17.07.09 - fri

Empresas preparam venda de material bélico para Colômbia

 Empresários brasileiros foram à Colômbia para identificar oportunidades de negócios com empresas colombianas privadas e de capital estatal, e um dos destaques dessa aproximação foi a indústria de segurança: seis contratos do setor foram encaminhados para a venda de materiais bélicos. A missão de defesa brasileira contou com 10 empresas e teve encontros com as forças armadas do país.
A delegação brasileira contou com 66 representantes de mais de 50 empresas de setores como energia, alimentos e móveis. Durante o evento foram realizadas 170 rodadas de negócios e o encontro dos empresários com o presidente colombiano, Álvaro Uribe.
A intenção do governo brasileiro com as operações fora do País é de aumentar os investimentos estrangeiros e elevar de forma mais agressiva o comércio exterior com os países da América Latina que não fazem parte do bloco econômico do Mercosul, como a Colômbia e Cuba.
De acordo com o chanceler Celso Amorim o presidente solicitou que fossem integrados os setores comerciais brasileiros com as indústrias colombianos. "O presidente Lula mandou um recado por meio do Amorim para que ajudemos a integrar mais as indústrias colombianas e brasileiras", disse Ricardo Martins, diretor de comércio exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Para ele, os empresários tiveram oportunidades de vendas de produtos brasileiros com as reuniões econômicas e que estas, transformaram-se em pedidos. Com relação a valorização do real frente ao dólar, o diretor da Fiesp afirmou que o Brasil tem um grande potencial comercial. "Mesmo com a turbulência em razão da crise financeira e a desvalorização do dólar, nossos preços são competitivos, e o design brasileiro principalmente no setor de móveis automóveis tem um peso forte."
Fora isso, Martins afirmou que o presidente tem a intenção de equilibrar a balança comercial com os países vizinhos, elevando a corrente comercial de modo a deixá-la satisfatória para ambos os países. "Existe espaço para que os nossos vizinhos [Colômbia e Cuba] e nós continuemos a comercializar produtos. Nossa probabilidade de atender o mercado internacional e deles nos atenderem é muito grande", explicou o diretor da Fiesp.
No encontro Uribe assegurou que o comércio entre Brasil e Colômbia ainda é "pouco" apesar de seu crescimento nos últimos anos e que, por isso, persistirá na necessidade de integrar as duas economias. Para ele, o comércio bilateral ainda "tem um alto déficit para a Colômbia, mas nós persistimos na necessidade de integrar estas duas economias".
Segundo o Cônsul Comercial e Diretor da Proexport Colômbia no Brasil, Carlos Rodrigues os colombianos adquiriram uma confiança perante o mundo dos negócios pelo investimento em políticas sociais e reformas tributárias e legislativas. "No último ano tivemos um investimento estrangeiro recorde, pelo autoíndice de confiabilidade e incentivos fiscais, como isenção de tarifas de importação", explicou o cônsul.

Cuba

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Miguel Jorge, estará em Cuba, para chefiar a missão oficial com o objetivo de buscar o incremento do comércio bilateral e dos investimentos brasileiros no país, em diversos setores entre eles construção, alimentos e siderúrgico e medicamentos.
Nos dois dias em que estará no país, Miguel Jorge participará de encontros empresariais e de reuniões com autoridades do governo cubano. Estão previstos encontros com os ministros de Comércio Exterior e Investimentos Estrangeiros, Rodrigo Malmiera; Indústria Básica, Yadira García; Indústria Alimentícia, María del Carmen Concepción González; Aço e Metalurgia, Salvador Pardo Cruz; da Informática e das Comunicações, Ramiro Valdés; e da Agricultura, Ulises Rosales.
Cuba, que inicialmente dependia do turismo, da exportação de charutos e de níquel para sobreviver, desenvolveu um vigoroso setor de saúde capaz de alavancar a economia da ilha.

