12.09.11 - mon

Corrida por market share pode atrasar recuperação do setor.

De acordo com estudo da Alphaliner, as margens operacionais entre os 20 maiores operadores de carga marítimos variaram de 8% a -19%. O documento afirma que devido às fracas condições operacionais, apenas quatro operadoras (Maersk, CMA CGM, Hapag Lloyd e OOCL) obtiveram resultados positivos. Outras quatro linhas de navegação não publicaram nenhum resultado financeiro.

O acumulado de perdas das 16 operadoras que publicaram seus resultados chegou a US$ 360 milhões - uma piora significativa em comparação com os 3,8 bilhões em lucros registrados no mesmo período de 2010.

A maioria das operadoras já alertou aos investidores para se prepararem por um ano inteiro de perdas, afirma o relatório. Os resultados de 2011 incluem um número de itens não-recorrentes que ajudou a impulsionar as margens das operadoras que relataram resultados positivos.

A Maersk incluiu US$ 118 milhões de ganhos proveniente das vendas de ativos de navegação que, se excluídos, teriam baixado as margens de seu EBIT (Earnings before interests and taxes) de 3,3% para 2,4%. Enquanto o Ebit da Hapag Lloyd de 29 milhões de euros (US$ 40,8 milhões) incluiu 79 milhões de euros em ganhos de seguros que, se excluídos, baixariam as margens da linha operacional positiva de 1% para 1,7%.

"As más condições operacionais deste ano são devido à grande quantidade de oferta, que até agora os operadores falharam em superar", disse a Alphaliner. A análise ainda afirma que as empresas estão relutando em abandonar estratégias de market share e mantiveram a capacidade, mesmo com a queda dos ganhos.

"Diferentemente de 2009, quando os operadores trabalhavam com margens negativas, a atual disparidade dos ganhos significa que algumas linhas ainda estão preparadas para lutar pela participação de mercado. E essas empresas mantêm ou, pior, aumentam o tamanho da frota, mesmo havendo algumas operadores de longo curso que já começaram a lançar navios em excesso. Esse comportamento vai atrasar a recuperação de todo o sector numa situação em que o ambiente operacional deve piorar no final de 2011 e início de 2012, antes de que se possa esperar qualquer recuperação real".

Apenas uma empresa grande teve falência - a TCC (The Containership Company) em abril. No entanto, o futuro de algumas operadoras de segunda linha já é incerto. E isto inclui a CSAV que, depois de reportar prejuízo líquido de US$ 525 milhões no primeiro semestre, e perdas diárias de cerca de US$ 3 milhões, enfrenta um grave problema de liquidez.

Por: Guia marítimo

08.09.11 - thu

Imposto de Importação: Sete produtos terão taxa aumentada

Imposto de Importação: Sete produtos terão taxa aumentada

Sete produtos foram incluídos na lista de exceção à TEC (Tarifa Externa Comum), pela CAMEX (Câmara de Comércio Exterior), do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior). Entre os produtos incluídos, estão aparelhos de ar-condicionado do modelo split, com capacidade inferior a 7.500 btus, bicicletas comuns e pneus de bicicleta.
A inclusão na lista de exceção pode ser feita para reduzir ou aumentar o Imposto de Importação do produto que vem de fora. Desta vez, os impostos de todos os produtos incluídos na lista foram elevados, conforme destacou o secretário executivo da Camex, Emílio Garófalo.
“Com a valorização cambial e a crise econômica, houve aumento de importações. Isso traz a necessidade de fazer essa elevação temporária das alíquotas. Isso não é garantia que as alíquotas ficarão a esse nível”, disse. A revisão da lista de exceção ocorre a cada seis meses.
Para a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, a medida mostra a preocupação do governo em assegurar a competitividade internacional. “A TEC brasileira é geralmente utilizada para reduzir o Imposto de Importação. Hoje, foi utilizada para aumentar. Isso é reflexo da preocupação do governo com importações crescentes e setores específicos da indústria afetados por essa importação”, acrescentou.
O Imposto de Importação das bicicletas passou de 20% para 35%. As bicicletas de competição ficam isentas da nova alíquota. No caso dos aparelhos de ar-condicionado, a alíquota também foi fixada em 35%, antes era 18%. Também passa a ser taxada em 35% a importação de pneus de borracha de bicicletas, porcelanatos, partes referentes a unidades condensadoras ou evaporadoras para fabricação de aparelhos de ar-condicionado, barcos a motor e rodas e eixos ferroviários.


(Informações: Agência Brasil / Foto: Divulgação)

 

08.09.11 - thu

Certificado de Origem online facilitará processo legal de exportação

A ACS (Associação Comercial de Santos) colocou à disposição dos exportadores o Certificado de Origem online, que deve facilitar e agilizar o processo legal de exportação. Ele é um documento legal que comprova a procedência do produto adquirido pelo importador e o sistema que o emite já foi homologado pelo Deinter (Departamento de Negociações Internacionais), Secex (Secretaria de Comércio Exterior) e MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio). O sistema, chamado Protheus, foi desenvolvimento pela empresa de software Totvs e pode ser acessado pelo site da Associação.
Para utilizá-lo, o exportador deve preencher no sistema os dados para emissão da fatura do serviço e acessar o formulário desejado, conforme acordo comercial e país do destino. Depois ele deve lançar as informações solicitadas e enviar online para o Departamento de Certificado de Origem da ACS, que verifica os dados. Caso seja necessário efetuar alguma correção, o exportador é informado via Internet.
Com o preenchimento do Certificado de Origem, o interessado pode retirar o documento na ACS, já assinado. Ele permite ao exportador credenciar dois ou mais representantes para interagir no sistema online, podendo utilizá-lo despachantes aduaneiros, comissárias de despachos, dentre outras empresas. E, de acordo com a ACS, os dados são sigilosos e apenas a exportadora tem acesso às informações.
Segundo o presidente da Associação Comercial de Santos, Michael Timm, a implantação do sistema de emissão de certificado de origem online é uma etapa importante do processo de modernização da ACS. Ele afirma que deve facilitar o dia a dia dos associados e dos exportadores em geral, além de também ampliar a segurança e a qualidade do serviço. Timm destacou que a execução desse projeto demandou mais de um ano de trabalho e que, com ele, a Associação também está cumprindo um compromisso de gestão. O próximo passo será a Certificação de Origem Digital", afirmou.

Por: Guia marítimo.

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