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10.09.09 - thu
Empresários brasileiros participam de feira internacional do mel na França
Contagem regressiva para a participação de empresários e instituições brasileiras ligadas ao setor de mel na da 41ª edição da Apimondia, que acontece de 15 a 20 de setembro, em Montpellier, sul da França. O evento é um grande congresso mundial onde são apresentadas pesquisas, tendências de mercado, novas tecnologias, estatísticas, este é o principal evento internacional no segmento de mel e derivados. Paralelo ao Congresso, acontece a ApiExpo Exhibition, uma feira onde os participantes visam promover e concretizar negócios.
A Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (ABEMEL) coordena a participação brasileira em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil), apoio da Confederação Brasileira de Apicultura (CBA) e do Serviço de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE).
O setor estará presente na ação através de um estande institucional e comercial na ApiExpo, APIMONDIA -2009, além disso, estão sendo elaboradas a marca Honey from Brasil, material promocional, site institucional – www.honeyfrombrasil.com.br e ações de divulgação e degustação durante a Feira. Estarão presentes na Apimondia apicultores, técnicos, cientistas, importadores, distribuidores, governo, instituições ligadas ao setor, fornecedores de produtos para o segmento e imprensa de todo o mundo, tornando-se um cenário ideal para a divulgação da apicultura brasileira, e, principalmente, para os empresários brasileiros se reciclarem e fecharem negócios. O Brasil comemora a participação de 16 empresas do setor já nessa primeira ação do Projeto Honey from Brasil, o que é considerado uma expressiva adesão. Mostrando o potencial e a confiança dos empresários nessa iniciativa.
“A participação na Apimondia 2009 aumentará a percepção do mundo em relação aos produtos apícolas brasileiro, gerando possibilidades de posicionar e consolidar o Brasil como um potencial produtor em quantidade, qualidade e valorização , bem como realização de vendas, a ampliação do network e visão de mercado internacional”, declara Joelma Lambertucci de Brito, presidente da ABEMEL.
Projeto
Ainda de acordo com o gerente, a Abemel vê na participação conjunta brasileira na Apimondia uma oportunidade para mobilizar os empresários e entidades ligadas ao setor para a criação de um Projeto Setorial Integrado do segmento do Mel e derivados em parceria com a Apex Brasil. Este objetiva visa unir forças em prol da divulgação do mel brasileiro no mundo, do aumento das exportações, da criação de um novo conceito em relação ao produto brasileiro e da busca por novos mercados compradores. “É uma mudança de paradigmas, essa participação do Mel Brasileiro na Apimondia 2009, ira mostrar ao mundo que temos um setor organizado, com produtos diferenciados e empresários comprometidos com o mercado internacional, estou muito otimista com esse Projeto”, finaliza Prado Ribeiro.
No acumulado de janeiro a julho de 2009, observa-se um crescimento de 112% no que tange as exportações do setor de mel e derivados em relação a igual período de 2008, um setor em plena capacidade de expansão. Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, Canadá e Japão foram os cinco principais destinos de exportação.
Bahia
De acordo com o gerente do Projeto Honey from Brasil, Rafael do Prado Ribeiro, a expectativa é de que a Bahia entre efetivamente no Projeto e aumente suas exportações ano a ano, passando a participar das ações de promoção comercial a partir de 2010 mesmo que em pequena escala. “As perspectivas São de que os entrepostos certificados para exportação passem a operar em 2010 na Bahia, dando ao Estado, grande produtor de mel, a condição de estar vendendo o seu produto diretamente aos paises importadores”
Fonte:NetMarinha
A Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (ABEMEL) coordena a participação brasileira em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil), apoio da Confederação Brasileira de Apicultura (CBA) e do Serviço de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE).
O setor estará presente na ação através de um estande institucional e comercial na ApiExpo, APIMONDIA -2009, além disso, estão sendo elaboradas a marca Honey from Brasil, material promocional, site institucional – www.honeyfrombrasil.com.br e ações de divulgação e degustação durante a Feira. Estarão presentes na Apimondia apicultores, técnicos, cientistas, importadores, distribuidores, governo, instituições ligadas ao setor, fornecedores de produtos para o segmento e imprensa de todo o mundo, tornando-se um cenário ideal para a divulgação da apicultura brasileira, e, principalmente, para os empresários brasileiros se reciclarem e fecharem negócios. O Brasil comemora a participação de 16 empresas do setor já nessa primeira ação do Projeto Honey from Brasil, o que é considerado uma expressiva adesão. Mostrando o potencial e a confiança dos empresários nessa iniciativa.