Fonte:NetMarinha
16.07.09 - thu

Frango: Exportações voltam ao nível pré-crise

 A expansão prevista para 2009 também leva em conta a expectativa de abertura do mercado chinês para a carne de frango brasileira. Apesar da queda de 1,9% no volume de exportações brasileiras de frango no primeiro semestre deste ano ante igual período do ano passado, as vendas retomaram o patamar pré-crise em junho quando apresentaram crescimento de 8,31% sobre o mês anterior, em 329.014 toneladas. Isso fez com que o presidente da Abef (Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos), Francisco Turra, mantivesse a previsão de crescimento de 5% para este ano, em 3,827 milhões de toneladas. No primeiro semestre, foram vendidas 1,807 milhão de toneladas no mercado externo.
A expansão prevista para 2009 também leva em conta a expectativa de abertura do mercado chinês para a carne de frango brasileira. Se isso de fato ocorrer, disse Turra, a médio prazo a Ásia deverá se tornar o maior mercado de destino do frango brasileiro. Hoje, a região representa 24% das exportações brasileiras, atrás do Oriente Médio que representa 36% do total. No primeiro semestre do ano passado, o Oriente Médio representava 31% do volume total das exportações brasileiras.
Segundo Turra, o crescimento das compras do Oriente Médio, de 17% em volume no primeiro semestre, tem surpreendido a Abef. Parte dessa expansão, explicou ele, deveu-se as compras antecipadas para o Ramadã - jejum ritual feito pelos muçulmanos -, que caiu mais cedo este ano. A Arábia Saudita, por exemplo, passou a ser o maior importador de carne de frango brasileira neste ano, com 231.157 toneladas e expansão de 33% sobre o primeiro semestre do ano passado. Já as vendas para o Iraque apresentaram alta de 135% entre os períodos.
O presidente da Abef também informou que o Oriente Médio é um dos mercados que já mostram disposição em pagar mais pela carne de frango brasileira, cujo preço médio caiu 18% entre os primeiros semestres do ano passado e deste ano. "Está ocorrendo reação especificamente em alguns mercados, embora o preço ainda esteja aquém do que era no passado", disse. Hoje, o preço médio do frango está em R$ 1,61 o quilo em comparação com o preço de R$ 2,10 antes da crise.
Isso levou ao setor a registrar queda de 20,16% na receita com as exportações de frango no primeiro semestre deste ano sobre igual período do ano passado, no total de US$ 2,697 bilhões. Também contribuiu para esse desempenho a valorização do real frente ao dólar, de 14% no período. Com isso, em receita, o setor ainda não retomou aos patamares mensais pré-crise, da ordem de US$ 690 milhões. Em junho, a receita foi de US$ 528,9 milhões. Para Turra, embora os preços se recuperem este ano, o câmbio vai impactar a receita das exportações, que deve cair neste ano sobre 2008.
"Não dá para prever de quanto será a receita, mas certamente haverá queda", afirmou. A rentabilidade também tem sido impactada por dissídios trabalhistas e pela alta do farelo de soja. O executivo informou, ainda, que a crise levou à migração da compra de produtos especializados para produtos inteiros, com menor valor agregado. Entre os primeiros semestres, a venda de frangos inteiros

Fonte:RevistaGlobal

16.07.09 - thu

Marítimo: Transportadoras tentam elevar frete

 Os 14 membros do TSA (Transpacific Stabilisation Agreement) disseram que as companhias de navegação acertaram uma "diretriz voluntária" para um aumento de US$ 500 no transporte do contêiner padrão de 40 pés.
As principais linhas de transporte de contêineres que servem a rota que cruza o Oceano Pacífico, entre a Ásia e os Estados Unidos, pretendem aumentar seus fretes e renegociar os contratos recentes, para evitar sofrer o que elas classificam de prejuízos substanciais.
Os 14 membros do TSA (Transpacific Stabilisation Agreement) disseram que as companhias de navegação acertaram uma "diretriz voluntária" para um grande aumento de US$ 500 no transporte do contêiner padrão de 40 pés, que representa um aumento de 50% sobre as taxas atuais.
Além disso, as companhias pretendem aumentar as cotas sobre combustíveis e poderão acrescentar sobretaxas de pico de estação para tirar vantagem de um esperado aumento dos embarques de carga em julho e agosto, período em que os Estados Unidos formam estoques para as férias escolares e gerais e para o fim do ano. "Em certos casos, as companhias terão de renegociar com as transportadoras contratos que não previram alguns dos ajustes temporários dos fretes", informou o grupo.
No entanto, alguns observadores do setor duvidam que o TSA conseguirá todos os seus intentos. "O TSA é um grupo de consultoria ao setor e tem pouca influência sobre o que as companhias de transporte negociam com os clientes a portas fechadas. A exigência de renegociação dos contratos também levanta muitas questões legais e não consigo ver grandes clientes como o Wal-Mart ou a Sony concordando com isso", disse um profissional do setor em Cingapura.
O TSA alegou que a medida drástica é necessária para impedir "uma deterioração das receitas que acabaria levando a uma redução do número de companhias operando". O grupo disse que houve uma queda média na receita de US$ 1.000 a US$ 1.200 por contêiner de outubro a maio.
A união das linhas de transporte de carga é uma tentativa de acabar com uma guerra de preços provocada por uma queda de 20% na demanda e o excesso de capacidade que reduziu as taxas de embarque para US$ 900 por contêiner na rota Hong Kong - Los Angeles, contra mais de US$ 2.000 um ano atrás. O TSA representa as principais linhas de transporte de carga através do Pacífico.

Fonte:RevistaGlobal

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