09.07.10 - fri

Ibama lança ofensiva nos principais portos do país

Ibama lança ofensiva nos principais portos do país

Um dia após quatro agentes do escritório do Ibama em São Paulo embargarem e multarem o porto de Santos, o maior do país, o presidente da agência ambiental federal determinou o fechamento dos portos de Paranaguá e Antonina -complexo que é o segundo mais importante do país. A decisão foi tomada devido à falta de compromisso da administração em buscar o licenciamento ambiental do complexo portuário.

Em relação ao primeiro, o Ibama nacional suspendeu a multa de R$ 10 milhões e a determinação de paralisação das operações no cais santista apenas três horas após a notificação ter sido entregue à Codesp.

Nesse caso, o Ibama de Brasília determinou uma sindicância para saber quais as motivações que levaram os agentes a ignorar o processo de licenciamento pelo qual passa o porto de Santos e aplicar a punição.

A situação é mais grave no porto de Paranaguá. O próprio presidente do Ibama, Abelardo Azevedo, determinou o fechamento do porto.

A decisão foi tomada devido à falta de compromisso da administração em buscar o licenciamento ambiental do complexo portuário.

Diferentemente do porto de Santos, administrado por uma empresa vinculada à Secretaria Especial de Portos, o porto paranaense é administrado pela Appa (Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina), ligada ao governo do Estado do Paraná.

Ontem, alguns terminais (como o de contêineres, o da Petrobras e outros) recorreram à Justiça e obtiveram liminares para manter a operação.

Segundo a administração do porto, a operação de 13 navios foi afetada em decorrência do embargo determinado pelo Ibama. ( Com informações Folha de S. Paulo)

 

Juiz suspende embargo aos portos do Paraná

O juiz federal de Paranaguá, Marcos Josegrei da Silva, concedeu na madrugada desta sexta-feira (09) uma liminar a favor da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) suspendendo o embargo feito pelo Ibama às atividades dos portos paranaenses.

O juiz determinou que o Ibama retire imediatamente os lacres dos navios e dos equipamentos. Caso isso não ocorra, a própria Appa está autorizada a retirar os lacres e restabe

09.07.10 - fri

Ásia continua a puxar avanço global, vê FMI

O Fundo projeta agora que esses países crescerão 9,2% neste ano (0,5 ponto percentual mais do que estimara em abril). A China e a Índia são os principais destaques, mas a previsão é que nenhum dos dez maiores emergentes asiáticos cresça menos que 6%.

O órgão, porém, diz que a retomada da região (grande exportadora) pode ser afetada pela crise na Europa.

08.07.10 - thu

Avanço de chineses na África preocupa Brasil

A intenção de disputar de forma mais acirrada novos mercados com a China está dando o tom da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a países da África. A intenção ficou ainda mais explícita no discurso que o presidente fez a empresários brasileiros e tanzanianos ontem, em Dar es Salaam, capital da Tanzânia.
Em vários momentos, Lula referiu-se à China e procurou vender a imagem de que o Brasil, ao contrário do gigante asiático, tem produtos de melhor qualidade e gera empregos nos países onde investe. Lula citou a disputa por minas de ferro que a Vale acabou perdendo para os chineses.
"Nada contra os meus amigos chineses. Pelo contrário [a China], é um grande parceiro nosso e queremos manter nossa parceria estratégica. Mas a verdade é que, às vezes, eles ganham uma mina e trazem todos os chineses para trabalhar naquela mina. E fica sem gerar oportunidade para os trabalhadores do país", disse Lula.
De olho nos recursos naturais da África, o presidente procurou avalizar os interesses da Vale na Tanzânia e aproveitou para criticar a forma chinesa de exploração. "É importante que todos se deem conta de que a Vale tem que vir aqui fazer investimentos, gerar emprego aqui e contratar trabalhadores da Tanzânia para trabalhar nos projetos, e não trazer trabalhadores do Brasil, como alguns [países] fazem, que não é boa política", disse Lula
Em 2004, a Vale perdeu para os chineses a disputa para a exploração de uma mina de ferro no Gabão. Nos próximos meses, a empresa pretende disputar duas licitações para explorar na Tanzânia minas de carvão, fosfato (matéria prima para fertilizantes), cobre, níquel e potássio. Segundo o presidente da Vale, Roger Agnelli, o investimento que a empresa pretende fazer na Tanzânia chega a US$ 2 bilhões, valor semelhante ao já investido pela empresa em Moatize (Moçambique) para exploração de carvão metalúrgico.
Lula é o primeiro presidente brasileiro a visitar a Tanzânia. As trocas comerciais com o país do oeste da África somaram em 2009 US$ 31 milhões. Para Lula, essa cifra modesta pode se expandir muito com o ambiente de estabilidade política e segurança jurídica que o país oferece atualmente.

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