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02.03.10 - tue
UE conclui negociação de livre comércio com Colômbia e Peru
A União Europeia (UE) concluiu ontem com o Peru e Colômbia as negociações de um acordo de livre comércio. Para os exportadores brasileiros, isso pode resultar em desvantagem e maior competição nesses mercados.
O acordo prevê o fim das tarifas de importação, com liberalização de 80% do comércio de produtos industriais com o Peru e de 65% com a Colômbia, abrindo oportunidades de centenas de milhões de dólares de novos negócios.
Para a Europa, o interesse é sobretudo exportar carros, máquinas, serviços (bancos, telecomunicações), vinhos e produtos lácteos. Para os dois países andinos, a expectativa é reforçar suas exportações de açúcar, rum, banana e outros produtos agrícolas, como carnes de frango e bovina.
As tarifas de importação nos 27 países do bloco europeu já são baixas. Mas o acordo permitirá a entrada de produtos de Peru e Colômbia com taxa menor ou sem taxa. Já produtos brasileiros similares continuarão sujeitos à taxa normal, se não houver rapidamente um acordo Mercosul-UE.
Segundo negociadores, a Colômbia conseguiu incluir a "salvaguarda agrícola" da Organização Mundial do Comércio (OMC), para frear alta súbita de importações procedentes da Europa, normalmente beneficiadas por subsídios.
Por sua vez, a imprensa peruana diz que Bruxelas aceitou as 200 milhas marítimas peruanas para estabelecer as regras de origem de produtos pesqueiros. O Peru diz ter conseguido também ampliar cota para exportações de banana a 75 mil toneladas, passando a ter vantagem em relação ao Equador, que abandonou a negociação. Além disso, o Peru teria conseguido cota de 32 mil toneladas de açúcar (e produtos de alto teor em açúcar) e cota de 30 mil toneladas de arroz, também com tarifa zero.
Entusiasmado também com a entrada em vigor de acordo comercial com a China, o presidente peruano, Alan García, falou de "dia histórico", com "o campo aberto para o Peru fazer gols", que poderão representar criação de centenas de empregos.
A UE é o segundo parceiro comercial da região andina, atrás dos EUA, com comércio total de US$ 24,3 bilhões em 2008. Produtos agrícolas perfazem 47% das compras europeias nos dois países.
Para a UE, o "ambicioso acordo" inaugura uma nova abordagem nas relações comerciais de investimentos com os dois países andinos. Bruxelas impôs uma cláusula que prevê a suspensão do acordo se não forem cumpridos compromissos de respeito aos direitos humanos e de desenvolvimento sustentável da economia, baseado na proteção e na promoção de direitos ambientais e trabalhistas.
Negociar é uma coisa, aprovar e colocar em vigor é outra. A expectativa das autoridades é de implementar o acordo por volta de 2012. O Parlamento Europeu, agora com mais poderes, pode querer rever aspectos da negociação. Por exemplo, apesar de cláusulas sindical e trabalhista, ainda há oposição à assinatura do acordo, já que a Colômbia é apontada como um dos países com maior número de sindicalistas assassinados no mundo.
Dois outros países andinos abandonaram a negociação. O Equador, por causa da disputa da banana, na qual acusa a UE de não respeitar decisões da OMC para abrir seu mercado. A Bolívia alegou "desacordos ideológicos".
Até agora, a UE tinha acordos comerciais na região apenas com México e Chile. Negocia também com países da América Central, na expectativa de concluir o entendimento na cúpula UE-América Latina em maio, em Madri.
Será também onde a UE e o Mercosul esperam relançar a negociação de um entendimento comercial bem mais amplo e de maior interesse para as empresas dos dois lados.
O acordo prevê o fim das tarifas de importação, com liberalização de 80% do comércio de produtos industriais com o Peru e de 65% com a Colômbia, abrindo oportunidades de centenas de milhões de dólares de novos negócios.
Para a Europa, o interesse é sobretudo exportar carros, máquinas, serviços (bancos, telecomunicações), vinhos e produtos lácteos. Para os dois países andinos, a expectativa é reforçar suas exportações de açúcar, rum, banana e outros produtos agrícolas, como carnes de frango e bovina.
As tarifas de importação nos 27 países do bloco europeu já são baixas. Mas o acordo permitirá a entrada de produtos de Peru e Colômbia com taxa menor ou sem taxa. Já produtos brasileiros similares continuarão sujeitos à taxa normal, se não houver rapidamente um acordo Mercosul-UE.
Segundo negociadores, a Colômbia conseguiu incluir a "salvaguarda agrícola" da Organização Mundial do Comércio (OMC), para frear alta súbita de importações procedentes da Europa, normalmente beneficiadas por subsídios.
