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09.09.09 - wed
Múltis tentam evitar que Argentina eleve imposto sobre eletrônicos
Fabricantes multinacionais de produtos eletrônicos promoveram um intenso lobby de última hora contra um projeto de lei em tramitação no Senado da Argentina que pode dobrar o imposto sobre o valor agregado de celulares, televisores e câmeras.
O aumento, que foi aprovado pela Câmara dos Deputados em agosto, foi proposto pela presidente Cristina Kirchner para aumentar a fraca receita de impostos e estimular a produção industrial local e a criação de empregos no país.
O chamado "impuestazo" pode dobrar para 21% o imposto sobre o valor agregado da maioria dos eletrônicos produzidos fora da zona franca da Terra do Fogo.
Cristina diz que o projeto implicaria "menos dólares saindo do país para pagar importações e mais empregos os argentinos".
Desde que tomou posse, em dezembro de 2007, Cristina mostrou-se comprometida ideologicamente com políticas econômicas nacionalistas, criando barreiras comerciais e assumindo o controle dos fundos de pensão privados e da Aerolíneas Argentinas.
Em 2 de setembro, o governo não conseguiu o número suficiente de senadores para votar a proposta, em parte porque um punhado de legisladores favoráveis ao governo estava doente. A liderança do Senado disse que o projeto é prioritário, mas não se sabe quando será submetido a votação.
A Câmara de Informática e Comunicações, que representa muitas multinacionais na Argentina, diz que a proposta de tributação elevaria o preço de produtos como monitores de computadores e celulares em 34% e deixaria a economia argentina menos competitiva ao limitar o acesso a tecnologia.
"Obviamente os preços vão aumentar para a nossa linha de produtos", afirmou Juan Hernán de Carlo, coordenador de marketing da japonesa Canon na Argentina, que vende câmeras, videocâmeras e impressoras no país. "Isso certamente vai prejudicar nossos negócios."
A Câmara Argentina de Máquinas de Escritório, Comerciais e Afins e a Associação Argentina de Televisões a Cabo estão trabalhando para derrotar a proposta.
Os impostos altos e os custos de transporte já fazem com que os eletrônicos sejam mais caros na Argentina do que na maioria dos outros países da América Latina. Comunidades foram criadas no Facebook para protestar contra o aumento do imposto, e os hackers argentinos divulgaram um manifesto em vários websites do governo chamando a proposta de "retrógrada e infantil".
A Argentina começou a oferecer incentivos fiscais ao estabelecimento de fábricas de eletrônicos na Terra do Fogo nos anos 70, para estimular o desenvolvimento no isolado arquipélago no extremo sul do país. As operações lá até hoje continuam modestas. As indústrias ali instaladas respondem por apenas US$ 300 milhões do mercado de cerca de US$ 4 bilhões em telecomunicações e computação da Argentina, de acordo com um estudo de estudantes da Universidade Columbia, dos EUA, e da Universidade San Andrés, da Argentina.
"Quando o governo argentino aumenta impostos em tecnologia para beneficiar umas poucas e tolas linhas de montagem, isso mostra que ele não entende o mundo moderno nem o papel da Argentina nele", afirmou Julian Gallo, consultor de tecnologia argentino.
No ano passado, os argentinos compraram cerca de 10 milhões de celulares, no valor de US$ 1 bilhão, disse Enrique Carrier, analista de tecnologia em Buenos Aires. Apenas 2% foram fabricados na Argentina; 65% foram importados do Brasil e 20% do México, de acordo com a Câmara de Informática.
Os fabricantes multinacionais de telefones celulares, como Nokia, Motorola, Sony, Ericsson e Samsung, podem ver as suas vendas afundar devido ao aumento do imposto, dizem analistas.
De acordo com o senador Ernesto Sanz, um líder da oposição contrário ao aumento do imposto, a Terra do Fogo receberia cerca de um quinto dos esperados US$ 78 milhões em nova arrecadação.
O analista político Carlos Germano diz que o aumento do imposto representa, em parte, a retribuição do governo a um favor político dado por um dupla de senadores de oposição da Terra do Fogo. Os dois senadores recentemente descumpriram a orientação de seu partido e votaram com o governo na proposta legislativa que renovou os poderes especiais de Kirchner sobre alocações de verba do orçamento. O governo afirma que está tentando aumentar o imposto para beneficiar a indústria local, e não pela política do é dando que se recebe.
