04.11.10 - thu

Brasil teme uma guinada protecionista

As informações que começaram ontem a chegar de Washington a Brasília permitem prever um Congresso mais protecionista nos EUA e dificuldades para avançar com a agenda de liberalização comercial, disse uma autoridade brasileiro.
Mas nem o Itamaraty nem o Palácio do Planalto têm uma avaliação precisa do que esperar da nova configuração política americana.
O secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, mostrou-se mais otimista, argumentando que a estratégia de superação da crise nos EUA exige uma atuação mais liberal no comércio. Ele não dá como certo que o novo Congresso tornará o país mais protecionista. "O objetivo do governo Obama é dobrar exportações e isso não será feito sem acordos", comentou."
Os novos parlamentares conservadores do movimento Tea Party, de forte tendência nacionalista, são considerados avessos a compromissos multilaterais.

Com informações valor Econômico
04.11.10 - thu

Para Bird, está mais difícil fazer negócios no Brasil

Brasil cai três posições e fica na 127ª posição entre os países onde é mais fácil empreender
Ficou ainda mais difícil fazer negócios no Brasil. O relatório Doing Business 2011, divulgado pelo Banco Mundial na quarta-feira, mostra que o País ficou ainda mais hostil às empresas aqui instaladas: o Brasil caiu da 124.ª posição no ano passado para 127.ª este ano, após ajustes na metodologia, entre 183 países.
O relatório analisa uma série de fatores que facilitam ou complicam a vida das empresas nos países: abertura de empresa, alvarás de construção, registro de propriedade, acesso a crédito, proteção a investidores, pagamento de impostos, facilidade para importação e exportação, cumprimento de contratos e fechamento de empresa.
Os países com melhor colocação foram Cingapura, em primeiro lugar, seguida de Hong Kong, Nova Zelândia, Grã-Bretanha e Estados Unidos. Os piores são Guiné, em 179.º, Eritreia, Burundi, República Centro-Africana e , por último, o Chade, em 183.º.
O Brasil piorou em quase todas as categorias. No item tempo para pagar impostos, o País é o campeão mundial da burocracia – no Brasil, são necessárias 2.600 horas para se pagar taxas, somando tempo para reunir comprovantes, procedimentos, e outros. Como comparação, em países como Emirados Árabes, são consumidas só 12 horas por ano.
Para abrir uma empresa no Brasil, são necessários 15 procedimentos. No Canadá e na Nova Zelândia, para comparar, basta um procedimento para abrir seu negócio. Enquanto no Brasil são necessários 120 dias para abrir a empresa, na Nova Zelândia basta um dia.
Também para se conseguir um alvará de construção, o Brasil bate recordes negativos – são necessários 411 dias. O Haiti é o lanterninha -–1.179 dias – para ter autorização para construir alguma coisa. Em Cingapura, são 25 dias.
A burocracia brasileira exige 14 procedimentos para se registrar uma propriedade. Na Geórgia, Noruega, e Portugal, é possível registrar uma propriedade com apenas um procedimento.

O Brasil tem um dos maiores custos para exportação – US$ 1.790 por contêiner. Na América Latina, só perde da Venezuela, onde o custo é de US$ 2.590 por contêiner. Na Malásia, por exemplo, o custo é de US$ 450 e, no Chile, US$ 745 – tudo isso prejudica a competitividade das exportações brasileiras.

Com informações jornal O Estado de S. Paulo

28.10.10 - thu

Investimento externo vai aumentar no Brasil, aponta pesquisa

A China, que lidera o crescimento econômico mundial, foi a principal receptora de investimentos de empresas nos últimos cinco anos, além de ser apontada como mais atrativa para expansões dos negócios até 2012. Ao todo, 32% dos empresários apontaram os chineses como prioridade em seus planos de expansão internacional. Brasil e Estados Unidos aparecem com 14%, atrás da Índia, com 20%, e à frente da Rússia, que recebeu 9% das menções.

"Mas entre os Bric vejo a liderança partilhada entre Brasil e China, que estão claramente à frente dos demais", diz Newman, para quem "se olharmos apenas pelo lado institucional", o Brasil leva a melhor.

No quesito satisfação com os investimentos realizados nos últimos anos, o Brasil aparece na segunda colocação, com 53% de aprovação, atrás apenas dos 56% registrados pelos russos. Nesse quesito, onde a China aparece em terceiro, com 50%, à frente da Alemanha, com 48%, a Índia surge em penúltimo - com 33%, apenas.

"O otimismo dos empresários é muito maior com o Brasil justamente porque fizemos a lição de casa que boa parte dos emergentes não fez, por isso, inclusive, os investimentos realizados aqui tiveram tanto sucesso", diz Peppe. "Enquanto na Índia um empresário, para vender seu produto, precisa antes contar que a população tenha dinheiro para comprar, no Brasil já estamos fazendo isso há mais tempo, com o Bolsa Família e elevações dos salários."

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