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28.07.10 - wed
Ainda desconhecido por chineses, Brasil vira oportunidade além do comércio
O Brasil passou a ser visto na China como um país de oportunidades para investimentos, não só comércio.
Há quatro explicações. A primeira é a percepção de que, no vácuo da crise, as economias maduras passarão por um longo período de incerteza. A China precisa abrir o leque de parceiros.
A segunda vem do acrônimo Bric. Sem conhecer bem a nossa realidade, os empresários chineses nos vêem como membros de um grupo que terá peso crescente. Percepção é tudo em suas decisões.
Eles não costumam valer-se de consultoria, nem se fiam em análises complexas sobre o local onde atuarão.
Em geral, têm dificuldades de entender as peculiaridades de uma economia de renda média como a nossa. Mas, se antes desanimavam, agora querem vencer obstáculos. A terceira razão é estratégica. A China precisa garantir o suprimento de bens que o Brasil tem em abundância, e considera não só comprar fazendas e minas mas investir em logística e infraestrutura.
Por fim, num país onde a taxa de poupança é da ordem de 50% do PIB, há mais recursos que projetos -ainda que as obras sejam muitas.
Os bancos e os fundos de investimentos estão sempre à caça de opções. Muitos poupadores desencantados com a poupança e as Bolsas querem alternativas.
O negócio Brasil passou a ser tão bem avaliado que grandes bancos estrangeiros estão fazendo esforço para mostrar que conhecem a nossa realidade e são os intermediários para ela. Alguns abriram mesas de operações em Xangai apenas para o Brasil.
Como até hoje só dois bancos brasileiros estão na China continental, com presença discreta, instituições estrangeiras com filiais ou subsidiárias nos mercados chinês e brasileiro simultaneamente aproveitam a deixa.
Nas próximas duas décadas, a China será uma economia industrial cada vez mais sofisticada e competitiva devido, sobretudo, ao fácil acesso a financiamento, à boa infraestrutura e ao esforço empresarial em inovação.
Os salários, ainda baixos em muitos locais, estão aumentando, e o yuan, no médio prazo, deve apreciar. As empresas brasileiras que souberem montar parcerias interessantes para operar na China, no Brasil e em terceiros mercados vão ganhar.
O mercado chinês seguirá tendo liquidez abundante.
Um país como o Brasil, que precisa de recursos externos para crescer a taxas altas, vai se beneficiar disso. O primeiro passo está dado, com acordos de cooperação como os do BB, Itaú, BNDES e Petrobras. Mas há mais adiante.
Exceto por atores grandes e politicamente fortes, as instituições chinesas autorizadas a investir no exterior ainda estão amadurecendo.
Se soubermos mostrar as oportunidades que nossas empresas oferecem, estaremos no caminho certo.
Há quatro explicações. A primeira é a percepção de que, no vácuo da crise, as economias maduras passarão por um longo período de incerteza. A China precisa abrir o leque de parceiros.
A segunda vem do acrônimo Bric. Sem conhecer bem a nossa realidade, os empresários chineses nos vêem como membros de um grupo que terá peso crescente. Percepção é tudo em suas decisões.
Eles não costumam valer-se de consultoria, nem se fiam em análises complexas sobre o local onde atuarão.
Em geral, têm dificuldades de entender as peculiaridades de uma economia de renda média como a nossa. Mas, se antes desanimavam, agora querem vencer obstáculos. A terceira razão é estratégica. A China precisa garantir o suprimento de bens que o Brasil tem em abundância, e considera não só comprar fazendas e minas mas investir em logística e infraestrutura.
Por fim, num país onde a taxa de poupança é da ordem de 50% do PIB, há mais recursos que projetos -ainda que as obras sejam muitas.
Os bancos e os fundos de investimentos estão sempre à caça de opções. Muitos poupadores desencantados com a poupança e as Bolsas querem alternativas.
O negócio Brasil passou a ser tão bem avaliado que grandes bancos estrangeiros estão fazendo esforço para mostrar que conhecem a nossa realidade e são os intermediários para ela. Alguns abriram mesas de operações em Xangai apenas para o Brasil.
Como até hoje só dois bancos brasileiros estão na China continental, com presença discreta, instituições estrangeiras com filiais ou subsidiárias nos mercados chinês e brasileiro simultaneamente aproveitam a deixa.
Nas próximas duas décadas, a China será uma economia industrial cada vez mais sofisticada e competitiva devido, sobretudo, ao fácil acesso a financiamento, à boa infraestrutura e ao esforço empresarial em inovação.