“A participação na Apimondia 2009 aumentará a percepção do mundo em relação aos produtos apícolas brasileiro, gerando possibilidades de posicionar e consolidar o Brasil como um potencial produtor em quantidade, qualidade e valorização , bem como realização de vendas, a ampliação do network e visão de mercado internacional”, declara Joelma Lambertucci de Brito, presidente da ABEMEL.
Projeto
Ainda de acordo com o gerente, a Abemel vê na participação conjunta brasileira na Apimondia uma oportunidade para mobilizar os empresários e entidades ligadas ao setor para a criação de um Projeto Setorial Integrado do segmento do Mel e derivados em parceria com a Apex Brasil. Este objetiva visa unir forças em prol da divulgação do mel brasileiro no mundo, do aumento das exportações, da criação de um novo conceito em relação ao produto brasileiro e da busca por novos mercados compradores. “É uma mudança de paradigmas, essa participação do Mel Brasileiro na Apimondia 2009, ira mostrar ao mundo que temos um setor organizado, com produtos diferenciados e empresários comprometidos com o mercado internacional, estou muito otimista com esse Projeto”, finaliza Prado Ribeiro.
No acumulado de janeiro a julho de 2009, observa-se um crescimento de 112% no que tange as exportações do setor de mel e derivados em relação a igual período de 2008, um setor em plena capacidade de expansão. Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, Canadá e Japão foram os cinco principais destinos de exportação.
Bahia
De acordo com o gerente do Projeto Honey from Brasil, Rafael do Prado Ribeiro, a expectativa é de que a Bahia entre efetivamente no Projeto e aumente suas exportações ano a ano, passando a participar das ações de promoção comercial a partir de 2010 mesmo que em pequena escala. “As perspectivas São de que os entrepostos certificados para exportação passem a operar em 2010 na Bahia, dando ao Estado, grande produtor de mel, a condição de estar vendendo o seu produto diretamente aos paises importadores”
Fonte:NetMarinha
10.09.09 - thu
Governo tem planos para reestruturar Porto de Antonina
O governo do Estado, por meio da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), está desenvolvendo estudos para reestruturar e dar nova configuração aos terminais que compõem o complexo portuário de Antonina. O Terminal da Ponta do Félix, arrendado para operação pela iniciativa privada, desde a década de 90, terá que passar por um processo de modernização para atender às demandas de cargas frigorificadas, que foram objeto do contrato de arrendamento. Já para o Porto Barão de Teffé, a proposta é de transformá-lo em um condomínio industrial de apoio marítimo.
Na entrevista a seguir, o superintendente da Appa, Daniel Lúcio Oliveira de Souza, esclarece a situação atual dos terminais e os projetos previstos para o complexo, que levam em conta sua importância para a economia do Estado e para a população de Antonina.
Quais são as propostas da Appa para o Porto de Antonina?
Estamos desenvolvendo um novo projeto para converter a área do Porto Barão de Teffé em um condomínio industrial de apoio marítimo. Antonina seria o representante do Paraná na inserção dos nossos portos na exploração do petróleo do Pré-Sal, sendo ali uma base das embarcações que irão assistir às plataformas de petróleo. Poderemos nesse condomínio - com barracões industriais a serem licitados a empresas especializadas, por exemplo - fazer reparos navais também. O projeto, que pretendemos apresentar ao governador Roberto Requião contempla um investimento em uma “doca seca”, que permitirá não só à nossa draga própria, que está em fase de compra, fazer suas manutenções e reparos programados, como também servir a esse condomínio.
Dessa forma, o Porto Barão de Teffé se transforma, gerando emprego e renda na cidade. É uma revitalização importante e, também, uma infraestrutura importante. A iniciativa foi, inclusive, elogiada pelo comandante do 5.º Distrito Naval, Arthur Pires Ramos, que esteve recentemente nos visitando. Ele considerou a ideia excelente.
Temos, ainda, um projeto de revitalização da sede administrativa que, aliado a esse condomínio, junta-se operacionalmente ao Terminal da Ponta do Félix, que tem uma operação privada, mas é também um espaço público.
O que impede, hoje, o Porto Barão de Teffé de receber navios?
Nosso querido e antigo porto Barão de Teffé já foi um dos importantes portos do Brasil, ao lado do antigo Porto Matarazzo, e dos trapiches que estavam todos distribuídos ao largo da Baía de Antonina. Isso foi em uma época em que tínhamos navios pequenos, navios à vapor, cujos calados eram compatíveis com a situação daquele porto. Hoje, isso não é mais possível. Estudos sísmicos mostraram que, abaixo de sete metros de profundidade, nós temos lajes no Porto Barrão de Teffé, que inviabilizam qualquer dragagem para exploração comercial daquele porto.
E quanto ao Terminal a Ponta do Félix. Por que a operação naquele terminal está obsoleta?