Por sua vez, a imprensa peruana diz que Bruxelas aceitou as 200 milhas marítimas peruanas para estabelecer as regras de origem de produtos pesqueiros. O Peru diz ter conseguido também ampliar cota para exportações de banana a 75 mil toneladas, passando a ter vantagem em relação ao Equador, que abandonou a negociação. Além disso, o Peru teria conseguido cota de 32 mil toneladas de açúcar (e produtos de alto teor em açúcar) e cota de 30 mil toneladas de arroz, também com tarifa zero.
Entusiasmado também com a entrada em vigor de acordo comercial com a China, o presidente peruano, Alan García, falou de "dia histórico", com "o campo aberto para o Peru fazer gols", que poderão representar criação de centenas de empregos.
A UE é o segundo parceiro comercial da região andina, atrás dos EUA, com comércio total de US$ 24,3 bilhões em 2008. Produtos agrícolas perfazem 47% das compras europeias nos dois países.
Para a UE, o "ambicioso acordo" inaugura uma nova abordagem nas relações comerciais de investimentos com os dois países andinos. Bruxelas impôs uma cláusula que prevê a suspensão do acordo se não forem cumpridos compromissos de respeito aos direitos humanos e de desenvolvimento sustentável da economia, baseado na proteção e na promoção de direitos ambientais e trabalhistas.
Negociar é uma coisa, aprovar e colocar em vigor é outra. A expectativa das autoridades é de implementar o acordo por volta de 2012. O Parlamento Europeu, agora com mais poderes, pode querer rever aspectos da negociação. Por exemplo, apesar de cláusulas sindical e trabalhista, ainda há oposição à assinatura do acordo, já que a Colômbia é apontada como um dos países com maior número de sindicalistas assassinados no mundo.
Dois outros países andinos abandonaram a negociação. O Equador, por causa da disputa da banana, na qual acusa a UE de não respeitar decisões da OMC para abrir seu mercado. A Bolívia alegou "desacordos ideológicos".
Até agora, a UE tinha acordos comerciais na região apenas com México e Chile. Negocia também com países da América Central, na expectativa de concluir o entendimento na cúpula UE-América Latina em maio, em Madri.
Será também onde a UE e o Mercosul esperam relançar a negociação de um entendimento comercial bem mais amplo e de maior interesse para as empresas dos dois lados.
02.03.10 - tue
Hillary acrescenta Argentina em viagem pela América Latina; giro inclui Brasil
A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, vai acrescentar uma parada na Argentina em sua viagem pela América Latina, informaram neste domingo autoridades norte-americanas. O giro regional inclui ainda visita a Brasília, prevista para a próxima quarta-feira (3).
Hillary viajará do Uruguai, onde participa nesta segunda-feira da cerimônia de posse do presidente eleito José Mujica, para Buenos Aires com o objetivo de reunir-se com a presidente Cristina Fernández Kirchner.
Nesta terça-feira, a secretária deve viajar ao Chile, atingido por um terremoto de magnitude 8,8 que matou ao menos 711.
Hillary se reunirá com a presidente, Michelle Bachelet, e o presidente eleito, Sebastian Piñera, por algumas horas antes de viajar ao Brasil.
A ausência da Argentina em seu programa original demonstrava o que alguns analistas consideram laços frios entre EUA e Argentina.
Segundo autoridades dos EUA, a escala na Argentina foi acrescentada uma vez que Hillary reduziu sua programação no Chile, onde o governo e a população enfrentam as consequências do terremoto devastador de sábado passado (27).
Em um primeiro momento, Hillary se encontraria com Cristina no Uruguai e seguiria ainda na segunda-feira para o Chile.
Hillary viajará do Uruguai, onde participa nesta segunda-feira da cerimônia de posse do presidente eleito José Mujica, para Buenos Aires com o objetivo de reunir-se com a presidente Cristina Fernández Kirchner.
Nesta terça-feira, a secretária deve viajar ao Chile, atingido por um terremoto de magnitude 8,8 que matou ao menos 711.
Hillary se reunirá com a presidente, Michelle Bachelet, e o presidente eleito, Sebastian Piñera, por algumas horas antes de viajar ao Brasil.
A ausência da Argentina em seu programa original demonstrava o que alguns analistas consideram laços frios entre EUA e Argentina.
Segundo autoridades dos EUA, a escala na Argentina foi acrescentada uma vez que Hillary reduziu sua programação no Chile, onde o governo e a população enfrentam as consequências do terremoto devastador de sábado passado (27).
Em um primeiro momento, Hillary se encontraria com Cristina no Uruguai e seguiria ainda na segunda-feira para o Chile.
fonte:netmarinha
01.03.10 - mon
Exportações Paranaenses ao Mercosul registram alta de 33%
As exportações paranaenses para os países do Mercosul atingiram US$ 8,766 bilhões em sete anos, crescimento de 33%. Nas importações, de 2003 a 2009, o Paraná comprou US$ 6,811 bilhões em produtos do bloco, alta de 19%. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Com o resultado, o Paraná teve um saldo na balança comercial de US$ 1,955.
