13.07.09 - mon

Câmbio: China eleva o tom contra hegemonia do dólar

 A China lançou novamente críticas contra o papel dominante do dólar como moeda global, durante encontro das maiores economias do mundo. Dai Bingguo, representante chinês, levantou a questão em reunião com o G8 (as sete maiores economias mais a Rússia), ontem (09.07).

"Nós deveríamos ter um melhor sistema de reserva cambial de forma a manter relativa estabilidade nas trocas cambiais", disse Bingguo, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores chinês.

Fonte:RevistaGlobal
13.07.09 - mon

Novo perfil de exportações fragiliza país

 A comemoração do governo federal pelo aumento do superávit comercial do país não é compartilhada pelos exportadores. Segundo a AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil), neste ano o país venderá mais produtos básicos do que manufaturados ao exterior. Se a previsão se confirmar, será a primeira inversão na pauta de exportações desde 1978.
Produtos básicos são as commodities agrícolas, metálicas ou energéticas que não passaram por processo industrial --soja, minério de ferro e petróleo bruto, por exemplo.
A maior participação de básicos na pauta de exportações do Brasil pode trazer problemas. O país fica exposto às oscilações do mercado internacional das commodities, além de ser um desestímulo a investimentos das empresas industriais, que geram mais empregos.
"A pauta de exportações está péssima. É um problema crítico porque, ao exportar mais básicos, não temos o menor controle sobre preços e quantidades exportadas", disse o vice-presidente da AEB, José Augusto de Castro.
Neste ano, de janeiro a junho, as exportações de básicos representaram 42% do total exportado pelo país. No ano passado, respondiam por 35%.
As vendas de manufaturados seguem o movimento contrário. No primeiro semestre do ano passado, respondiam por 48% das vendas internacionais, mas neste ano caíram para 43%. O restante das vendas é de produtos semimanufaturados -commodities que passaram por algum processo de beneficiamento, como ferro, óleo de soja e açúcar.
No mês passado, as vendas de manufaturados mostraram recuperação de 10%. Mesmo assim, as vendas foram menores que as de produtos básicos.
O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral, nega "conformismo" com a piora na pauta de exportações do país. Mas ele argumenta que o aumento das vendas de commodities ao exterior está segurando a balança comercial.
Não fosse por esses produtos, as exportações poderiam ser menores que as importações.
"Também queremos exportar industrializados. Mas a demanda por manufaturados caiu no mundo todo", disse Barral.
Francisco Pessoa, economista da consultoria LCA, lembra que o aumento das vendas de commodities pode representar um grande risco para as contas externas no longo prazo, se os preços caírem. Ele pondera que, neste ano, o aumento da venda de básicos é consequência da crise e não representa uma tendência por enquanto.
"Daqui a alguns anos, o Brasil vai exportar o petróleo do pré-sal. Aí sim as exportações de básicos vão aumentar", disse.
A explicação para a mudança na pauta comercial brasileira é regional. Neste ano, com a crise, aumentaram as vendas para a China, que importa principalmente commodities do Brasil. Caíram as vendas para os dois principais compradores de produtos industrializados: Estados Unidos e América Latina.
Castro avalia que antes da crise o governo foi descuidado com a pauta de exportações do Brasil. Ele cita que, em 2000, os manufaturados representavam 73% do total exportado para os norte-americanos. No ano passado, respondiam por 58% do total. Esse espaço foi ocupado pelo aumento na venda de commodities.


Vizinhos

Para a América Latina, a venda de manufaturados manteve a mesma proporção durante esta década. Do total exportado para a Argentina, por exemplo, responderam por 92% tanto em 2000 como em 2008.
O problema é que as vendas de manufaturados para a América Latina já caíram 37% neste ano, embora os industrializados representem quase toda a pauta da exportação brasileira para a região (90%). Os embarques do Brasil para a América Latina caíram 38,1% neste ano.
Além da crise, que reduziu a demanda de industrializados, o Brasil enfrenta a concorrência da China. Para Barral, o governo tem estratégia de aumentar a competitividade na América Latina para recuperar o espaço perdido nesses mercados.
São três as ações previstas: 1) tomar medidas que agilizem as exportações brasileiras, como a regulamentação do drawback unificado (que amplia o benefício pelo qual as empresas importam insumos de produtos que serão exportados, sem pagar impostos); 2) revisar acordos de livre comércio para garantir maior acesso aos mercados; e 3) nas reuniões bilaterais, tentar derrubar qualquer barreira comercial dos vizinhos.
O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, lidera uma missão comercial para a América Latina (Peru, Venezuela e Panamá) em agosto.

Fonte:NetMarinha

13.07.09 - mon

Exportações caem 16% no 1º semestre

 As vendas para o exterior das dez maiores cidades da região de Ribeirão somaram US$ 1,42 bilhão no primeiro semestre de 2009, uma queda de 16% com relação às exportações do mesmo período de 2008 -US$ 1,7 bilhão. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
A maior queda proporcional foi registrada em Franca, que exportou 36% a menos. Também tiveram queda mais intensa do que a média do Estado de São Paulo (-29,4%) as cidades de São Carlos (-34%) e Barretos (-32%).
Esses municípios têm em comum o fato de concentrarem suas exportações em produtos bastante afetados pela crise econômica mundial: sapatos, no caso de Franca; motores e compressores, em São Carlos; e carnes, em Barretos.
Cidades dependentes das exportações de derivados da laranja também tiveram queda nos embarques. É o caso de Araraquara, maior exportadora da região em números absolutos, com U$ 380 milhões vendidos no primeiro semestre, valor 23% inferior ao do primeiro semestre de 2008.
O problema de concentrarem as exportações em poucos produtos é que, em momentos de crise de demanda, como o atual, os municípios sofrem mais com perda de empregos e, consequentemente, renda, segundo o professor da FEA-RP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto) da USP Alberto Borges de Mathias.

Fonte:ConexãoMaritima
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