Nos anos 90, as exportações de carnes eram realizadas por um sistema paletizado, carga solta, que nós chamamos de break bulk. Inclusive, os navios break bulk - que são navios refrigerados para cargas frigorificadas - estão cada vez mais obsoletos e saindo de operação no mundo inteiro.
As carnes congeladas, hoje, são transportadas em contêineres refrigerados, os chamados contêineres reefers. E o Terminal da Ponta do Félix não se adequou a essa mudança tecnológica. Não tem equipamento para carregar os navios, não tem portainers, transtainers, não tem guindastes MHC e, portanto, perdeu a oportunidade de fazer esses investimentos.
Na época, esses empreendedores preferiram pleitear à Appa a operação de outras cargas, contrariando frontalmente o edital de concorrência de 94 e o contrato que derivou desse arrendamento, que falava apenas de exportação de carnes congeladas. Essas metas traçadas pelo proponente do arrendamento – a empresa Agostinho Leão Participações – nunca foram alcançadas, desde seu início operacional. Então há mais de 11 anos, esses arrendatários não cumprem as metas de movimentação de cargas frigorificadas. Portanto, as movimentações que aconteceram nesses anos todos foram complementadas por fertilizantes, madeira, bobinas de papel, bobinas de aço e uma insipiente movimentação de cargas congeladas, que é o objeto desse contrato.
O que a administração dos portos pretende fazer em relação a essa situação?
Hoje, nós nos deparamos com uma situação em que precisamos definir uma nova configuração desse arrendamento. No entanto, essa configuração passa por uma adequação legal, que tem que passar por pareceres do Tribunal de Contas, pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), porque os competidores de 94 que, eventualmente, ficaram alijados desse processo, podem hoje ser parte prejudicada se não tivermos um tratamento jurídico bem feito.
Muitos desses empreendedores têm lançado na mídia informações inverídicas, questionando a proibição pela Appa da movimentação de cargas não previstas em contrato. Desde 2002, o Tribunal de Contas do Estado já apontava uma série de irregularidades nos aditivos contratuais, na permissão de novas cargas, tanto que as administrações anteriores foram chamadas à responsabilidade em função desses descumprimentos. Se a Appa continuasse não atentando para o edital que deu origem ao objeto arrendado também a atual administração viria a ser cúmplice com uma situação irregular. Portanto, são desconhecimentos ou má fé de quem divulga notícias que carecem de uma profundidade maior de análise.
Queremos que os atuais sócios decidam efetivamente se ficarão ou não na sociedade, pois há grupos societários que querem se retirar e vender para outros empreendedores que querem dar uma outra dinâmica ao terminal. Quando encerrarmos esse procedimento que está em curso queremos chamar todos os sócios para que façamos uma revisão dessas relações.
Antonina está sofrendo, a comunidade, e a administração do porto como regulador desse processo quer ver aquele terminal produtivo, eficiente, mas dentro de um marco regulatório que o bom administrador deve seguir.
Para ficar mais claro, a Appa não tem autonomia para simplesmente mudar o objeto do contrato autorizando outras cargas?
O objeto é a exportação de produtos frigorificados. É apenas este. Não pode ser parte do objeto a importação, por exemplo, de fertilizantes, que foram, por muitos anos, operados no terminal. Outros produtos, que não constavam desse objeto, poderiam ser movimentados, de forma acessória e complementar, com autorizações eventuais. Mas, o que era para ser eventual, transformou-se em contínuo em, inclusive, superou o principal. Chegamos a um ponto em que de 1 milhão de toneladas movimentadas, apenas 200 mil eram cargas congeladas, o que demonstra que 80% estavam totalmente fora do contrato. E essa adequação do objeto tem que ser feita em conjunto pela Appa, Conselho de Autoridade Portuária (CAP), Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Antaq, que é a agência reguladora do setor. E, tudo isso, com todo um estudo jurídico por parte da Procuradoria Jurídica da Appa e outros órgãos para que possamos adequar aquele terminal a uma nova configuração, se houver base legal para fazer isso. O erro do passado não pode mais ser continuado.
A Appa está cobrando uma dívida de aproximadamente R$ 13 milhões da arrendatária. Esse valor é referente a que?
Nós temos uma leitura jurídica sobre a incidência de tarifas, que foi motivada pela Diretoria Administrativa Financeira da Appa, em 2007, quando nós, analisando toda essa questão tarifária, percebemos que era aplicável, já no edital de 1994, todas as tarifas incidentes para qualquer outro operador portuário tais como Infracais, Infraport e Inframar. Só que o arrendatário do Terminal Ponta do Félix nunca recolheu essas tarifas, alegando que tinha isenção das mesmas, mas não era isso que dizia o edital de 1994. Lá dizia que não haveria isenção tarifária de qualquer espécie. Essa análise que fizemos estava também corroborada pelo Tribunal de Contas do Estado e foi corroborada pela Procuradoria Jurídica da Appa. Na ocasião, recursos administrativos por parte da arrendatária fizeram com que esses pagamentos ficassem suspensos até uma análise final.
