10.01.12 - tue

País tem potencial para atender à demanda mundial de alimentos

País tem potencial para atender à demanda mundial de alimentos

O Brasil deverá ser nos próximos anos um dos países em desenvolvimento com melhores condições de atender à demanda de alimentos em nível mundial, disse o secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Célio Porto. Para ele, se alinham ao Brasil com esse potencial os demais países do Brics (grupo integrado pelo Brasil, a Rússia, Índia, China e a África do Sul). Segundo Porto, essa expectativa baseia-se no fato de o bloco envolver 43% da população mundial e ocupar 40% das terras do planeta.

O secretário lembrou que a experiência brasileira no desenvolvimento da agricultura em clima tropical se torna importante para o Brics, que reúne países com o mesmo clima em algumas áreas. “A preocupação do bloco é com o abastecimento e a segurança alimentar em nível mundial. Nesse ponto, os países-membros estão solidários com as nações mais pobres da África, que estão vivendo escassez de alimentos por causa da seca”, disse Porto.

O secretário destacou que o Brasil, isolamente, tem grande potencial para aumentar a oferta de alimentos não só no mercado interno mas também para exportação e, por isso, é visto como estratégico para a alimentação do mundo nos próximos anos. A prioridade que o Brasil dá à produção de alimentos em áreas de baixo carbono, com a utilização de terras degradadas, hoje improdutivas, poupando o meio ambiente da exploração de novas áreas, é vista com simpatia por todos os países, segundo Porto.

Em sua última reunião, realizada em novembro de 2011, os países do Brics criaram cinco grupos de trabalho para compartilhar experiências e ajudar o mundo a sair da crise atual. Um desses grupos discute formas de assegurar o acesso à alimentação das camadas mais vulneráveis da população mundial. De acordo com Célio Porto, a experiência do Brasil com o Fome Zero estimulou a África do Sul a desenvolver programa com nome semelhante para atender à população mais pobre.

A escassez de alimentos em regiões pobres da África deverá ser abordada em junho deste ano, na reunião Rio+20, que será realizada no Brasil. Porto lembrou que os cinco países do Brics têm diretrizes comuns, mas planejam suas ações de forma individual. Segundo ele, o esforço do Brasil para se aproximar da África pode fazer com que outros países cooperem com nações mais pobres. “Embora o Brasil não tenha tantos recursos como os países desenvolvidos, detém experiências importantes que pode repassar para os demais.”

10.01.12 - tue

Exportação em baixa freia setor calçadista

Exportação em baixa freia setor calçadista

Sem aumentar significativamente as exportações de calçados desde 2004, a indústria calçadista de Franca prevê mais um ano de crescimento baixo na produção -em torno de 3% ao longo de 2012.


O índice é menor que a projeção feita pela Ablac (Associação Brasileira de Lojistas de Artefatos e Calçados) para o setor em nível nacional -a estimativa é de 5%.


Para o Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), o baixo crescimento esperado para este ano reflete a concorrência com os calçados asiáticos, o freio previsto para a economia nacional e a crise econômica europeia, que tem atrapalhado ainda mais as exportações.


Os números do setor em 2011 ainda não foram consolidados, mas, de acordo com o presidente do Sindifranca, José Carlos Brigagão, a indústria teve no ano passado um desempenho abaixo do registrado em 2008, ano da crise econômica mundial.


Naquele ano, o polo calçadista de Franca produziu um total de 28,7 milhões de pares -em 2010 foram fabricados 35,5 milhões de pares.


Em relação às vendas para o mercado externo, de acordo com Brigagão, o balanço do setor deve indicar a exportação de 3 milhões de pares de sapatos em 2011.


O número prova que, a cada ano, o polo calçadista tem ampliado ainda mais sua dependência em relação ao mercado interno.


"Para uma indústria que exportava 15 milhões [em 1993], é muito pouco", diz.


ALTERNATIVAS


Como alternativa para driblar a baixa expansão prevista para 2012, o Sindifranca estuda uma série de ações para agregar valor ao produto e tentar torná-lo mais conhecido dentro e fora do país.


Segundo Brigagão, há espaço para crescer em um ritmo maior, já que existe 20% de ociosidade no parque fabril. Por isso, o setor vai focar na qualidade do produto.


Novos designs nos pares e melhoria na gestão empresarial são as apostas do sindicato, que investe em cursos para modernizar a administração das indústrias.


Neste ano, o sindicato pretende colocar em prática o projeto de um instituto de formação empresarial, com aulas práticas e teóricas para os empresários, em parceria com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).


Além disso, o Sindifranca convidou um estilista italiano para dar uma palestra sobre calçados femininos aos empresários locais.


A estratégia pode aumentar as vendas e permitir uma maior diversificação das linhas de produção -em média, 84% dos calçados de Franca são masculinos.


A linha feminina corresponde a 14% da produção e a infantil aos 2% restantes.


Em fevereiro, o Sindifranca também vai divulgar um plano estratégico no qual vai detalhar cerca de cem ações a serem adotadas na tentativa de tirar o setor da crise.


Por Valor Econômico

 

10.01.12 - tue

Receita de ferrovias cai até 10% com proposta da ANTT

Receita de ferrovias cai até 10% com proposta da ANTT

A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) colocou em consulta pública nesta segunda-feira sua proposta de revisão das tabelas dos tetos tarifários aplicados pelas concessionárias de ferrovias.


De acordo com a agência, a proposta prevê reduções médias de 15% para cargas gerais e de 40% para cargas mais pesadas. Segundo o superintendente de Serviços de Transportes de Cargas da ANTT, Noboru Ofugi, a proposta, se aprovada nesta configuração, deve causar redução na receita das concessionárias de até 10%.


Na prática, porém, o efeito depende da empresa e do produto transportado, já que para cada variável dessas há preços diferentes.


"O que foi calculado nas simulações é que chegariam, em alguns casos, a reduções de 8% a 10% nas receitas", disse Ofugi em entrevista por telefone.


Ele ressaltou que hoje as ferrovias já aplicam tarifas inferiores ao teto e que a revisão dessas tarifas máximas vai reduzir a margem.


"O que vinha ocorrendo é que o teto era muito alto, com margem muito grande para eles negociarem a tarifa. O que a gente fez foi propor reduzir esse teto, trazendo-o para números mais condizentes com a realidade", disse o superintendente.


Ofugi explicou que o atual modelo baseava-se nas tarifas cobradas pela antiga rede estatal de ferrovias, com correções pela inflação aplicadas nos últimos 15 anos.


"Desde então, nunca foi feito um estudo para ver realmente a pertinência da tarifa praticada", comentou.


O que se notou, segundo ele, é que os custos de operação das vias estariam superestimados e foi isso que a atual revisão procurou corrigir.


Por Canal do Transporte

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