Segundo o secretário de Estado da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, Virgílio Moreira Filho, os números revelam a aposta correta do empresariado estadual ao fortalecer negócios com os países vizinhos. “O Governo do Estado foi decisivo ao aproximar empresas, fomentar parcerias e transferências tecnológicas. Hoje o Mercosul é um bloco consolidado e um dos principais mercados do Paraná”.
Em 2002, as vendas do Paraná aos países integrantes do bloco – Argentina, Paraguai e Uruguai -, alcançavam US$ 263 milhões. Em 2003, o Estado já exportava US$ 501 milhões, alta de 90% sobre o ano anterior. A partir de 2006, o Paraná ultrapassou a barreira do bilhão em vendas (US$ 1,263), atingiu US$ 2,250 bilhões em 2008 e, mesmo no auge da crise econômica internacional, exportou US$ 1,327 bilhão em 2009.
País em processo de adesão final ao bloco do Mercosul, a Venezuela até 2002 comprava cerca de US$ 38 milhões em produtos paranaenses. De 2003 a 2009, o país sul-americano importou valores acima de US$ 1,616 bilhão do Paraná, sendo o ápice em 2008 (US$ 408 milhões). Em 2009, foram US$ 240 milhões, fechando 65% de alta na média dos últimos sete anos.
Governo busca elevar exportações
Acordos de cooperação, missões internacionais e rodadas de negócios promovidos pelo Governo do Paraná marcaram a elevação no fluxo de comércio entre as regiões. “Durante o governo Requião, o Mercosul foi prioridade no comércio exterior e os resultados provam que a medida foi determinante para encontrar novos nichos de mercados para o Paraná”, acrescenta o secretário Moreira Filho.Uma das medidas mais efetivas para a consolidação de negócios foi o fomento entre empresas com produtos com alto valor agregado. Atualmente, entre os principais produtos vendidos para a Argentina por exemplo, destaque para automóveis, tratores, peças automotivas, papel, produtos derivados do ferro e refrigeradores. No ano passado, o mercado argentino foi o terceiro maior comprador geral do estado, vindo logo atrás da China e Alemanha.
Elevados índice de crescimento valem também ao Paraguai e Uruguai. Até 2002, o Paraná vendia US$ 98 milhões em produtos para o Paraguai e atingiu US$ 309 milhões no ano passado. Com o Uruguai, as exportações paranaenses somavam US$ 27 milhões em 2002, e terminaram 2009 com US$ 157 milhões.
Empresas
Forte número de empresas estaduais exportadoras para o Mercosul foram verificadas ao longo dos anos. Chega a 580 o total de empresas do Paraná que vendem para o Paraguai, 500 para a Argentina, 340 para o Uruguai e 193 empresas que realizam negócios com a Venezuela.
Para 2010, novas missões estão sendo agendadas e políticas públicas para a inserção de empresas estaduais no Mercosul serão implantadas, adianta o secretário.
fonte:netmarinha
Segundo o secretário de Estado da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, Virgílio Moreira Filho, os números revelam a aposta correta do empresariado estadual ao fortalecer negócios com os países vizinhos. “O Governo do Estado foi decisivo ao aproximar empresas, fomentar parcerias e transferências tecnológicas. Hoje o Mercosul é um bloco consolidado e um dos principais mercados do Paraná”.
Em 2002, as vendas do Paraná aos países integrantes do bloco – Argentina, Paraguai e Uruguai -, alcançavam US$ 263 milhões. Em 2003, o Estado já exportava US$ 501 milhões, alta de 90% sobre o ano anterior. A partir de 2006, o Paraná ultrapassou a barreira do bilhão em vendas (US$ 1,263), atingiu US$ 2,250 bilhões em 2008 e, mesmo no auge da crise econômica internacional, exportou US$ 1,327 bilhão em 2009.
País em processo de adesão final ao bloco do Mercosul, a Venezuela até 2002 comprava cerca de US$ 38 milhões em produtos paranaenses. De 2003 a 2009, o país sul-americano importou valores acima de US$ 1,616 bilhão do Paraná, sendo o ápice em 2008 (US$ 408 milhões). Em 2009, foram US$ 240 milhões, fechando 65% de alta na média dos últimos sete anos.
Governo busca elevar exportações
Elevados índice de crescimento valem também ao Paraguai e Uruguai. Até 2002, o Paraná vendia US$ 98 milhões em produtos para o Paraguai e atingiu US$ 309 milhões no ano passado. Com o Uruguai, as exportações paranaenses somavam US$ 27 milhões em 2002, e terminaram 2009 com US$ 157 milhões.
Empresas
Forte número de empresas estaduais exportadoras para o Mercosul foram verificadas ao longo dos anos. Chega a 580 o total de empresas do Paraná que vendem para o Paraguai, 500 para a Argentina, 340 para o Uruguai e 193 empresas que realizam negócios com a Venezuela.
Para 2010, novas missões estão sendo agendadas e políticas públicas para a inserção de empresas estaduais no Mercosul serão implantadas, adianta o secretário.
fonte:netmarinha