No último dia 14 de agosto, a Procuradoria Jurídica ratificou a posição da área financeira da Appa e determinou a notificação do terminal com relação às dívidas de tarifa, além de uma dívida de R$ 1,5 milhão pelo não cumprimento das metas de movimentação de cargas que a própria arrendatária propôs. As metas não foram fixadas pela Appa, foram propostas pela empresa que concorreu ao arrendamento. Foi em cima dessa proposta que ela foi vencedora, ou seja, ela só venceu o arrendamento porque ela propôs à administração uma receita tarifária superior aos outros competidores. É incabível, nesse momento, em que opera há mais de 11 anos, dizer que a multa não é cabível sobre quantitativos que ela propôs. Já notificamos a arrendatária, novamente, que foram indeferidos os recursos administrativos e que ela continua nesta situação de inadimplência, que motiva uma rescisão contratual, também. Motiva também a suspensão das operações do porto.
Um dos acionistas da arrendatária Terminais Portuários Ponta do Félix S.A. está negociando a venda de suas ações. Isso implica em alguma mudança nas operações daquele terminal?
O arrendatário é a Terminais Portuários da Ponta do Félix S.A. Dentro dessa pessoa jurídica, que é a arrendatária, os sócios têm que se entender. Esse desentendimento entre sócios está levando o terminal a uma situação cada vez maior de inviabilidade. Não faz os investimentos em equipamentos e modernização para transformar aquele terminal em um local de operação de contêineres refrigerados. Há 30 dias, autorizamos a dragagem de compensação, com base em uma resolução do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Antonina. Só que, até agora, a arrendatária não iniciou a dragagem. Nós temos colaborado para que todos os obstáculos do terminal sejam superados. Mas, não estamos percebendo, por parte da arrendatária, a velocidade na solução dos problemas. Nós aguardaremos, até o final do mês de setembro, essas decisões.
A inadimplência por parte da arrendatária e o não cumprimento da movimentação, conforme previsto em contrato, pode implicar em outras medidas pela Appa?
A Appa pode impedir que navios atraquem naquele porto e judicialmente rescindir o contrato. O que a Appa está tendo é um entendimento social de que as interrupções de operações elas não atingem apenas a arrendatária.
E por esse motivo que nós estamos conduzindo a questão. Estamos aguardando essas definições de negociações de compra de ações, de compromissos dos novos acionistas em dar nova dinâmica ao terminal. Mas, se essas negociações se frustrarem por grupos de interesses capitalistas – como tem sido noticiado por lobistas que estão perturbando a negociação -, nós não titubearemos. Nós simplesmente rescindiremos o contrato no mesmo momento em que interviremos. Aquele terminal não irá parar. Não permitiremos que haja uma comoção social em Antonina.
Nós vemos, também, na rescisão do contrato, uma oportunidade para a cidade de Antonina. A rescisão do contrato pode transformar aquele terminal em um novo porto público de Antonina e, sem dúvida, poderia trazer, sem nenhuma restrição operacional, outras cargas, tanto de exportação quanto de importação, carga geral, porque não seria mais um arrendamento. Seria uma instalação pública gerida pela administração, com trabalhadores avulsos e com os operadores privados que seriam credenciados para lá operarem. Então, nós estamos em um momento decisivo da história do Porto de Antonina, que é ou a adequação do atual arrendamento ou a intervenção para transformar aquela instalação em um porto público.
Fonte:NetMarinha
Na entrevista a seguir, o superintendente da Appa, Daniel Lúcio Oliveira de Souza, esclarece a situação atual dos terminais e os projetos previstos para o complexo, que levam em conta sua importância para a economia do Estado e para a população de Antonina.
Quais são as propostas da Appa para o Porto de Antonina?
Estamos desenvolvendo um novo projeto para converter a área do Porto Barão de Teffé em um condomínio industrial de apoio marítimo. Antonina seria o representante do Paraná na inserção dos nossos portos na exploração do petróleo do Pré-Sal, sendo ali uma base das embarcações que irão assistir às plataformas de petróleo. Poderemos nesse condomínio - com barracões industriais a serem licitados a empresas especializadas, por exemplo - fazer reparos navais também. O projeto, que pretendemos apresentar ao governador Roberto Requião contempla um investimento em uma “doca seca”, que permitirá não só à nossa draga própria, que está em fase de compra, fazer suas manutenções e reparos programados, como também servir a esse condomínio.