Os salários, ainda baixos em muitos locais, estão aumentando, e o yuan, no médio prazo, deve apreciar. As empresas brasileiras que souberem montar parcerias interessantes para operar na China, no Brasil e em terceiros mercados vão ganhar.
O mercado chinês seguirá tendo liquidez abundante.
Um país como o Brasil, que precisa de recursos externos para crescer a taxas altas, vai se beneficiar disso. O primeiro passo está dado, com acordos de cooperação como os do BB, Itaú, BNDES e Petrobras. Mas há mais adiante.
Exceto por atores grandes e politicamente fortes, as instituições chinesas autorizadas a investir no exterior ainda estão amadurecendo.
Se soubermos mostrar as oportunidades que nossas empresas oferecem, estaremos no caminho certo.
28.07.10 - wed
Brasil perde peso no comércio com a Ásia
Participação recua nas importações de 7 dos 10 maiores mercados asiáticos, os que mais compram do país. Para especialista, exportações brasileiras sofrem com deficiências na infraestrutura, como em portos e rodovias
As exportações brasileiras perderam espaço no comércio com a Ásia, a região que vem crescendo mais forte e liderando a retomada da economia global -e a que mais compra produtos do país.
Levantamento nos dez principais mercados asiáticos para o Brasil mostra que o país perdeu espaço em sete deles. Mesmo na China, que é o que mais importa do Brasil, houve perda de 8% no peso total das compras.
Com exceção da Coréia do Sul e da Indonésia, o Brasil vendeu mais agora do que no ano passado, mas o ritmo de crescimento das exportações foi inferior à média, o que explica a perda de participação.
Para Evaldo Alves, professor da Fundação Getulio Vargas, as exportações brasileiras enfrentam limitações, como em infraestrutura (rodovias e portos, por exemplo), que ajudam a explicar a perda de peso nesses mercados.
O mercado asiático, apesar da distância, é o principal para as exportações brasileiras. No primeiro semestre, o grupo de 26 países (do Japão ao Timor Leste, por tamanho do PIB) comprou 27% de tudo o que o Brasil vendeu - mais que EUA ou UE.
Essa perda de peso no comércio com os asiáticos, mais a invasão de produtos de lá, é uma das razões para a queda de 43% do superávit no primeiro semestre, para US$ 7,8 bilhões, o menor no período desde 2002.
De um saldo positivo de US$ 4,1 bilhões no primeiro semestre de 2009, a conta nas transações com a Ásia passou a ser negativa para o Brasil em US$ 481 milhões na primeira metade de 2010.
As vendas do Brasil para a Ásia são formadas principalmente por produtos básicos (como minério de ferro e soja) e semimanufaturados (couro, por exemplo).
Nos seis primeiros meses, os asiáticos, liderados pela China, compraram 45% dos itens básicos e 35% dos semimanufaturados brasileiros -em ambos os casos, o peso deles caiu em relação ao primeiro semestre de 2009.
Essa queda também ocorreu com manufaturados (com maior valor agregado, como avião), mas as compras da Ásia têm peso menor na exportação desses itens, representando 7% do total.
Mais Asiáticos
Na outra mão do comércio, os asiáticos continuaram aumentando a sua presença nas compras brasileiras. Elas cresceram 60,6% desde janeiro até junho -mais que a média geral de 45%- e representaram 30,6% dos produtos trazidos do exterior.
A Coréia do Sul, movida principalmente a carros, e a Índia, que tem combustível como carro-chefe, mais que dobraram as exportações.
As exportações brasileiras perderam espaço no comércio com a Ásia, a região que vem crescendo mais forte e liderando a retomada da economia global -e a que mais compra produtos do país.
Levantamento nos dez principais mercados asiáticos para o Brasil mostra que o país perdeu espaço em sete deles. Mesmo na China, que é o que mais importa do Brasil, houve perda de 8% no peso total das compras.
Com exceção da Coréia do Sul e da Indonésia, o Brasil vendeu mais agora do que no ano passado, mas o ritmo de crescimento das exportações foi inferior à média, o que explica a perda de participação.
Para Evaldo Alves, professor da Fundação Getulio Vargas, as exportações brasileiras enfrentam limitações, como em infraestrutura (rodovias e portos, por exemplo), que ajudam a explicar a perda de peso nesses mercados.
