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Administradores vão manter papéis da GVT
A mensagem por trás desse movimento é que os administradores da GVT não vão vender seus papéis - ou, pelo menos, não a totalidade deles. Por meio da Swarth Management, integrantes da diretoria da operadora detêm ações da empresa. Com isso, os executivos da GVT sinalizam, nas entrelinhas, que há potencial de valorização para a companhia. "Os administradores mostram que não estão indo embora, que não estão desistindo do investimento", diz um analista que pediu para não ser identificado.
Desde o anúncio da oferta secundária (de ações já existentes), em 19 de agosto, os papéis da GVT sofreram na bolsa porque os investidores interpretaram o movimento como sinalização dos controladores de que as ações estariam no preço máximo. Além disso, a leitura feita pelo mercado foi que a perspectiva de venda do controle acionário - que sempre rondou a GVT - estaria distante.
O prospecto preliminar da oferta apontava que a Swarth Management exerceria opção de compra de 3,6 milhões de ações e venderia esses mesmos papéis caso fosse colocado o lote suplementar.
Com o ajuste divulgado, a oferta básica passa a ter 21 milhões de ações (e não mais 24 milhões), sendo que o lote suplementar será de 3,15 milhões (15%). Permanecem como vendedores os acionistas Global Village Telecom, Swarth Investments e Swarth Investments Holding. Eles também serão os vendedores em caso de colocação do lote suplementar.
Outra alteração foi o aumento do período de restrição de venda por parte dos acionistas vendedores, que subiu de 90 dias para 180 dias. A Swarth também respeitará o prazo.
Tanto o grupo Swarth como a Global Village Telecom permanecerão com mais de 5% do capital da GVT após a oferta. Segundo a operadora, isso garante que não haverá mudança de controle nos termos previstos pela Agência Nacional de Telecomunicações.
Na véspera do anúncio da oferta, as ações da GVT estavam cotadas a R$ 37. Ontem, fecharam estáveis, a R$ 33,40. Com base nesse último preço, a oferta poderá movimentar R$ 806 milhões, incluindo o lote suplementar.
A GVT chegou ao Novo Mercado da Bovespa em fevereiro de 2007, com uma oferta primária de ações que movimentou R$ 1,1 bilhão.
Fonte:NetMarinha
Siderúrgicas elevam preços
A Usiminas já reajustou os preços dos aços planos de 10% a 12% nestes dias, segundo informou a corretora. A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) também está anunciando um reajuste de 13% válido a partir da próxima segunda-feira, disse a Link, citando o presidente da distribuidora de aços Frefer, Christiano da Cunha Freire, segunda maior empresa independente do setor.
Os analistas da Link esclareceram que a informação dos novos valores não foi confirmada pelas empresas. Na semana passada, a Usiminas informou que reduziria o desconto no aço em 10% a partir do dia 1º. Caso se confirmem, os novos preços indicam a boa recuperação das siderúrgicas após uma queda brutal de demanda nos meses posteriores à crise econômica mundial que obrigou as empresas a desligarem seus altos-fornos.
"O cenário parece tão positivo que os estoques estão caindo, a produção subindo e a demanda interna muito forte, isso tudo aliado aos aumentos dos preços no mercado internacional abriram espaço para as duas principais siderúrgicas brasileiras aumentarem seus preços", dizem os analistas da Link. A demanda interna tem sido puxada tanto pela indústria automobilística como pela linha branca, lembram.
O relatório informa haver a possibilidade de a ArcelorMittal acompanhar o movimento das demais siderúrgicas brasileiras no mercado interno, disse Freire, sempre citado pela corretora. Na avaliação da corretora, a notícia é ótima para o setor. "Não estávamos esperando este aumento nos aços planos, o que traz uma boa mudança em nossos 'valuations', principalmente nas estimativas de lucros para o quarto trimestre", diz relatório assinado por cinco analistas.
Em comunicado divulgado à noite, a CSN informou que foi aprovada a indicação de Alberto Monteiro de Queiroz Netto como diretor-executivo, responsável pela área financeira e mandato até abril de 2011. Benjamin Steinbruch continua diretor-presidente.
Fonte:NetMarinha
Importação cresce com preços baixos
O reaquecimento da economia brasileira e a valorização do real frente ao dólar fizeram com que as importações, sobretudo de bens duráveis e não-duráveis, voltassem a crescer. Cálculos da Tendências Consultoria Integrada, baseados no índice de preços de importados da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex) e na variação do dólar, indicam que os itens importados baixaram mais de preço do que os itens nacionais. Além de alguma redução no próprio preço em dólar, os produtos foram beneficiados pela apreciação do real, o que os tornou mais competitivos frente aos produtos nacionais. No acumulado do ano, os preços de bens duráveis importados tiveram queda de 4,5% em dólar, que representa uma retração de 22,9% quando convertida em reais.
Com preços mais atrativos, os produtos importados voltaram a ganhar espaço. Em julho, pelo terceiro mês consecutivo, o volume importado cresceu, impulsionado também pelo crescimento mais forte da indústria, que teve expansão de 2,2% sobre junho, na série livre de influências sazonais. A alta média das importações foi de 13,1%, desdobrada em crescimento de 10,3% na compra de bens de capital, 12,9% de bens intermediários, de 5,1% em bens duráveis, e de 25,5% em bens não duráveis.
