afretamento ou joint, ao invés de encomendar navios novos para suprir o crescimento nas rotas."
Shaode ressaltou que, ainda que os armadores tentem controlar o excesso de capacidade com cancelamento de encomendas, postergando as entregas ou demolindo navios, os pedidos para porta-contêineres equivalem a cerca de 36% da frota existente. A mesma situação é observada no segmento de navios petroleiros, cujas encomendas representam 29% da capacidade atual, e dos graneleiros, com 60%.
O executivo pediu cooperação de todos os participantes da cadeia de abastecimento global, dizendo que o controle da frota permite reduzir riscos operacionais e custos, assim como gerar economias. Como exemplo, Shaode informou que a China Shipping deve estruturar sua frota de acordo com as necessidades do país para garantir carvão, minério de ferro e fornecimento de matérias-primas.
Além disso, o executivo disse que o transporte marítimo de contêineres deve sofrer uma desaceleração significativa, após registrar crescimento médio acentuado de 8,6% ao ano, atestado nas últimas três décadas. Em contrapartida, o executivo afirmou que a demanda da China por fontes de energia sustentável e matéria-prima compensariam a baixa, fornecendo impulso suficiente para desenvolver os setores offshore e graneleiro.



