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Proposta do Brasil à OMC sobre tarifas de importações será discutida na próxima reunião do Mercosul
A proposta brasileira à Organização Mundial do Comércio (OMC), de permitir aumentos nas tarifas de importações de bens industrializados, para compensar eventuais desvalorizações das moedas nos Estados Unidos e na Europa, será tema da reunião de presidentes dos quatro países do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai), em dezembro, em Montevidéu. Outro tema, tratará da lista de exceções, para o comércio no âmbito do Mercosul, informou o Ministério da Indústria da Argentina.
A ministra Débora Giorgi disse que a Argentina "acompanhará a proposta do Brasil de aumentar a TEC [Tarifa Externa Comum] em uma série de posições alfandegárias para produtos cuja importação extra zona possa prejudicar o setor industrial". Ela acrescentou que é preciso buscar uma "uma salvaguarda cambial que permita preservar o mercado regional da entrada de capitais especulativos, promovidos pelas flutuações das moedas dos principais países desenvolvidos".
O secretário de Indústria, Eduardo Bianchi, disse que o governo argentino vem manifestando, há tempos, sua preocupação com o impacto da crise internacional na indústria local: sem ter para quem vender seus produtos, países industrializados podem exportar seus excedentes a preços abaixo do custo de produção. Segundo Bianchi, a Argentina chegou a propor um mecanismo de proteção, mas na época não recebeu o apoio do Brasil. Agora, disse Bianchi, a crise internacional provocou "um mudança de percepção" no Brasil
"No marco da crise internacional tínhamos a intenção de elevar a tarifa externa comum para os casos de excessos de alguns produtos importados. Na época, levamos essa proposta ao Mercosul, mas o Brasil não quis. Agora, porem, Dilma Rousseff está disposta a conversar sobre o tema. A ideia e aumentar as tarifas alfandegárias de forma transitória", declarou Bianchi.
Na próxima cúpula do Mercosul serão discutidos os detalhes da proposta brasileira. Qualquer mudança da TEC requer a aprovação de todos os países. Segundo o secretário, na prática o que se busca é poder adotar uma tarifa superior ao teto de 35% permitido pela Organização Mundial do Comercio (OMC), em casos em que uma desvalorização do dólar ou do euro leve a entrada de excedentes comerciais de países industrializados no Mercosul.
Outro tema de interesse da Argentina, é a ampliação da lista de produtos, provenientes de países fora do Mercosul, que têm exceções alfandegárias. O governo argentino quer aumentá-la de 100 a 300 produtos industrializados. Um exemplo, são os bens de capital, que têm uma TEC de 35% e que a Argentina gostaria de poder importar com tarifa zero.
Bianchi também falou sobre a preocupação dos empresários argentinos com a desvalorização do real, que este mês chegou a 12% em relação ao dólar. Ele disse que o governo está analisando diferentes medidas e não descartou a aplicação de novas licenças não automáticas que protejam o setor.
Fonte: Agência Brasil
Exportações para países árabes crescem 32% em 2011
As exportações brasileiras para países árabes tiveram crescimento de 32% em 2011, em relação ao mesmo período do ano passado, com um acumulado de janeiro a agosto totalizando US$ 9,7 bilhões, segundo a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira. As importações também tiveram crescimento, fechando o mesmo período com US$ 6,4 bilhões, um crescimento de 43% em relação a 2010.
De acordo o diretor-geral da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, Michel Alaby, as instabilidades registradas este ano em alguns países árabes não estão comprometendo os resultados. "O relacionamento comercial entre Brasil e países árabes tem se mostrado aquecido durante todo o ano", declarou.
Do total de US$ 9,7 bilhões registrado pelas exportações brasileiras no acumulado de janeiro a agosto de 2011, a Arábia Saudita ficou em primeiro lugar como principal destino, registrando US$ 2,35 bilhões e crescimento de 26% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em seguida, vem Egito, com US$ 1,47 bilhão e elevação de 27% em relação a 2010, e Emirados Árabes Unidos, com US$ 1,40 bilhão e 32% de variação positiva. Na pauta dos produtos exportados, tiveram destaque o açúcar, minérios, frango, máquinas e equipamentos.
Em relação às importações brasileiras provenientes dos países árabes, do total de US$ 6,4 bilhões, a Argélia liderou os números com US$ 2,72 bilhões e aumento de 32%, seguida da Arábia Saudita, com US$ 2,07 bilhões e crescimento de 62%, e do Marrocos, com US$ 631 milhões e variação positiva de 55%. Os produtos que tiveram destaque foram o petróleo e derivados, fertilizantes e plásticos.
Por: Guia marítimo.
Linhas para exportação vão superar recordes
BRASÍLIA - A expectativa para o final de 2011 é de que as exportações brasileiras atinjam US$ 257 bilhões, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC)
Junto ao crescimento da produção, eleva também a demanda por crédito. Com 37,4% de participação no mercado de Adiantamento sobre Contrato de Câmbio (ACC) e Adiantamento sobre Cambiais Entregues (ACE), o Banco do Brasil estima que este será o melhor ano para o segmento, ao superar o recorde de US$ 15 bilhões em 2007.
O Banco do Nordeste espera atingir US$ 950 milhões, volume excedente em 35,7 % ao ano de 2010, que somou US$ 700 milhões contratados. Apesar de vantajosa, o crédito exige análise criteriosa por parte do empresário, principalmente em momentos de oscilação do dólar, apontam analistas de comércio exterior.
Por: NetMarinha