Ao longo dos primeiros sete meses, os preços em dólar também subiram em alguns momentos, mas no acumulado do período, acumulam queda. O índice de preço de bens duráveis importados em dólar registrou altas de 4,4% e 1,7% em março e abril e voltou a cair, 2,5% em junho e 1% em julho, sempre em comparação com o mês anterior. O grupo de bens não duráveis também apresentou recuperação em maio e junho, com altas de 1,2% e 5,5% em dólar, respectivamente. Na conversão para real, porém, os indicadores mantêm trajetória de queda.
"Os preços internacionais começaram a subir em março ou abril, mas depois voltaram a recuar. Com a apreciação do real, eles se mantiveram em queda, formando um cenário que favorece as importações", diz Marcela Prado, responsável pelo cálculo do índice de preços da Tendências.
O mesmo ocorreu com os preços das commodities que, convertidas em real, mantêm trajetória de queda desde novembro do ano passado. Essa queda foi repassada aos preços de insumos negociados na economia doméstica e refletida nas leituras do Índice de Preços por Atacado (IPA) dos Índices Gerais de Preços (IGPs), calculados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O IPA-M, por exemplo, registra quedas consecutivas desde março, acumulando até agosto deflação de 4,55%.
No varejo, que acumula no ano inflação de 3,28%, o repasse da queda dos produtos importados e da própria apreciação do real parece ter sido menos intensa. As vendas ao consumidor se mantiveram relativamente aquecidas, favorecidas pelo incremento da massa real de rendimentos. A demanda firme, diz Marcela Prada, permitiu que parte das empresas mantivesse os preços ou até fizesse reajustes ao longo do ano. A desaceleração lenta no varejo foi registrada no Índice de Preços ao Consumidor (IPC/FGV), no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC/IBGE) e no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que acumulam até julho altas de 3,12%, 2,99% e 2,81%, respectivamente.
O economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, observa que o efeito do câmbio nos preços internos pode ser melhor notado em grupos do varejo que possuem parcela de importados, produtos com componentes importados ou que têm os preços balizados pelo mercado internacional (os chamados 'tradables'). "Eletrodomésticos e eletroeletrônicos não sofreram só efeito do IPI reduzido, também houve impacto do câmbio. Vestuário ainda sofreu um efeito sazonal de liquidações de inverno, mas certamente o câmbio é um dos elementos favoráveis à menor inflação nesse semestre."
Entre os itens do IPCA que apresentaram desaceleração nos preços, acompanhando o câmbio, estão farinha de trigo (com deflação no ano de 7,36%, ante alta de 23,26% no mesmo intervalo do ano passado), óleo de soja (queda de 5,11% ante alta de 25,48%), refrigerador (queda de 7,41% ante retração de 1,74%), máquina de lavar roupa (queda de 6,41% ante alta de deflação de 0,38%).
"A apreciação do real mais recente, ainda que não seja expressiva, acaba favorecendo a importação", observa Francis Kinder, analista da Rosenberg & Associados. Ele considera, porém que os efeitos da depreciação do dólar sobre os preços praticados no mercado interno estão menos intensos do que no passado. "As indústrias trabalharam com estoques maiores e, da mesma forma que não repassaram a alta dos componentes importados no fim do ano passado, tendem a manter os preços agora porque a demanda está firme."
Marcela Prada considera que o reaquecimento da economia brasileira foi o principal fator responsável pela desaceleração lenta da inflação no mercado interno e pelo incremento das importações a partir de junho, sobretudo no caso de bens duráveis e não duráveis. "O preço inferior ao da produção nacional é um fator que estimula as compras, mas eles estão menores há meses e só recentemente as importações voltaram a crescer. A recuperação da economia é o fator que determinou a volta das importações", avalia.
De acordo com os indicadores de importação da Funcex, o volume de compras registrou recuperação nos últimos meses em comparação com os três meses anteriores. O grupo de bens duráveis cresceu por três meses consecutivos, com variações de 1,7% em maio, 21% em junho e 5,1% em julho. As compras externas de bens não duráveis cresceram 3,4% em maio, tiveram queda de 11,5% em junho e voltaram a subir 25,5% em julho.
Registraram recuperação no volume de importados nos últimos três meses os setores produtos têxteis (25,3%), máquinas para escritório e de informática (29,7%), material eletrônico e de comunicações (13,5%), móveis e indústrias diversas (21,6%). Os preços desses itens registraram no período variações entre queda de 6% (têxteis) a alta de 6,8% (eletrônicos). As valorizações, porém, foram mais do que compensadas pela queda de 19,3% do dólar comercial em relação ao real registrada no período.
Para o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, o efeito do câmbio como estimulador das importações fica mas evidente a partir de agosto. "O cenário começa a mudar por causa do câmbio e há tendência de aceleração das importações sobretudo de bens intermediários e bens de consumo porque o câmbio está tornando o item importado mais competitivo", afirma.
A AEB estima que a média diária de importações deva permanecer acima de US$ 500 milhões no segundo semestre, ante média diária de US$ 467,2 milhões verificada entre janeiro e a terceira semana de agosto. Castro observa que a média diária acelerou a partir de abril. "O mercado interno foi muito pouco afetado pela crise e apresenta um sopro de crescimento. Diferentes projeções indicam que o dólar deve ficar no patamar de hoje. Naturalmente haverá um aumento das importações", diz Castro. A AEB projeta para o ano US$ 124,8 bilhões em importações (queda de 28%) e US$ 146,2 bilhões em exportações (queda de 26,1%), com saldo de US$ 21,365 bilhões.
Fonte:NetMarinha