Fonte:NetMarinha
O aumento, que foi aprovado pela Câmara dos Deputados em agosto, foi proposto pela presidente Cristina Kirchner para aumentar a fraca receita de impostos e estimular a produção industrial local e a criação de empregos no país.
O chamado "impuestazo" pode dobrar para 21% o imposto sobre o valor agregado da maioria dos eletrônicos produzidos fora da zona franca da Terra do Fogo.
Cristina diz que o projeto implicaria "menos dólares saindo do país para pagar importações e mais empregos os argentinos".
Desde que tomou posse, em dezembro de 2007, Cristina mostrou-se comprometida ideologicamente com políticas econômicas nacionalistas, criando barreiras comerciais e assumindo o controle dos fundos de pensão privados e da Aerolíneas Argentinas.
Em 2 de setembro, o governo não conseguiu o número suficiente de senadores para votar a proposta, em parte porque um punhado de legisladores favoráveis ao governo estava doente. A liderança do Senado disse que o projeto é prioritário, mas não se sabe quando será submetido a votação.
A Câmara de Informática e Comunicações, que representa muitas multinacionais na Argentina, diz que a proposta de tributação elevaria o preço de produtos como monitores de computadores e celulares em 34% e deixaria a economia argentina menos competitiva ao limitar o acesso a tecnologia.
"Obviamente os preços vão aumentar para a nossa linha de produtos", afirmou Juan Hernán de Carlo, coordenador de marketing da japonesa Canon na Argentina, que vende câmeras, videocâmeras e impressoras no país. "Isso certamente vai prejudicar nossos negócios."
A Câmara Argentina de Máquinas de Escritório, Comerciais e Afins e a Associação Argentina de Televisões a Cabo estão trabalhando para derrotar a proposta.
Os impostos altos e os custos de transporte já fazem com que os eletrônicos sejam mais caros na Argentina do que na maioria dos outros países da América Latina. Comunidades foram criadas no Facebook para protestar contra o aumento do imposto, e os hackers argentinos divulgaram um manifesto em vários websites do governo chamando a proposta de "retrógrada e infantil".
A Argentina começou a oferecer incentivos fiscais ao estabelecimento de fábricas de eletrônicos na Terra do Fogo nos anos 70, para estimular o desenvolvimento no isolado arquipélago no extremo sul do país. As operações lá até hoje continuam modestas. As indústrias ali instaladas respondem por apenas US$ 300 milhões do mercado de cerca de US$ 4 bilhões em telecomunicações e computação da Argentina, de acordo com um estudo de estudantes da Universidade Columbia, dos EUA, e da Universidade San Andrés, da Argentina.
"Quando o governo argentino aumenta impostos em tecnologia para beneficiar umas poucas e tolas linhas de montagem, isso mostra que ele não entende o mundo moderno nem o papel da Argentina nele", afirmou Julian Gallo, consultor de tecnologia argentino.
No ano passado, os argentinos compraram cerca de 10 milhões de celulares, no valor de US$ 1 bilhão, disse Enrique Carrier, analista de tecnologia em Buenos Aires. Apenas 2% foram fabricados na Argentina; 65% foram importados do Brasil e 20% do México, de acordo com a Câmara de Informática.
Os fabricantes multinacionais de telefones celulares, como Nokia, Motorola, Sony, Ericsson e Samsung, podem ver as suas vendas afundar devido ao aumento do imposto, dizem analistas.
De acordo com o senador Ernesto Sanz, um líder da oposição contrário ao aumento do imposto, a Terra do Fogo receberia cerca de um quinto dos esperados US$ 78 milhões em nova arrecadação.
O analista político Carlos Germano diz que o aumento do imposto representa, em parte, a retribuição do governo a um favor político dado por um dupla de senadores de oposição da Terra do Fogo. Os dois senadores recentemente descumpriram a orientação de seu partido e votaram com o governo na proposta legislativa que renovou os poderes especiais de Kirchner sobre alocações de verba do orçamento. O governo afirma que está tentando aumentar o imposto para beneficiar a indústria local, e não pela política do é dando que se recebe.
