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Para economista, Brasil exportará menos
Os efeitos do desequilíbrio econômico mundial ainda são incertos, porém, um dos reflexos sentidos no Brasil, será no mercado de trabalho diretamente ligado às exportações, que terão uma diminuição de ritmo. Pelo menos é o que afirma o economista José Pastore.
Ele explica que se a China for afetada fortemente pela recessão da Europa e EUA (Estados Unidos), o País sofrerá porque exportará menos apreços cadentes. "Isso terá um efeito negativo no emprego diretamente ligado às exportações e também indireto, ou seja, nas atividades que circundam as exportações, como na administração, transporte e logística", afirma.
O especialista diz, no entanto, que ainda é cedo para dimensionar a profundidade do impacto e que, apesar dos temores, o Brasil está marcado para crescer, por ter "vantagens comparativas muito fortes em relação a outros países", finaliza.
Por: Guia marítimo
Terminal de Navegantes bate recordes de produtividade
Márcia Pinna Raspanti, de São Paulo
A produtividade da Portonave - Terminais Portuários de Navegantes vem crescendo de desde fevereiro e, no mês de junho, o terminal bateu o recorde de movimentos de contêineres por hora (MPH). O índice alcançado foi de 66 MPH, ante aos 63,9 MPH registrados em maio. No primeiro semestre de 2011 a movimentação de contêineres por hora na Portonave teve um aumento de 39% em relação ao mesmo período do ano passado. O ganho de eficiência e competitividade deve-se a modernização dos equipamentos e a tecnologia inovadora do terminal.
Desde a inauguração, em outubro de 2007, até junho de 2011, o Terminal catarinense movimentou 1.510.149 TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés). Três portêineres e dois guindastes fazem a movimentação dos contêineres do pátio até o navio, além do caminho inverso, e oito transtêineres reposicionam os contêineres em terra. O terminal ainda possui 25 Terminal Tractors, caminhões especialmente desenvolvidos para trabalho portuário, que comportam até 40 toneladas por vez.
A equipe qualificada é essencial para operação dos equipamentos e o planejamento do armazenamento das cargas no Terminal e nas embarcações reflete diretamente na agilidade das operações. O navio com a maior produtividade em junho foi o MSC Carolina da empresa MSC Mediterranean Shipping Company com 103,3 movimentos por hora.
O diretor-superintendente administrativo da Portonave, Osmari de Castilho Ribas, comenta os resultados obtidos pelo terminal:
Global Online: A que se devem os recordes de produtividade da Portonave? Por que há uma crescente de produtividade desde fevereiro de 2011?
Osmari de Castilho Ribas: A modernização dos equipamentos e a tecnologia inovadora oferecidas pelo Terminal são fatores que colaboraram para melhorar a produtividade. A Portonave possui três Portêineres Post Panamax, que trabalham em navios com até 40 metros de largura, com capacidade para movimentar simultaneamente até dois contêineres de 20 pés cheios e 25 Terminal Tractors, que são caminhões especialmente desenvolvidos para trabalho portuário, comportam até 40 toneladas por vez. Além dos equipamentos de última geração, o alto índice de produtividade também deve-se ao excelente conhecimento das operações por parte dos nossos colaboradores e a melhoria contínua dos processos e procedimentos de planejamento.
Global Online: Como o sr. avalia o cenário econômico de 2011?
Ribas: A balança comercial brasileira registrou valores recordes para as exportações e importações nos primeiros seis meses do ano. O mercado está aquecido e a valorização do real fez com que o valor dos produtos estrangeiros baixasse o que facilita a aquisição de produtos importados pelos consumidores brasileiros. Além disso, a expansão da economia brasileira elevou o consumo, de maneira que as importações aumentaram em todo o país
Por outro lado, o momento para a exportação também é muito positivo. Todos querem fazer negócio com o Brasil, que atinge índices de exportação favoráveis e superávit.
Global Online: Que setores têm impulsionado o crescimento da Portonave?
Ribas: Na exportação podemos destacar as carnes congeladas, frango, suíno e bovino, madeira e tabaco. Já na importação, o aço importado por meio da Portonave teve um crescimento de 95% no primeiro semestre de 2011, em relação ao mesmo período de 2010. Também podemos destacar o plástico e maquinários.
Global Online: Qual a expectativa de crescimento para os próximos dois anos?
Ribas: Certamente investiremos em soluções adequadas para atender a demanda e atrair novos clientes.
Global Online: Quais os resultados de 2010?
Ribas: O faturamento da Portonave teve aumento de 57% em 2010, comparado a 2009. A receita bruta da empresa foi de R$ 252,5 milhões. E a Iceport, com a operação de trading company, obteve um faturamento de R$ 45,1 milhões, uma evolução de 285% frente ao ano anterior.
Global Online: Quais os diferenciais do terminal?
Ribas: O fato de a Portonave ter um terminal frigorífico e trading company integradas ao Terminal é um dos diferenciais. Além disso, contamos com uma equipe qualificada e equipamentos de ponta. O Terminal possui três portêineres post panamax, utilizados para carregar e descarregar contêineres do navio para o costado e vice-versa, com capacidade para içar até 75 toneladas; dois guindastes MHC, que podem erguer 41 toneladas no sistema spreader ou 104 toneladas com gancho; oito transtêineres, com capacidade para até 61 toneladas de carga e empilhamento de seis posições de altura; três Reach Stackers responsáveis pelo empilhamento de contêineres, com capacidade para erguer 45 toneladas e 25 terminal tractors, com capacidade de até 60 toneladas, usados para o transporte interno de contêineres.