Dessa forma, o Porto Barão de Teffé se transforma, gerando emprego e renda na cidade. É uma revitalização importante e, também, uma infraestrutura importante. A iniciativa foi, inclusive, elogiada pelo comandante do 5.º Distrito Naval, Arthur Pires Ramos, que esteve recentemente nos visitando. Ele considerou a ideia excelente.
Temos, ainda, um projeto de revitalização da sede administrativa que, aliado a esse condomínio, junta-se operacionalmente ao Terminal da Ponta do Félix, que tem uma operação privada, mas é também um espaço público.
O que impede, hoje, o Porto Barão de Teffé de receber navios?
Nosso querido e antigo porto Barão de Teffé já foi um dos importantes portos do Brasil, ao lado do antigo Porto Matarazzo, e dos trapiches que estavam todos distribuídos ao largo da Baía de Antonina. Isso foi em uma época em que tínhamos navios pequenos, navios à vapor, cujos calados eram compatíveis com a situação daquele porto. Hoje, isso não é mais possível. Estudos sísmicos mostraram que, abaixo de sete metros de profundidade, nós temos lajes no Porto Barrão de Teffé, que inviabilizam qualquer dragagem para exploração comercial daquele porto.
E quanto ao Terminal a Ponta do Félix. Por que a operação naquele terminal está obsoleta?
Nos anos 90, as exportações de carnes eram realizadas por um sistema paletizado, carga solta, que nós chamamos de break bulk. Inclusive, os navios break bulk - que são navios refrigerados para cargas frigorificadas - estão cada vez mais obsoletos e saindo de operação no mundo inteiro.
As carnes congeladas, hoje, são transportadas em contêineres refrigerados, os chamados contêineres reefers. E o Terminal da Ponta do Félix não se adequou a essa mudança tecnológica. Não tem equipamento para carregar os navios, não tem portainers, transtainers, não tem guindastes MHC e, portanto, perdeu a oportunidade de fazer esses investimentos.
Na época, esses empreendedores preferiram pleitear à Appa a operação de outras cargas, contrariando frontalmente o edital de concorrência de 94 e o contrato que derivou desse arrendamento, que falava apenas de exportação de carnes congeladas. Essas metas traçadas pelo proponente do arrendamento – a empresa Agostinho Leão Participações – nunca foram alcançadas, desde seu início operacional. Então há mais de 11 anos, esses arrendatários não cumprem as metas de movimentação de cargas frigorificadas. Portanto, as movimentações que aconteceram nesses anos todos foram complementadas por fertilizantes, madeira, bobinas de papel, bobinas de aço e uma insipiente movimentação de cargas congeladas, que é o objeto desse contrato.
O que a administração dos portos pretende fazer em relação a essa situação?
Hoje, nós nos deparamos com uma situação em que precisamos definir uma nova configuração desse arrendamento. No entanto, essa configuração passa por uma adequação legal, que tem que passar por pareceres do Tribunal de Contas, pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), porque os competidores de 94 que, eventualmente, ficaram alijados desse processo, podem hoje ser parte prejudicada se não tivermos um tratamento jurídico bem feito.
Muitos desses empreendedores têm lançado na mídia informações inverídicas, questionando a proibição pela Appa da movimentação de cargas não previstas em contrato. Desde 2002, o Tribunal de Contas do Estado já apontava uma série de irregularidades nos aditivos contratuais, na permissão de novas cargas, tanto que as administrações anteriores foram chamadas à responsabilidade em função desses descumprimentos. Se a Appa continuasse não atentando para o edital que deu origem ao objeto arrendado também a atual administração viria a ser cúmplice com uma situação irregular. Portanto, são desconhecimentos ou má fé de quem divulga notícias que carecem de uma profundidade maior de análise.
Queremos que os atuais sócios decidam efetivamente se ficarão ou não na sociedade, pois há grupos societários que querem se retirar e vender para outros empreendedores que querem dar uma outra dinâmica ao terminal. Quando encerrarmos esse procedimento que está em curso queremos chamar todos os sócios para que façamos uma revisão dessas relações.
Antonina está sofrendo, a comunidade, e a administração do porto como regulador desse processo quer ver aquele terminal produtivo, eficiente, mas dentro de um marco regulatório que o bom administrador deve seguir.
Para ficar mais claro, a Appa não tem autonomia para simplesmente mudar o objeto do contrato autorizando outras cargas?