Fonte:NetMarinha
09.09.09 - wed
Embraer também recebe subvenção de europeus, diz a Bombardier
O construtor aeronáutico canadense Bombardier avisou ontem que não recebe sozinho subvenções europeias. E apontou que sua concorrente Embraer igualmente obtém ajuda europeia, através do governo de Portugal para um investimento em Évora.
"Estamos atentos a essa ajuda que a Embraer recebe dos portugueses", afirmou um porta-voz da empresa canadense, reagindo às informações de que o construtor brasileiro se queixou na Comissão Europeia contra subsídios dados pelo Reino Unido para a Bombardier produzir asas do material composite na Irlanda do Norte.
A Embraer instalou em Évora uma unidade para fabricação de estruturas metálicas (asas) e outra para produção de materiais compósitos (caudas), num investimento inicial de € 148 milhões e criação de 570 postos de trabalho. "Comunicado do governo e publicações da imprensa mostram que a Embraer recebe subvenções", disse o porta-voz da fabricante canadense.
O governo de Portugal indicou aos brasileiros que a ajuda é compatível com a legislação de concorrência europeia. Para a Embraer, porém, esse não seria o caso com os subsídios que a Bombardier recebe dos britânicos.
O porta-voz canadense evitou comentários sobre o desenvolvimento de uma nova briga entre os dois construtores de jatos regionais sobre subvenções para lançamento de novas aeronaves, tema que está causando uma guerra comercial entre os gigantes americano Boeing e europeu Airbus.
A Embraer aguarda a publicação de decisão da Comissão Europeia, que confirmou ajuda do Reino Unido equivalente a US$ 184,5 milhões para a Bombardier, para decidir se recorre à Corte Europeia de Justiça.
Desde o ano passado, quando a Bombardier anunciou que lançaria os novos jatos regionais C series, de 110 a 130 assentos, a Embraer ameaçou questionar os subsídios na Organização Mundial do Comércio (OMC).
Como nota o jornal "The Gazette", de Montreal, o que está em jogo é enorme - estimativa de dezenas de bilhões de dólares em vendas de jatos regionais nos próximos 20 anos.
Fonte:NetMarinha
"Estamos atentos a essa ajuda que a Embraer recebe dos portugueses", afirmou um porta-voz da empresa canadense, reagindo às informações de que o construtor brasileiro se queixou na Comissão Europeia contra subsídios dados pelo Reino Unido para a Bombardier produzir asas do material composite na Irlanda do Norte.
A Embraer instalou em Évora uma unidade para fabricação de estruturas metálicas (asas) e outra para produção de materiais compósitos (caudas), num investimento inicial de € 148 milhões e criação de 570 postos de trabalho. "Comunicado do governo e publicações da imprensa mostram que a Embraer recebe subvenções", disse o porta-voz da fabricante canadense.
O governo de Portugal indicou aos brasileiros que a ajuda é compatível com a legislação de concorrência europeia. Para a Embraer, porém, esse não seria o caso com os subsídios que a Bombardier recebe dos britânicos.
O porta-voz canadense evitou comentários sobre o desenvolvimento de uma nova briga entre os dois construtores de jatos regionais sobre subvenções para lançamento de novas aeronaves, tema que está causando uma guerra comercial entre os gigantes americano Boeing e europeu Airbus.
A Embraer aguarda a publicação de decisão da Comissão Europeia, que confirmou ajuda do Reino Unido equivalente a US$ 184,5 milhões para a Bombardier, para decidir se recorre à Corte Europeia de Justiça.
Desde o ano passado, quando a Bombardier anunciou que lançaria os novos jatos regionais C series, de 110 a 130 assentos, a Embraer ameaçou questionar os subsídios na Organização Mundial do Comércio (OMC).
Como nota o jornal "The Gazette", de Montreal, o que está em jogo é enorme - estimativa de dezenas de bilhões de dólares em vendas de jatos regionais nos próximos 20 anos.
Fonte:NetMarinha
08.09.09 - tue
Sol Linhas Aéreas iniciará voos ainda este mês
A Sol Linhas Aéreas, mais nova empresa de transporte aéreo regional do País vai iniciar voos regulares entre Cascavel, Foz do Iguaçu, Curitiba e Maringá ainda nesta segunda quinzena de setembro. O anúncio foi feito pelo presidente da empresa, empresário Marcos Solano Vale, na tarde desta quinta-feira, na sede da Agência Nacional de Aviação Civil, em Brasília.
