09.12.11 - fri

Empresas reorganizam rotas para o inverno

Com o objetivo de equilibrar a oferta e a demanda durante a baixa temporada as empresas CMA CGM, CSAV e CSCL juntamente com a Hamburg Süd e a Maersk Line se uniram para fazer os mesmos trajetos entre a Ásia, África do Sul e América do Sul a partir deste mês.
Existem dois serviços semanais que são operados atualmente nesta rota comercial. Assim, no período entre dezembro 2011 e maio de 2012, os navios Asax SEAS operados pela CMA CGM, CSAV e CSCL irão revezar suas operações com os navios ASAS NGX operados pela Hamburg Süd e Maersk Line.
A capacidade atual implantada com essa reestruturação pelas transportadoras serviço permanecerá inalterada e independente.
Conseqüentemente, os serviços oferecidos na Ásia, na África do Sul e na América do Sulserá organizado da seguinte forma:
A Asax SEAS que possuía 11 navios de 6500 Teus e a ASAS NGX que contava com 11 navios de 7100-7450 Teus passarão a operar com 11 navios de 4200-4600 Teus de ambas as operadoras.
A rota permanecerá a mesma: Shanghai – Ningbo – Nansha – Hong Kong – Chiwan – Tanjung Pelepas – Singapura – Durban – Rio de Janeiro – Paranaguá – Itajaí – Santos – Port Elizabeth – Durban – Cingapura – Hong Kong – Shanghai.
O primeiro navio deste novo serviço comum será o Cap vela Jackson e sairá de Xangai em 16 de dezembro.
Esta nova organização vai garantir uma cobertura adequada e tempos de trânsito competitivos para a Ásia, África do Sul e América do Sul. Além de reduzir os prejuízos de transporte dos navios sem suas capacidades completas.


Por: Guia Marítimo


 

08.12.11 - thu

China foca atenção nos mercados emergentes como o Brasil

China foca atenção nos mercados emergentes como o Brasil

A China mantém seu alerta aceso sobre os mercados emergentes, em destaque os que compõem o BRICS – Brasil, Rússia, Índia e África do Sul – para manter sua expansão e constante crescimento. A informação é do diretor da CCIBC (Câmara Brasil – China de Comércio e Indústria), Kevin Tang.

“Apesar de hoje a China investir quase metade do valor que recebe de investimentos, a crise faz com que o país busque parceiros estratégicos e inicie o radar para localizar bons negócios para manter seu êxito no crescimento interno”, disse.

De acordo com Tang, os investimentos chineses em 2010 somaram US$ 59 bilhões, enquanto os aportes na China chegaram aos US$ 95 bilhões. “Aquisições de empresas brasileiras tem sido um dos focos das grandes empresas chinesas. Empresários da grande potência asiática preferem comprar empresas com nome e instalações que já dão frutos para expandirem os seus negócios aqui no Brasil.”

O maior negócio até hoje, por meio desta forma, foi feito com a compra de 40% da Repsol pela Sinopec por US$ 7,1 bilhões.

Comércio Exterior

“Dentre os desafios hoje enfrentados no comércio bilateral estão o câmbio, a crise mundial, a complexidade da legislação e tributos brasileiros, a falta de infraestrutura e de mão de obra de qualidade”, explica o diretor da CCIBC.

Hoje o Brasil vende commodities e serviços à China e compra manufaturados e produtos industrializados, fato que remeteria a um déficit comercial, uma vez que os produtos importados contém maior valor agregado do que as matérias primas exportadas. Contudo, a quantidade nas trocas comerciais, ainda, possibilita um superávit para o Brasil.

Com base nas projeções do diretor, o comércio entre os dois países somará US$ 70 bilhões este ano e será de no mínimo US$ 100 bilhões em 2013.

“O Brasil é hoje o sétimo parceiro comercial da China, em 2013 será o quinto. E a China é e permanecerá estável no posto de principal interlocutor de negócios com a potência brasileira.”