O objeto é a exportação de produtos frigorificados. É apenas este. Não pode ser parte do objeto a importação, por exemplo, de fertilizantes, que foram, por muitos anos, operados no terminal. Outros produtos, que não constavam desse objeto, poderiam ser movimentados, de forma acessória e complementar, com autorizações eventuais. Mas, o que era para ser eventual, transformou-se em contínuo em, inclusive, superou o principal. Chegamos a um ponto em que de 1 milhão de toneladas movimentadas, apenas 200 mil eram cargas congeladas, o que demonstra que 80% estavam totalmente fora do contrato. E essa adequação do objeto tem que ser feita em conjunto pela Appa, Conselho de Autoridade Portuária (CAP), Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Antaq, que é a agência reguladora do setor. E, tudo isso, com todo um estudo jurídico por parte da Procuradoria Jurídica da Appa e outros órgãos para que possamos adequar aquele terminal a uma nova configuração, se houver base legal para fazer isso. O erro do passado não pode mais ser continuado.
A Appa está cobrando uma dívida de aproximadamente R$ 13 milhões da arrendatária. Esse valor é referente a que?
Nós temos uma leitura jurídica sobre a incidência de tarifas, que foi motivada pela Diretoria Administrativa Financeira da Appa, em 2007, quando nós, analisando toda essa questão tarifária, percebemos que era aplicável, já no edital de 1994, todas as tarifas incidentes para qualquer outro operador portuário tais como Infracais, Infraport e Inframar. Só que o arrendatário do Terminal Ponta do Félix nunca recolheu essas tarifas, alegando que tinha isenção das mesmas, mas não era isso que dizia o edital de 1994. Lá dizia que não haveria isenção tarifária de qualquer espécie. Essa análise que fizemos estava também corroborada pelo Tribunal de Contas do Estado e foi corroborada pela Procuradoria Jurídica da Appa. Na ocasião, recursos administrativos por parte da arrendatária fizeram com que esses pagamentos ficassem suspensos até uma análise final.
No último dia 14 de agosto, a Procuradoria Jurídica ratificou a posição da área financeira da Appa e determinou a notificação do terminal com relação às dívidas de tarifa, além de uma dívida de R$ 1,5 milhão pelo não cumprimento das metas de movimentação de cargas que a própria arrendatária propôs. As metas não foram fixadas pela Appa, foram propostas pela empresa que concorreu ao arrendamento. Foi em cima dessa proposta que ela foi vencedora, ou seja, ela só venceu o arrendamento porque ela propôs à administração uma receita tarifária superior aos outros competidores. É incabível, nesse momento, em que opera há mais de 11 anos, dizer que a multa não é cabível sobre quantitativos que ela propôs. Já notificamos a arrendatária, novamente, que foram indeferidos os recursos administrativos e que ela continua nesta situação de inadimplência, que motiva uma rescisão contratual, também. Motiva também a suspensão das operações do porto.
Um dos acionistas da arrendatária Terminais Portuários Ponta do Félix S.A. está negociando a venda de suas ações. Isso implica em alguma mudança nas operações daquele terminal?
O arrendatário é a Terminais Portuários da Ponta do Félix S.A. Dentro dessa pessoa jurídica, que é a arrendatária, os sócios têm que se entender. Esse desentendimento entre sócios está levando o terminal a uma situação cada vez maior de inviabilidade. Não faz os investimentos em equipamentos e modernização para transformar aquele terminal em um local de operação de contêineres refrigerados. Há 30 dias, autorizamos a dragagem de compensação, com base em uma resolução do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Antonina. Só que, até agora, a arrendatária não iniciou a dragagem. Nós temos colaborado para que todos os obstáculos do terminal sejam superados. Mas, não estamos percebendo, por parte da arrendatária, a velocidade na solução dos problemas. Nós aguardaremos, até o final do mês de setembro, essas decisões.
A inadimplência por parte da arrendatária e o não cumprimento da movimentação, conforme previsto em contrato, pode implicar em outras medidas pela Appa?
A Appa pode impedir que navios atraquem naquele porto e judicialmente rescindir o contrato. O que a Appa está tendo é um entendimento social de que as interrupções de operações elas não atingem apenas a arrendatária.
E por esse motivo que nós estamos conduzindo a questão. Estamos aguardando essas definições de negociações de compra de ações, de compromissos dos novos acionistas em dar nova dinâmica ao terminal. Mas, se essas negociações se frustrarem por grupos de interesses capitalistas – como tem sido noticiado por lobistas que estão perturbando a negociação -, nós não titubearemos. Nós simplesmente rescindiremos o contrato no mesmo momento em que interviremos. Aquele terminal não irá parar. Não permitiremos que haja uma comoção social em Antonina.
Nós vemos, também, na rescisão do contrato, uma oportunidade para a cidade de Antonina. A rescisão do contrato pode transformar aquele terminal em um novo porto público de Antonina e, sem dúvida, poderia trazer, sem nenhuma restrição operacional, outras cargas, tanto de exportação quanto de importação, carga geral, porque não seria mais um arrendamento. Seria uma instalação pública gerida pela administração, com trabalhadores avulsos e com os operadores privados que seriam credenciados para lá operarem. Então, nós estamos em um momento decisivo da história do Porto de Antonina, que é ou a adequação do atual arrendamento ou a intervenção para transformar aquela instalação em um porto público.
