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Brasil e África do Sul negociam exportações de suínos
Com o convite, o governo brasileiro pretende demonstrar a segurança do sistema de rastreabilidade do País e abrir o mercado sul-africano para a carne suína. As exportações do produto foram interrompidas no final de 2005, com o embargo sanitário imposto em função do comunicado de foco de febre aftosa em bovinos brasileiros.
Antes do embargo, a África do Sul era um dos principais destinos da carne suína produzida no Brasil. As exportações em 2004 totalizaram US$ 17,69 milhões, atrás das vendas para Países Baixos, Cingapura, Argentina, Ucrânia Hong Kong e Rússia. “A ministra acenou que deseja a reabilitação das exportações de carne de suínos in natura para a África do Sul”, afirmou Rossi após o encontro.
A ministra sul-africana também demonstrou interesse na transferência da tecnologia brasileira para produção de biocombustíveis e na cooperação conjunta em terceiros países africanos. Uma das possibilidades seria a produção de etanol da cana-de-açúcar em Moçambique. Wagner Rossi garantiu que o Brasil está pronto para analisar propostas de cooperação e convidou Tina Joemat-Pettersson para conhecer plantas de produção de etanol no País
Dragagem da hidrovia do Mercosul começa no segundo semestre
Um projeto logístico que há muitos anos é discutido no Estado deve começar a ser realizado ainda neste ano. Segundo o deputado federal Henrique Fontana (PT), a dragagem da chamada hidrovia do Mercosul (que permitirá a ligação das lagoas Mirim e dos Patos) deverá ser iniciada no segundo semestre. Para concretizar esse projeto, uma das principais obras será o aprofundamento do canal São Gonçalo, localizado na Metade Sul gaúcha, que permitirá a conexão das duas lagoas.
No entanto, Fontana informa que, além da dragagem, deverá ser implementado um sistema de sinalização para a navegação na hidrovia. Outra ação que será tomada é a revitalização do terminal de Santa Vitória do Palmar. O deputado relata que não há um prazo para a conclusão das melhorias a serem feitas, mas destaca que o investimento deverá ser constante.
Fontana lembra que a proposta conta com o apoio da bancada gaúcha em Brasília e é uma das obras listadas na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Outro ponto a favor do empreendimento é que ele faz parte de um acordo binacional entre os governos do Brasil e Uruguai. No país vizinho, para aproveitar essa nova rota comercial, a empresa Timonsur investirá em torno de US$ 30 milhões em um terminal portuário.
Quando concluída, a hidrovia do Mercosul se tornará um sistema que, além de envolver as lagoas Mirim e dos Patos, atingirá os rios Jacuí e Taquari, o que somará uma extensão superior a 600 quilômetros. Fontana enfatiza que esse corredor deverá contribuir para que aumente a movimentação de cargas em portos como o de Pelotas, Porto Alegre, Cachoeira do Sul e Estrela. Também poderá implicar construções de novos terminais em cidades como Tapes e São Lourenço do Sul. "Será uma revolução na logística do Rio Grande do Sul."
O deputado participou nesta semana, com representantes do Ministério dos Transportes e outros políticos, de reuniões para debater o assunto. O presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), Wilen Manteli, vê com satisfação o interesse de políticos no tema. O dirigente comenta que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) tinha assegurado uma verba de cerca de R$ 20 milhões para realizar a iniciativa.
Manteli adianta que poderão vir do Uruguai cargas como madeira, arroz e minérios. No sentido inverso, o Rio Grande do Sul poderá transportar produtos do agronegócio. O presidente da ABTP aponta que os itens uruguaios poderão acessar, pela via fluvial, o porto do Rio Grande para serem exportados. Outra opção é irem até Estrela e de lá chegar ao centro do Brasil por ferrovias.
Brasil e Líbano assinam memorando de entendimento sobre comércio e investimentos
No quinto dia da missão empresarial brasileira, Miguel Jorge foi recebido pelo presidente do Líbano, Michel Sleiman
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, e o ministro da Economia e Comércio do Líbano, Mohammad Safadi, assinaram hoje (16/4), em Beirute (Líbano), memorando de entendimento sobre comércio e investimentos. O objetivo é ampliar os negócios entre ambos os países, proporcionando às empresas brasileiras, principalmente, maior acesso às vantagens e garantias que o governo libanês oferece para investidores estrangeiros atuarem no país.
Na ocasião também foi assinado Memorando de Entendimento para cooperação técnica entre o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) e o Libnor, órgão similar do Líbano.
O ministro chefia Missão Empresarial ao Oriente Médio, integrada por 86 empresários e representantes de órgãos do governo brasileiro.
Presidente do Líbano
Miguel Jorge foi recebido em audiência pelo presidente do Líbano, Michel Sleiman, e, logo em seguida, pelo primeiro-ministro do país, Saad Hariri.
Ao longo da programação do quinto dia da Missão Empresarial, o ministro também se reuniu com o secretário-geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Emigrantes do Líbano, William Habib, e com o Ministro da Energia e Água, Gebran Bassil. Alem disso, ao longo de todo o dia de hoje, os 86 empresários estão participando de rodadas de negócios com cerca de 460 empresas libanesas.
À noite, a Missão Empresarial ao Oriente Médio retorna ao Brasil, apos cinco dias de viagem, tendo passado por Teerã (Irã), Cairo (Egito) e Beirute (Líbano).



