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Brasil pode triplicar exportação de ovos
A Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos (Abef) pretende passar a promover também as exportações de ovos. O tema foi discutido no dia 8 de abril de 2010 pela entidade com empresas do ramo do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo. O mundo árabe é hoje o principal mercado para os ovos brasileiros no exterior.
O presidente da Abef, Francisco Turra, disse à Agência de Notícias Brasil-Árabe (ANBA) que a entidade decidiu apresentar um projeto de promoção comercial aos produtores de ovos porque, em primeiro lugar, o Brasil "tem um grande potencial" já demonstrado pela carne de frango, que chega a 154 países, e tem todas as condições de se tornar um dos grandes fornecedores mundiais de ovos.
Além disso, segundo ele, nos vários eventos de negócios que a associação participa ficou clara a grande demanda internacional por ovos. Os produtores brasileiros, no entanto, não têm o mesmo grau de organização existente no setor de frangos. Só para se ter uma idéia, no ano passado as exportações de ovos renderam cerca de US$ 40 milhões e as de frango US$ 5,8 bilhões, segundo dados da Abef.
"Esse valor pode triplicar com rapidez", afirmou Turra. Para tanto, ele destacou a necessidade de abertura de mercados e a capacitação técnica e sanitária dos produtores para que eles atendam às exigências internacionais. O executivo disse que conversou com o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) Inácio Kroetz, que se comprometeu a designar um funcionário para atender o ramo de ovos.
Segundo Turra, hoje existem apenas oito empresas exportadoras de ovos no Brasil, mas existe potencial para mais do que dobrar esse número. "Há condições de ampliar o mercado interno e aumentar muitíssimo o externo", destacou.
A Abef pretende replicar na área de ovos as ações de marketing e de promoção comercial que utiliza no setor de frangos, como a participação em feiras internacionais com apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).
Ampliação do porto de Rio Grande
O cais projetado de 580 metros permitirá a construção simultânea de até quatro plataformas. Essas obras permitiriam a criação do maior estaleiro naval das Américas nos próximos cinco anos.
As duas primeiras fases do investimento vão consumir R$ 45 milhões e começaram em fevereiro, após a assinatura do contrato de construção da P-63. A Quip está ampliando a área do cais ao lado do porto de Rio Grande.
A princípio, outros R$ 125 milhões devem ser investidos pela Quip a partir do resultado de licitações da Petrobras para a construção das plataformas P-68 e P-52. Segundo Reis, as propostas devem ser entregues até meados deste ano, e o resultado será conhecido até dezembro. Mas o diretor disse que o dinheiro será aportado independentemente da vinda das plataformas em processo de licitação.
– Se essas não vierem, outras virão, e o maior estaleiro das Américas pode levar mais tempo para ficar pronto.
A construção da P-53 deve começar entre janeiro e fevereiro de 2011. A Quip é responsável pelos módulos e a integração do casco do petroleiro BW Nisa, que será adaptado na China pelos noruegueses da BW Offshore. A plataforma terá capacidade de processar 140 mil barris de petróleo e 1 milhão de metros cúbicos de gás por dia
Brasil firma acordo na área da defesa com Estados Unidos
O embaixador dos Estados Unidos, Thomas Shannon, reconheceu que o tratado pode "facilitar" as negociações entre a Boeing e o Brasil na questão da compra dos caças para a Força Aérea Brasileira (FAB).
Durante a entrevista para explicar a base do acordo, Shannon negou que o acordo trate da instalação de uma base militar norte-americana no Rio de Janeiro.
O embaixador lembrou que o último acordo militar assinado pelos dois países é de 1952 e foi anulado pelo governo brasileiro em 1977, durante o governo militar de Ernesto Geisel.
Na avaliação de Shannon, o acordo abre a possibilidade de novos tratados em áreas de interesse comum. Questionado sobre o que os Estados Unidos teriam interesse de aprender com o Brasil, o embaixador citou a experiência adquirida pelo país ao liderar a missão de estabilização da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti e a possibilidade de a força aérea americana adquirir aviões da Embraer.