A Portonave também atua com responsabilidade social e ambiental e, desde o início das operações, em outubro de 2007, conquistou importantes prêmios nas áreas de meio ambiente, recursos humanos e responsabilidade social. Entre eles: Prêmio Expressão de Ecologia, em Gestão Ambiental (2010); Prêmio Empresa Cidadã, ADVB-SC (2010); Comenda do Legislativo Catarinense (2009); Prêmio Ser Humano, ABRH – seccional Santa Catarina (2009); Prêmio Fritz Müller – categorias: Conservação de Insumos de Produção e Água e Gestão Ambiental (2009) e Prêmio Fritz Müller – categoria: Conservação de Insumos de Produção – Água (2007).
Global Online: Quais os investimentos previstos para os próximos dois anos?
Ribas: Como respondido anteriormente, os investimentos serão para atender a demanda e atrair novos clientes
Global Online: Quais as dificuldades que a operação enfrenta?
Ribas: Sem dúvidas as condições climáticas. Com as chuvas, tivemos cheias no Rio Itajaí-Açu e o canal da barra precisou ser fechado, impossibilitando a entrada de navios no Complexo Portuário por algumas horas, o que gera alguns transtornos.
Por: Global online
Leônidas Cristino anuncia investimentos para Itajaí
O ministro chefe da SEP (Secretaria Especial de Portos), Leônidas Cristino, após deixar a Santos Export na quinta-feira, dia 25 de agosto, embarcou em vôo para Itajaí (SC). Na sexta-feira, o ministro visitou o cais do porto e as obras de recuperação e reforço do molhe norte, executadas com recursos do Governo Federal.
Cristino disse que os investimentos nas obras de reforço e realinhamento dos berços três e quatro, no Porto Público, e modernização da retroárea, estão assegurados na segunda fase do PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento), de cerca de R$ 140 milhões. Também falou de projetos em andamento em outros portos e garantiu que os serviços de dragagem que estão sendo executados nos canais interno e externo do Complexo Portuário do Itajaí estão dentro do cronograma estipulado pela SEP. O prazo para a conclusão da dragagem é novembro de 2011.
"Estamos desenvolvendo o Porto de Santos, o Porto do Rio de Janeiro e agora o Porto sem Papel em Vitória", declarou. "Além disso, temos as obras de recuperação do cais, o realinhamento do berço 3 e 4 do Porto de Itajaí e o governo está investindo uma boa quantidade de recursos para que o setor portuário consiga acompanhar o crescimento do Brasil", disse ele, ressaltando o investimento de R$ 140 milhões do PAC 2, de um total de R$ 1,59 trilhão previstos para o Programa, no Porto de Itajaí.
Outro assunto comentado foi a situação do modelo de concessão do Porto de São Francisco do Sul (SC). "A expectativa é de que a situação seja resolvida até setembro, afirmou o ministro. "Estamos analisando modelos de concessão para o Porto de São Francisco do Sul e o governo está buscando a melhor opção", completou.
A concessão do Porto ao Estado de Santa Catarina para exploração do terminal expira no mês de setembro e o governador Raimundo Colombo já se reuniu com órgãos federais para renovar a licença. Porém, o ministério pretende instituir uma forma de gestão compartilhada entre as concessionárias e o Governo Federal. Segundo dados do Porto, ele foi responsável por 48% da movimentação do Estado, com um total de 10,3 toneladas.
A autoridade da SEP (Secretaria Especial dos Portos) também falou sobre a polêmica dos sindicatos portuários e disse respeitar muito as entidades. Na terça-feira, o ministro recebeu trabalhadores portuários, na reunião em que ocorreu anúncio da intervenção a ser realizada no Instituto de Seguridades Portus. De acordo com nota no Diário Oficial da União, a medida tem o intuito de sanear o Fundo de Pensão dos Trabalhadores e Leônidas reafirmou que os trabalhadores não devem ser prejudicados com a ação.
A visita a Itajaí se deu durante o 2º Conccap (Congresso Nacional de Conselheiros de CAPS), no qual Leônidas Cristino participou de almoço com representantes dos Conselhos de Autoridade Portuária de todos os portos brasileiros, além de executivos de entidades relacionadas à atividade portuária.
O evento, que reuniu cerca de 170 presidentes e representantes dos CAPS (Conselhos de Autoridade Portuária) e discutiu sobre a realidade portuária brasileira. O destaque do primeiro dia foi a quest"ao da "independência dos Conselhos de Autoridade Portuária, suas competências e seus relacionamentos com as administrações dos portos e órgãos intervenientes".
No segundo dia de Congresso os temas apresentados foram a "atuação e responsabilidade dos conselheiros" e "o CAP e seu relacionamento com a gestão de mão de obra", discutidos em dois painéis. Já o painel de encerramento abordou o tema "modernização da gestão e administração portuária".
O presidente do CAP do Porto de Itajaí, Anselmo José de Souza, destacou que o CONCCAP é uma importante ferramenta para fomentar o debate de forma aberta e democrática de assuntos comuns a grande maioria dos portos brasileiros e destacou a importante participação do ministro de Portos no evento.
Por: Guia marítimo