O mercado asiático, apesar da distância, é o principal para as exportações brasileiras. No primeiro semestre, o grupo de 26 países (do Japão ao Timor Leste, por tamanho do PIB) comprou 27% de tudo o que o Brasil vendeu - mais que EUA ou UE.
Essa perda de peso no comércio com os asiáticos, mais a invasão de produtos de lá, é uma das razões para a queda de 43% do superávit no primeiro semestre, para US$ 7,8 bilhões, o menor no período desde 2002.
De um saldo positivo de US$ 4,1 bilhões no primeiro semestre de 2009, a conta nas transações com a Ásia passou a ser negativa para o Brasil em US$ 481 milhões na primeira metade de 2010.
As vendas do Brasil para a Ásia são formadas principalmente por produtos básicos (como minério de ferro e soja) e semimanufaturados (couro, por exemplo).
Nos seis primeiros meses, os asiáticos, liderados pela China, compraram 45% dos itens básicos e 35% dos semimanufaturados brasileiros -em ambos os casos, o peso deles caiu em relação ao primeiro semestre de 2009.
Essa queda também ocorreu com manufaturados (com maior valor agregado, como avião), mas as compras da Ásia têm peso menor na exportação desses itens, representando 7% do total.
Mais Asiáticos
Na outra mão do comércio, os asiáticos continuaram aumentando a sua presença nas compras brasileiras. Elas cresceram 60,6% desde janeiro até junho -mais que a média geral de 45%- e representaram 30,6% dos produtos trazidos do exterior.
A Coréia do Sul, movida principalmente a carros, e a Índia, que tem combustível como carro-chefe, mais que dobraram as exportações.
27.07.10 - tue
FACISC inicia testes com Certificação de Origem digital
Novidade será apresentada durante Itajaí Trade Summit. Além do Brasil, Chile, Argentina e Colômbia participam do projeto
Processos menos burocráticos, maior participação de produtos brasileiros no mercado internacional e diminuição de fraudes. São esses os principais objetivos de um projeto inovador de emissão digital de Certificados de Origem. Na América do Sul, Brasil, Chile, Argentina e Colômbia fazem parte de um projeto piloto que irá testar esta novidade. Em Santa Catarina, a Federação de Associações Empresariais do Estado (FACISC) participa da fase de testes do projeto, e fará apresentação aos exportadores sobre como ele funcionará durante a feira Itajaí Trade Summit – ITS 2010, evento que acontece na cidade portuária de Itajaí (SC) entre os dias 15 e 17 de setembro.
A FACISC faz parte de um grupo de entidades emissoras de Certificado de Origem de produtos brasileiros, documento necessário para transporte e exportação de mercadorias. Em 2010, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) iniciou um projeto piloto no Brasil para emissão digital deste certificado, com o objetivo de agilizar os processos, diminuir as fraudes e facilitar a entrada em novos mercados. Os testes no país iniciaram em julho, em uma iniciativa inédita no mundo. Além da FACISC, outras nove entidades emissoras participam do projeto.
“Juridicamente, os Certificados digitais terão a mesma validade que os impressos, desde que sejam emitidos e assinados eletronicamente”, afirma o presidente da FACISC, Alaor Tissot. “As assinaturas digitais vão garantir a autenticidade, autoria e integridade do documento. O Certificado de Origem Digital atende a rígidos padrões de segurança e dará ao comércio exterior maior confiabilidade. A utilização desse documento eliminará possibilidades de falsificações, comumente verificadas em documentos escritos, reduzirá custos dos serviços e garantirá agilidade à emissão”, completa.
Há menos de um mês, entidades emissoras do certificado estão fazendo a homologação do processo. A segunda etapa do projeto, prevista ainda para 2010, envolve aduanas parceiras do Brasil na Argentina, Colômbia e Chile. Concluídos os testes, as federações emissoras publicarão uma cartilha para esclarecer o funcionamento do sistema, que passará a ser adotado em todas as atividades de exportação.
Segundo Tissot, a presença de grandes empresas exportadoras no evento faz da Itajaí Trade Summit uma oportunidade ideal para a apresentação da novidade. “Sempre temos uma avaliação positiva da nossa participação na ITS. O evento tem ótima organização, público qualificado e prestigia a cidade de Itajaí, que é um importante centro de exportação em Santa Catarina”, afirma. “O Brasil está em um cenário favorável no pós-crise. As empresas têm que aproveitar esta oportunidade para ampliar a sua participação no mercado internacional”, completa o presidente.Sobre a FACISC
A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina reúne cerca de 25 mil empresários filiadas a Associações Comerciais e Industriais no Estado. Atualmente, possui representantes da indústria, comércio, prestação de serviços, agronegócios, profissionais liberais, turismo e demais formas organizadas de desenvolvimento e fomento empresarial. Fundada em 26 de Junho de 1971, a FACISC atua na prestação de serviços para os empresários, incluindo assessoria, consultoria, organização de treinamento, seminários e eventos.
