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Projeto estimula intermodalidade na região
Investimentos prioritários trariam economia de R$ 3 bilhões anuais.
A integração entre os diferentes modais de transporte da região Norte do País pode resultar em uma economia de custo superior a R$ 3 bilhões ao ano, segundo estimativas do projeto Norte Competitivo. O estudo pretende estimular projetos de infraestrutura para as hidrovias, portos, ferrovias e estradas presentes na Amazônia Legal - que compreende os estados do Acre, Amapá Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins -, e será entregue aos representantes do novo governo em fevereiro de 2011.
O relatório mapeou, durante cerca de um ano, toda a malha de transporte não apenas entre o território da Amazônia Legal, contemplando também os acessos a países vizinhos, a fim de definir nove eixos prioritários para investimento. "A idéia não foi apenas fazer o estudo, mas viabilizar a implantação das alternativas", explica um dos sócios da Macrologística, o engenheiro Renato Pavan, em entrevista ao Guia Marítimo. A companhia foi a responsável pela elaboração do projeto, sob pedido da CNI (Confederação Nacional da Indústria) através da Ação Pró-Amazônia.
O investimento necessário para as obras prioritárias é de R$ 14,1 bilhões, o que possibilitará uma economia de R$ 3,8 bilhões ao ano no custo logístico da região, estimado atualmente em R$ 17 bilhões. Com o aumento da demanda previsto até 2020, conforme apurado pelo estudo, este valor chegaria a R$ 33,5 bilhões. "Se nada for feito até 2020, algumas áreas ficarão consideravelmente complicadas", sustenta o responsável direto pelo Norte Competitivo e sócio da Macrologística, Olivier Girard.
Cabotagem
Além dos benefícios para a economia e trânsito de mercadorias no eixo Norte, o plano traz a expectativa de desenvolvimento socioeconômico através da geração de empregos diretos e indiretos, juntamente com a redução de emissões prevista pelo equilíbrio entre o modal rodoviário e alternativas ainda pouco exploradas, como a cabotagem. No entanto, Girard acredita que o fator socioambiental não é suficiente para estimular o transporte interno.
"Não adianta pensar que a maior parte das empresas analise somente o lado ambiental, pois o produtor sempre irá pensar na questão econômica. O problema da cabotagem é que ela ainda é pouco desenvolvida no aspecto de navegação, embarques, etc. Em alguns casos, atestamos que a utilização do modal sairia mais barato, mas o maior tempo de trânsito e para o desembaraço das mercadorias inviabiliza o transporte", conclui o consultor.
Foto: Porto de Itaqui (MA), do acervo de imagens da Macrologística.
Guiamaritimo.com.br
Infraero investirá R$10 mi no Terminal de Cargas de Manaus
A Infraero assinou ontem (07/12) a contratação de empresa especializada para modernização do sistema de transelevadores do Terminal de Logística de Carga do Aeroporto Internacional de Manaus/Eduardo Gomes (AM).
O investimento, no valor de R$ 10 milhões, vai melhorar a performance dos transelevadores, agilizando o processamento de cargas no aeroporto.
A instalação do sistema de gerenciamento dos transelevadores tem prazo de conclusão de 12 meses, a contar da assinatura da Ordem de Serviço, prevista ainda para este mês. O novo sistema também permitirá integração com o programa de movimentação de cargas da Infraero, o Tecaplus.
Com informações Mercado & Eventos
Complexo opera com três navios simultâneos
O Porto de Itajaí realizou ontem, pela primeira vez desde as enchentes que comprometeram as instalações em 2008, operações simultâneas com três embarcações nos berços de atracação, recebidas nos berços privados e públicos do complexo.
Os navios que inauguraram a nova fase de operações portuárias em Itajaí foram o HS Bach, de 246,8 metros de comprimento, que aportou no cais da APMT - 2; o Maersk Jakarta e o Antje Wulff - de 222,16 metros e 210,9 metros, respectivamente -, destinados aos atracadouros públicos.
O cais já havia sido entregue no mês de outubro após os serviços de reparo efetuados com recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), mas a liberação para receber embarcações só ocorreu no final de novembro com o término das obras de pavimentação da retroárea. O primeiro navio recebido na área do porto reconstruída foi o Hammonia Roma, da CSAV.
Foto: Ronaldo Silva Júnior, acervo de imagens da Assessoria de Comunicação do Porto de Itajaí.
Por Guia Marítimo



