10.08.10 - tue

Paraná e Santa Catarina terão Primeira Exportação

A assinatura do acordo no Paraná acontece pela manhã, às 10h, no Palácio das Araucárias, sede do governo estadual, enquanto que, em Santa Catarina, o acordo será firmado no interior do estado, em Joinville, às 15h. A principal meta do programa é aumentar as exportações brasileiras com foco especial nas micro e pequenas empresas.

O secretário cita ainda outras medidas importantes para a ampliação do comércio exterior, como a criação do EXIM Brasil, agência de fomento às exportações e importações do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e os projetos desenvolvidos pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

O programa já foi implementado no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Espírito Santo, sendo que neste o Primeiro Exportação foi lançado na última sexta-feira (6/8). O governo estadual da Bahia também irá assinar acordo de cooperação para receber o programa no próximo dia 20 de agosto e, com o lançamento no Paraná e em Santa Catarina, ele irá alcançar nove estados até o final deste mês.

09.08.10 - mon

Aeroportos precisam de R$ 6 bi em quatro anos

"A pior infraestrutura, ou a mais cara, é aquela que não tem", diz Roberto Deutsch, presidente da A-port, joint venture constituída ao final de 2007. "Contamos com R$ 1 bilhão para investir no Brasil nos próximos cinco anos", diz o executivo, indicado pela Camargo Corrêa, pela suíça Flughafen Zurich AG e pela chilena Gestión e Ingeniería para comandar a empresa.

Para ele, dos 67 aeroportos brasileiros, pelo menos 15 ou 20 são passíveis de passar para a iniciativa privada. O que significa que pelo menos 50 deles ficariam com a Infraero.

Para atender ao aumento da demanda Infraero informa que seu plano para os terminais de logística de carga (Rede Teca) prevê investimentos de R$ 533 milhões entre 2010 e 2014, dos quais cerca de R$ 105 milhões serão aplicados este ano. A maior parte dos recursos (47%) servirá para a construção de terminais modulares estruturados, de acordo com a estatal. Os outros 53% serão divididos para a aquisição de equipamentos de logística de carga e a reforma, ampliação, adequação e modernização de complexos logísticos.

09.08.10 - mon

Gargalo logístico eleva custo e pode travar a produção

Gargalo logístico eleva custo e pode travar a produção

Para ele, o impacto dessas deficiências é visível na dificuldade de escoamento da produção, que, nos últimos anos, vem se multiplicando. "Produzir é relativamente fácil. O problema é ver-se diante de filas de navios e caminhões nos portos", diz. Pior, segundo ele, "é que esses problemas entram numa reação em cadeia cujos resultados são custos elevadíssimos."

Embora o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estime que os investimentos em portos, ferrovias e transporte rodoviário cheguem a R$ 76 bilhões nos próximos três anos, há uma série de fatores que precisam ser contornados para a concretização efetiva. Para o setor portuário, que é responsável por 75% a 85% do total das exportações e das importações brasileiras, em termos de valor, o banco acredita que R$ 14 bilhões serão direcionados. Mas esses recursos parecem não ser suficientes.

O Ipea avalia que são necessárias novas instalações portuárias, além de acessos terrestres aos terminais. Afirma ainda que há urgência de espaços para movimentação de cargas, dragagens, sistemas de segurança, sinalização, saneamento e eletrificação dos portos.

Para reduzir em parte os custos logísticos para pelo menos 10% do PIB, a SEP elaborou, em 2007, o Plano Nacional de Dragagem (PND), que receberá R$ 1,6 bilhão do PAC. "Trata-se de um dos maiores programas de dragagem do mundo, mas deveria estar muito mais adiantado", diz Manteli, da ABTP.

Indagado sobre como as empresas estão enfrentando essas deficiências e gargalos em logística - responsável por prover infraestrutura necessária, equipamentos e informações para poder escoar a produção e, claro, exportar parte dela - Moura, do IMAM aponta três saídas. Primeiro, antecipar as necessidades para não interromper a produção. Depois, construir mais e maiores armazéns e centros de distribuição. E, finalmente, investir em equipamentos e sistemas para administrar o excesso de produtos.

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