Na ocasião, Marcos Solano e Danieli Pinho Alcântara, representando a diretora presidente da Anac, Solange Paiva Vieira, firmaram o contrato de concessão, que autoriza a nova empresa “a explorar serviços de transporte público de passageiros, carga e mala postal de natureza regular em âmbito doméstico e internacional”, nos próximos 10 anos.
A solenidade contou com a presença do prefeito Edgar Bueno e Secretário de Obras de Cascavel Paulo Gorski, do presidente da Associação Comercial e Industrial de Cascavel, Marcos Roberto Teixeira, deputado federal Fernando Giacobo e deputado estadual professor José Lemos, além do consultor Rubens Kominski.
A nova empresa já dispõe de uma aeronave em solo e na sequência receberá outras quatro adquiridas junto à Let Aircraft, da República Tcheca. São aviões turbo-hélice de última geração, para transporte de 19 passageiros, mais tripulação. A Sol é uma iniciativa que pretende oferecer alternativas de transporte aéreo adequadas à crescente demanda das principais concentrações urbanas, que hoje não são atendidas integralmente por este modal.
“Nossa proposta é contribuir para a integração e desenvolvimento regional. Vamos oferecer alternativas de vôos compatíveis, por um preço justo, com conforto, segurança e pontualidade”, resume Marcos Solano.
A Sol está sendo aprovada depois de cumprir todos os requisitos legais. O primeiro passo foi a Autorização de Funcionamento Jurídico, expedido pela Anac para a empresa em 15 de outubro de 2008. A segunda etapa, a obtenção do Certificado de Homologação de Empresa de Transporte Aéreo (Cheta), o que ocorreu em 31 de julho deste ano.
Após da assinatura do contrato de concessão nesta quinta-feira, resta apenas a aprovação, pela Anac, de rotas e horários definitivos, o que deve acontecer, segundo prevê Marcos Solano Vale no decorrer desta segunda quinzena de setembro. As operações iniciam com voos diários entre Curitiba, Cascavel, Foz do Iguaçu e Maringá, mas novas linhas serão incorporadas gradativamente, integrando outras cidades paranaenses, dos estados e países vizinhos.
Fonte:NetMarinha
Na ocasião, Marcos Solano e Danieli Pinho Alcântara, representando a diretora presidente da Anac, Solange Paiva Vieira, firmaram o contrato de concessão, que autoriza a nova empresa “a explorar serviços de transporte público de passageiros, carga e mala postal de natureza regular em âmbito doméstico e internacional”, nos próximos 10 anos.
A solenidade contou com a presença do prefeito Edgar Bueno e Secretário de Obras de Cascavel Paulo Gorski, do presidente da Associação Comercial e Industrial de Cascavel, Marcos Roberto Teixeira, deputado federal Fernando Giacobo e deputado estadual professor José Lemos, além do consultor Rubens Kominski.
A nova empresa já dispõe de uma aeronave em solo e na sequência receberá outras quatro adquiridas junto à Let Aircraft, da República Tcheca. São aviões turbo-hélice de última geração, para transporte de 19 passageiros, mais tripulação. A Sol é uma iniciativa que pretende oferecer alternativas de transporte aéreo adequadas à crescente demanda das principais concentrações urbanas, que hoje não são atendidas integralmente por este modal.
“Nossa proposta é contribuir para a integração e desenvolvimento regional. Vamos oferecer alternativas de vôos compatíveis, por um preço justo, com conforto, segurança e pontualidade”, resume Marcos Solano.
A Sol está sendo aprovada depois de cumprir todos os requisitos legais. O primeiro passo foi a Autorização de Funcionamento Jurídico, expedido pela Anac para a empresa em 15 de outubro de 2008. A segunda etapa, a obtenção do Certificado de Homologação de Empresa de Transporte Aéreo (Cheta), o que ocorreu em 31 de julho deste ano.
Após da assinatura do contrato de concessão nesta quinta-feira, resta apenas a aprovação, pela Anac, de rotas e horários definitivos, o que deve acontecer, segundo prevê Marcos Solano Vale no decorrer desta segunda quinzena de setembro. As operações iniciam com voos diários entre Curitiba, Cascavel, Foz do Iguaçu e Maringá, mas novas linhas serão incorporadas gradativamente, integrando outras cidades paranaenses, dos estados e países vizinhos.
Fonte:NetMarinha