Fonte:NetMarinha
09.09.09 - wed
Comércio Exterior: Governo busca saída para acúmulo de créditos de exportador
Segundo secretária executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Lytha Spíndola, a preocupação do governo é exatamente com a parcela que não consegue ser compensada e passa pelo ressarcimento.
Órgãos do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e a Receita Federal começaram a discutir uma solução para o acúmulo de créditos tributários federais pelos exportadores.
Mesmo com o recuo das vendas ao exterior em 2009, o aumento crescente dos valores totais embarcados pelo país desde 2004 gerou nas empresas exportadoras um grande volume de créditos tributários de Programa de Integração Social e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins) represados, que as empresas não conseguem mais compensar automaticamente nas operações de compra e venda.
Segundo secretária executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Lytha Spíndola, o assunto começou a ser discutido com a Receita Federal. A preocupação do governo, diz, é exatamente com a parcela que não consegue ser compensada e passa pelo ressarcimento.
"Essa parcela está crescendo com o tempo e precisamos encontrar um mecanismo que dê maior automaticidade para que aquilo que é direito do exportador possa ser recuperado de imediato”. Hoje, diz ela, esse ressarcimento passa por análise praticamente manual. A Receita, diz, está interessada na implementação de um novo mecanismo que também auxilie no combate a fraudes. Procurada, a Receita diz que não se pronuncia porque o assunto está em "fase de apresentação de estudos para a equipe econômica".
No último balanço consolidado da Brasil Foods (BRF), o PIS/Cofins representava 55,3% do total de impostos a recuperar, incluindo longo e curto prazo. Em 2004, os créditos dos dois tributos ficavam, na antiga Perdigão, em 29,3%. A companhia informa que os créditos de PIS/Cofins se originaram do pagamento dos dois tributos na compra de insumos para a fabricação de produtos para exportação ou tributados à alíquota zero. No caso dos créditos acumulados, a empresa tem tomado medidas judiciais para acelerar o processo de análise de restituição pela Receita Federal, mas não tem expectativa de perda na recuperação dos créditos.
O frigorífico Minerva indica em seu último balanço consolidado um total de R$ 128,5 milhões em créditos de PIS e Cofins. O valor representa 41,1% do total de tributos a recuperar, incluindo também o longo prazo. A companhia informa que aguarda o término de fiscalização da Receita Federal relativa a pedidos de ressarcimento de créditos de 2006, 2007 e do primeiro semestre de 2008.
A Marfrig possui créditos das duas contribuições resultantes da aquisição de insumos usados em produtos vendidos ao exterior pela própria empresa, mas também registra os saldos de valores de empresas adquiridas no ano passado. Os créditos de PIS/Cofins da empresa representam 45,9% do total dos tributos a recuperar no balanço consolidado encerrado em junho. A maior parte dos créditos totais, porém, é considerada recuperável no curto prazo.
O consultor Pedro César da Silva, da ASPR Auditoria e Consultoria, lembra que as empresas passaram a acumular créditos de PIS e Cofins a partir do momento em que os dois tributos passaram a ser recolhidos pelo sistema não-cumulativo, em 2003 e 2004, respectivamente. Com isso, de uma forma semelhante ao ICMS estadual, as duas contribuições passaram a gerar créditos na compra de insumos. "Por isso, se a empresa tem um grande volume de vendas desoneradas, como é o caso das exportações, acontece um acúmulo de créditos."
Silva lembra que, no regime não cumulativo, as alíquotas de PIS/Cofins somam 9,25%, um percentual relevante sobre o valor de aquisição de matérias-primas. "As empresas podem gerar os créditos de PIS e Cofins para pagar outros tributos federais. Mesmo assim, nem sempre é possível utilizar tudo." O crédito passa a ser considerado um ativo de longo prazo quando sua perspectiva de uso é superior a um ano. A demora não cria apenas um menor fluxo de créditos. "Os créditos de PIS/Cofins não são corrigidos de nenhuma forma, o que dá origem a uma perda financeira que pode ser relevante."
Na regra geral, as grandes companhias tendem a ter acúmulo de créditos de PIS e Cofins porque pagam o Imposto de Renda pelo lucro real e, por isso, estão obrigadas ao cálculo não cumulativo do PIS/Cofins.