Sobre a feira
Destinada a profissionais de grandes, médias e pequenas empresas exportadoras, importadoras, prestadoras de serviços e equipamentos, a Itajaí Trade Summit - ITS é o mais qualificado encontro da área de Logística, Transporte e Comércio Internacional das regiões Sul e Sudeste do Brasil e dos países do MERCOSUL. Realizado pela NetMarinha, empresa que administra o maior portal de comércio internacional e logística do Brasil, o evento está em sua terceira edição. Em 2009, a feira atraiu mais de sete mil visitantes e 60 expositores à cidade portuária de Itajaí (SC).
Paralelamente à feira, acontece o Fórum NetMarinha 2010. Através dele, serão realizados seminários, workshops e debates para trazer ao público as discussões atuais do comércio internacional e logística. Com a participação de representantes da indústria, especialistas e entidades relacionadas à área, serão debatidas questões de interesse do setor no Brasil.
A FACISC faz parte de um grupo de entidades emissoras de Certificado de Origem de produtos brasileiros, documento necessário para transporte e exportação de mercadorias. Em 2010, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) iniciou um projeto piloto no Brasil para emissão digital deste certificado, com o objetivo de agilizar os processos, diminuir as fraudes e facilitar a entrada em novos mercados. Os testes no país iniciaram em julho, em uma iniciativa inédita no mundo. Além da FACISC, outras nove entidades emissoras participam do projeto.
“Juridicamente, os Certificados digitais terão a mesma validade que os impressos, desde que sejam emitidos e assinados eletronicamente”, afirma o presidente da FACISC, Alaor Tissot. “As assinaturas digitais vão garantir a autenticidade, autoria e integridade do documento. O Certificado de Origem Digital atende a rígidos padrões de segurança e dará ao comércio exterior maior confiabilidade. A utilização desse documento eliminará possibilidades de falsificações, comumente verificadas em documentos escritos, reduzirá custos dos serviços e garantirá agilidade à emissão”, completa.
Há menos de um mês, entidades emissoras do certificado estão fazendo a homologação do processo. A segunda etapa do projeto, prevista ainda para 2010, envolve aduanas parceiras do Brasil na Argentina, Colômbia e Chile. Concluídos os testes, as federações emissoras publicarão uma cartilha para esclarecer o funcionamento do sistema, que passará a ser adotado em todas as atividades de exportação.
Segundo Tissot, a presença de grandes empresas exportadoras no evento faz da Itajaí Trade Summit uma oportunidade ideal para a apresentação da novidade. “Sempre temos uma avaliação positiva da nossa participação na ITS. O evento tem ótima organização, público qualificado e prestigia a cidade de Itajaí, que é um importante centro de exportação em Santa Catarina”, afirma. “O Brasil está em um cenário favorável no pós-crise. As empresas têm que aproveitar esta oportunidade para ampliar a sua participação no mercado internacional”, completa o presidente.Sobre a FACISC
A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina reúne cerca de 25 mil empresários filiadas a Associações Comerciais e Industriais no Estado. Atualmente, possui
Sobre a feira
Destinada a profissionais de grandes, médias e pequenas empresas exportadoras, importadoras, prestadoras de serviços e equipamentos, a Itajaí Trade Summit - ITS é o mais qualificado encontro da área de Logística, Transporte e Comércio Internacional das regiões Sul e Sudeste do Brasil e dos países do MERCOSUL. Realizado pela NetMarinha, empresa que administra o maior portal de comércio internacional e logística do Brasil, o evento está em sua terceira edição. Em 2009, a feira atraiu mais de sete mil visitantes e 60 expositores à cidade portuária de Itajaí (SC).
Paralelamente à feira, acontece o Fórum NetMarinha 2010. Através dele, serão realizados seminários, workshops e debates para trazer ao público as discussões atuais do comércio internacional e logística. Com a participação de representantes da indústria, especialistas e entidades relacionadas à área, serão debatidas questões de interesse do setor no Brasil.

