03.12.10 - fri

Armadores requisitam pesagem obrigatória de contêineres


A WSC (World Shipping Council) e a ICS (International Chamber of Shipping) - duas das principais associações globais de armadores - estão pressionando a IMO (International Maritime Organization) para tomar medidas contra a sobrecarga de contêineres, regularizando a pesagem obrigatória dos recipientes antes do carregamento.
As entidades farão um lobby junto ao Comitê de Segurança Marítimo da IMO a fim de que a questão seja incluída no programa de trabalho da organização. Trata-se da mais recente tentativa em dois anos de esforços para conscientizar os embarcadores do risco causado por erros na informação relativa ao peso dos contêineres.
Tanto a WSC como a ICS admitem que não há dados disponíveis que mensurem a quantidade de contêineres embarcados com peso excessivo, mas acrescentaram que o problema é "significativo" e afeta quase todas as rotas comerciais em uma certa menidade. "Algumas companhias informam que não é incomum observar em navios um peso de carga 3% a 7% superior ao declarado", informaram as representantes.
"As diretrizes surtiram pouco efeito na redução de pesos incorretos informados pelos embarcadores, e também não asseguraram que os terminais marítimos verifiquem o peso de recipientes carregados após o recebimento ou antes do embarque", disseram as duas associações em relação a orientações anteriormente dilvulgadas para o mercado, após acidentes causados por contêineres com peso acima do informado.
As linhas fizeram o possível para explicar os perigos de tal prática, que pode incorrer em danos para embarcações e chassis, risco de vida para trabalhadores no cais e tripulantes, perda de receita e lucros, estiva de navio incorreta, entre outros problemas. Entretanto, a incidência do problema continua, o que forçou os armadores a buscar alternativas na regulamentação junto a IMO.

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02.12.10 - thu

Santos Brasil investe R$ 36 milhões em novos equipamentos

Santos Brasil investe R$ 36 milhões em novos equipamentos

Companhia pretende aumentar velocidade operacional das movimentações.
A Santos Brasil Participações SA anunciou o investimento de R$ 36 milhões em novos equipamentos com previsão para operação em 2011. De acordo com o presidente da companhia, Antônio Carlos Sepúlveda, a empresa está negociando 12 RTGs (Rubber Tyred Gantry) e 30 Terminal Trackers para as instalações do Tecon Santos.
"Estes 12 equipamentos devem chegar para aumentar a velocidade operacional das movimentações", afirma o executivo. Segundo ele, a Santos Brasil já conta com 34 unidades deste porte, mas a companhia pretende adquirir mais dispositivos para suprir a demanda prevista para 2011. "Também estamos comprando 30 Terminal Trackers, um equipamento de pátio que tem força para puxar dois contêineres ao mesmo tempo".
De acordo com Sepúlveda, a Santos Brasil tem a previsão de fechar o ano corrente com 1,350 milhão de Teus movimentados em seus três terminais de contêineres Tecon Santos (SP), Tecon Imbituba (SC) e Tecon Vila do Conde (PA), o que representa um crescimento de 13,5% em relação a 2009. Cerca de 30% deste total refere-se a importações e 25% de exportação. Os 45% restantes seriam referentes a contêineres vazios (20%), transbordo (15%) e cabotagem (10%). Já o TEV (Terminal de Veículos) deve terminar com 150 mil unidades este ano - um crescimento substancial em relação a 2009, quando escoou 89 mil veículos.
"Este ano devemos fechar em 52 movimentações por hora e nossa meta para o ano que vem é chegar a 58 movimentos por hora", afirma Sepúlveda. "Este ano mantivemos os investimentos que não poderíamos interromper. Conseguimos finalmente inaugurar o T4 (Terminal 4) e iniciar suas operações, após três anos de trabalho. Nosso setor de logística mais que dobrou de tamanho nos últimos três anos. Ao que tudo indica, este ano a Santos Brasil deve apresentar crescimento de 30% para o Tecon Santos" estima.

Histórico
A instalação ocupa o posto de maior terminal de contêineres da América do Sul. A Santos Brasil administra a área desde 1997 (após leilão de privatização, obtendo direito de exploração da área mediante oferta de R$ 274,5 milhões). Somente no primeiro trimestre deste ano a companhia aplicou R$ 1,5 milhão em investimentos na instalação, com a inauguração do T4 e aquisição de novos equipamentos. Com isso, a empresa ampliou a capacidade de movimentação em 500 mil Teus, atingindo dois milhões de Teus por ano. Atualmente, o Tecon responde por 48% da movimentação total de contêineres no Porto de Santos.
 
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02.12.10 - thu

Brasil lidera alta de exportações no mundo

O Brasil já era conhecido como campeão mundial na alta de importações em 2010. A novidade é o país aparecer também como o líder da alta nas exportações, em dólares correntes, superando a China e todos os outros grandes parceiros. Estatísticas da Organização Mundial do Comércio (OMC), levando em conta 70 países que fazem 90% das trocas globais, mostram o Brasil na liderança, entre janeiro a setembro, com alta de 33% nas exportações, com a China vindo depois, com 32%, Estados Unidos com 20%, e Rússia, 18%. Entre o segundo e o terceiro trimestre, o Brasil continuou como campeão, com expansão de 12% nas exportações, e a China com alta de 11%.
Este ano, o país já liderava o ranking de importações. A OMC mostra agora que, entre janeiro e setembro, as compras no exterior diminuíram o ritmo ligeiramente, mas foram as que cresceram mais (49%), comparadas a 39% no caso da Rússia, 31% da China, 27% da Índia e 23% dos Estados Unidos. De um trimestre a outro, o país mantém a liderança, com alta de 18%, seguido pela Rússia com crescimento de 17%.
A alta de 15% nos preços das commodities é uma explicação. O preço do petróleo subiu mais de 10%, os de alimentos e bebidas, 12%, e o de metais, 25%.
No terceiro trimestre, as exportações mundiais de mercadorias foram 3% superiores às do segundo trimestre. Mas o valor do comércio global continua abaixo do pico anterior à crise financeira global. A OMC não fez cálculos em volume, em dólares constantes e levando em conta a inflação.
A entidade constata desaceleração no comércio e "incertezas à frente". A recuperação econômica não foi suficientemente forte para reduzir o enorme desemprego em vários países. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que o emprego não voltará aos níveis de 2008 antes de 2015 no mundo desenvolvido. O desemprego atingiu 30 milhões de pessoas a mais desde a crise e o consumo continua frágil.

Com informações Valor Econômico

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