27.07.10 - tue

FACISC inicia testes com Certificação de Origem digital

FACISC inicia testes com Certificação de Origem digital
Novidade será apresentada durante Itajaí Trade Summit. Além do Brasil, Chile, Argentina e Colômbia participam do projeto
Processos menos burocráticos, maior participação de produtos brasileiros no mercado internacional e diminuição de fraudes. São esses os principais objetivos de um projeto inovador de emissão digital de Certificados de Origem.  Na América do Sul, Brasil, Chile, Argentina e Colômbia fazem parte de um projeto piloto que irá testar esta novidade. Em Santa Catarina, a Federação de Associações Empresariais do Estado (FACISC) participa da fase de testes do projeto, e fará apresentação aos exportadores sobre como ele funcionará durante a feira Itajaí Trade Summit – ITS 2010, evento que acontece na cidade portuária de Itajaí (SC) entre os dias 15 e 17 de setembro.
A FACISC faz parte de um grupo de entidades emissoras de Certificado de Origem de produtos brasileiros, documento necessário para transporte e exportação de mercadorias. Em 2010, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) iniciou um projeto piloto no Brasil para emissão digital deste certificado, com o objetivo de agilizar os processos, diminuir as fraudes e facilitar a entrada em novos mercados. Os testes no país iniciaram em julho, em uma iniciativa inédita no mundo. Além da FACISC, outras nove entidades emissoras participam do projeto.
“Juridicamente, os Certificados digitais terão a mesma validade que os impressos, desde que sejam emitidos e assinados eletronicamente”, afirma o presidente da FACISC, Alaor Tissot. “As assinaturas digitais vão garantir a autenticidade, autoria e integridade do documento. O Certificado de Origem Digital atende a rígidos padrões de segurança e dará ao comércio exterior maior confiabilidade. A utilização desse documento eliminará possibilidades de falsificações, comumente verificadas em documentos escritos, reduzirá custos dos serviços e garantirá agilidade à emissão”, completa.
Há menos de um mês, entidades emissoras do certificado estão fazendo a homologação do processo. A segunda etapa do projeto, prevista ainda para 2010, envolve aduanas parceiras do Brasil na Argentina, Colômbia e Chile. Concluídos os testes, as federações emissoras publicarão uma cartilha para esclarecer o funcionamento do sistema, que passará a ser adotado em todas as atividades de exportação.
Segundo Tissot, a presença de grandes empresas exportadoras no evento faz da Itajaí Trade Summit uma oportunidade ideal para a apresentação da novidade. “Sempre temos uma avaliação positiva da nossa participação na ITS. O evento tem ótima organização, público qualificado e prestigia a cidade de Itajaí, que é um importante centro de exportação em Santa Catarina”, afirma. “O Brasil está em um cenário favorável no pós-crise. As empresas têm que aproveitar esta oportunidade para ampliar a sua participação no mercado internacional”, completa o presidente.Sobre a FACISC


A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina reúne cerca de 25 mil empresários filiadas a Associações Comerciais e Industriais no Estado. Atualmente, possui representantes da indústria, comércio, prestação de serviços, agronegócios, profissionais liberais, turismo e demais formas organizadas de desenvolvimento e fomento empresarial. Fundada em 26 de Junho de 1971, a FACISC atua na prestação de serviços para os empresários, incluindo assessoria, consultoria, organização de treinamento, seminários e eventos.

Sobre a feira

Destinada a profissionais de grandes, médias e pequenas empresas exportadoras, importadoras, prestadoras de serviços e equipamentos, a Itajaí Trade Summit - ITS é o mais qualificado encontro da área de Logística, Transporte e Comércio Internacional das regiões Sul e Sudeste do Brasil e dos países do MERCOSUL. Realizado pela NetMarinha, empresa que administra o maior portal de comércio internacional e logística do Brasil, o evento está em sua terceira edição. Em 2009, a feira atraiu mais de sete mil visitantes e 60 expositores à cidade portuária de Itajaí (SC).
Paralelamente à feira, acontece o Fórum NetMarinha 2010. Através dele, serão realizados seminários, workshops e debates para trazer ao público as discussões atuais do comércio internacional e logística. Com a participação de representantes da indústria, especialistas e entidades relacionadas à área, serão debatidas questões de interesse do setor no Brasil.
27.07.10 - tue

Déficit externo não preocupa; dificuldade de exportar, sim

O BC divulga todo mês os dados das contas externas. Em junho, o déficit em transações correntes foi de US$ 5,2 bilhões. Além do comércio, entram turismo, remessas das multinacionais, pagamento de juros da dívida, entrada e saída de capital de investimento, serviços.
O déficit acumulado no ano é de US$ 40,9 bilhões, 2,1% do PIB. Isso é assustador? Não, não provocará uma crise, mas é preciso acompanhar esses dados. O mais importante é que hoje temos uma situação diferente da do passado, quando não podíamos ter déficit assim.
Achei muito pequeno o investimento direto estrangeiro, que caiu muito. Há muitos anos não via um IED menor que US$ 1 bilhão. Em junho, ficou em US$ 708 milhões. Pouco investimento de que a gente gosta, no setor produtivo, de empresas que vêm para ficar. Em julho, segundo o BC, já está melhor: em US$ 1,6 bilhão; mas mesmo assim, é pouco.
As reservas cambiais, que nos dão tranqüilidade para passar por esse momento de déficit, são de US$ 253 bilhões; e a dívida total externa brasileira de US$ 225 bilhões. Com isso, a gente continua tendo mais reserva do que dívida.
A balança comercial até junho está fraquinha. A queda é de 44% nesse saldo. Mas o nosso fluxo comercial, mais importante do que o saldo, cresceu 34% este ano em relação ao ano passado. Estamos aumentando as importações (44,7%) e as exportações (26,5%). O ritmo de crescimento das exportações é muito maior que o das importações. As exportações são impactadas pela elevação do preço do minério de ferro, que passou a ser o grande produto brasileiro.
Ou seja, continuamos com as transações no negativo. É bom ficar acompanhando isso, porque gato escaldado tem medo de água fria. A gente já teve várias crises cambiais. Ter mais um mês de déficit em transações correntes, no entanto, não me preocupa; mas sim, ver açúcar parado no porto de Santos. Há dificuldade de exportá-lo, por conta da dificuldade logística, problema antigo dos portos brasileiros.
26.07.10 - mon

Exportações do Uruguai ao MERCOSUL crescem 27%

As exportações uruguaias ao MERCOSUL se recuperaram em 27% no primeiro quadrimestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo informou o instituto Uruguai XXI. Em 2009, as vendas locais ao bloco integrado também por Argentina, Brasil e Paraguai -- com a Venezuela em processo de incorporação -- tiveram uma diminuição de 4% em relação a 2008. De acordo com a instituição, o que o Uruguai exporta ao MERCOSUL é formado em 38% por "manufaturas com conteúdo tecnológico".
Dentro deste ramo os bens com maior incidência foram pets (pré-formas para garrafas plásticas), com 18%; peças de carros, com 11%; e automóveis, com 8%. Enquanto isso, a exportação dessa mesma classificação ao resto do mundo foi de somente 14%. Em contraposição, 68% dos artigos que o Uruguai exporta aos demais países são produtos primários, enquanto que esta categoria atinge 30% entre as comercializações feitas dentro do MERCOSUL.
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