Nos casos mais extremos, diz Silva, as empresas criam provisões para parte dos créditos de PIS e Cofins para os quais não há perspectiva de compensação. "Embora não haja um prazo máximo para recuperar os créditos, é uma medida adotada para ativos que devem demorar muito para ser recuperados." Ele ressalta, porém, que esse tipo de provisão tem sido mais comum para o ICMS. Isso porque esse tributo estadual tem possibilidades mais restritas de compensação.
Fonte:Revistaglobal
Órgãos do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e a Receita Federal começaram a discutir uma solução para o acúmulo de créditos tributários federais pelos exportadores.
Mesmo com o recuo das vendas ao exterior em 2009, o aumento crescente dos valores totais embarcados pelo país desde 2004 gerou nas empresas exportadoras um grande volume de créditos tributários de Programa de Integração Social e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins) represados, que as empresas não conseguem mais compensar automaticamente nas operações de compra e venda.
Segundo secretária executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Lytha Spíndola, o assunto começou a ser discutido com a Receita Federal. A preocupação do governo, diz, é exatamente com a parcela que não consegue ser compensada e passa pelo ressarcimento.
"Essa parcela está crescendo com o tempo e precisamos encontrar um mecanismo que dê maior automaticidade para que aquilo que é direito do exportador possa ser recuperado de imediato”. Hoje, diz ela, esse ressarcimento passa por análise praticamente manual. A Receita, diz, está interessada na implementação de um novo mecanismo que também auxilie no combate a fraudes. Procurada, a Receita diz que não se pronuncia porque o assunto está em "fase de apresentação de estudos para a equipe econômica".
No último balanço consolidado da Brasil Foods (BRF), o PIS/Cofins representava 55,3% do total de impostos a recuperar, incluindo longo e curto prazo. Em 2004, os créditos dos dois tributos ficavam, na antiga Perdigão, em 29,3%. A companhia informa que os créditos de PIS/Cofins se originaram do pagamento dos dois tributos na compra de insumos para a fabricação de produtos para exportação ou tributados à alíquota zero. No caso dos créditos acumulados, a empresa tem tomado medidas judiciais para acelerar o processo de análise de restituição pela Receita Federal, mas não tem expectativa de perda na recuperação dos créditos.
O frigorífico Minerva indica em seu último balanço consolidado um total de R$ 128,5 milhões em créditos de PIS e Cofins. O valor representa 41,1% do total de tributos a recuperar, incluindo também o longo prazo. A companhia informa que aguarda o término de fiscalização da Receita Federal relativa a pedidos de ressarcimento de créditos de 2006, 2007 e do primeiro semestre de 2008.
A Marfrig possui créditos das duas contribuições resultantes da aquisição de insumos usados em produtos vendidos ao exterior pela própria empresa, mas também registra os saldos de valores de empresas adquiridas no ano passado. Os créditos de PIS/Cofins da empresa representam 45,9% do total dos tributos a recuperar no balanço consolidado encerrado em junho. A maior parte dos créditos totais, porém, é considerada recuperável no curto prazo.
O consultor Pedro César da Silva, da ASPR Auditoria e Consultoria, lembra que as empresas passaram a acumular créditos de PIS e Cofins a partir do momento em que os dois tributos passaram a ser recolhidos pelo sistema não-cumulativo, em 2003 e 2004, respectivamente. Com isso, de uma forma semelhante ao ICMS estadual, as duas contribuições passaram a gerar créditos na compra de insumos. "Por isso, se a empresa tem um grande volume de vendas desoneradas, como é o caso das exportações, acontece um acúmulo de créditos."
Silva lembra que, no regime não cumulativo, as alíquotas de PIS/Cofins somam 9,25%, um percentual relevante sobre o valor de aquisição de matérias-primas. "As empresas podem gerar os créditos de PIS e Cofins para pagar outros tributos federais. Mesmo assim, nem sempre é possível utilizar tudo." O crédito passa a ser considerado um ativo de longo prazo quando sua perspectiva de uso é superior a um ano. A demora não cria apenas um menor fluxo de créditos. "Os créditos de PIS/Cofins não são corrigidos de nenhuma forma, o que dá origem a uma perda financeira que pode ser relevante."
Na regra geral, as grandes companhias tendem a ter acúmulo de créditos de PIS e Cofins porque pagam o Imposto de Renda pelo lucro real e, por isso, estão obrigadas ao cálculo não cumulativo do PIS/Cofins.
Nos casos mais extremos, diz Silva, as empresas criam provisões para parte dos créditos de PIS e Cofins para os quais não há perspectiva de compensação. "Embora não haja um prazo máximo para recuperar os créditos, é uma medida adotada para ativos que devem demorar muito para ser recuperados." Ele ressalta, porém, que esse tipo de provisão tem sido mais comum para o ICMS. Isso porque esse tributo estadual tem possibilidades mais restritas de compensação.
Fonte:Revistaglobal