Para concluir Tang enfatiza que “para negociar com os chineses e inserirmos mais produtos lá, é necessário ir à China, conversar com os executivos, ir jantar em suas casas, e falar, de preferência a língua deles, ou então o bom e velho inglês universal.”

Karina Nappi

08.12.11 - thu

RFB e Camex criarão cadastro positivo para exportadores e importadores

O governo tem estudos avançados para a reforma do marco regulatório do comércio exterior, cujo principal dispositivo em análise, e que deve ser criado já em 2012, será o cadastro positivo para exportadores e importadores. A medida, desenhada e impulsionada pela Receita Federal e em estudo na Câmara de Comércio Exterior (Camex), concederia uma espécie de pré-aprovação para desembaraço aduaneiro às empresas cujos procedimentos produtivos, tributários e trabalhistas estão enquadrados na legislação brasileira. A reformulação do comércio exterior segue determinação expressa da presidente Dilma Rousseff

As exportadoras e importadoras que cumprirem as normas de controle aduaneiro e obtiverem o cadastro positivo não precisarão, por exemplo, ter toda a sua carga atracada nos portos para verificação. A própria empresa faria uma auditoria interna. Além disso, haverá o reconhecimento mútuo das empresas que fazem negócios entre si, seja na cadeia produtiva, seja em processos entre exportadores e importadores. A estratégia do governo é trazer as próprias empresas para o controle e cumprimento das regras, aumentando a responsabilidade delas.
Por envolver relações entre a aduana brasileira e as internacionais, a Receita, por seu lado, já organiza diligências de técnicos para conversas em outros países. A ideia é que os fiscais brasileiros possam atuar no país de origem do produto importado pelo Brasil e sejam reconhecidos no exterior como se fossem funcionários da aduana do próprio país - e vice-versa. Já há entendimentos avançados entre o governo brasileiro e o governo argentino sobre a institucionalização do cadastro positivo.

Esse procedimento de reconhecer o fiscal de outro país, denominado de "operador econômico autorizado", é amplamente praticado por países como os Estados Unidos, que contam com representantes no Brasil para fiscalizar, por exemplo, as frutas de Petrolina (PE) exportadas para os EUA.

Segundo uma fonte do primeiro escalão do governo, o centro das reformas para o comércio exterior é a "modernização" da área, que está "atrasada ao nível do desastre" no Brasil. A principal crítica dos que defendem uma reformulação imediata da área refere-se ao Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex). De acordo com uma fonte do governo que acompanha o comércio externo desde o fim dos anos 1980, o Siscomex se "degradou", ao não acompanhar o desenvolvimento tecnológico.

"A própria existência do Siscomex estimulou muitos órgãos que não tinham controle do comércio exterior a adotar um sistema", critica a fonte, que elenca a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e os ministérios da Agricultura e do Exército como diferentes instâncias a que uma empresa é submetida, além do Siscomex, para poder fazer negócios com o exterior no Brasil.

Ao todo, de acordo com a mesma autoridade da área, são 17 diferentes instâncias. "Os mais aparamentados, como a Anvisa, desenvolveram sistemas paralelos que não estão sequer integrados ao Siscomex. Precisamos reintegrar todos esses processos", afirma.

Por determinação da presidente Dilma Rousseff, a principal missão do ministro Fernando Pimentel, de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), e do secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, em 2012 é implementar a modernização dos sistemas de comércio exterior do país.

A avaliação de Dilma é que os esforços do MDIC e da Receita ficaram concentrados, em 2011, na formulação e aprimoramento (durante a tramitação no Congresso) da MP 540, que criou o programa Brasil Maior. "Agora as atenções estão concentradas totalmente no comércio exterior", disse a fonte, para quem medidas como o cadastro positivo devem ser iniciadas já em 2012.

Além do gargalo tecnológico - a falta de equipamentos atualizados nos portos brasileiros - os técnicos do governo também entendem que é preciso simplificar a legislação tributária, como o PIS/Cofins, que geram crédito tributário aos exportadores.

Por: NetMarinha

«   17 18 19 20 21 22 23  ›  »